Qual a função da gestora de recursos dentro de um FIDC?

A gestora de recursos é o participante responsável pela tomada de decisões estratégicas dentro da empresa. Entenda como ela funciona!

imagem Qual a função da gestora de recursos dentro de um FIDC?

A gestora de recursos é uma figura muito importante dentro da constituição de um fundo de investimento, como é o caso do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

Em especial, esse participante é essencial para assegurar o bom desempenho e a sustentabilidade da operação, afinal, é ela quem toma as principais decisões de investimento.

Além disso, esse participante também define a estratégia de alocação dos recursos e monitora o risco dos ativos que compõem a carteira do fundo.

Esse trabalho é extremamente importante, afinal, o FIDC também funciona como um veículo de securitização.

Não à toa, para que ele nasça, é necessário a atuação de cinco participantes principais: cedente, investidores, administrador fiduciário, gestor e custodiante.

Cada um deles possui uma função diferente dentro desta estrutura. E no caso da gestora de recursos, essa atividade é ainda mais relevante.

Afinal, seu trabalho envolve análises detalhadas de risco, monitoramento da inadimplência, definição dos critérios de compra e acompanhamento de indicadores macroeconômicos que podem impactar diretamente o fundo.

Na prática, essa figura funciona como a “cabeça estratégica” do FIDC. É uma função que exige visão de mercado e, sobretudo, disciplina regulatória.

Em um cenário no qual a securitização está cada vez mais popular entre empresas do varejo, indústrias, serviços e marketplaces, entender qual é a função da gestora de recursos é essencial, pois a qualidade desse participante pode ser o fator decisivo para que uma operação ocorra de forma saudável e estruturada.

Se você busca utilizar o FIDC como uma estrutura de financiamento, siga a leitura conosco até o fim e entenda melhor qual é o papel das gestoras dentro deste fundo!

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O que é uma gestora de recursos?

Primeiramente, antes de compreendermos todas as particularidades que envolvem a atuação dessa figura, é importante que você conheça melhor o que é uma gestora de recursos.

De modo geral, ela é uma instituição especializada, autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável por tomar as decisões estratégicas de investimento em nome de fundos.

Embora o enfoque deste artigo seja especificamente na atuação dentro de um FIDC, essa atuação também ocorre em outros fundos, como veremos adiante.

Na prática, essa figura funciona como a “cabeça estratégica” do FIDC, pois estabelece a estratégia de alocação, avalia os riscos e seleciona os ativos que vão compor a carteira.

Além disso, a gestora de recursos também controla o histórico de pagamentos dos devedores e demais garantias atreladas.

Essa análise prévia é decisiva para manter a saúde financeira da operação e reduzir a inadimplência.

Ademais, no caso específico do FIDC, é a gestora quem decide quais direitos creditórios serão comprados, seguindo as regras do regulamento e buscando maximizar a rentabilidade ajustada ao risco.

Os direitos creditórios são todos os créditos que uma empresa tem a receber, originados de vendas a prazo de serviços ou produtos.

Eles podem ser oriundos de duplicatas, parcelas de cartão de crédito ou cartão private label, contratos de financiamento, Cédulas de Crédito Bancário (CCB), entre outros.

Fica a cargo da gestora definir os critérios de seleção dos direitos creditórios e monitorar os índices de inadimplência.

Assim, será possível garantir que a carteira do fundo esteja devidamente alinhada ao perfil de risco esperado pelos investidores.


Como funciona uma gestora de recursos?

Agora que você já entendeu melhor o que é uma gestora de recursos, fica mais fácil de compreender como ela funciona na prática.

Aqui, vale um adendo: essa figura realiza uma atividade conhecida como “asset management”, que significa “gestão de ativos”.

Esse é um processo de administração de recursos financeiros e outros ativos, com o intuito de potencializar os retornos e mitigar os riscos para os clientes.

É importante ter esse entendimento, pois ele também se aplica ao contexto do FIDC. Afinal, como dissemos anteriormente, a gestora é o “cérebro estratégico” da operação.

A sua atuação é contínua e estruturada, combinando análise técnica, disciplina para a tomada de decisão e monitoramento constante.

Logo, a gestora de recursos ajuda a garantir que haja alinhamento entre o regulamento do FIDC, os interesses dos cotistas e as condições reais do mercado de crédito.

