4 principais vantagens da securitização em empresas
Saiba como funciona essa operação e descubra como é possível gerar ainda mais eficiência em seu negócio!
23/09/2024

Saiba como funciona essa operação e descubra como é possível gerar ainda mais eficiência em seu negócio!
23/09/2024

O que é securitização e por que ela se tornou uma das principais estratégias para empresas que desejam expandir suas operações de crédito?
Nos últimos anos, essa atividade passou a compor a estratégia de empresas que desejam estruturar suas operações de crédito com maior eficiência financeira, tributária e regulatória, ampliando sua capacidade de crescimento.
Esse movimento ganhou ainda mais relevância com o avanço da bancarização e da participação das empresas não financeiras no mercado de crédito.
A partir do momento em que essas empresas passaram a financiar vendas com capital próprio, oferecer empréstimos aos seus clientes e estruturar carteiras de recebíveis, também surgiu a necessidade de encontrar formas mais eficientes de financiar esse crescimento.
É justamente nesse contexto que a securitização se destaca, ao permitir que empresas estruturem seus direitos creditórios em uma operação financeira própria, capaz de organizar a carteira, aumentar a eficiência da operação e, quando fizer sentido para a estratégia do negócio, acessar o mercado de capitais.
Assim, a empresa passa a administrar sua carteira de crédito dentro de uma estrutura própria e mais eficiente do ponto de vista financeiro, regulatório e tributário.
Não se trata apenas de uma simples antecipação de recebíveis. Quando bem estruturada, a securitização representa uma ferramenta capaz de:
Além disso, esse mercado passou por importantes evoluções regulatórias, trazendo mais segurança jurídica para empresas que desejam utilizar esse modelo.
Para te ajudar a entender como a securitização funciona, quais suas vantagens e como ela fortalece suas estratégias de crédito, nós preparamos este artigo completo. Siga a leitura e acompanhe conosco!
Primeiramente, antes de entendermos como essa operação funciona na prática, precisamos responder à principal pergunta deste artigo: afinal, o que é securitização?
Em suma, ela é uma operação financeira que permite transformar direitos creditórios (valores que uma empresa tem a receber no futuro), em títulos negociáveis no mercado de capitais.
Na prática, isso significa que uma empresa pode utilizar sua carteira de recebíveis para estruturar sua operação de crédito em um veículo financeiro próprio, tornando a gestão desses ativos mais eficiente.
Dependendo da estratégia adotada, essa estrutura também pode ser usada para acessar investidores e ampliar a capacidade financeira da operação.
Embora esse conceito possa parecer complexo à primeira vista, a lógica por trás da securitização é bastante simples.
Sempre que uma empresa concede crédito aos seus clientes, ela adquire o direito de receber pagamentos futuros.
Esses recebíveis (direitos creditórios) representam ativos financeiros que podem ser organizados, estruturados e utilizados em operações mais sofisticadas dentro do mercado de capitais.
É justamente esse processo que caracteriza a securitização, que é considerada uma das principais alternativas para empresas que desejam profissionalizar suas operações de crédito.
E a principal razão para isso é o fato desse mecanismo não se resumir apenas à uma antecipação de recebíveis.
Aliás, esse é um dos equívocos mais comuns quando falamos sobre securitização: muitas pessoas ainda acreditam que ela serve apenas para antecipar recursos.
Na realidade, ela representa uma estratégia muito mais ampla de inteligência e gestão financeira.
Além de proporcionar uma gestão mais eficiente da operação de crédito e maior organização da carteira, essa estrutura também pode oferecer liquidez para a empresa quando esse for o objetivo estratégico, bem como outros benefícios estratégicos:
Esses benefícios estratégicos fizeram com que empresas de diferentes segmentos da economia passassem a adotar esse modelo, especialmente aquelas que operam carteiras próprias de crédito e buscam formas mais eficientes de financiar seu crescimento.
Foi justamente por conta desse motivo que a securitização deixou de ser uma ferramenta restrita ao sistema financeiro tradicional e passou a ocupar um papel estratégico dentro do mercado de crédito brasileiro.
Ademais, vale ressaltar um ponto importante: as empresas podem financiar uma operação usando os ativos que já possuem,.
Inclusive, esse é o modelo adotado por muitas empresas que estruturam um braço financeiro próprio.
Nesses casos, a securitização não existe para captar recursos de terceiros, mas sim, para organizar a operação de crédito em uma estrutura mais eficiente do ponto de vista jurídico, tributário e operacional.
Isso significa que, não necessariamente, é obrigatório captar recursos com investidores terceiros. Ao utilizar seu capital próprio, o dono da operação consegue capturar o lucro da operação de securitização de recebíveis.
Agora que você já compreendeu o conceito de securitização, chegou o momento de entender como essa operação funciona na prática e por que ela se tornou uma das principais formas de estruturar operações de crédito de maneira profissional, podendo, quando necessário, conectar essas empresas ao mercado de capitais.
Embora a estrutura possa parecer complexa à primeira vista, a sua lógica é bastante simples.
Como dito anteriormente, a securitização consiste na transformação de direitos creditórios em títulos que podem ser negociados no mercado de capitais.
Para que isso aconteça, existe um fluxo envolvendo a empresa que originou os créditos, o veículo financeiro utilizado (Securitizadora ou FIDC) e os investidores que irão financiar essa operação.
A securitização tem início quando uma empresa, indústria, marketplace ou varejista origina uma carteira de recebíveis.
Esses direitos creditórios podem ter origem em operações de crédito, vendas parceladas, financiamentos, notas comerciais, duplicatas, Cédulas de Crédito Bancário (CCB), entre outros ativos que geram valores a receber no futuro.
Na sequência, os recebíveis são cedidos para um veículo de securitização, que pode ser tanto uma Securitizadora quanto um FIDC.
