O que é PDD – Provisão para Devedores Duvidosos?

Conheça melhor como funciona a PDD e descubra como a securitização pode ajudar a gerar mais eficiência nesta provisão!

imagem O que é PDD – Provisão para Devedores Duvidosos?

O que é PDD? Se você é um C-Level, gestor ou diretor financeiro, certamente já se deparou com esse termo por aí, afinal, ele faz parte do planejamento financeiro de qualquer negócio.

A Provisão para Devedores Duvidosos é extremamente importante para proteger a saúde, o fluxo de caixa e as finanças de qualquer empresa, especialmente se considerarmos o panorama no qual o Brasil está inserido.

Apenas a título de curiosidade, um estudo produzido pelo Serasa Experian descobriu que o ano de 2024 encerrou com 6,9 milhões de CNPJs inadimplentes.

Esse percentual corresponde a cerca de 31,6% das empresas ativas no país, e mostra que o setor de serviços concentra entre 52% e 56% das empresas inadimplentes. Por outro lado, o setor de comércio é o segundo com mais casos de inadimplência, entre 34% e 35%.

Em um contexto no qual o Retail Banking e a bancarização do varejo estão cada vez mais em evidência, esses dados não podem ser ignorados.

Afinal, não basta apenas conceder crédito ao ecossistema. Também é preciso encontrar maneiras para que os financiamentos ocorram de forma segura e saudável, sem prejudicar as finanças da empresa.

É por isso que a Provisão para Devedores Duvidosos é extremamente importante no contexto do planejamento financeiro e da concessão de crédito.

Mas, como isso funciona afinal? O que é PDD e como você deve calculá-lo de forma correta? Essas e outras perguntas serão respondidas neste artigo.

Portanto, te convidamos a seguir a leitura e acompanhar conosco até o fim, pois este conteúdo está repleto de informações que serão muito úteis ao seu negócio!

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O que é PDD?

Primeiramente, antes de explorarmos melhor todas as nuances que compõem este assunto, é importante que você entenda, de fato, o que é PDD.

De modo geral, a Provisão para Devedores Duvidosos é uma espécie de reserva contábil, que tem como principal objetivo, cobrir eventuais prejuízos financeiros causados devido à ocorrência da inadimplência por parte dos clientes.

Na prática, essa provisão se refere a valores que são lançados como se fossem despesas, embora eles não possam, efetivamente, serem lançados como tal.

Ou seja, essa provisão não é uma reserva de dinheiro, mas sim, uma estimativa de valores que podem ser perdidos se, eventualmente, os clientes não honrarem seus compromissos.

Justamente por conta disso, essa estimativa é feita com base na análise do histórico de inadimplência da empresa, e também, dos seus clientes.

Ademais, essa provisão também pode levar em consideração outros fatores externos, como eventuais crises e recessões econômicas, que interferem na situação econômica do país.

A existência do PDD nas empresas é um requisito obrigatório, e serve para atender às boas práticas regulatórias e contábeis.

No contexto de instituições financeiras, fintechs de crédito e varejistas que mantêm algum tipo de operação de crédito, as provisões são contabilizadas no balanço para a cobertura de eventuais perdas financeiras com clientes que não pagam suas dívidas.

Neste sentido, a Provisão para Devedores Duvidosos corresponde a uma estimativa das perdas que são esperadas com inadimplência.

O PDD funciona como uma maneira da empresa ser mais prudente e realista na apuração do seu fluxo de caixa e dos seus lucros.


Como funciona a PDD?

Agora que você já entendeu melhor o que é PDD, fica mais fácil de compreender como ela funciona na prática.

Porém, para que isso seja possível, é necessário contextualizarmos melhor o que significa a expressão provisão.

Este termo é muito utilizado no mercado contábil para se referir à necessidade que uma empresa tem em lidar com eventuais prejuízos financeiros.

Contudo, aqui vale um importante adendo: conforme dissemos anteriormente, essas perdas não são algo concreto no momento em que uma provisão é criada. Elas existem apenas no campo das possibilidades.

Quer um exemplo simples de como isso acontece no dia a dia? Imagine que você guardou um valor para caso um chuveiro, que está em ótimo estado, venha a queimar.

