4 motivos para o varejo participar do mercado de capitais
Descubra as razões pelas quais o varejo deve participar do mercado de capitais, e como estruturas como FIDC e Securitizadora impulsionam esse movimento!
20/10/2025

Descubra as razões pelas quais o varejo deve participar do mercado de capitais, e como estruturas como FIDC e Securitizadora impulsionam esse movimento!
20/10/2025

Nos últimos anos, o mercado de capitais tem ganho relevância no Brasil, sobretudo, pelo fato dele ter deixado de ser um espaço restrito aos grandes bancos.
Graças à popularização da securitização, esse mercado tem se tornado uma ferramenta extremamente estratégica.
Afinal, ele permite que às empresas que não têm origem no mercado financeiro, possam buscar novas maneiras para financiar suas operações de crédito.
Assim, essas empresas conseguem fidelizar todo seu ecossistema e crescer de maneira sustentável.
Não à toa, as captações via Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) tem alcançado um patamar nunca antes atingido.
De acordo com dados divulgados pela ANBIMA, as captações de recursos via FIDC somaram R$ 40,6 bilhões no primeiro semestre de 2025.
Em números gerais, esse montante representa uma alta de 8,8% na comparação com o mesmo período de 2024.
Além disso, as captações via Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRAs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) também tiveram uma representatividade importante. Enquanto os CRAs somaram R$ 14,2 bilhões, os CRIs totalizaram R$ 23,7 bilhões.
Entre os setores que têm utilizado essas alternativas, está o varejo, que por meio do mercado de capitais, consegue acessar diferentes fontes de recursos.
Assim, é possível expandir lojas, digitalizar canais e até mesmo estruturar produtos de crédito próprios, como por exemplo o cartão private label.
Contudo, esse ainda é um tema que causa dúvidas, afinal, por que o varejo deveria participar do mercado de capitais? Como isso funciona? Essa estratégia realmente vale a pena?
Essas e outras dúvidas serão respondidas neste artigo. Siga a leitura conosco e descubra como essa alternativa é uma alavanca de crescimento para o varejo moderno!
Primeiramente, antes de explorarmos quais são essas vantagens, é importante que você entenda melhor o que é o mercado de capitais.
De modo geral, ele é a união de diferentes entidades, agentes econômicos e legislação voltados à distribuição de valores mobiliários.
Por meio dele, é possível viabilizar, emitir e negociar diferentes tipos de valores mobiliários, como ações, debêntures, CRs, entre outros títulos e instrumentos financeiros.
Em outras palavras, ele é o “ambiente” no qual empresas e investidores se conectam para negociar instrumentos financeiros, sendo um canal de financiamento para empresas e fonte de rentabilidade para os investidores.
De início, essa já é uma das grandes virtudes do mercado de capitais, pois diferentemente do que ocorre com o crédito bancário tradicional, ele permite que as empresas captem recursos de forma direta com o investidor. Assim, é possível eliminar os intermediários e obter condições mais flexíveis e competitivas.
Além disso, as empresas conseguem usar os recursos captados para financiar suas atividades e projetos.
Essa é uma das razões pelas quais esse tipo de estratégia tem se popularizado cada vez mais entre os setores da economia, como é o caso do varejo.
Historicamente, os varejistas precisam ter que lidar com margens mais apertadas, sazonalidades nas vendas e necessidade constante de ter capital de giro para acelerar seu crescimento.
Como o mercado de capitais é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ele exige que seus participantes adotem rigorosos padrões de segurança, transparência e gestão corporativa.
Desse modo, muitos varejistas também enxergam nele a oportunidade de ter uma ferramenta estratégica para sustentação e expansão dos seus negócios.
Afinal, o mercado de capitais não é apenas uma fonte de recursos: ele é um ecossistema que fortalece a estrutura financeira e abre portas para novas oportunidades de crescimento, conforme veremos adiante, em outros tópicos.
Agora que você já entendeu melhor o que é o mercado de capitais, fica mais fácil compreender como ele funciona na prática.
Como dissemos anteriormente, aqui no Brasil, a CVM é o principal regulador desse mercado.
Ou seja, a sua função é criar regras, supervisionar e fiscalizar todas as atividades que envolvem emissão, negociação e administração de valores mobiliários.
Ou valores mobiliários são os instrumentos financeiros emitidos por entidades públicas e privadas, e que são usados para a captação de recursos.
Eles representam uma forma de investimento, e incluem títulos como ações, notas promissórias, debêntures, entre outros.