Em suma, o veículo de securitização é uma estrutura jurídica e financeira criada para isolar os ativos de uma empresa e transformá-los em títulos negociáveis no mercado de capitais.
É justamente esse veículo que passa a concentrar os ativos financeiros que servirão de lastro para a emissão dos valores mobiliários aos investidores.
Posteriormente, a Securitizadora realiza a emissão de debêntures e Certificado de Recebíveis, enquanto o FIDC emite cotas do fundo.
Assim, o dono da operação passa a contar com uma estrutura preparada para administrar sua carteira de crédito de forma independente da operação mercantil.
Quando houver interesse em ampliar a capacidade financeira da operação, essa mesma estrutura poderá captar recursos junto ao mercado de capitais.
Neste caso, os investidores adquirem esses valores mobiliários e disponibilizam recursos que retornam para financiar a operação da empresa originadora.
Em outras palavras, a empresa transforma sua carteira de recebíveis em um ativo financeiro estruturado, capaz de aumentar a eficiência da operação de crédito e, quando necessário, gerar liquidez para financiar novas concessões.
À medida que os clientes realizam o pagamento das operações de crédito, os recursos retornam para a estrutura e são utilizados para remunerar os investidores de acordo com as condições estabelecidas na emissão.
Esse processo estruturado faz com que a securitização funcione como um mecanismo contínuo de financiamento das operações de crédito.
Na prática, os recebíveis deixam de representar apenas valores que serão recebidos futuramente e passam a desempenhar um papel estratégico dentro da gestão financeira da empresa.
Afinal, quanto maior for a qualidade da carteira de crédito, maior tende a ser a confiança dos investidores.
Consequentemente, isso aumenta a capacidade que a empresa tem de captar novos recursos para sustentar o crescimento da operação.
Por esse motivo, a securitização passou a ocupar um papel cada vez mais relevante para empresas que desejam profissionalizar sua gestão financeira e acessar o mercado de capitais de forma estruturada.
Uma das dúvidas mais comuns entre decisores, C-Levels e empresas que começam a estudar esse mercado é: afinal, quais operações de crédito podem ser securitizadas?
A resposta para essa pergunta é muito mais ampla do que muitas pessoas imaginam.
De modo geral, qualquer direito creditório que representa um fluxo financeiro futuro e atenda aos requisitos jurídicos e operacionais da estrutura pode servir de lastro para uma operação de securitização. Neste caso, o lastro serve para garantir a existência e a validade do recebível.
Naturalmente, alguns ativos acabam sendo mais utilizados do que outros, especialmente por apresentarem maior previsibilidade de pagamento, documentação adequada e facilidade de acompanhamento da carteira.
A seguir, apresentamos alguns dos principais créditos que podem ser securitizados:
A Cédula de Crédito Bancário (CCB) é um dos instrumentos mais utilizados nas operações de securitização.
Em suma, a CCB é um título de crédito emitido por uma instituição financeira contra uma pessoa física ou jurídica.
Na prática, ela funciona como uma confissão de dívida entre uma pessoa física ou jurídica, e uma instituição financeira.
Isso quer dizer que ela formaliza juridicamente a operação de crédito e representa a obrigação de pagamento assumida pelo tomador.
Como a CCB tem caráter extrajudicial, ela garante à instituição financeira que realizou a operação, o direito de cobrar o pagamento sem precisar de um processo para reconhecimento da existência da dívida.
Além de proporcionar maior segurança jurídica à operação, a CCB também facilita a:
Por todas essas características, a Cédula de Crédito Bancário se tornou um dos principais instrumentos utilizados em operações de securitização e mercado de capitais.
O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) também costuma ser um ativo que compõe as carteiras securitizadas.
Essa modalidade é amplamente utilizada por varejistas que financiam vendas de bens e serviços diretamente aos seus clientes.
Neste caso, o próprio varejista concede crédito para que o cliente parcele as compras que possuem um ticket médio mais alto.
Entre as operações de crédito CDC, destacam-se o crediário próprio, o CDC Digital e o Buy Now Pay Later (BNPL), que saltou de 45,8% para 62,7% de presença nas lojas online brasileiras entre 2024 e 2025, segundo levantamento da camara-e.net em parceria com a consultoria GMattos.
Todas essas operações geram fluxos previsíveis de pagamento ao longo do tempo, o que significa que elas podem ser organizadas em carteiras de direitos creditórios e utilizadas como base para operações de securitização.
Além de organizar a operação de crédito em uma estrutura mais eficiente, esse modelo permite que novos recursos retornem para a operação, financiando a concessão de novos créditos com capital próprio ou, quando fizer sentido para a estratégia da empresa, por meio de novas fontes de recursos.
Os recebíveis originados pelas vendas realizadas com cartão de crédito também figuram entre os ativos mais utilizados no mercado de securitização.
Sempre que um estabelecimento comercial realiza uma venda parcelada, surgem valores que serão liquidados futuramente pelas instituições participantes do arranjo de pagamento.
Esses fluxos futuros podem ser organizados e utilizados como lastro em estruturas de securitização, principalmente quando apresentam histórico consistente de performance e baixo índice de inadimplência.
As operações de crédito realizadas com cartão private label também geram direitos creditórios que são passíveis de securitização.
Como o varejista passa a operar sua própria carteira de crédito, os contratos firmados com seus clientes geram recebíveis recorrentes que podem ser organizados em estruturas de mercado de capitais.
Essa estratégia permite estruturar a carteira de crédito de forma mais eficiente, reduzindo a necessidade de manter toda a operação dentro do CNPJ mercantil e criando uma base preparada para crescer de forma sustentável.
O movimento já pode ser observado entre os principais varejistas brasileiros.
