Entenda o que é CET – Custo Efetivo Total!
Entenda o que é CET, saiba como calcular esse métrica, e descubra qual é a sua importância para o sucesso da bancarização no varejo!
03/12/2025

Entenda o que é CET, saiba como calcular esse métrica, e descubra qual é a sua importância para o sucesso da bancarização no varejo!
03/12/2025

O que é CET? Se você já contratou um empréstimo, ou está pensando em bancarizar seu negócio e financiar o seu ecossistema, provavelmente já ouviu falar neste termo.
Quando falamos sobre crédito, é natural que algumas pessoas olhem apenas para indicadores como a taxa de juros oferecida pelos bancos, ou até mesmo, o valor das prestações que deverão ser pagas.
Contudo, além desses juros, também existem outros custos envolvidos. É justamente aí que entra o Custo Efetivo Total, que representa o valor real de uma operação financeira.
Esse indicador reúne todos os encargos, tarifas, tributos, seguros e taxas administrativas envolvidas na contratação de um empréstimo, financiamento ou operação de crédito.
Todas essas despesas impactam de forma direta a rentabilidade e a percepção de valor do cliente.
Neste sentido, as entidades que ignoram o CET podem sofrer com uma série de problemas, que prejudicam a análise de risco e comprometem a atratividade da oferta de crédito.
Em contrapartida, dominar essa métrica possibilita a estruturação de operações de crédito com precificação estratégica, eficiência operacional e comunicação clara.
Até por conta disso, entender o CET é fundamental para empresas que buscam construir produtos financeiros rentáveis, transparentes e competitivos.
A soma de todos esses fatores é crucial para os varejistas e empresas que buscam investir em bancarização, ganhar escala, fortalecer e rentabilizar o relacionamento com o consumidor.
Neste artigo completo, explicamos melhor o que é CET, como ele funciona, por que ele é decisivo para a gestão de crédito no varejo e como você pode aplicá-lo corretamente para potencializar margens, reduzir riscos e ampliar conversões. Siga a leitura conosco até o fim e acompanhe
Primeiramente, antes de vermos como essa métrica funciona na prática, é importante que você entenda melhor o que é CET.
Em síntese, o Custo Efetivo Total é um indicador que mostra, de maneira completa e transparente, quanto uma operação de crédito efetivamente custa para o cliente, e quanto ela realmente retorna para o balanço de quem concede crédito.
Ao contrário do que ocorre com a taxa de juros isolada, o CET incorpora todos os encargos financeiros que compõem uma operação de crédito.
É o caso, por exemplo, das tarifas, impostos, seguros, taxas de abertura ou manutenção, IOF, além de todo e qualquer custo que esteja associado ao contrato.
Na prática, podemos dizer que essa métrica funciona como uma “verdade absoluta” da operação, pois ela revela o preço final do crédito já considerando todos os fatores que influenciam na rentabilidade.
Logo, o CET acaba sendo essencial para que varejistas, fintechs de crédito e demais entidades que financiam seus ecossistemas, consigam entender como:
Especialmente neste último ponto, é importante pontuar que o BC exige a divulgação do CET em todas as operações de crédito que são realizadas.

Quer um exemplo simples? Lembra quando você comprou um ingresso para um espetáculo, show ou evento esportivo pela internet, e apareceu um valor a mais chamado de “taxa de conveniência”?
Pois, então. Essa taxa sempre aparece quando o cliente vai finalizar a compra, e nada mais é, do que o valor que a empresa cobra por estar prestando este serviço.
Esse exemplo nos ajuda a entender a real importância do CET, pois ele é o indicador que determina se o crédito “fecha a conta”.
Ele traz mais transparência e clareza, tanto para o cliente que deseja tomar crédito, quanto para a empresa que precisa manter margens e competitividade no mercado.
Agora que você já entendeu o que é CET, fica mais fácil de ver como ele funciona de forma prática.
Como dissemos anteriormente, essa métrica é uma “verdade absoluta” da operação, pois ela revela o preço final do crédito levando em conta todos os fatores que influenciam na rentabilidade.
Ou seja, o seu cálculo é feito a partir da soma da taxa de juros contratada com todas as demais despesas extras que compõem a operação de crédito.
Ao revelar, de forma precisa, qual é o custo real da concessão, essa métrica possibilita que as empresas avaliem a rentabilidade e o risco de forma completa.