Na prática, o mercado de capitais é operado por intermediários, como corretoras, Distribuição de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), bancos de investimento e plataformas digitais, que ajudam a fazer a “ponte”, conectando as empresas que emitiram os títulos, aos investidores.
De modo geral, esse mercado é dividido em dois grandes segmentos, sendo eles:
Graças à flexibilidade e incentivos dos órgãos reguladores, o mercado de capitais passou a ficar cada vez mais acessível para setores como o varejo.
Atualmente, empresas de pequeno, médio e grande porte conseguem estruturar operações de securitização ou emitir debêntures.
Além disso, qualquer varejista pode montar seu próprio FIDC ou Securitizadora dentro de um ambiente seguro e regulado pela CVM.
Isso passou a ser possível graças à combinação entre o avanço tecnológico e os marcos regulatórios mais modernos.
A combinação entre esses fatores também contribuiu para que empresas fora do mercado financeiro passassem a participar de forma mais ativa do mercado de capitais.
Ademais, as fintechs de crédito e as DTVMs também têm ajudado a simplificar processos, permitindo que os varejistas montem estruturas de crédito sob medida.
A atuação de todos esses agentes nos ajuda a entender como funciona o mercado de capitais no Brasil, ajudando a financiar o crescimento de empresas e gerando oportunidades para os investidores.
Se você estava buscando informações na internet sobre o mercado de capitais, provavelmente se deparou com um outro termo semelhante: mercado de crédito.
Apesar de terem o mesmo intuito (financiar o crescimento das empresas), é importante pontuar que ambos operam de maneiras distintas.
E isso vale tanto na originação dos recursos, quanto na flexibilização e custos envolvidos.
O mercado de crédito é um sistema financeiro responsável por conduzir os processos de concessão, controle, cobranças e linhas de crédito.
Nesse modelo, o financiamento vem principalmente das instituições financeiras, como bancos e fintechs, que emprestam dinheiro e cobram juros sobre o valor concedido.
Além disso, para que uma pessoa física ou jurídica consiga acessar algum valor, ela depende da análise de crédito, das garantias oferecidas e condições de mercado.
Justamente por conta disso, o custo de captação tende a ser mais alto e as linhas de crédito mais limitadas, principalmente em períodos de juros elevados.
Não é o que ocorre com o mercado de capitais, que como dito anteriormente, permite que a empresa capte de forma direta com os investidores.
Para isso, essa empresa emite títulos como debêntures, notas comerciais, CRs ou cotas de FIDCs.
Nessa configuração, não há a figura do banco intermediador, pois são os investidores que compram os títulos buscando rentabilidade.
O resultado é uma estrutura mais flexível, com menos taxas e prazos mais adequados à estratégia do negócio.
Ademais, outra diferença importante está na natureza jurídica de cada operação, pois enquanto o mercado de crédito é voltado para suprir demandas pontuais de caixa, o mercado de capitais permite o planejamento a longo prazo.
Ou seja, ele possibilita que uma empresa financie sua expansão, reduza a dependência bancária e reforce a governança corporativa.
No contexto do varejo, entender essa diferença é crucial. Afinal, em um cenário de margens apertadas, migrar uma parte do funding para o mercado de capitais pode ajudar a ampliar a sustentabilidade da operação.

Mas com tudo isso que falamos anteriormente, você pode estar se perguntando: “Legal, mas qual é a principal função do mercado de capitais?”.
A resposta é simples: canalizar recursos de quem tem capital disponível para quem necessita fazer um financiamento para poder crescer.
Em outras palavras, essa união entre as diferentes entidades e agentes econômicos tem como grande objetivo, conectar investidores, que podem ser fundos, pessoas físicas ou jurídicas, a empresas que buscam captar recursos para expandir operações de crédito ou investir em infraestrutura.
Na prática, essa é uma relação de “ganha-ganha”, na qual a empresa elimina a dependência bancária e consegue obter funding mais competitivo, enquanto o investidor encontra boas oportunidades de rentabilidade dentro de um ambiente transparente e regulado.
Se observarmos o cenário atual do varejo, ficará mais fácil compreendermos como o mercado de capitais cumpre uma função extremamente estratégica.
Embora movimente um alto volume de capital nas operações do dia a dia, em muitas ocasiões, ainda é comum o varejo enfrentar limitações de crédito, seja por conta da volatilidade nas vendas ou devido às margens reduzidas.