Atuação prática da gestora de recursos

De modo geral, a atuação desse participante costuma ocorrer em quatro frentes principais. São elas:

  • Definição da política de investimentos: estabelece parâmetros claros sobre quais direitos creditórios o FIDC vai adquirir, quais os limites de concentração por cedente e níveis de risco aceitáveis;
  • Originação e análise dos créditos: avalia os recebíveis que vão compor a carteira do fundo, aplicando critérios de elegibilidade, score de risco, histórico de inadimplência e projeções de fluxo de caixa;
  • Monitoramento ativo da carteira: acompanha indicadores de inadimplência, liquidez, prazo médio e rentabilidade, para avaliar se os direitos creditórios continuam alinhados à estratégia definida;
  • Interação com outros participantes: a gestora de recursos também se relaciona com outros participantes, como o administrador fiduciário e custodiante, para garantir que a operação esteja 100% alinhada.

Em suma, a gestora de recursos funciona como o elo que conecta a estratégia do fundo às reais condições do mercado de crédito.

Assim, é possível assegurar eficiência, transparência e retorno financeiro para todos os cotistas do FIDC.

Quais são os participantes de um FIDC?

 

O que faz uma gestora de recursos?

Antes de explorarmos melhor quais são as principais atribuições de uma gestora de recursos, é importante recapitularmos brevemente o que é um FIDC.

Ele é um veículo de securitização regulado pela CVM, e muito utilizado para financiar operações de crédito.

O FIDC é um “condomínio de cotas”, formado pelos cotistas, que podem ser você, seu negócio, ou investidores do mercado de capitais.

Essa estrutura nasce para comprar direitos creditórios, que como dito anteriormente, são o direito que uma empresa tem de receber alguma dívida.

De modo geral, o principal propósito do FIDC é conectar títulos de crédito com investidores que compram cotas do fundo e valorizam seu capital.

No entanto, para que isso seja possível, é necessário a atuação de alguns participantes. No caso da gestora de recursos, ela é a responsável por transformar as diretrizes em ação dentro do FIDC.

Enquanto o regulamento do fundo estabelece os limites e políticas, é a gestora quem coloca essa estratégia em prática, ao atuar de forma técnica para garantir eficiência e rentabilidade.

Neste sentido, podemos destacar como sendo suas principais funções as seguintes atividades:

Definir e executar a estratégia de investimento

Pelo fato de ser o “cérebro estratégico” da operação de crédito, uma das principais funções da gestora de recursos é definir e executar a estratégia de investimento.

Ou seja, é essa instituição que decide como e onde serão alocados os recursos do fundo, respeitando a política de investimentos aprovada.

Essa atribuição envolve a definição dos critérios utilizados para a compra dos direitos creditórios, como prazos, qualidade do cedente, setor econômico e limites de concentração.

Seleção dos direitos creditórios

A seleção dos direitos creditórios também é uma das principais atividades desempenhadas pela gestora de recursos do FIDC.

Como citamos anteriormente, os direitos creditórios são todos os créditos que uma empresa tem a receber, oriundos de vendas a prazo.

No caso do varejo, eles podem ter origem em parcelas de crediário próprio ou cartão white label, duplicatas, CCBs, prestações, entre outros ativos financeiros.

Na prática, os direitos creditórios são o “contas a receber” da empresa, e representam valores que ainda não foram pagos por terceiros, mas que têm previsão de recebimento futuro.

Aqui, o objetivo da gestora do FIDC é entender quais ativos poderão ser adquiridos, para assegurar que eles sejam bem performados, tenham qualidade e estejam dentro dos parâmetros de risco.

Monitorar o risco de crédito e inadimplência

A gestora de recursos também cumpre uma função importante no que diz respeito ao monitoramento do risco de crédito e inadimplência.

Neste caso, ela acompanha de perto o desempenho da carteira, para mensurar os índices de atraso e adotar medidas preventivas que visem eventuais perdas.

Esse monitoramento contínuo é salutar para manter a confiança dos cotistas e, por consequência, a saúde financeira do FIDC.

Gerenciar liquidez e fluxo de caixa

Além disso, a gestora é responsável por gerenciar a liquidez e o fluxo de caixa deste veículo de securitização.

Ou seja, ela deve avaliar a entrada e saída dos recursos, para manter o equilíbrio entre os pagamentos aos cotistas e a rentabilidade dos ativos que foram adquiridos.