Até por conta disso, o Custo Efetivo Total se torna algo crucial para varejistas, indústrias, fintechs e qualquer outro player que oferece Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
Para chegar ao CET, são considerados todos os componentes financeiros que fazem parte da operação de crédito. Entre os principais, podemos destacar:
O primeiro desses componentes são os juros nominais da operação, que representam a taxa básica contratada, ou, o valor cobrado pela disponibilização do crédito.
Embora eles não reflitam o custo total da operação, esses juros compõem o “núcleo da precificação”.
Além disso, em algumas estruturas mais modernas, como crédito omnichannel ou financiamento no Ponto de Venda (PDV), a taxa nominal funciona apenas como um ponto de partida para entender o impacto financeiro.
Essas tarifas também englobam as taxas administrativas e demais custos operacionais necessários para analisar, aprovar e registrar a operação.
Eles podem incluir fatores que vão desde a originação e análise de risco, até os custos de compliance, onboarding, antifraude, entre outras despesas de manutenção ou renovação do contrato.
Caso essas tarifas não sejam corretamente incorporadas ao CET, elas acabam comprometendo a margem e distorcendo a precificação final do crédito.
Também é comum algumas operações de crédito incluírem seguros obrigatórios ou facultativos, como por exemplo, o seguro prestamista, entre outras garantias que podem aumentar os custos adicionais.
Do ponto de vista de quem está fazendo a originação de crédito, esses mecanismos ajudam a reduzir a inadimplência, o turnover e o absenteísmo.
Porém, essas taxas adicionais acabam impactando de forma direta o CET para o cliente, e portanto, devem ser incorporadas de forma transparente ao cálculo dessa métrica.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é um dos componentes mais importantes dentro do cálculo do Custo Efetivo Total (CET).
Ele é um tributo federal aplicado sobre empréstimos, financiamentos e demais modalidades de crédito, e varia de acordo com o prazo, o valor e o tipo de operação.
Na prática, o IOF é fundamental para assegurar a conformidade regulatória de uma transação que envolve empréstimo ou financiamento.
A sua ausência no cálculo do CET não causa apenas inconsistências financeiras, mas também gera problemas de comunicação e transparência com o cliente.
Por fim, também é importante destacar os custos de intermediação e manutenção, que são relacionados aos agentes envolvidos no ciclo do crédito, sejam eles parceiros comerciais, ou plataformas de crédito.
Esses valores podem incluir eventuais comissões, taxas de repasse, custos de adquirência, despesas relacionadas à antecipação de recebíveis, além de custos de gestão de crédito e cobrança.
A soma de todos esses valores resulta no CET, que como dito anteriormente, é o “número final” de uma operação de crédito.
Ao mostrar quanto essa operação realmente custa para o cliente, e qual será o retorno líquido para quem concede crédito, o entendimento dessa métrica é fundamental.
Afinal, a partir do momento em que os originadores entendem essa lógica, fica mais fácil de criar soluções e produtos financeiros mais competitivos, sustentáveis e transparentes.
Essa é uma das principais dúvidas que aparecem quando falamos sobre o que é CET, e apesar de termos falado sobre isso nos itens acima, é importante explicarmos de forma mais clara qual é essa diferença, pois isso é fundamental para as empresas e entidades que originam e concedem crédito.
Enquanto a taxa de juros corresponde somente ao custo básico da operação, o Custo Efetivo Total mostra o custo completo e consolidado do crédito.
A taxa de juros representa apenas o custo “aparente” do financiamento, ou seja, o percentual cobrado pela instituição financeira que emprestou o crédito.
O objetivo desta taxa é mostrar quanto o cliente paga pelo dinheiro emprestado, contudo, ela não incorpora tarifas, impostos, garantias, seguros, entre outras despesas.
Pelo lado do cliente, a taxa de juros parece ser o principal indicador, porém, para quem está originando crédito, ela é um dos principais elementos que compõem a rentabilidade.
No contexto do varejo que concede crédito, é importante pontuar que essa cobrança não pode ocorrer da mesma forma que é realizada pelas instituições financeiras tradicionais.
Para contornar esse problema, os varejistas costumam utilizar um instrumento conhecido como Cédula de Crédito Bancário (CCB).
A CCB é um documento que formaliza a obrigação de pagamento de uma transação de empréstimo, realizada por uma empresa, banco ou outra entidade financeira.