Segundo o Varejo Finance Report 2026, a Lojas Quero-Quero realizou 54,2% das suas vendas por meio do cartão próprio em 2025.
Entre as grandes redes também se destacam Riachuelo (31,1%), Lojas Renner (28,7%), C&A (27,8%) e Casas Bahia (21,6%), evidenciando como essas carteiras de crédito se consolidaram como importantes ativos financeiros para expansão das operações de crédito.
De acordo com Thiago Furbino, Fundador da TL.MF. cada transação realizada com com cartão private label reduz custos com MDR, melhora a margem consolidada e cria novas receitas.
“Isso ocorre através dos juros, produtos financeiros e assistenciais que, em alguns modelos, já representam a maior parte do resultado da operação financeira. Ao mesmo tempo, também aumenta a recorrência, reduz churn e concentra o consumo no ecossistema da marca. Em cenários de crédito restrito, o private label se torna ainda mais crítico, permitindo que o varejista sustente vendas ao financiar o próprio cliente, desde que com disciplina em risco, fraude e cobrança”, Thiago Furbino, TL.MF. Consultoria.
Embora o Pix Parcelado ainda não seja uma funcionalidade padronizada pelo Banco Central dentro do próprio arranjo Pix, as operações de crédito que financiam esse modelo já podem originar direitos creditórios passíveis de securitização.
Na prática, o consumidor recebe crédito para realizar um pagamento via Pix à vista ao estabelecimento comercial e passa a quitar essa dívida em parcelas. Dessa forma, o direito de receber esses pagamentos futuros pode integrar carteiras estruturadas destinadas ao mercado de capitais, assim como ocorre em outras modalidades de crédito.
Esse cenário tende a evoluir nos próximos anos. Durante o Varejo Finance Report 2026, Edson Santos, fundador da Colink, destacou que:
“O que ainda não existe é a padronização do produto como funcionalidade do próprio arranjo Pix, o que tornaria o recebível com Pix Parcelado passível de registro, simplificando a estruturação do produto e facilitando a busca por funding junto a investidores”. Edson Santos, Colink.
Isso significa que o potencial de crescimento dessa modalidade não depende apenas da demanda do mercado, mas também da evolução regulatória e da padronização do próprio arranjo Pix.
Além das operações de crédito, a securitização também pode utilizar recebíveis originados em atividades comerciais.
Neste sentido, notas comerciais, duplicatas, contratos de prestação de serviços, aluguéis, mensalidades, royalties e diversos outros direitos creditórios provenientes da economia real podem servir de lastro para esse tipo de operação.
Essa flexibilidade explica por que a securitização passou a ser utilizada por empresas de diferentes segmentos, como é o caso das indústrias e dos marketplaces.
Independentemente da modalidade utilizada, todos esses ativos possuem uma característica em comum: representam direitos creditórios capazes de gerar fluxo financeiro futuro.
Quando essas carteiras apresentam documentação consistente, histórico de performance e boa gestão de risco, elas deixam de ser apenas valores a receber e passam a se transformar em ativos financeiros capazes de acessar o mercado de capitais.
É justamente essa capacidade de transformar a carteira de crédito em um ativo financeiro estrategicamente estruturado que explica por que a securitização vem ocupando um papel cada vez mais relevante na expansão das operações de crédito.
Se você chegou até aqui na leitura, conseguiu compreender que a securitização é uma estratégia capaz de transformar uma carteira de direitos creditórios em uma operação financeira mais eficiente.
Além de fortalecer a gestão do crédito, essa alternativa também cria condições para a expansão sustentável do negócio.
Contudo, ainda é comum algumas empresas acreditarem que esse modelo é exclusivo de grandes bancos ou instituições financeiras.
Não é o que ocorre na prática, pois essa realidade mudou muito nos últimos anos, especialmente após a Lei da Securitização entrar em vigência.
Essa lei é responsável por regulamentar as questões ligadas ao mercado financeiro e às suas atividades.
Porém, o seu principal objetivo é simplificar, modernizar e estimular o mercado de securitização de recebíveis no Brasil.
Segundo Fabricio Martins, CFO da GIRO.TECH, o objetivo do Governo Federal ao editar essa lei foi muito simples: a securitização é uma atividade muito importante dentro do mercado de capitais. Por conta disso, foi importante atualizar as regras responsáveis por organizar essa operação:
“Em 2022, o Governo Federal redigiu a lei que regulamenta a atividade de securitização no Brasil. Entre os principais aspectos da Lei da Securitização, existem dois pontos muito importantes: o primeiro que é toda a definição da atividade, o que a Companhia Securitizadora pode e não pode fazer; e também os títulos que essa Companhia vai emitir que vão ser comercializados junto aos investidores”. Fabricio Martins, GIRO.TECH.
Desse modo, a Lei da Securitização foi um marco crucial para eliminar as inseguranças jurídicas que existiam a respeito dessa atividade no Brasil.
Além da evolução do mercado de crédito, a bancarização empresarial também foi outro fator determinante para que as empresas de diferentes segmentos passassem a estruturar operações de securitização. O objetivo é:
Embora cada negócio tenha características específicas, alguns setores apresentam uma aderência natural a esse tipo de estrutura. São eles:
O varejo é, sem dúvida, um dos segmentos que mais se beneficiam da securitização de recebíveis.
Isso acontece porque muitas redes varejistas já operam carteiras próprias de crédito por meio de modalidades como crediário, CDC Digital, cartão private label, empréstimos pessoais e, mais recentemente, soluções de BNPL.
À medida que essas carteiras crescem, também aumenta a necessidade de estruturar essa operação de forma cada vez mais eficiente.
Isso é necessário para garantir escalabilidade, governança e maior aproveitamento do capital investido.