Um exemplo é o varejo de eletroeletrônicos e móveis, que possui uma margem líquida entre 2% e 6%, de acordo com o Varejo Finance Report.
Neste sentido, o mercado de capitais aparece como uma ótima alternativa para financiar um crescimento sustentável.
Afinal, o varejista consegue transformar fluxos de recebíveis em ativos financeiros, que podem ser adquiridos por investidores institucionais.
No entanto, como a securitização permite que uma empresa financie uma operação usando ativos que já possui, o próprio dono da operação pode ser um investidor.
Assim, ao utilizar seu capital próprio, ele consegue capturar o lucro da operação de securitizar seus recebíveis.
Isso ajuda a potencializar o nível de maturidade financeira das empresas e também estimula boas práticas de governança.
Não é nenhum absurdo dizer que o mercado de capitais é um “ambiente democrático”, afinal, ele abriga diferentes tipos de ativos.
Esses ativos são distintos, podendo ser desde títulos de renda fixa, voltados a quem busca previsibilidade e segurança; até instrumentos de renda variável, ótimas opções para quem busca participar dos resultados e valorização das empresas.
Neste sentido, compreender essas diferentes classes é fundamental para o varejo ou demais empresas que desejam entrar nesse mercado, seja como emissor ou investidor institucional.
Os ativos de renda fixa são investimentos nos quais a remuneração é previsível quando a aplicação é feita.
Isso ocorre pois o investidor empresta dinheiro para um emissor em troca de juros ou correção monetária ao longo do tempo.
De modo geral, os principais ativos de renda fixa negociados no mercado de capitais são:
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos por bancos para captação de recursos.
Na prática, quando uma pessoa compra um CDB, ele está “emprestando” dinheiro a um banco, que vai remunerá-lo com juros.
Apesar de ser mais comum no mercado financeiro tradicional, os CDBs podem servir como referência para varejistas e demais empresas interessadas em emitir instrumentos próprios de captação.
Criado após a implantação da Lei da Securitização, o Certificado de Recebíveis (CR) é um título de crédito emitido exclusivamente por uma Securitizadora.
O objetivo do CR é permitir que empresas captem recursos financeiros no mercado de capitais, ao oferecer como contrapartida, o recebimento futuro dos seus créditos como garantia.
Esses créditos podem ter origem em qualquer venda a prazo, como crediário loja, cartão private label, entre outras transações que geram “contas a receber”, como duplicata, contratos de prestação de serviço, entre outros.
Além da emissão de CRs, que podem ser destinados à captação de recursos para financiamento de empresas dos mais diferentes setores, também existem duas variações.
Estamos falando do Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).
Esses títulos são lastreados respectivamente em recebíveis dos setores imobiliário e do agronegócio.
A diferença principal entre esses tipos de títulos está na tributação do investimento. Enquanto os CRIs e CRAs têm isenção do Imposto de Renda (IR), os investimentos em CRs estão sujeitos ao recolhimento de IR seguindo a tabela regressiva.
Por outro lado, as Letras de Crédito (LC) são títulos de investimento de renda fixa emitidos por bancos para captação de recursos cuja finalidade seja o financiamento de alguns setores específicos.
É o caso da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que são semelhantes aos CRIs e CRAs, com a diferença de que são emitidas por uma instituição financeira, e não por uma Securitizadora.
De modo geral, ambas são investimentos seguros, pelo fato de terem rentabilidade pré ou pós-fixada, com o investidor podendo receber o valor com juros ao fim do prazo acordado.
Além disso, da mesma forma que ocorre com os CRIs e CRAs, as LCIs e LCAs possuem isenção de IR para pessoas físicas.
As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que desejam financiar suas operações, expandir suas estruturas, reestruturar dívidas.
Isso significa que empresas dos mais diferentes setores podem emitir uma debênture para captar recursos junto a potenciais investidores do mercado de capitais.
As debêntures possuem semelhanças com outros títulos públicos, como é o caso do CDBs. Porém, ao invés de financiar o governo, quem compra esses títulos está emprestando dinheiro para uma empresa rodar um novo projeto ou expandir uma operação de crédito.
Neste caso, as debêntures são valores mobiliários que correspondem a dívida de médio ou longo prazo de uma empresa.
Quem compra esse título assegura o direito de crédito, que deve ser pago pela empresa emissora.
Como a debênture é um título de renda fixa, a sua rentabilidade ocorre por meio de juros, que podem ser pré-fixados, pós-fixados ou híbridos.