Como a CCB é um título extrajudicial, ela possibilita que o originador de crédito possa cobrar o pagamento do tomador sem ter que passar por um processo de reconhecimento da existência da dívida.
No caso do varejo, os exemplos mais comuns de utilização da CCB são: crédito CDC, crediário próprio, empréstimo pessoal, juros rotativos do cartão de crédito ou cartão private label, antecipação de recebíveis dos cartões e títulos de dívidas empresariais.
Ademais, a CCB também pode ser utilizada para estabelecer informações referentes a taxas juros sobre a dívida, atualização monetária, incidência de multas e possíveis penalidades contratuais.
Por outro lado, o CET vai muito além dessa taxa nominal de juros, e isso ocorre justamente pelo fato dele incorporar taxas administrativas, seguros, IOF e demais despesas de intermediação.
Além disso, o Custo Efetivo Total é um indicador obrigatório, regulado pelo BC, e que serve para assegurar transparência e conformidade entre diferentes modalidades de crédito.
Neste sentido, essa métrica revela para quem concede crédito os seguintes indicadores:
Em suma, enquanto a taxa de juros corresponde apenas à uma parte do preço, o CET é o preço completo do crédito, e por conta disso, consegue proporcionar uma visão muito mais realista de quanto o crédito efetivamente vai custar ao final do contrato ou da CCB.
É justamente essa diferença crucial que faz o Custo Efetivo Total ser algo tão relevante, principalmente para empresas que não têm origem no mercado financeiro, mas que desejam estruturar produtos financeiros escaláveis, sustentáveis e em sinergia às exigências regulatórias.
Chegamos a um dos tópicos mais importantes deste artigo, afinal, não basta apenas conhecer o que é CET. Também é necessário que você saiba como calculá-lo.
No contexto do varejo, o cálculo dessa métrica significa entender, de forma precisa, quanto custa conceder crédito ao consumidor, considerando todas as variáveis envolvidas:
Embora o Custo Efetivo Total seja um cálculo técnico, a sua lógica é bastante simples: ele transforma todos os custos da operação em um único percentual.
Assim, é possível comparar os produtos financeiros, ajustar as margens e tomar decisões mais inteligentes e embasadas.
No varejo, o cálculo do CET costuma levar em consideração as seguintes variáveis:
Para ilustrarmos esse cálculo de forma mais didática, trouxemos o seguinte exemplo prático aplicado ao varejo.
Imagine que uma loja de departamentos oferece um financiamento de R$ 1.000 em 10 parcelas. Neste caso, os componentes são:
No cálculo do CET, todos esses custos são transformados em um fluxo financeiro consolidado, que são distribuídos ao longo das parcelas.
Posteriormente, eles são convertidos em uma taxa efetiva anual, geralmente utilizando algumas fórmulas financeiras, como a Taxa Interna de Retorno (TIR).
O resultado costuma mostrar que a taxa efetiva da operação é consideravelmente maior do que a taxa de juros. Assim, o varejista consegue:
Na prática, o cálculo correto do CET não serve apenas para cumprir uma exigência do Banco Central.
Caso esse cálculo não ocorra corretamente, o varejista pode perder margem sem perceber, repassar os custos de forma incorreta e comunicar taxas incompletas ao consumidor.
Portanto, o cálculo do CET funciona como uma ferramenta de gestão ao varejo, e serve para orientar promoções, definir limites, ajustar prazos, criar soluções financeiras mais inteligentes e potencializar a competitividade no PDV.
Quando falamos sobre crédito, existem diversas variáveis que impactam no seu custo de originação. Não é diferente com o CET.
É importante que você entenda o que faz essa métrica subir ou descer, pois assim, poderá estruturar produtos financeiros competitivos e rentáveis.
Lembre-se do que falamos anteriormente: o Custo Efetivo Total não é apenas um indicador técnico.
Ele é influenciado de forma direta por decisões operacionais, estrutura de funding, processos internos e estratégias de risco.
Abaixo, listamos alguns elementos que encarecem a operação de crédito e aumentam o custo final para o consumidor.
Se eles não forem bem monitorados, podem acabar reduzindo a margem do varejo e tornando a oferta menos competitiva. São eles:
Quando as taxas de juros são elevadas, elas naturalmente aumentam de forma automática o custo efetivo da operação.
E isso ocorre tanto pela taxa nominal aplicada ao parcelamento, quanto pelo aumento do risco percebido, que exige juros maiores.