É justamente nesse cenário que a securitização ganha ainda mais relevância.
Ao transformar sua carteira de direitos creditórios em uma estrutura financeira própria, o varejista consegue:
Não por acaso, grandes redes brasileiras já utilizam estruturas semelhantes para financiar suas operações financeiras e fortalecer seus braços de crédito.
É o que ocorre, por exemplo, com a Midway, braço financeiro da Riachuelo, que possui 8 milhões de clientes cadastrados, 1 milhão de cartões bandeirados e 5 milhões em cartão private label. Por ano, cerca de 80 milhões de visitas passam pelas lojas da rede, com um ticket médio de R$ 200.
O resultado dessa estratégia reflete no balanço da empresa. Em 2025, a Midway respondeu por 30,90% de participação nas vendas da Riachuelo.
Para Thiago Furbino, Fundador da TL.MF. Consultoria, o braço financeiro não só financia o consumo, mas orquestra toda a jornada do cliente, conectando fidelidade, dados e omnicanalidade. E isso, naturalmente, passa por operações estruturadas de bancarização e securitização:
“O crédito próprio se tornou estrutural para o varejo. A escala combinada com crédito gera captura de valor. Varejistas com um braço financeiro forte conseguem crescer receita, margem e lucratividade simultaneamente”. Thiago Furbino, TL.MF Consultoria.
As stratups e fintechs também figuram entre as principais empresas que fazem uso da securitização.
E a razão para isso é muito simples: muitas dessas empresas têm como principal atividade a originação de operações de crédito.
Naturalmente, manter uma estrutura financeira capaz de acompanhar o crescimento da carteira de crédito é fundamental para sustentar o crescimento dessas empresas.
Nesse contexto, a securitização permite que as startups e fintechs transformem suas carteiras em ativos financeiros mais eficientes, preparados para sustentar a expansão da operação e, quando necessário, acessar novas fontes de capital.
Além de diversificar as fontes de financiamento, esse modelo também reduz a dependência de linhas bancárias tradicionais e proporciona maior flexibilidade para expansão da carteira.
À medida que a operação amadurece, estruturas como FIDCs e Companhias Securitizadoras costumam se tornar parte integrante e indispensável da estratégia financeira dessas empresas.
O crescimento dos marketplaces também ampliou significativamente o potencial de utilização da securitização.
De acordo com um levantamento produzido pela Visa Conecta, os marketplaces já concentram 71% das compras online no Brasil.
Com esse crescimento, essas plataformas deixaram de competir apenas por preço e logística e passaram a disputar também receitas financeiras, oferecendo crédito, seguros, contas digitais e meios de pagamento próprios.
Até por conta disso, muitos marketplaces não ficam limitados a apenas intermediar as vendas entre consumidores e lojistas parceiros. Eles também oferecem soluções financeiras dentro do próprio ecossistema.
Isso inclui antecipação de recebíveis para sellers, capital de giro, financiamento de compras, crédito para fornecedores e outras modalidades que geram direitos creditórios recorrentes.
É o que ocorre com o Mercado Livre, que tem no Brasil o seu principal motor de crescimento. Em 2025, a empresa registrou no país:
Ou seja, além do mercado crescer, o principal marketplace continua expandindo em ritmo bastante acelerado, com o Mercado Pago (seu braço financeiro) tendo totalizado 43,10% das vendas no Mercado Livre em 2025, segundo dados disponibilizados no Varejo Finance Report 2026, estudo realizado pela GIRO.TECH, e que mostra como grandes varejistas utilizam produtos financeiros para impulsionar suas operações.
Como consequência, esses grandes marketplaces passaram a precisar administrar carteiras de crédito cada vez mais robustas.
Nesse cenário, a securitização surge como alternativa para estruturar essas carteiras dentro de uma operação financeira organizada.
Dessa forma, é possível ampliar a oferta de produtos financeiros sem comprometer a eficiência do capital investido.
Embora normalmente sejam menos lembradas quando o assunto é securitização, as indústrias também podem utilizar esse modelo de forma estratégica.
Empresas industriais frequentemente acumulam grandes volumes de duplicatas, contratos comerciais, recebíveis provenientes de vendas a prazo e operações realizadas com fornecedores e distribuidores.
Todos esses ativos são créditos que a indústria possui, e consequentemente, representam direitos creditórios que podem servir de lastro para operações estruturadas no mercado de capitais.
Além de melhorar a gestão do capital de giro, a securitização permite que a indústria reduza sua dependência de financiamentos tradicionais e aumente a previsibilidade financeira da operação.
Além disso, as empresas que atuam exclusivamente no mercado B2B também podem encontrar diversas oportunidades estratégicas na securitização.
É comum que fornecedores concedam prazos longos de pagamento aos seus clientes corporativos, o que acaba gerando um volume significativo de contas a receber.
Quando essas operações possuem documentação adequada e histórico consistente de pagamentos, esses recebíveis podem ser organizados em carteiras capazes de acessar o mercado de capitais.
Na prática, isso permite que as empresas B2B estruturem melhor seus ativos financeiros, fortaleçam o fluxo de caixa e criem novas alternativas para financiar o seu crescimento sem ter que aumentar o nível de endividamento.
Independentemente do segmento e da área de atuação, existe um elemento comum entre o varejo, marketplaces, indústrias, fintechs e demais empresas que costumam utilizar a securitização: elas originam direitos creditórios de forma recorrente.
Quanto maior for a previsibilidade desses recebíveis, melhor sua documentação e mais estruturada sua gestão da carteira, maior tende a ser o potencial para utilizar essa atividade como uma estratégia de organização da operação de crédito, aumento da eficiência financeira e expansão sustentável do negócio.
Afinal, a securitização não é apenas uma solução financeira.