Por fim, outro ativo de renda fixa que pode ser negociado no mercado de capitais, são as cotas de FIDC.
O FIDC é uma estrutura de fundo de investimento regulada pela CVM e muito usada para financiar operações de crédito que tem como investidores os cotistas, que podem ser os donos/sócios do varejo ou investidores institucionais,
Essa estrutura nasce para comprar direitos creditórios são o direito que uma empresa tem de receber alguma dívida, como duplicatas, recebíveis do cartão de crédito ou private label, entre outras dívidas financeiras, como notas comerciais ou Cédulas de Crédito Bancário (CCB).
O FIDC é um condomínio de cotas, sem um dono específico, cujo objetivo principal é conectar essas cotas com investidores que compram e integralizam o seu capital.
Ao todo são três tipos de cotas FIDC: sênior, mezanino e subordinada. Cada uma delas possui um nível de risco e rentabilidade.
A cota sênior possui prioridade no recebimento da amortização e dos juros, além de conter uma remuneração prefixada, com maior previsibilidade nos ganhos, sendo também, a cota de menor risco.
Já a cota mezanino ocupa a posição intermediária, com os cotistas recebendo os rendimentos após os cotistas sêniores terem sido contemplados.
Por fim, a cota subordinada funciona como um “colchão de proteção”, pois ela é que absorve eventuais perdas com inadimplências.
Desse modo, ela é a que oferece o maior potencial de rentabilidade dentro desta estrutura, justamente pelo fato de não ter uma rentabilidade prefixada.
Por meio de um FIDC, a empresa consegue transformar seus recebíveis em capital de giro imediato, atraindo investidores dispostos a comprar as cotas do fundo.
Assim, essa estrutura permite que uma empresa capte recursos no mercado de capitais com custo competitivo e maior flexibilidade, como veremos em outro tópico adiante.
Por outro lado, também existem os ativos de renda variável que podem ser comercializados no mercado de capitais.
Essa classe de ativos são investimentos cujo retorno não é conhecido ou garantido quando a aplicação é feita, pois o seu valor oscila conforme as variações do mercado.
Neste sentido, podemos destacar três tipos de ativos em especial. São eles:
As ações representam uma fração do capital social de uma empresa.
Ou seja, sempre que uma organização abre capital, ela passa a comercializar suas ações na bolsa, via captação no mercado de capitais.
De modo geral, não existem muitas empresas varejistas listadas em bolsa (alguns exemplos são Magalu, Renner, C&A, Riachuelo, Carrefour e Assaí Atacadista).
Apesar disso, a tendência é de que esse movimento cresça nos próximos anos, graças à maturidade financeira do setor.
Além disso, os Fundos de Investimento também são uma forma de aplicação coletiva de recursos.
Nele, vários grupos de investidores reúnem seu dinheiro para investir de forma conjunta em uma carteira diversificada de ativos, que podem ser ações, títulos públicos, imóveis, entre outros.
No mercado de capitais, os fundos de crédito e fundos multimercado têm sido importantes fontes de financiamento indireto ao varejo.
Quando falamos sobre ativos e instrumentos de captação de recursos no mercado de capitais, existem duas estruturas que merecem destaque. São elas:
Esses dois veículos de securitização têm se consolidado como os dois principais instrumentos de captação para o varejo.
E o motivo para isso é bem simples: ambos possibilitam que os varejistas convertam seus ativos financeiros, como recebíveis de vendas ou contratos de crédito, em liquidez imediata.
Assim, o varejo consegue ampliar o acesso ao capital de forma estruturada e com custo muito mais competitivo. Entenda melhor como eles funcionam:
Anteriormente, nós já falamos do FIDC, uma estrutura de fundo de investimento regulada pela CVM, e muito utilizada para o financiamento de operações de crédito que têm os cotistas como investidores.
Esses cotistas podem ser os donos ou sócios do varejo, que entram com capital próprio para compor o fundo, além de outros investidores institucionais.
O FIDC nasce com um único propósito: comprar direitos creditórios, que são o direito que uma empresa tem de receber alguma dívida.
Essas dívidas podem ter origem em duplicatas, recebíveis do cartão white label, entre outras dívidas financeiras, como notas comerciais ou CCB.
A melhor maneira de você entender como funciona um FIDC é pensar nele como sendo um “condomínio de cotas”, sem um único dono.