No contexto do varejo, que é um setor volátil e com clientes que têm maior probabilidade de cometer inadimplência, esse efeito acaba sendo mais significativo.
Além disso, quando o varejista acaba ficando dependente de estruturas pouco eficientes, ou capital próprio escasso, o custo do dinheiro também sobe.
Ou seja, quando o funding é caro, ele também impacta o CET, pois precisa ser repassado ao cliente final para que a operação seja sustentável.
Essa também é uma questão importante, e até certo ponto, bastante lógica: quanto mais agentes participam da operação, maior será o custo total.
Afinal, cada participante adiciona taxas, comissões e custos de processamento. Por isso, a estrutura de crédito passa a ter um peso extremamente importante dentro do CET.
Caso essa estruturação não seja bem feita, pode acabar gerando um “efeito dominó”, que eleva o Custo Efetivo Total de forma significativa.
Ademais, a ineficiência tributária, ou estruturas fiscais inadequadas, também acabam aumentando o custo da operação.
E isso pode ocorrer por uma série de razões, como escolha incorreta do modelo jurídico, cobrança tributária redundante, falta de otimização do IOF e ausência de planejamento fiscal.
Falando especificamente do varejo, onde o volume acaba sendo alto, qualquer ineficiência tributária acaba se multiplicando de forma bastante rápida.
Por outro lado, também existem fatores que reduzem o CET, e tornam o crédito mais eficiente, competitivo e rentável.
Os varejistas que conseguem otimizar essas variáveis, passam a operar com margens maiores e risco mais controlado, sem ter que aumentar o custo para o cliente. São eles:
Estruturas de crédito otimizadas e bem desenhadas, por meio de SCDs ou veículos de securitização próprios, ajudam a reduzir os gastos e aumentam a eficiência tributária.
Quando os custos operacionais são controlados, e a operação é mais direta, menor será o CET.
A securitização também ajuda a reduzir o custo de funding, pois permite que o varejista faça uma antecipação de recebíveis ou capte recursos com taxas mais acessíveis, através do mercado de capitais.
Essa estratégia ajuda a diminuir a dependência do funding bancário e permite que o varejista repasse parte dessa economia ao cliente, reduzindo o CET.
Mais adiante, em outro tópico, vamos explicar de forma mais dinâmica como a securitização ajuda a tornar o Custo Efetivo Total mais competitivo.
Além disso, os varejistas que conseguem fazer uma boa avaliação de risco, utilizando modelos mais inteligentes, também conseguem reduzir o CET.
Quando falamos de modelos inteligentes, estamos falando do uso de dados proprietários, análise comportamental e score de crédito interno.
Por meio desses dados e insights próprios, o varejo consegue conceder crédito somente para os consumidores que possuem perfil adequado.
Assim, com menor risco de sofrer com inadimplência, o varejo pode aplicar juros mais competitivos, diminuindo o CET e ampliando a conversão.
Por fim, quanto mais digital for o processo, menor será o custo efetivo, e por consequência, menor o CET.
Portanto, qualquer automação que elimine as etapas manuais que encarecem a operação, como análise de crédito instantânea, assinaturas eletrônicas e processos integrados, ajudam a otimizar os custos que serão repassados ao cliente final.
Em suma, o Custo Efetivo Total acaba sendo impactado por todas as variáveis que compõem uma operação de crédito.
Ou seja, para reduzir o CET, o varejista deve reduzir custos, otimizar o risco e se apoiar em tecnologia e dados.
Para evitar que ocorra aumento nessa métrica, é preciso controlar as intermediações financeiras, funding caro, ineficiências fiscais e juros desajustados ao risco real.
O varejista que consegue potencializar esse equilíbrio é o que obtém operações lucrativas dentro deste universo do varejo financeiro.
Se você já acompanha os conteúdos aqui em nosso blog, com certeza já ouviu falar no conceito de Retail Banking.
Também conhecido como bancarização do varejo, ele é um processo pelo qual os varejistas começam a oferecer serviços e produtos financeiros aos seus clientes.
Ao assumir as funções que, historicamente eram realizadas apenas pelos bancos e instituições financeiras, esses varejistas têm conseguido incluir a oferta de crédito como serviço para todo o seu ecossistema.
Quando falamos do varejo moderno, estamos falando de empresas que já perceberam que essa oferta de crédito não é apenas um diferencial.