Tomar decisões de ajuste da carteira

Essa é uma das funções mais relevantes, e que contribuem para reiterar o rótulo de “cérebro estratégico” que a gestora de recursos possui.

Caso haja mudanças no cenário econômico ou na performance dos créditos, essa instituição pode realocar os ativos, vender os recebíveis ou alterar a composição da carteira.

Essas são medidas preventivas, que tem como principal intuito, proteger os interesses dos cotistas do FIDC.

Gerar relatórios e transparência

Ademais, a gestora de recursos também cumpre uma função importante no que diz respeito à geração de relatórios e transparência do FIDC.

Apesar da parte regulatória da operação ficar a cargo do administrador fiduciário, a gestora atua de forma complementar, ao contribuir com análises, dados de performance e insights.

Essa parte analítica é fundamental para que os investidores, que vale ressaltar, podem ser os próprios donos da operação, consigam acompanhar e compreender os resultados do FIDC.

Em suma, o trabalho da gestora de recursos une a inteligência de mercado, a gestão de risco e a estratégia financeira, para assegurar que o FIDC seja, ao mesmo tempo, um veículo de securitização sólido para a estratégia financeira dos donos da operação, e seguro e atrativo para potenciais investidores do mercado de capitais.

Quais fundos podem ser administrados pela gestora de recursos?

A gestora de recursos é uma entidade especializada, autorizada pela CVM, responsável por tomar decisões estratégicas de investimento em nome de fundos.

É o caso do FIDC, objeto central de estudo neste nosso artigo. Como citamos em outros itens, ele é uma estrutura de fundo de investimento regulada pelo CVM, amplamente usada para financiar operações de crédito que tem como investidores os cotistas.

Assim como ocorre com a Securitizadora, o FIDC é um veículo de securitização, que nada mais é, do que uma estrutura jurídica e financeira criada para isolar os ativos de uma empresa e transformá-los em títulos comercializáveis no mercado de capitais.

Esses veículos possuem toda a infraestrutura exigida pelos órgãos reguladores do mercado financeiro para realizar a prática da securitização.

Apesar do FIDC ser um veículo de securitização, ele também é um fundo de investimento. Ou seja, ele se enquadra no “guarda-chuva” de renda fixa quanto ao perfil de risco e retorno.

Nesta estrutura, a gestora de recursos assume um papel técnico, com uma abordagem de gestão empresarial, na qual, as decisões estratégicas são pautadas conforme a análise e interpretação de dados concretos.

Além disso, dentro do FIDC, a gestora cumpre as funções que dissemos anteriormente:

  • Originação e elegibilidade;
  • Modelagem e estruturação da carteira;
  • Monitoramento contínuo;
  • Gestão de risco e governança;
  • Liquidez e fluxo de caixa.

Para os varejistas e demais empresas que não tem origem no mercado financeiro, mas que utilizam o FIDC como fonte de funding, a escolha de uma gestora de recursos passa a ser fundamental.

Afinal, se essa instituição possui tecnologia para lidar com um grande volume de dados e possui um bom histórico de performance, consequentemente será possível reduzir o PDD e manter o FIDC dentro dos parâmetros de risco.

Fundos de Ações

Todavia, a atuação da gestora de recursos não se limita somente aos FIDCs. Ela também abrange outras estruturas, como é o caso dos Fundos de Ações.

De modo geral, eles são uma espécie de fundo de investimento que reúne o dinheiro de vários cotistas com o objetivo de comprar ações de empresas na bolsa de valores.

Neste caso, a principal atuação da gestora de recursos é selecionar quais empresas vale a pena investir.

Para isso, ela analisa o setor, os resultados financeiros, o potencial de crescimento e, até mesmo, fatores de governança corporativa.

O principal objetivo deste trabalho é estruturar uma carteira de ações que seja capaz de gerar ganhos de capital a longo prazo, equilibrando riscos e oportunidades.

Fundos Multimercado

Por sua vez, os Fundos Multimercado são fundos que aplicam em diferentes mercados, como ações, títulos de renda fixa, renda variável, câmbio e moedas e commodities.

Como o seu próprio nome sugere, o objetivo deste fundo não é se concentrar somente em um único segmento, pois a estratégia é realizar investimentos diversificados.

Para que isso seja possível, a gestora de recursos também atua dentro dos Fundos Multimercado, definindo a proporção ideal de cada ativo e ajustando a carteira de acordo com o cenário econômico.