Não existe certeza nenhuma de que este chuveiro irá estragar. No entanto, caso isso ocorra, você já terá uma “reserva de emergência” para essa finalidade.

Neste sentido, a PDD não deve ser tratada como uma despesa que irá acontecer, mesmo que isso ocorra no longo prazo.

Afinal, não necessariamente um cliente deixará de efetuar um pagamento, embora exista essa possibilidade. Assim, a PDD nada mais é do que uma medida preventiva.

Trazendo para a realidade do varejo, essa provisão é determinada para cobrir eventuais perdas financeiras que a empresa poderá sofrer caso uma mercadoria ou empréstimo não seja devidamente quitado. Logo, ela ajuda a evitar que o fluxo de caixa do negócio fique negativo.

Por isso, é seguramente importante que as empresas mantenham uma gestão eficiente da sua carteira de crédito, a fim de identificar quais clientes podem, eventualmente, não conseguir honrar com seus compromissos.

Desse modo, fica viável tomar medidas que visem a mitigação dos riscos e dos prejuízos que podem comprometer a sustentabilidade e a capacidade de crescimento do negócio.

Para que serve o PDD?

De modo geral, a PDD tem como principal função, assegurar a proteção financeira de uma empresa contra o risco de inadimplência.

Ou seja, ela representa uma estimativa contábil do valor que a empresa provavelmente não conseguirá recuperar dos seus clientes que compraram a prazo ou eventualmente tomaram crédito.

Por meio dela, as empresas são educadas a estabelecer um limite de recursos destinado de forma específica para cobrir perdas se algum dos seus clientes não conseguirem honrar seus compromissos financeiros.

É justamente por conta disso que toda organização deve manter uma Provisão para Devedores Duvidosos.

Afinal, como exemplificamos anteriormente, sempre existirá o risco de haver inadimplência, mesmo que isso não se concretize de fato.

Contudo, se o pior acontecer e a empresa não estiver preparada, ela poderá apresentar prejuízo e, em casos mais extremos, ir à falência por conta disso.

Apenas a título de informação, 949 organizações brasileiras ajuizaram pedido de falência em 2024, segundo levantamento feito pelo Serasa Experian. Tais números evidenciam como essa questão, infelizmente, segue sendo um problema no Brasil.

Porém, a PDD não serve apenas para garantir a saúde financeira da empresa. Ela também é importante devido a outros fatores. São eles:

Antecipar perdas no resultado

Por meio da Provisão para Devedores Duvidosos, a empresa consegue registrar, de maneira preventiva, eventuais perdas com clientes inadimplentes antes que elas venham a ocorrer.

Assim, é possível assegurar que os lucros apresentados não estejam inflados por valores que, talvez, nunca venham a ser recebidos.

Essa é uma ótima estratégia para garantir que o resultado contábil da empresa seja um retrato fiel da sua realidade financeira.

Adequar-se às normas contábeis e fiscais

Como mencionamos anteriormente, a PDD não é somente uma boa prática: ela também é exigida por normas contábeis e fiscais.

No Brasil, isso ocorre por meio do CPC 48, responsável por tratar de instrumentos financeiros; e pela legislação fiscal, através do artigo nº 9 da Lei nº 9.430/96, que tem finalidade a dedução no imposto de renda.

Desse modo, a empresa consegue evitar possíveis problemas relacionados à auditorias e fiscalizações, garantindo que todos os processos sejam feitos em conformidade.

Aumentar a transparência nas demonstrações financeiras

Além disso, a PDD também serve para aumentar a transparência nas demonstrações financeiras, pois o “contas a receber” dos clientes é representado de maneira mais realista, já com os descontos dos valores com risco de não pagamento.

Essa boa prática proporciona mais credibilidade nos balanços financeiros perante credores, investidores, sócios e órgãos reguladores.

Especialmente, isso faz toda a diferença nas operações de securitização, caso a empresa decida utilizar a estrutura de uma Securitizadora ou Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para captar recursos no mercado de capitais.

Porém, quando falamos sobre demonstrações financeiras e balanço patrimonial, é importante frisar que apenas será computado o gasto que efetivamente ocorreu.