Ela se tornou parte central de uma estratégia efetiva para gerar maior recorrência, elevar o ticket médio, fidelizar clientes e obter novas fontes de receita.
Todavia, para que a estratégia do Retail Banking funcione de maneira sustentável e escalável, é crucial ter o domínio do CET.
Afinal, como observamos anteriormente, essa métrica consegue mostrar o custo real de cada operação de crédito realizada.
No contexto dos varejistas que concedem crédito, ter esse entendimento faz toda a diferença, pois assim, esses players conseguirão criar produtos financeiros mais rentáveis e 100% alinhados às exigências regulatórias do BC.
Abaixo, listamos algumas razões que vão te ajudar a entender melhor por que o Custo Efetivo Total é tão importante para esses varejistas. Veja:
Quem trabalha com varejo sabe bem que trabalhar com margens apertadas é regra, e não exceção.
De acordo com os insights obtidos no Varejo Finance Report 2025, o varejo alimentar possui uma margem líquida entre 1% e 3%, enquanto o varejo de moda, tem uma margem líquida entre 5% e 10%.
Por outro lado, o varejo de eletroeletrônicos e móveis têm uma margem líquida entre 2% e 6%. Já o varejo farmacêutico possui margem líquida entre 3% e 8%, ao passo que o varejo digital possui margem líquida entre 0% e 5%.
O motivo para essas margens baixas costumam ser a alta carga tributária e os demais custos operacionais elevados.
Justamente por conta disso, muitos varejistas costumam oferecer produtos financeiros conectados ao varejo, via Embedded Finance, para otimizar a margem de lucro.
Além disso, também existem situações nas quais a receita da operação mercantil é negativa, o que leva muitos varejistas a usarem suas receitas financeiras para reverter esse quadro e obter resultado positivo.
Neste sentido, quando o crediário, o cartão private label ou Buy Now Pay Later (BNPL) entram na equação, qualquer custo que não seja mapeado, pode comprometer a rentabilidade da operação.
Ao conectar as tarifas, seguros e IOF das operações, o CET consegue consolidar todas essas informações em apenas um indicador.
Assim, o varejista consegue entender de forma completa quanto ele ganha em cada operação, evitando a ocorrência de surpresas no fluxo financeiro.
O Custo Efetivo Total também é necessário para ajudar os varejistas a compararem parceiros e modelos de crédito.
Afinal, os varejos que operam como bancos, fintechs, instituições de pagamento ou Sociedade de Crédito Direto (SCD) precisam avaliar custos de tecnologia, originação, risco de crédito e manutenção da operação.
Neste sentido, o CET possibilita a comparação entre diferentes propostas e de forma padronizada, mostrando ao varejista, qual parceiro efetivamente entrega a melhor combinação entre custo, risco e retorno.
O consumidor moderno não tem mais paciência com a perda de tempo. O cliente deseja que os pagamentos ocorram imediatamente. Caso esse pagamento seja maior que três segundos, o cliente já fica incomodado.
Essa reflexão feita por Edson Santos, CEO da Colink durante o Varejo Finance 2025, sintetiza aquele que é um dos maiores desafios dos varejistas: reduzir o atrito na venda.
Independentemente se o PDV é físico ou online, as decisões precisam ser rápidas. E aqui, um CET claro e bem comunicado proporciona maior segurança ao consumidor e reduz suas dúvidas.
A transparência aumenta a adesão ao crédito, reduz a taxa de abandono de carrinho e também melhora a percepção que o cliente tem em relação à marca.
Como dito anteriormente, o Banco Central exige que o Custo Efetivo Total seja devidamente informado ao cliente em toda e qualquer operação de crédito.
Isso vale para qualquer instituição financeira, seja ela uma instituição de pagamento, SCD ou Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI).
Como essas instituições costumam ser utilizadas como braço financeiro dos varejistas que têm uma escala grande e uma oferta de produtos diversa, o cumprimento dessa exigência não é apenas uma obrigação.
Por meio do CET, o varejista consegue se proteger contra riscos legais e reputacionais que possam surgir e prejudicar toda a operação.
Por fim, o varejo que domina o CET consegue testar preços, ajustar prazos, personalizar limites e oferecer condições especiais sem prejudicar o seu fluxo de caixa.