Hoje, ela representa uma ferramenta estratégica para empresas que desejam transformar o crédito em uma unidade de negócio estruturada, profissionalizando sua operação e ampliando sua capacidade de crescimento.
O fator determinante não é o segmento da empresa, mas sim, a existência de uma carteira recorrente de direitos creditórios. Por isso, a securitização costuma fazer sentido para empresas que:
Como você observou nos itens anteriores, a securitização permite estruturar direitos creditórios em uma operação financeira mais eficiente.
Além de fortalecer a gestão da carteira, essa estratégia também cria uma base sólida para o crescimento das operações de crédito.
Entretanto, limitar essa operação apenas ao acesso ao mercado de capitais seria reduzir o seu verdadeiro potencial.
Afinal, a securitização impacta diretamente a forma como uma empresa estrutura sua operação de crédito, administra sua carteira de recebíveis e financia seu crescimento ao longo do tempo.
Não por acaso, ela deixou de ser utilizada apenas por grandes instituições financeiras e passou a integrar a estratégia de varejistas, fintechs, indústrias e empresas que desejam profissionalizar suas operações financeiras.
A seguir, conheça os principais benefícios estratégicos que esse modelo oferece:
Talvez o maior benefício da securitização seja a possibilidade que uma empresa tem de ampliar a capacidade de crescimento da sua operação de crédito.
Embora essa atividade permita que o próprio dono da operação seja um investidor dentro do FIDC ou da Securitizadora, também existem casos em que as empresas que concedem crédito utilizando somente recursos próprios acabam encontrando um limite natural para continuar expandindo suas carteiras.
Afinal, quanto maior for o volume de crédito concedido, maior também será a necessidade de capital próprio para financiar novas operações.
É justamente nesse momento que a securitização passa a exercer um papel estratégico.
Ao transformar uma carteira de direitos creditórios em uma estrutura financeira organizada, a empresa consegue reciclar parte do capital investido e utilizá-lo para originar novos contratos de crédito CDC.
Com isso, é possível criar um ciclo contínuo de crescimento, no qual os ativos financeiros deixam de permanecer imobilizados dentro da operação mercantil até o vencimento e passam a contribuir diretamente para a expansão da operação.
Por essa razão, empresas que possuem uma estratégia estruturada de securitização tendem a apresentar maior capacidade de escalar suas operações de crédito de forma eficiente e sustentável a longo prazo.
Outro benefício importante da securitização está relacionado à forma como ela organiza a operação financeira da empresa, tornando o crescimento da carteira mais sustentável.
Tradicionalmente, muitas empresas mantêm toda a operação de crédito dentro do próprio CNPJ operacional.
Quando isso ocorre, os recursos próprios são usados exclusivamente para financiar novas concessões.
Embora essas alternativas continuem sendo importantes, elas nem sempre acompanham o ritmo de crescimento das carteiras de crédito.
Nesse contexto, a securitização atua como uma estrutura capaz de separar a operação financeira da operação mercantil.
Além de aumentar a eficiência da gestão dos ativos financeiros, ela também cria novas possibilidades de crescimento.
Mesmo quando a empresa opta por financiar a operação com capital próprio, essa estrutura proporciona maior organização, governança e eficiência financeira.
Caso a estratégia evolua no futuro, ela também estará preparada para acessar investidores por meio do mercado de capitais.
Isso amplia a flexibilidade financeira da operação, melhora a gestão do capital e cria novas formas de sustentar o crescimento da carteira de crédito no longo prazo.
Outro aspecto que envolve a securitização, e que por consequência, costuma receber bastante atenção, está relacionado à eficiência tributária para as empresas do Lucro Real.
Esse regime tributário é obrigatório para toda organização que possui um faturamento anual acima dos R$ 78 milhões.
A apuração dos tributos nesse regime acontece da seguinte forma: os tributos federais (IRPJ e CSLL) são calculados conforme o lucro líquido contábil.
O cálculo desse lucro ocorre da seguinte maneira: Lucro real = Receita total – despesas operacionais – custos – provisões autorizadas na lei.
Sobre esse lucro apurado, são aplicadas as seguintes alíquotas:
Além do IRPJ e da CSLL, também existem o PIS/COFINS, que não são cumulativos. Contudo, quando as empresas tributadas no regime do Lucro Real concentram suas receitas financeiras diretamente no CNPJ operacional, elas podem enfrentar uma carga tributária significativamente superior àquela observada em estruturas financeiras adequadas para esse tipo de atividade.
É justamente por esse motivo que operações estruturadas por meio de Companhias Securitizadoras e FIDCs passaram a ganhar espaço nos últimos anos.
Além da recuperação tributária, é possível organizar os direitos creditórios em veículos específicos para atuação no mercado de capitais.
Tanto o FIDC quanto a Securitizadora são estruturas que proporcionam maior eficiência tributária para as receitas provenientes das operações de crédito.
Isso ocorre devido à já mencionada Lei da Securitização, que determina que todo resultado da Securitizadora que é atribuído ao investidor, pode ser retirado da base de cálculo de PIS e COFINS.
Neste modelo, a Securitizadora não gera lucro. Como ela não terá impostos incidentes na sua receita, a única tributação que existe será a do investidor sobre seu ganho de capital no resgate.
Assim, é possível reduzir significativamente a base de cálculo de tributos como PIS e COFINS, além de otimizar a incidência de IRPJ e CSLL.
Como resultado, a carga tributária total em uma operação de crediário loja pode ser reduzida de mais de 40% para aproximadamente 15%, dependendo da estrutura da operação e do enquadramento tributário da empresa.
Um ponto importante, e que vale ser mencionado, é que essa reorganização tributária acontece nos bastidores da operação de crédito, sem alterar em nada a experiência do consumidor, que permanece a mesma.