Ou seja, os desembolsos relacionados a PDD que forem feitos após o registro de algum caso de inadimplência, deverão ser contabilizados.

Quais são as diferenças entre FIDC e Securitizadora?

 

Contribuir para análises mais consistentes

A PDD também cumpre um importante papel ao contribuir para análises de desempenho mais consistentes por parte da empresa.

Afinal, as organizações e instituições que estruturam corretamente essa provisão, conseguem gerar indicadores financeiros mais seguros e confiáveis, como por exemplo, retorno sobre ativos e margem líquida.

Isso é possível, pois esses números já levam em consideração eventuais efeitos causados pelas perdas de crédito.

Facilitar a gestão de risco de crédito

Por fim, mas não menos importante: a PDD funciona como uma espécie de “termômetro” para avaliar a qualidade da carteira de crédito da empresa.

Quer um exemplo? Caso o saldo da provisão venha a crescer, isso pode ser um indicativo de que há um aumento no risco de inadimplência.

Assim, a empresa que está cedendo Crédito Direto ao Consumidor (CDC) poderá atuar de forma preventiva.

Ou seja, ela poderá revisar sua política de crédito, ajustar os limites concedidos ou, até mesmo, reforçar suas ações e mecanismos de cobrança.

Todos esses fatores contribuem para facilitar a gestão de risco de crédito, o que é crucial para garantir a saúde financeira e a continuidade das operações de crédito.

PDD X PECLD: qual é a diferença?

Se você é entusiasta do mercado de crédito ou financeiro, já sabe que eles são uma verdadeira “sopa de letrinhas”, compostos por diversas siglas distintas.

Além do que é PDD (Provisão para Devedores Duvidosos, também existe um outro termo relacionado: as Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (ou PECLD).

Embora estejam intimamente relacionadas ao risco de inadimplência, existem diferenças importantes entre esses dois termos. Logo, é importante que você saiba melhor quais são essas particularidades.

Como citamos anteriormente, a PDD é uma estimativa contábil preventiva, que serve para reconhecer no resultado da empresa, qual é o risco dela não receber os valores de clientes que compraram a prazo ou tomaram crédito.

Justamente por conta disso, ela é contabilizada antes que a perda efetivamente ocorra, refletindo a expectativa de eventuais perdas futuras.

Trazendo para o contexto do varejo, fica simples de entender como ela funciona na prática: um varejista analisa sua carteira e identifica que alguns clientes estão em atraso há mais de 60 dias no crediário loja.

Logo, ele constitui a PDD para cobrir esse risco de crédito, que pode prejudicar a saúde financeira do seu negócio.

PECLD

Por outro lado, as Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD), são uma maneira contábil das empresas fazerem a provisão de eventuais prejuízos relacionados aos direitos creditórios que ela possui.

Ou seja, a PECLD corresponde a perda efetiva, ou o valor de um crédito que a empresa reconhece que não existe mais chance de recuperar, após todas as tentativas de cobrança e eventuais recuperações terem sido esgotadas.

Neste caso, o PECLD é apurado quando o crédito é baixado de forma definitiva da carteira, ou considerando valores que, eventualmente, tenham sido recuperados.

Essa é uma das principais diferenças entre a PDD e a PECLD, que vai muito além das finanças e administração dentro das empresas.

Isso ocorre, pois a PECLD é um instrumento que pode ser usado, até mesmo, para calcular o patrimônio líquido da empresa, como forma de desconto dentro do imposto de renda, ou na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Na prática, podemos definir a relação entre ambos da seguinte forma: a PDD é uma “prevenção” de que poderá ocorrer inadimplência, enquanto a PECLD é a “constatação” de que houve a inadimplência ou perda definitiva do crédito por parte da empresa.

A tabela a seguir ajuda a ilustrar melhor as principais diferenças entre elas. Confira:

Quais são as diferenças entre PDD e PECLD?

 

Como calcular a PDD?

Chegamos a um dos tópicos mais importantes deste artigo. Afinal, agora que você já conhece o que é PDD, chegou a hora de ver, na prática, como ela funciona.