O objetivo desse condomínio é conectar essas cotas com investidores dispostos a comprá-las e valorizar o seu capital.
Para que um FIDC nasça, é preciso a atuação de alguns participantes, sendo eles:
O cedente é o varejista que negocia seus direitos creditórios, ao passo que os cotistas são os investidores que compram as cotas do fundo.
Por sua vez, o administrador fiduciário é o encarregado por cuidar da parte jurídica da operação, enquanto a gestora de recursos analisa quais direitos creditórios serão comprados. Finalmente, o custodiante faz a custódia, guardando e controlando as cotas do FIDC.
A partir do momento em que o varejista vende seus recebíveis ao fundo, ele recebe o valor antecipado e, em contrapartida, os investidores do mercado de capitais passam a receber os pagamentos desses créditos ao longo do tempo.
Além de gerar liquidez imediata sem comprometer o balanço financeiro, o FIDC também abre portas para que os investidores tenham uma renda fixa.
Além do FIDC, a Securitizadora também é uma estrutura para captação de recursos no mercado de capitais.
Porém, ela é um CNPJ no regime de Sociedade Anônima (S.A.), criado com um único propósito: comprar recebíveis com o capital dos seus investidores.
A Securitizadora compra os direitos sobre os recebíveis de uma empresa e faz a emissão de títulos lastreados, para assegurar a existência e validade do recebível.
O modelo recomendado pela CVM é a montagem de uma nova Securitizadora a partir de uma Securitizadora já regulada pela CVM.
Desse modo, ao utilizar uma Securitizadora como subsidiária integral, é possível obter a mesma eficiência tributária que um FIDC.
Assim, o varejista poderá emitir os títulos (debêntures, CRs, CRIs e CRAs), que serão utilizados para captar os recursos no mercado de capitais.
Com isso, é possível comprar um recebível no mercado, com o seu valor no prazo, com deságio. Quando o devedor pagar o montante total, o valor do deságio será a receita da Securitizadora, direcionada ao investidor.
Na prática, isso significa que, além de emitir e vender os títulos aos investidores, a Securitizadora também fica responsável por administrar e gerenciar os recebíveis e repassar os valores para quem comprou os créditos.
Quando falamos do varejo, a Securitizadora acaba sendo uma alternativa mais viável do que o FIDC, pelo simples fato dos próprios varejistas serem os investidores da operação.
Neste caso, como o objetivo não é captar no mercado de capitais, essa estrutura é mais vantajosa, pois ao fazer uma emissão privada, é possível reduzir a burocracia.
Além disso, a Securitizadora só tem um agente de emissão como participante obrigatório, o que naturalmente traz menos custos para a operação de crédito.
Clique no banner abaixo e descubra as vantagens e diferenças de utilizar cada um desses veículos de securitização:
Diferentemente do que muitas pessoas podem pensar, o varejo e o mercado de capitais estão cada vez mais interligados.
Historicamente, este sempre foi um setor dependente das linhas de crédito tradicionais, seja para financiar capital de giro, expandir loja ou pagar fornecedores.
Porém, graças às alternativas de bancarização e securitização, os varejistas passaram a ter à disposição uma alternativa mais eficaz e sustentável para captação de recursos.
Graças a instrumentos como debêntures, CRs e notas comerciais, os varejistas têm conseguido converter seus recebíveis em liquidez imediata.
Desse modo, é possível reduzir o custo de funding e criar soluções financeiras próprias, como operações de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) ou antecipação a fornecedores.
Na prática, esse modelo de negócio representa uma mudança significativa do ponto de vista estrutural.
Afinal, o varejo deixa de ser somente um tomador de crédito e passa a atuar na originação, montando diferentes tipos de operações financeiras.
Além de aumentar a sua rentabilidade e a lucratividade do negócio, como um todo, ele também passa a gerar valor dentro do próprio ecossistema.
Mas não é só isso, pois além do acesso a capital mais competitivo, o varejo que participa do mercado de capitais também consegue fortalecer sua imagem e governança corporativa.
Esses são fatores cada vez mais valorizados pelos investidores. Não à toa, grandes redes varejistas já perceberam que estar próximo deste ambiente é um diferencial competitivo.
Ao abrir caminho para novas fontes de crescimento sustentável, os varejistas mostram que estão alinhados com a tendência atual, na qual, o Embedded Finance está cada vez mais em alta.
A partir do momento em que ingressa no mercado de capitais, o varejo não apenas encontra uma nova maneira de captar recursos.