Ou seja, o cliente continua contratando crédito da mesma forma, enquanto a empresa passa a contar com uma estrutura mais eficiente para administrar seus ativos financeiros e financiar novas operações.
Foi justamente essa visão que Ronaldo Oliveira, CEO da GIRO.TECH, destacou recentemente ao comentar que a eficiência de uma operação de crédito depende não apenas da concessão do financiamento, mas também da forma como essa operação é estruturada do ponto de vista regulatório, financeiro e tributário.
“Muitas empresas focam apenas em vender mais, mas esquecem que a verdadeira saúde financeira também mora na inteligência fiscal. Um braço financeiro bem estruturado pode transformar a carga tributária de um “peso” em uma vantagem competitiva. Não se trata de pagar menos imposto de qualquer jeito, mas de utilizar o planejamento estratégico para garantir a melhor eficiência tributária possível, otimizando cada centavo da sua operação”. Ronaldo Oliveira, CEO GIRO.TECH.
Por fim, além dos ganhos financeiros, a securitização também contribui para elevar o nível de governança corporativa da operação de crédito.
Sempre que uma carteira de direitos creditórios passa a integrar uma estrutura de mercado de capitais, também torna-se necessário acompanhar indicadores relacionados à:
Esse processo incentiva a adoção de controles mais robustos, melhora a gestão dos recebíveis e aumenta a transparência da operação perante os participantes da operação, incluindo investidores quando houver captação no mercado de capitais.
Como consequência, a empresa passa a desenvolver uma visão muito mais estratégica e 360º sobre sua carteira de crédito.
Dessa forma, a recuperação de crédito, a formalização das operações, a qualidade da documentação e o monitoramento dos indicadores deixam de ser somente atividades operacionais e passam a representar fatores essenciais para a sustentabilidade da operação financeira.
Embora muitas empresas conheçam a securitização apenas como uma alternativa para obtenção de liquidez, seus benefícios vão muito além da antecipação de recebíveis. Quando estruturada corretamente, ela permite que as empresas:
É justamente essa combinação de fatores que explica por que a securitização passou a ocupar um papel estratégico na evolução das operações de crédito no Brasil.
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Embora permita estruturar direitos creditórios em uma operação financeira eficiente, seus impactos vão muito além da captação de recursos.
A partir do momento em que uma empresa opta por estruturar essa atividade, ela passa a desenvolver uma operação de crédito muito mais organizada, previsível e preparada para crescer.
Isso acontece porque a própria lógica do mercado de capitais exige padrões elevados de documentação, governança corporativa, gestão de risco e acompanhamento da performance da carteira.
Na prática, a empresa deixa de enxergar o crédito apenas como um instrumento para impulsionar vendas e passa a administrá-lo como um ativo financeiro estratégico.
Esse movimento costuma provocar uma evolução em toda a operação, começando pela política de crédito, que tende a se tornar mais consistente.
Afinal, os critérios de concessão passam a ser continuamente avaliados, os indicadores de inadimplência ganham maior relevância e a gestão da carteira se torna parte integrante da estratégia financeira da companhia.
Outro aspecto importante está relacionado à previsibilidade.
À medida que os recebíveis passam a ser monitorados de forma estruturada, a empresa consegue acompanhar indicadores como:
Essas informações tornam o processo decisório muito mais preciso e permitem ajustes rápidos sempre que a carteira de crédito apresentar mudanças de comportamento.
Além disso, a securitização também incentiva uma visão integrada de todo o ciclo de crédito.
E a razão para isso é muito simples: a operação deixa de estar concentrada apenas na concessão de crédito e passa a considerar outras etapas como formalização contratual, gestão dos recebíveis, recuperação de crédito, monitoramento da performance e planejamento de novas captações.
Em outras palavras, o crédito deixa de ser administrado como uma operação isolada e passa a funcionar como um ciclo contínuo de geração, acompanhamento e reciclagem de ativos financeiros.
Esse amadurecimento operacional também facilita o relacionamento com parceiros financeiros e, quando aplicável, investidores do mercado de capitais, pois a empresa passa a ter processos mais transparentes, indicadores confiáveis e maior qualidade na documentação de seus ativos.
Por fim, também existe um benefício que costuma ser percebido apenas no médio e longo prazo.
As empresas que estruturam corretamente suas operações de securitização criam uma base muito mais sólida para sustentar o crescimento das carteiras.
Com maior capacidade de análise de crédito, controles mais robustos e estruturas financeiras preparadas para crescer de forma sustentável, elas conseguem expandir suas operações de maneira mais previsível, reduzindo riscos e aumentando sua capacidade de adaptação às mudanças do mercado.
Por todas essas razões é que a securitização deixou de ser vista somente como uma ferramenta financeira e passou a ocupar um papel estratégico dentro da gestão moderna das operações de crédito.
“O sucesso do varejo financeiro não está apenas em vender crédito, mas sim, em transformar sua carteira em um instrumento para financiar o próprio crescimento”. Ronaldo Oliveira, CEO GIRO.TECH.
Antes:
Depois:

Em um primeiro momento, é relativamente comum algumas pessoas acreditarem que factoring e securitização representam a mesma coisa.
Afinal, ambas as estruturas trabalham com direitos creditórios e permitem que empresas transformem valores que seriam recebidos no futuro em recursos disponíveis no presente.
Entretanto, apesar dessa semelhança inicial, as diferenças entre esses modelos são muito maiores do que a simples utilização dos recebíveis.
Na prática, a forma como cada estrutura é organizada influencia diretamente na:
Por todos esses fatores, entender essas diferenças é fundamental para que você escolha o modelo mais adequado à estratégia do negócio.