E isso, obviamente, passa pelo entendimento de como fazer o cálculo correto da Provisão para Devedores Duvidosos.

Para te ajudar a compreender esse cálculo da melhor maneira possível, vamos utilizar o contexto do varejo.

Lembrando que a PDD é uma estimativa que o varejista faz com o objetivo de antecipar no seu balanço o valor provável das perdas com clientes inadimplentes.

Neste caso, considere uma rede de lojas que comercializa produtos a prazo no crediário próprio ou via cartão private label.

Entre todos os clientes que utilizam essas modalidades, existe a chance de alguns deles não arcarem com seus compromissos, obrigando a empresa a se precaver.

Ou seja, o cálculo da PDD é feito de acordo com a análise do histórico de inadimplência da empresa e na previsão de eventuais perdas futuras.

Para tal, é preciso considerar alguns critérios, como prazo do pagamento das dívidas, histórico da inadimplência dos clientes e possibilidade de inadimplência futura.

Levante o saldo de contas a receber

O primeiro passo para calcular a PDD, é identificar o valor total da carteira de clientes no final do período.

Esse saldo deve representar todos os valores que o varejista tem a receber das vendas realizadas a prazo. Neste caso, imagine uma rede de lojas que possui um saldo de contas a receber de R$ 500.000.

Classifique os créditos por faixa de atraso

Na sequência, também é importante organizar as contas a receber conforme o número de dias de atraso no pagamento.

É importante que haja essa análise, pois quanto maior for o atraso, maior será o risco de ocorrer inadimplência. Um exemplo de classificação seria:

  • R$ 300.000 em dia;
  • R$ 100.000 até 30 dias de atraso;
  • R$ 60.000 entre 31 e 90 dias de atraso;
  • R$ 40.000 com mais de 90 dias de atraso.

Defina os percentuais de perdas esperados

Após classificar os créditos, o próximo passo é aplicar um percentual de perda para cada uma das faixas de atraso.

Porém, é importante que esse percentual seja definido de acordo com o histórico de inadimplência do varejo, como por exemplo:

  • 1% para clientes em dia;
  • 5% para atrasos de até 30 dias;
  • 20% para atrasos entre 31 e 90 dias;
  • 50% para atrasos superiores a 90 dias.

Todos esses porcentuais servem para refletir o risco crescente no varejista não receber os valores devidos conforme o atraso for aumentando.

Calcule o valor da PDD por faixa 

A classificação dos créditos por faixa de atraso e a definição dos percentuais de perdas esperados são a base para o cálculo da PDD, que deverá ser feito para cada uma dessas faixas de atraso.

Considerando os exemplos acima, a Provisão para Devedores Duvidosos ficaria da seguinte forma:

  • R$ 3.000 para clientes em dia;
  • R$ 5.000 para atrasos de até 30 dias;
  • R$ 12.000 para atrasos entre 31 a 90 dias;
  • R$ 20.000 para atrasos superiores a 90 dias.

Ou seja, o valor total da provisão, levando em consideração todas as faixas, seria de R$ 40.000.

Além disso, é importante pontuar, que a PDD é uma provisão de inadimplentes. Portanto, quando o exercício contábil for finalizado, o valor deverá ser reajustado para estar alinhado com o que de fato ocorreu durante aquele ano.

Ademais, é válido ressaltar, que se a empresa estiver enquadrada no regime de lucro real, as despesas de PDD não terão influência no IRPJ ou CSLL.

Por que o cálculo da PDD importa para o varejo?

A PDD não é apenas uma obrigação contábil que deverá ser realizada pelo varejo. Ela também é uma ferramenta estratégica para a gestão de crédito.

Afinal, os varejistas que calculam essa provisão conseguem identificar tendências de inadimplência, ajustar suas políticas de concessão de crédito e tornar mais eficiente o gerenciamento das cobranças.

Mas não é só isso. O cálculo correto da PDD também ajuda a gerar indicadores financeiros mais seguros e confiáveis, que são itens cruciais para a tomada de decisões mais estratégicas, que tenham foco no crescimento sustentável e no aumento da confiança dos investidores.