Ele também passa a contar com uma ótima estratégia de fortalecimento financeiro e institucional.
Afinal, ao utilizar estruturas como FIDCs ou Securitizadoras, os varejistas passam a operar com maior autonomia, previsibilidade e acesso a investidores qualificados, caso esse seja o objetivo.
Abaixo, listamos 4 motivos que vão elucidar e mostrar na prática tudo isso que falamos.
Confira e descubra as principais razões pelas quais o mercado de capitais precisa estar no radar de qualquer varejista que deseja crescer de forma sólida e sustentável:
Quando um varejista participa deste mercado, ele consegue ter acesso mais fácil a novas fontes de funding.
Na prática, isso permite que ele diversifique as possibilidades de financiamento, reduzindo a dependência das linhas de crédito tradicionais.
A securitização permite que qualquer empresa transforme seus ativos financeiros em liquidez imediata. Assim, é possível acessar investidores institucionais, family offices e fundos especializados.
Como essas operações são lastreadas em ativos reais, o custo de captação acaba sendo muito mais baixo do que através dos meios convencionais.
Todas essas possibilidades ajudam a ampliar a resiliência financeira da operação, protegendo o caixa nos momentos de recessão ou restrição ao crédito, e criando um ecossistema de funding mais estratégico e previsível.
Essa é uma questão que merece sempre ser ressaltada quando falamos sobre o varejo e o mercado de capitais.
Quando um varejista utiliza uma estrutura bem definida, ele não apenas consegue acessar novas fontes de funding, mas também, consegue obtê-lo de forma mais competitiva do que em relação às linhas de crédito convencionais.
Além do fato dos ativos serem padronizados e lastreados, o que aumenta a transparência e torna o negócio mais seguro e atrativo, a captação é feita de forma direta com os investidores.
Como não há a presença de intermediários bancários, é possível obter condições mais alinhadas ao perfil de risco e ao histórico da empresa.
Apenas a título de curiosidade, em julho de 2025, as taxas médias de juros na contratação do crédito livre chegaram a 31,4%, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC).
Ou seja, a captação via mercado de capitais ajuda a gerar maior eficiência no custo de capital, que consequentemente, traz impactos diretos na rentabilidade e na capacidade de reinvestimento do varejista.
Além disso, quando um varejista ingressa no mercado de capitais, ele naturalmente consegue obter um fortalecimento da sua imagem e governança corporativa.
Afinal, a CVM exige padrões elevados de segurança, compliance e transparência regulatória por parte dos FIDCs e Companhias Securitizadoras, que vem adotar práticas de gestão robustas, relatórios auditados e controles internos aprimorados.
A soma de todos esses elementos ajuda a reforçar a credibilidade da empresa frente aos investidores, fornecedores e demais parceiros estratégicos.
O resultado dessa evolução institucional ajuda a elevar o valor da marca e posiciona o varejista como um player confiável e preparado para crescer de maneira estruturada.
Por fim, quando o varejista passa a fazer parte do mercado de capitais, ele aumenta o seu potencial de expansão e inovação no crédito.
Ou seja, ele consegue estruturar e oferecer novos serviços financeiros, indo além da oferta do crédito CDC.
Ele pode criar banco digital e oferecer serviços como abertura de contas, pagamento de boletos e programas de fidelidade.
Além disso, também é possível desenvolver outras soluções de crédito e operações de risco sacado ou carteiras de financiamento. Todas essas iniciativas não somente geram novas fontes de receita.
Elas também ajudam a fortalecer o relacionamento com os clientes e parceiros, transformando o varejo em um verdadeiro ecossistema financeiro.
Por essas e outras razões, fica fácil de compreender que quando o varejista opta por participar do mercado de capitais, ele toma uma decisão estratégica de longo prazo.
A tendência é de que esse movimento ganhe cada vez mais força nos próximos anos. Isso significa que as empresas que se anteciparem vão colher benefícios em rentabilidade, reputação e autonomia financeira, se consolidando cada vez mais como protagonistas no cenário do Retail Banking.
Não há como falar de captação de recursos sem citar a securitização, pois é esse processo que transforma os créditos em títulos negociáveis no mercado de capitais.
Por meio dela, é possível eliminar os intermediários bancários e criar uma “ponte direta” entre o varejista que precisa dos recursos, e o investidor disposto a valorizar seu capital.
Essa operação é realizada por um veículo de securitização especializado, que compra os direitos creditórios do varejista e emite títulos como debêntures, CRs ou cotas de FIDC.