O modelo de factoring, também conhecido como fomento mercantil, consiste na aquisição de direitos creditórios utilizando recursos próprios da empresa de fomento.
Nesse formato, a factoring compra os recebíveis da empresa cedente, antecipando parte dos valores que seriam recebidos futuramente.
Como consequência, a sua capacidade de atuação acaba ficando limitada ao capital disponível em seu próprio balanço.
Em contrapartida, a securitização possui uma lógica completamente diferente.
Ao invés de concentrar toda a operação de crédito dentro do próprio CNPJ operacional, a securitização transforma esses direitos creditórios em ativos financeiros organizados dentro de uma estrutura própria.
Na prática, essa estrutura permite administrar a carteira de crédito de forma independente da operação mercantil, aumentando a eficiência financeira do negócio.
Além disso, quando fizer sentido para a estratégia da empresa, ela também possibilita acessar investidores por meio do mercado de capitais.
Assim, a empresa consegue ampliar significativamente a capacidade de expansão da operação de crédito, utilizando melhor o próprio capital e, quando desejado, acessando novas fontes de recursos.
Essa característica tornou a securitização uma estrutura muito mais escalável para empresas que operam crédito recorrente.
Outra diferença importante está relacionada ao nível de profissionalização da operação.
Enquanto o factoring costuma atender necessidades pontuais de antecipação de recebíveis, a securitização normalmente faz parte de uma estratégia contínua de gestão da carteira de crédito.
Isso significa que a empresa passa a acompanhar indicadores de inadimplência, concentração de risco, qualidade dos ativos e performance dos recebíveis, fortalecendo a governança da operação e aumentando a previsibilidade financeira.
Além disso, a securitização permite que o varejista mantenha uma visão estratégica sobre sua carteira de crédito.
Afinal, esses ativos deixam de representar apenas valores a receber e passam a compor uma operação financeira estruturada, preparada para sustentar o crescimento da carteira de crédito.
Ademais, outro ponto que merece destaque está relacionado à eficiência tributária.
No factoring, a operação possui natureza de atividade comercial e segue a tributação aplicável a esse tipo de empresa.
Já a securitização, quando estruturada de acordo com o modelo previsto pela Lei nº 14.430/2022 (Lei da Securitização) e pelas diretrizes da CVM 60, pode proporcionar um enquadramento tributário mais eficiente para operações de crédito estruturadas, dependendo da forma como a operação for organizada.
Entretanto, é importante destacar que esse benefício depende diretamente da forma como a operação é estruturada.
Uma Companhia Securitizadora pode ser montada de duas formas distintas: através do modelo previsto pela CVM 60, ou por meio da montagem de uma Securitizadora própria.
O modelo recomendado pela CVM 60 é que seja estruturada uma nova Securitizadora a partir de uma Securitizadora já regulada pela própria CVM
Esse novo CNPJ criado funciona como uma subsidiária integral da “Securitizadora-Mãe”, tendo como única finalidade a captação financeira por meio da emissão de CR ou debênture.
As Securitizadoras organizadas conforme esse modelo recomendado pela CVM possuem características diferentes das empresas que apenas compram recebíveis utilizando uma sociedade constituída na Junta Comercial, sem efetivamente realizar operações de securitização. O mercado costuma chamar essa prática de “Factoring 2.0”.
No modelo recomendado pela CVM, o dono da operação consegue alcançar o mesmo nível de eficiência tributária do FIDC.
Afinal, é possível reduzir significativamente a incidência de PIS/COFINS (até 95% em alguns casos), além de otimizar a incidência de CSLL e IRPJ (15% de imposto apenas no resgate).
Além disso, com a estrutura dessa operação, a empresa continua vendendo seus produtos sem embutir o custo de juros.
Assim, a receita de juros não entra na Nota Fiscal e nem tem incidência de tributação no regime da empresa que originou a operação.
Por essa razão a securitização apresenta benefícios tributários significativos se comparados a operações de crédito que são realizadas dentro do CNPJ mercantil.
Todas essas diferenças e particularidades levam a uma pergunta inevitável. Afinal, qual desses modelos faz mais sentido para sua empresa?
A resposta depende exclusivamente de quais são os objetivos que você busca em sua operação de crédito.
Quando a necessidade está concentrada em antecipar recebíveis de forma pontual, o factoring pode representar uma alternativa interessante.
Por outro lado, empresas que desejam estruturar operações próprias de crédito, acessar novas fontes de funding, ampliar sua capacidade de crescimento e profissionalizar a gestão da carteira tendem a encontrar na securitização uma estrutura mais aderente às suas necessidades.
Afinal, a securitização não se resume a antecipar recursos. Ela permite transformar a carteira de direitos creditórios em um ativo estratégico para financiar a expansão da operação e fortalecer a conexão da empresa com o mercado de capitais.
Caso queira entender essas diferenças em maior profundidade, recomendamos a leitura do nosso artigo completo sobre Factoring x Securitizadora, no qual analisamos detalhadamente os aspectos regulatórios, tributários e operacionais de cada modelo.
Saiba mais: https://giro.tech/factoring-e-securitizadora/
Depois de entender como a securitização funciona e quais benefícios estratégicos ela pode trazer para uma operação de crédito, é natural que você tenha uma nova dúvida: afinal, como saber se esse modelo faz sentido para a minha empresa?
Na prática, não existe um faturamento mínimo ou uma quantidade específica de recebíveis que determine o momento ideal para estruturar essa atividade.
Desse modo, o fator mais importante que você deve levar em conta é o nível de maturidade da sua operação de crédito.
As empresas que originam recebíveis de forma recorrente, possuem uma carteira organizada e enxergam o crédito como parte da sua estratégia de crescimento costumam encontrar na securitização uma ferramenta para estruturar uma operação de crédito mais eficiente, profissionalizar a gestão financeira e preparar a empresa para crescer de forma sustentável.