Portanto, não se esqueça: mais que uma obrigação contábil, que deverá ser registrada no balanço patrimonial como uma conta que diminui o valor das contas a receber, pelo fato de representar uma estimativa de perdas que podem acontecer futuramente, a PDD também é um importante mecanismo para a gestão eficiente da carteira de crédito no varejo.

Como gerar eficiência na PDD?

Conforme você conferiu nos itens anteriores, a PDD é uma ferramenta crucial e indispensável para uma gestão financeira mais eficiente por parte das empresas.

Afinal, essa provisão ajuda a prever eventuais cenários de prejuízos financeiros ocorridos por conta da inadimplência. Por meio dela, é possível adotar medidas de prevenção, que visem a mitigação do risco de perdas.

Além disso, a Provisão para Devedores Duvidosos também é um instrumento fundamental para a proteção de empresas que operam crédito, como é o caso das startups e fintechs e dos varejistas.

Porém, para que essa provisão seja realmente eficiente e mostre com precisão os reais riscos da carteira, é preciso utilizar algumas boas práticas estratégicas.

A seguir, listamos 4 ações que vão te ajudar a gerar mais eficiência na PDD. Veja:

Segmentando a carteira de crédito

A primeira dica para tornar a PDD mais eficiente, é segmentando a carteira de crédito.

Essa segmentação consiste em dividir os clientes em grupos que possuam características similares, como por exemplo, histórico de pagamento ou tipo de produto adquirido.

Por meio dessa divisão, é possível ajustar a Provisão para Devedores Duvidosos de maneira mais precisa, pois o risco de ocorrer inadimplência não é o mesmo para toda a base de clientes.

Afinal, um grupo de clientes que tenha um bom histórico de pagamento e baixo risco de crédito, não deve possuir o mesmo peso na provisão que um grupo mais exposto a atrasos.

Essa estratégia da segmentação da carteira de crédito ajuda a evitar dois cenários, em especial: a superprovisão, que detém capital desnecessário; e a subprovisão, que gera exposição a perdas não previstas.

Análise de dados em tempo real

Outra forma de gerar maior eficiência na PDD, é por meio da integração da análise de dados em tempo real ao processo de cálculo da PDD.

Por meio dessa estratégia, a empresa consegue acompanhar constantemente a evolução da carteira de crédito.

Ao detectar de forma imediata possíveis sinais de alerta, como aumento nas taxas de atraso ou alterações no comportamento de determinados grupos de clientes.

Graças a essa resposta rápida, fica mais fácil verificar rapidamente qualquer sinal de deterioração na qualidade dos créditos.

Naturalmente, isso se reflete na provisão e aumenta a assertividade do PDD.

Revisão da política de crédito

A política de crédito é o ponto de partida para que uma empresa tenha uma gestão mais saudável da sua carteira.

De modo geral, essa política faz referência ao conjunto de critérios e diretrizes usados pelas empresas para definir ou negar um empréstimo ou financiamento aos seus clientes.

Na prática, a criação dessa ferramenta leva em conta diferentes fatores, como as necessidades e objetivos do negócio.

Assim, a política de crédito serve para estabelecer qual é o limite do valor que será disponibilizado, assim como o nível de risco que a empresa quer trabalhar.

Porém, um erro que muitas empresas cometem, é revisar a política de crédito somente nos períodos de crise, e não de forma periódica.

Quando essa revisão ocorre periodicamente, a empresa consegue ajustar os critérios para concessão, limites e prazos de acordo com o cenário econômico e a evolução dos indicadores internos de risco.

Além disso, uma política bem ajustada também contribui para reduzir a necessidade do PDD, pois evita que o crédito seja concedido fora do perfil de risco trabalhado pela empresa.

Todos esses fatores são fundamentais para melhorar a qualidade da carteira pensando a médio e longo prazo.

Integração com recuperação de crédito

Por fim, outra ação que você pode tomar para gerar eficiência na PDD, é integrá-la com os processos de cobrança e recuperação de crédito.

Afinal, quanto mais integrada for essa relação, mais fácil ficará para a empresa antecipar os impactos positivos das estratégias para recuperação no cálculo da provisão.