Todos esses ativos são lastreados nos contratos de crédito já existentes, possibilitando que o varejo faça uma antecipação de recebíveis e converta seus créditos em liquidez imediata, sem comprometer o balanço.
Porém, a securitização não serve apenas para antecipar receitas. Ela também ajuda a gerar maior eficiência tributária nas operações de crédito do varejo.
No caso da Companhia Securitizadora, existe uma legislação específica para securitização que determina que todo o resultado da Securitizadora que é atribuído ao investidor, pode ser retirado da base de cálculo do PIS/COFINS.
Neste modelo, a Securitizadora não vai gerar lucro, não tendo nenhum imposto incidente na sua receita. Assim, a única tributação existente será a do investidor sobre o seu ganho de capital no resgate.
Assim, a Securitizadora acompanha a tabela regressiva de renda fixa, podendo atingir a alíquota mínima de 15%, com a mesma tributação aplicada ao FIDC, que terá a tributação sempre na rentabilidade do cotista.
A Receita Federal faz a tributação desses rendimentos dos veículos de securitização como aplicações de renda fixa, retendo o Imposto de Renda (IR) na fonte, de acordo com o período total da aplicação dos recursos no fundo.
Em um cenário no qual as margens são pressionadas e há necessidade constante de capital de giro, a securitização se destaca por ser um instrumento de desintermediação financeira e eficiência tributária.
Ao viabilizar operações que historicamente eram restritas às grandes corporações, ela funciona como a porta de entrada do varejo no mercado de capitais.
Embora tenha um grande potencial de crescimento, a entrada do varejo no mercado de capitais ainda demanda alguns desafios.
Afinal, o movimento não exige somente o preparo técnico e o planejamento financeiro: ele também obriga uma adequação regulatória.
Esse é um requisito chave da CVM, o órgão máximo que regulamenta as obrigações e boas práticas do mercado de valores mobiliários.
Apesar disso, na grande maioria das vezes, esses fatores não costumam fazer parte do dia a dia das empresas do varejo.
Neste caso, conhecer é o primeiro passo para contornar essas situações, e transformá-las em oportunidades de crescimento.
Abaixo, destacamos os três principais pontos que merecem a sua atenção. Veja:
De início, um dos primeiros obstáculos para os varejistas que desejam participar do mercado de capitais, é a necessidade de ter que lidar justamente com a estrutura regulatória complexa.
Toda operação que ocorre nesse ambiente, como é o caso da securitização, obrigatoriamente deve seguir as normas regulatórias da CVM.
Isso inclui o cumprimento aos padrões de transparência, auditoria e governança corporativa, itens chaves para assegurar a segurança nas operações e proteger os investidores.
Logo, esses requisitos aumentam a necessidade da especialização técnica e parceiros especializados na estruturação de FIDCs ou Securitizadoras.
Outro desafio importante diz respeito aos custos iniciais envolvidos na estruturação das operações de crédito estruturadas.
Afinal, a criação de um FIDC, a constituição de uma Securitizadora, ou a emissão de títulos demanda investimentos em documentação, consultorias jurídicas e rating.
Aqui, vale um adendo: naturalmente, essas questões representam um custo inicial relevante, especialmente se você escolher utilizar um FIDC.
Como citamos anteriormente, esse veículo de securitização possui um maior custo de abertura, por conta da presença dos participantes obrigatórios (administrador fiduciário, gestora de recursos e custodiante).
Apesar disso, é válido ressaltar que esses valores devem ser vistos como parte de um investimento estratégico a longo prazo.
E as razões para isso são aquelas que citamos anteriormente: a operação tende a gerar benefícios financeiros e de governança corporativa.
Por fim, para que um varejista consiga acessar o mercado de capitais, é necessário demonstrar maturidade em gestão e controle financeiro.
Isso inclui a apresentação de relatórios auditados, políticas de compliance e previsibilidade dos fluxos de caixa.
Afinal, mais do que atender às exigências dos órgãos reguladores, uma boa estrutura de governança também transmite confiança ao mercado e atrai investidores qualificados.
A soma de todos esses fatores ajuda a fortalecer a reputação e também o valor institucional da marca.
Embora esses sejam desafios importantes, eles não devem ser vistos como barreiras pelos varejistas que buscam acessar o mercado de capitais.
Pelo contrário, eles devem ser observados como etapas naturais no processo da evolução financeira e da transformação do crédito no varejo.