Por outro lado, negócios que ainda estão iniciando suas operações de crédito talvez precisem, em um primeiro momento:
Embora cada operação tenha características próprias, esses sinais ajudam a identificar se a securitização já pode fazer sentido para a sua empresa.
Antes de iniciar essa operação, não deixe de responder às seguintes perguntas:
Se a resposta para a maior parte dessas perguntas for SIM, existe uma boa possibilidade de que a securitização já possa contribuir para o crescimento da sua operação.
Entretanto, a definição da estrutura mais adequada depende de uma análise técnica que considere aspectos regulatórios, jurídicos, tributários e financeiros.
No caso dos varejistas, por exemplo, que possuem uma operação de ecossistema fechado (na qual os próprios sócios financiam as operações dentro do ecossistema, a Securitizadora se torna uma opção mais aderente do que o FIDC.
“Quando o varejista utiliza uma Securitizadora para bancarizar operações como crediário e empréstimo pessoal, ele tem mais liberdade para reduzir taxas e definir condições mais competitivas, o que não seria possível em uma estrutura de FIDC, financiada pelo capital de terceiros. Além disso, os custos de estruturação de uma Securitizadora são mais baixos do que um FIDC”. Ronaldo Oliveira, CEO GIRO.TECH.
Portanto, contar com especialistas desde o início do projeto costuma ser o caminho mais seguro para avaliar a viabilidade da operação e qual estrutura é a mais adequada.
Como você conferiu nos tópicos anteriores, a securitização é uma atividade que faz parte da estratégia de empresas que desejam estruturar operações de crédito de maneira escalável e eficiente, com possibilidade de acessar o mercado de capitais quando isso fizer parte da estratégia do negócio.
Todavia, transformar essa estratégia em uma operação estruturada exige muito mais do que ter vontade e possuir uma carteira de direitos creditórios. Também é preciso:
Por todos esses motivos, contar com parceiros especializados, como a GIRO.TECH, faz toda a diferença.
Como instituição financeira regulada pelo Banco Central, ajudamos empresas a estruturar operações próprias de crédito por meio do nosso modelo de Correspondente Bancário.
Dessa forma, as empresas conseguem originar e distribuir crédito dentro do seu próprio ecossistema, enquanto todo o compliance e a complexidade regulatória permanecem sob nossa responsabilidade.
Quando a estratégia envolve estruturar uma operação financeira própria, a securitização passa a integrar naturalmente todo o ciclo de crédito.
Porém, a atuação da GIRO.TECH não se limita à formalização das operações de crédito.
Afinal, o nosso objetivo é conectar todas as “pontas” que fazem parte dessa jornada, desde a originação dos contratos até a estruturação da operação de securitização. Isso inclui a:
Para isso, contamos com o suporte da GTS Securitizadora, companhia regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), estruturada conforme o modelo previsto pela CVM 60.
Quando esse modelo é o mais adequado para a estratégia da empresa, a GTS Securitizadora realiza a emissão dos valores mobiliários necessários para organizar juridicamente e operacionalmente a carteira de direitos creditórios, permitindo que ela esteja preparada para acessar investidores sempre que isso fizer parte da estratégia financeira da operação.
Além disso, também temos o suporte da Monetiza, nossa gestora especializada na estruturação de FIDCs, que podem ser capitalizados somente com recursos da própria empresa/seus acionistas, ou ainda com captação de recursos de investidores institucionais.
Mais do que estruturar uma securitização, nosso objetivo é ajudar empresas a construir operações de crédito mais eficientes, escaláveis e alinhadas às melhores práticas do mercado financeiro.
Ao integrar originação de crédito, gestão da carteira, securitização e acesso ao mercado de capitais, criamos uma estrutura capaz de acompanhar o crescimento da operação sem que a empresa precise assumir sozinha toda a complexidade regulatória e operacional desse processo.
É dessa forma que ajudamos nossos clientes a transformar o crédito em uma nova fonte de receitas financeiras e em uma vantagem competitiva sustentável para todo o ecossistema do negócio.
Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você entendeu que a securitização vai muito além da simples antecipação de recebíveis.
Quando estruturada corretamente, ela não apenas permite que as empresas transformem direitos creditórios em uma operação financeira estruturada e capaz de sustentar o crescimento das operações de crédito.
Essa atividade também permite que as organizações:
Historicamente, ela era uma estratégia exclusiva das instituições financeiras, porém, após a Lei da Securitização entrar em vigor, essa atividade passou a integrar a realidade de varejistas, fintechs, marketplaces, indústrias e empresas que enxergam o crédito como uma ferramenta para gerar novas receitas financeiras e impulsionar seu crescimento.
Entretanto, para que todos esses benefícios sejam alcançados, é fundamental que a operação seja estruturada sobre bases regulatórias, jurídicas e financeiras sólidas.
Portanto, se a sua empresa já concede crédito aos clientes, mas ainda mantém toda essa operação dentro do próprio CNPJ operacional, talvez seja o momento de avaliar uma estrutura financeira mais eficiente. E a GIRO.TECH está pronta para te ajudar!
Como instituição financeira regulada pelo BC, ajudamos empresas a originar e distribuir operações de crédito por meio do nosso modelo de Correspondente Bancário e, quando a estratégia envolve acessar o mercado de capitais, estruturamos operações de securitização por meio da GTS Securitizadora e da Monetiza.
Se a sua empresa já possui uma carteira de direitos creditórios e deseja transformá-la em uma estratégia de crescimento, chegou a hora de dar o próximo passo.
Entre em contato com nossos especialistas e descubra como podemos ajudar a estruturar uma operação de crédito preparada para escalar com segurança, eficiência e conformidade regulatória!
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