Quer um exemplo? Acordos e renegociações que forem bem-sucedidos ajudam a reduzir o valor das perdas esperadas. Consequentemente, essa estratégia possibilita que parte do capital provisionado seja liberado.

Ademais, a integração das informações de recuperação junto ao cálculo da Provisão para Devedores Duvidosos também ajuda na criação de um ciclo de crédito mais sustentável e inteligente.

Como a securitização pode ajudar na gestão da PDD?

Se você já acompanha os conteúdos aqui em nosso blog, está bastante familiarizado com dois conceitos em especial: a bancarização e a securitização.

Mas afinal, o que é securitização? Ela é uma operação que vem se popularizando cada vez mais. De modo geral, ela é um processo que converte créditos em títulos negociáveis no mercado financeiro.

Por meio dessa operação, um ou mais investidores podem adquirir as dívidas existentes de maneira antecipada.

Com isso, caso a empresa não queira ou possa esperar até o limite do prazo para receber os valores devidos, é possível optar pela securitização.

Todavia, a securitização é uma ferramenta estratégica que vai muito além de uma simples antecipação de recebíveis.

No contexto da PDD, a securitização pode ser usada para diferentes finalidades, como por exemplo:

  • Otimização do balanço patrimonial;
  • Melhora nos indicadores financeiros;
  • Liberação de capital para novos investimentos.

Abaixo, explicamos melhor como a securitização pode impactar positivamente a gestão da Provisão Para Devedores Duvidosos. Confira:

Redução do risco de ativo

Quando uma empresa, seja ela indústria, varejo ou marketplace, opta por transferir seus direitos creditórios para um veículo de securitização, como uma Companhia Securitizadora ou FIDC, ela consegue ter uma redução do risco de ativo.

Isso ocorre, pois essa operação retira do balanço os ativos de crédito que estavam sujeitos a sofrer com inadimplência, diminuindo o volume de ativos ponderados por risco.

Consequentemente, a necessidade de manter a PDD sobre esses créditos também diminui, trazendo um impacto positivo no resultado e melhorando os indicadores de saúde financeira do negócio.

Substituição da PDD por estrutura de crédito

A securitização também possibilita que a empresa substitua parte do risco de crédito, que tinha potencial para gerar a PDD, por uma estrutura de mitigação do risco de crédito, montada dentro do veículo de securitização.

O FIDC é um condomínio de cotas, que não tem um dono específico, cujo principal objetivo é conectar essas cotas com investidores, que compram e integralizam o seu capital.

Neste sentido, o FIDC é composto por três cotas: sênior, mezanino e subordinada. O mesmo ocorre com as quebras em séries de investimento dentro de uma Securitizadora, que mantêm as mesmas classes dentro da sua estrutura.

Por meio desses mecanismos de subordinação de cotas, é possível absorver eventuais perdas da carteira securitizada, o que ajuda a reduzir a necessidade da provisão direta no originador do crédito.

Desse modo, a empresa consegue transformar a PDD em um custo mais previsível associado à estrutura da securitização.

Liquidez e reinvestimento

Além disso, uma das principais vantagens que a securitização oferece, é a possibilidade da geração imediata de liquidez.

Ou seja, os recursos obtidos com a venda dos créditos podem ser reinvestidos em outras operações que sejam mais seguras, rentáveis e alinhadas ao perfil de risco trabalhado pela empresa.

Além dessa estratégia ser uma ótima forma de reduzir a exposição ao risco de inadimplência, ela também permite ajustar a carteira de crédito.

Com isso, é possível reduzir o volume de PDD, permitindo uma realocação inteligente do capital, o que é importante para uma gestão ativa do risco de crédito.

Separação contábil 

Por fim, a securitização também possibilita que a empresa faça uma melhor separação contábil entre os créditos vendidos e aqueles que continuarão compondo o balanço financeiro.

Além de simplificar a gestão contábil, esse mecanismo torna muito mais transparente a necessidade de PDD.

Isso ocorre, pois a provisão passa a ter incidência somente sobre os créditos que efetivamente forem mantidos na própria carteira.

Desse modo, a empresa consegue fazer uma melhor gestão de governança e também melhora as suas demonstrações financeiras perante os investidores e credores.