A boa notícia é que você não precisa passar por isso sozinho, pois com os parceiros certos, o seu varejo não precisa desviar o foco do core business para montar operações de crédito estruturadas.
Superar as barreiras de entrada no mercado de capitais exige conhecimento técnico, expertise regulatória e, sobretudo, parceiros com experiência em conectar o varejo ao sistema financeiro.
É exatamente nesse ponto que a GIRO.TECH atua: afinal, o nosso trabalho é transformar o seu crédito em oportunidade!
Assim, o seu negócio poderá acessar novas fontes de funding de maneira segura, escalável e eficiente.
Para isso, nós fornecemos todos os insumos para constituir o veículo de securitização mais adequado ao seu negócio.
Para a operação de FIDC, nós temos o apoio da Monetiza, nossa unidade especializada em gestão e estruturação de FIDCs.
A implantação desse braço financeiro pode ser feita de duas maneiras: com o capital próprio da empresa ou de seus acionistas, ou por meio da captação via mercado de capitais.
Além da Monetiza, nós também utilizamos o GTHub, nosso Hub de Integração criado para conectar a operação de crédito do seu negócio com todas as “peças” que formam uma infraestrutura de crédito.
Afinal, o GTHub foi desenvolvido justamente para isso: acabar com os atritos na estruturação das operações, principalmente na integração entre a originação de crédito com a bancarização, e a posterior integração com o seu FIDC.
A nossa “solução invisível” para infraestrutura de crédito consegue otimizar todos os processos complexos, assegurando o máximo de eficiência em toda a jornada de crédito.
No entanto, se você é varejista, a Securitizadora é uma estrutura mais leve e com menos custos, sendo uma ótima opção para seu negócio entrar no mercado de capitais.
A GIRO.TECH consegue montar uma SPE-Sociedade de Propósito Específico dentro das exigências determinadas pela CVM.
Para isso, utilizamos a GTS Securitizadora, nossa unidade regulada pela CVM, que cria uma subsidiária integral da nossa Securitizadora no modelo recomendado pela CVM 60.
Desse modo, sua operação de crédito obtém todo o aparato jurídico e a eficiência tributária, para que seu varejo mantenha foco na atividade core.
Além disso, as emissões de títulos efetuadas pela GTS Securitizadora possibilitam que seu negócio consiga os recursos necessários para estruturar novas operações.
Isso ocorre através das debêntures emitidas como títulos de investimento. E você pode contar com o apoio da GIRO.TECH na busca pelos investidores no mercado de capitais.
Assim, o seu varejo poderá emitir títulos e vendê-los a investidores. E o melhor de tudo: tendo uma estrutura mais leve e com a mesma eficiência tributária de um FIDC.
Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você conseguiu entender melhor o que é e como funciona o mercado de capitais.
Nos últimos anos, ele deixou de ser um ambiente restrito às grandes corporações e instituições financeiras, passando a ser uma alternativa estratégica para o varejo que busca crescer com sustentabilidade financeira.
Ao utilizar estruturas como o FIDC e a Companhia Securitizadora, os varejistas conseguem emitir cotas ou títulos, como debêntures e CRs.
Assim, é possível diversificar as fontes de funding, reduzir o custo do capital e potencializar a governança corporativa.
Todos esses elementos são fundamentais em um cenário de concorrência acirrada e margens cada vez mais apertadas.
Ao compreender como o mercado de capitais funciona, quais são os principais ativos e de quais maneiras a securitização viabiliza o acesso a recursos, o varejo consegue aproveitar as oportunidades para financiar sua expansão e construir produtos financeiros próprios.
Essa estratégia não somente gera liquidez imediata. Ela também ajuda a posicionar a empresa como protagonista no mercado de crédito.
Apesar disso, existem desafios que precisam ser superados, como a complexidade regulatória e a necessidade de aprimorar as práticas de governança.
Portanto, é fundamental que você conte com o suporte dos parceiros certos, para que seu negócio entre no mercado de capitais de forma segura e eficiente.
Se você acha que chegou o momento, a GIRO.TECH está pronta para ajudá-lo nesta missão estratégica!
Conte com a nossa expertise regulatória e a nossa tecnologia para crédito que simplesmente funciona, e acelere o seu crescimento via crédito estruturado por FIDC ou Securitizadora.
Entre em contato com nossos especialistas, agende uma reunião e descubra como o seu varejo pode ter margem de banco nas operações de crédito!
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