Consequentemente, isso abre espaço para o varejista criar estratégias mais inteligentes, como:
Assim, o varejista consegue criar ofertas mais assertivas, que são fundamentais em períodos de alta demanda, como Black Friday e Natal.
Por essas e outras razões, fica fácil de entendermos que o CET não se resume apenas a um mero indicador financeiro.
No contexto do varejo, ele funciona como um pilar estratégico, capaz de determinar se o crédito vai impulsionar o negócio, ou se tornar um “centro de custo”.
Na prática, quem consegue dominar o Custo Efetivo Total, conseguirá dominar o futuro do varejo financeiro brasileiro.
Anteriormente, nós citamos alguns dos principais fatores que aumentam ou reduzem o CET, e que por consequência, impactam a concessão de crédito no varejo.
Controlar essa métrica é, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios é uma das maiores oportunidades para os varejistas que oferecem crédito aos seus ecossistemas.
Em um ambiente cada vez mais competitivo, com margens pressionadas e consumidores sensíveis ao custo de financiamento, o controle do CET passa a ser fundamental.
Quem consegue dominá-lo passa a operar com maior eficiência, atrair mais clientes e garantir a sustentabilidade da operação de crédito a longo prazo.
Entretanto, para que esses objetivos sejam alcançados, é crucial que o varejista adote uma gestão ativa, pautada em dados e tecnologia, e conte com o auxílio de parceiros estratégicos.
Abaixo, listamos três principais pilares que são essenciais para manter o CET sob controle. Observe:
De início, uma das maneiras mais eficazes de manter o CET sob controle, é implementar modelos de simulação de crédito.
Essas estruturas conseguem prever, de forma precisa, o real impacto que cada elemento da operação, como juros, tarifas, seguros e impostos, tem sobre o custo final.
A partir do momento em que o varejista passa a trabalhar com simulações robustas, fica mais fácil testar diferentes cenários e panoramas antes de lançar uma nova campanha ou produto financeiro.
Assim, é possível evitar surpresas negativas e garantir que a oferta seja realmente sustentável, pois esses modelos de simulação permitem que o varejista:
Esses diferenciais fazem total diferença no varejo, que é um setor no qual as operações têm volume e velocidade altos.
Portanto, simular crédito antes de ofertá-lo é essencial para evitar que pequenas distorções virem grandes prejuízos no CET.
Lembra que dissemos que o CET não é somente um número financeiro? Isso ocorre por uma razão em especial. Ele é impactado de forma direta pelo comportamento do cliente e pela estrutura fiscal da operação.
Portanto, o acompanhamento de forma contínua é crucial para monitorar indicadores como inadimplência, atrasos, recuperação de crédito e recuperação tributária.
O monitoramento dessas métricas permite que o varejista ajuste as taxas e garanta que a operação se mantenha saudável.
Do contrário, caso os índices de inadimplência subam, o risco da operação aumenta e o Custo Efetivo Total tende a crescer, pois o varejista terá que embutir esse risco no preço final.
O mesmo cenário ocorre quando há ineficiência tributária ou ausência de planejamento.
Esses fatores fazem com que o custo irreversível da operação fique elevado e tenha que ser incorporado ao CET.
Para que o acompanhamento desses indicadores seja efetivo, é importante que o o varejista conecte a performance da carteira de crédito ao perfil de consumidores.
Além disso, também deve segmentar por canal e observar o impacto do IOF e certos tributos específicos, bem como os custos de cobrança e recuperação de crédito.
Quando o varejista consegue entender o comportamento real da carteira de crédito, fica mais fácil ajustar a política de crédito, calibrar ofertas e manter o CET dentro de parâmetros sustentáveis.
A gestão de risco e a gestão de tributos não são áreas separadas, mas sim, peças-chave no controle do Custo Efetivo Total.
Por fim, mas não menos importante: nenhum varejista controla o CET sozinho, principalmente em modelos de crédito estruturados.
Para que o varejo alcance essa eficiência operacional e financeira, é necessário contar com parceiros tecnológicos e financeiros.
Agentes como plataformas de crédito, provedores de infraestrutura, empresas de dados, adquirentes e instituições financeiras fornecem os insumos para reduzir custos e otimizar o fluxo da operação.
Ao escolher bons parceiros, o varejista consegue reduzir intermediações, acessar funding mais barato e reduzir custos operacionais e tributários.