Pensando na captação de funding externo para novos projetos ou operações de crédito, esses detalhes fazem toda a diferença para melhorar a qualidade das debêntures ou Certificado de Recebíveis (CR).

Securitize suas operações de crédito com a GIRO.TECH!

Nos últimos anos, graças ao avanço da tecnologia e das agendas do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as fintechs de crédito também começaram a se popularizar.

E isso tem ocorrido pelo fato dessas empresas fornecerem a infraestrutura necessária para que empresas que não têm origem no setor financeiro, possam atuar como banco.

Assim, tanto a bancarização empresarial quanto a securitização são dois modelos de negócio que vêm revolucionando o mercado.

Por isso, se a sua empresa ainda não participa deste novo momento, é altamente recomendável que dê esse próximo passo. E para tal, você pode contar com o suporte da GIRO.TECH!

Nós fornecemos toda a infraestrutura necessária para que você monte a sua operação de securitização de forma simples e descomplicada, para gerar mais eficiência na sua PDD.

GTS Securitizadora

Para que isso seja possível, nós utilizamos o suporte da nossa unidade regulada pela CVM, a GTS Securitizadora.

Desse modo, nós conseguimos cumprir as recomendações estabelecidas pela CVM 60, criando uma subsidiária integral da nossa Securitizadora.

Essa configuração garante o cumprimento de todos os requisitos regulatórios determinados pela CVM, garantindo toda a segurança jurídica à sua empresa.

Além disso, as emissões de títulos realizadas pela GTS Securitizadora possibilitam que sua empresa capte recursos para estruturar diferentes tipos de operações de crédito.

Essa estrutura de Securitizadora é mais prática e ágil, e possibilita que sua empresa atinja os mesmos objetivos que você buscaria em um FIDC.

Contudo, a principal diferença é que você terá um melhor enquadramento tributário, tendo em vista que a securitização ajuda a reduzir a incidência de impostos sobre a receita de juros, que cai de 50% para 15% somente no resgate.

A GIRO.TECH também apoia seu negócio na busca por investidores, como forma de fortalecer ainda mais o potencial estratégico da securitização.

Isso é feito por meio das debêntures, emitidas como títulos de investimento nas operações que envolvem a securitização de créditos.

Dessa maneira, a sua empresa pode captar recursos no mercado de capitais e destravar novas fontes de receitas, sem a necessidade de utilizar o suporte de um banco tradicional.

Estrutura de Securitização Giro.Tech

 

Conclusão

Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você conseguiu conhecer melhor e tirar as suas dúvidas sobre o que é PDD.

A Provisão para Devedores Duvidosos é um componente crucial para a gestão do risco de crédito e a consequente preservação da saúde financeira das empresas que mantêm alguma operação de crédito.

Devido a isso, tornar a provisão mais eficiente não é apenas uma responsabilidade do ponto de vista contábil, mas sim, uma boa prática torná-la mais precisa, permitindo a liberação de recursos para o crescimento saudável do negócio.

Neste cenário, a securitização se mostra como uma poderosa aliada ao PDD, por uma série de razões principais.

Ao permitir a redução do ativo de risco, a substituição da provisão por estruturas de mitigação, a separação contábil e a geração de liquidez para reinvestimento, a securitização contribui de forma direta para um PDD mais ajustado em menos danoso ao balanço financeiro.

Além disso, essa operação potencializa a capacidade da empresa de alocar seu capital de maneira mais estratégica, aproveitando as novas oportunidades.

Ademais, a securitização também abre portas de ganhos financeiros e melhor eficiência tributária para as empresas que buscam melhorar a sua rentabilidade, convertendo ativos líquidos em dinheiro.

Portanto, se você se interessou neste modelo de negócio, e deseja investir em securitização, nós te convidamos a conhecer a GIRO.TECH!

Nós fornecemos a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, para que você crie sua própria estrutura de securitização.

Conte com o suporte da GTS Securitizadora para criar seu braço financeiro e conectar com seu negócio via APIs.

Entre em contato com nossos especialistas, conheça as nossas soluções, e descubra como nós podemos transformar seu crédito em resultado!

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