Ademais, por meio dessas parcerias, também é possível aplicar tecnologia antifraude, via Know Your Customer (KYC) e automatizar onboarding, assinatura e gestão de contratos.
Quando o varejo escolhe os parceiros certos, que não apenas reduzem o custo da operação, mas aumentam a assertividade do risco, é possível diminuir a inadimplência e entregar soluções financeiras mais competitivas. A soma de todos esses fatores reduzem de forma direta o CET.
Anteriormente, nós mencionamos brevemente sobre o que é securitização, que ajuda a gerar um CET mais competitivo.
A securitização é um processo que converte os direitos creditórios de uma empresa, que são os créditos que ela tem a receber, em títulos que podem ser comercializados no mercado de capitais.
Ou seja, a empresa “antecipa” os valores que receberia futuramente, como contas a receber, duplicatas, contratos de financiamento, CCB, entre outros recebíveis, e converte esses créditos em recursos imediatos.
Ao optar pela securitização, qualquer empresa pode “transferir” seus direitos creditórios a um veículo de securitização, como FIDC ou Securitizadora.
Essas estruturas emitem títulos lastreados nesses ativos (Certificado de Recebíveis (CR) e debêntures).
Esses valores mobiliários podem ser negociados no mercado de capitais, para que investidores comprem essas dívidas e aportem capital.
O principal diferencial competitivo da securitização, é o fato da empresa obter liquidez imediata sem precisar buscar empréstimos bancários tradicionais.
Apesar disso, as empresas também podem financiar uma operação usando somente os ativos que já possuem, pois a securitização abre portas para que o dono da operação seja um investidor.
Isso significa que o investidor pode usar seu capital próprio e capturar o lucro da operação da securitização de recebíveis.
Devido a suas características e diferenciais, a securitização também se torna uma das ferramentas mais poderosas para reduzir o CET no varejo.
E existe um motivo principal para isso: ela atua de forma direta naquilo que mais pesa no cálculo: o custo de funding, a eficiência operacional e a estrutura de riscos da operação.
A partir do momento em que o varejista utiliza a securitização, por meio de um FIDC ou Securitizadora, ele consegue transformar seus recebíveis em instrumentos de captação.
Desse modo, ele acessa recursos a custo significativamente menor do que o funding tradicional bancário.
Por consequência, essa redução na base de custos possibilita a aplicação de taxas mais competitivas, reduzindo o CET sem abrir mão da margem.
Além do mais, a securitização reduz a participação de intermediários. E menos intermediários significam menos tarifas, repasses, entre outros custos ocultos, que na maioria das vezes elevam o Custo Efetivo Total. Ou seja, quando o varejo opera com estruturas mais diretas, ele ganha maior eficiência e previsibilidade.
Por fim, a securitização também possibilita a escalabilidade, pois quanto maior for a eficiência da captação e da gestão da carteira de crédito, menor será o custo da operação. Isso reflete no CET entregue ao cliente, que passa a ser muito mais competitivo.
Para além disso que falamos, a securitização também ajuda a reduzir a base de cálculo dos tributos federais, pois quando o varejista originador de crédito transfere seus direitos creditórios a um FIDC ou Securitizadora, ele deixa de reconhecer os juros futuros desses recebíveis como receita financeira própria.
Na prática, isso quer dizer que o varejista passa a recolher IRPJ e CSLL somente sobre o resultado da cessão.
Esses ganhos tributários também reduzem o valor do PIS/COFINS, que apesar de incidirem sobre a receita financeira, passam a ter menor impacto.
São por esses e outros motivos que os varejistas que utilizam a securitização conseguem ofertar crédito com taxas mais baixas, maior conversão e retorno financeiro.
Após descobrir o que é CET, e compreender a sua real importância, fica fácil de visualizar como essa métrica é extremamente importante no contexto da bancarização.
A tendência do Retail Banking está cada vez mais em alta no Brasil, com o mercado estando estimado em US$ 146,6 bilhões em 2025.
Segundo o instituto Mordor Intelligence, a projeção é que o Retail Banking salte para US$ 217 bilhões em 2030, com uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 8,17%.
Por isso, se o seu varejo ainda não se bancarizou, mas você sente que está na hora de dar o próximo passo e transformar o crédito em uma fonte de receita previsível, escalável e competitiva, a GIRO,TECH está pronta para ser a sua parceira ideal nesta jornada!
Nós somos uma plataforma de Credit as a Service (CaaS), e ajudamos empresas a criar, otimizar e operar produtos financeiros complexos, sempre com foco em eficiência, conformidade regulatória e redução do CET.
Afinal, o nosso objetivo aqui é transformar o seu capital e prazo em crédito estruturado e ágil, garantindo resultados sólidos, tanto na ponta financeira quanto na experiência do cliente.
Anteriormente, nós dissemos que a securitização é uma das melhores alternativas para que os varejistas reduzam o CET nas operações de crédito.
Aqui na GIRO.TECH, nós fornecemos todos os insumos para que você escolha entre o FIDC e a Securitizadora, e assim, possa ter o veículo de securitização mais adequado à sua realidade.
Para a operação através do FIDC, nós contamos com o apoio da Monetiza, nossa unidade regulada e especializada na estruturação de FIDCs.
A implantação desse braço financeiro pode ocorrer em duas frentes: apenas com o capital próprio da empresa, ou via captação no mercado de capitais.
Além da Monetiza, nós também temos o GTHub, nosso Hub de Integração, desenvolvido para resolver a principal dor quando falamos em financiar crédito: conectar a operação com todas as “peças” que compõem uma infraestrutura de crédito.
O GTHub foi criado para acabar com esses atritos na orquestração das operações, especialmente na integração entre a originação de crédito com a bancarização, e a posterior integração com o FIDC.
Essa nossa “solução invisível” é utilizada, por exemplo, pela Magalu, que consegue otimizar todos os processos complexos, garantindo o máximo de eficiência em sua operação de CDC Digital.
O FIDC é apenas uma das alternativas existentes quando falamos sobre veículos de securitização.
A outra opção é a Companhia Securitizadora, que na maioria das vezes, acaba sendo a estrutura mais indicada para a realidade dos varejistas, principalmente se o objetivo for conceder crédito apenas com capital próprio.
A Securitizadora possui uma estrutura mais leve e com menos custos. Para que isso seja possível, a GIRO.TECH monta uma SPE-Sociedade de Propósito Específico dentro das exigências determinadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A GTS Securitizadora, nossa unidade regulada pela CVM, cria uma subsidiária integral da nossa Securitizadora, seguindo o modelo recomendado pela CVM 60.
Com isso, nós conseguimos estruturar uma operação de crédito juridicamente estável e eficiente do ponto de vista tributário, ajudando sua empresa a reduzir o CET.
Ademais, também existe uma outra vantagem adicional: todas as emissões de títulos realizadas pela GTS Securitizadora permitem que seu varejo obtenha os recursos necessários para rodar novas operações de crédito.
Isso acontece por meio das debêntures que são emitidas como títulos de investimento. E nós também ajudamos você a buscar investidores no mercado de capitais, caso seu objetivo seja ampliar as fontes de funding.
Desse modo, o seu varejo poderá emitir esses títulos e vendê-los a investidores, tendo uma estrutura muito mais leve e com os mesmos ganhos tributários de um FIDC.
Por fim, após concluir a leitura deste artigo, você conseguiu entender melhor o que é o CET, e como essa métrica impacta diretamente nas estratégias de bancarização.
Entender o Custo Efetivo Total não é apenas uma exigência regulatória, mas sim, um diferencial competitivo para os varejistas que buscam operar crédito com inteligência, escalabilidade e rentabilidade.
Isso ocorre, pois essa métrica reflete o custo total da operação, incluindo juros, tarifas, impostos, seguros e demais elementos que impactam a margem e o risco.
Neste sentido, cada etapa da operação, da estruturação ao modelo de funding, acaba refletindo diretamente neste indicador.
Ao compreender como calcular o CET, e quais fatores o fazem subir ou descer, o varejista consegue controlá-lo usando tecnologia, análise de risco avançada e processos digitais.
Entre as ferramentas para gerar maior eficiência tributária, destaca-se a securitização, que se tornou um pilar estratégico para reduzir o custo de funding, eliminar intermediários e entregar operações muito mais competitivas.
No final do dia, o varejista que domina o CET oferece crédito sustentável, capaz de ampliar ticket médio, aumentar a conversão e fortalecer o vínculo com o cliente.
É justamente esse domínio que separa operações lucrativas das operações de crédito que perdem margem sem perceber.
Por isso, se você quer estruturar soluções financeiras inteligentes, e conquistar um CET mais competitivo, a GIRO.TECH pode te ajudar!
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