Ou seja, se há a expectativa de haver queda de juros, essa instituição pode aumentar a fatia de títulos mais longos.

Aqui, a atuação da gestora está em “fechar a equação” entre o equilíbrio e a diversificação entre os ativos e os riscos/retornos.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Além dos fundos já citados, também não podemos deixar de falar sobre os Fundos Imobiliários (FIIs).

Os FIIs são fundos de investimento que reúnem recursos de vários cotistas dispostos a investir em ativos do mercado imobiliário.

Na prática, os FIIs funcionam como um “condomínio fechado”, no qual, os investidores compram cotas e obtêm renda por meio da exploração desses ativos, como juros ou aluguéis.

Nesta estrutura, a gestora de recursos pode atuar em duas frentes. São elas:

  • Imóveis físicos: cuidar da compra e gestão de galpões, escritórios, shoppings e edifícios comerciais, negociando condições contratuais;
  • Títulos de dívida imobiliária: escolher recebíveis como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ligados aos projetos imobiliários.

Em ambos os casos, a gestora trabalha para manter o FII saudável, assegurando que os imóveis estejam bem ocupados e que os títulos de dívida tragam bons pagamentos de juros.

Fundos de Índice (ETFs)

Por fim, a atuação da gestora de recursos também se estende aos Fundos de Índice (Exchange Traded Funds – EFTs).

Essa categoria envolve os fundos de investimento que possuem cotas que são negociadas na bolsa de valores, como é o caso das ações.

O principal propósito dos ETFs é replicar o desempenho de um índice de mercado específico, como por exemplo, o Ibovespa.

Neste caso, a gestora atua para assegurar que a carteira do fundo se mantenha sempre alinhada ao que ele representa.

Para tal, é preciso que haja disciplina e agilidade para manter o equilíbrio da carteira sempre que o índice sofrer variações em sua composição.

Embora cada fundo tenha suas próprias características, o princípio de trabalho da gestora de fundos é o mesmo: cuidar da carteira de investimentos de maneira estratégica e responsável, mantendo o equilíbrio dos riscos e retornos para os investidores.

Qual é o papel da gestora de recursos dentro do FIDC?

Voltando para o contexto do FIDC, o trabalho da gestora de recursos não fica restrito ao cuidado com a carteira de investimentos.

Afinal, o papel principal desse participante é decidir de qual forma os recursos do fundo serão aplicados.

Com isso, é possível assegurar que os direitos creditórios escolhidos estejam em sinergia com a política de investimentos, trazendo segurança e retorno aos cotistas da operação. Para tal, são avaliados critérios como a qualidade do crédito, histórico de pagamento e perfil de risco dos devedores.

Por meio do seu trabalho, a gestora de recursos também consegue garantir transparência aos investidores, trazendo informações claras acerca da performance e dos resultados do FIDC.

Ou seja, o papel dessa instituição não fica restrito à análise técnica, pois ele é extremamente estratégico.

Ao conectar o mercado de capitais às empresas que fazem uma cessão de direitos creditórios, a gestora de recursos garante que o FIDC cumpra seu objetivo de gerar funding competitivo, com risco controlado e maior atratividade aos investidores institucionais.

Isso faz toda a diferença para varejistas, indústrias e marketplaces que utilizam essa estrutura de veículo de securitização, pois um FIDC bem gerido pode ser a “virada de chave” para a expansão da capacidade de crédito, redução da dependência bancária e acesso ao capital mais eficiente.

Quais são as diferenças entre FIDC e Securitizadora?

 

Gestoras de recursos x administrador x custodiante: quais as diferenças?

Como você pôde observar nos tópicos anteriores, o FIDC é um veículo de securitização bastante particular, muito por conta da sua estrutura.

Para que essa estrutura possa “nascer”, é obrigatória a participação de algumas figuras, como é o caso da gestora de recursos.

Além dela, primordialmente, também é necessário a atuação do administrador fiduciário e do custodiante.

Cada um deles realiza funções específicas, a fim de garantir que a operação ocorra de forma transparente, segura e rentável.

Embora tenham suas próprias particularidades, é relativamente comum que algumas pessoas confundam a atuação desses três participantes, que apesar de estarem “conectados”, possuem responsabilidades distintas.

Gestora de recursos: a cabeça estratégica

Como dito anteriormente, a gestora de recursos é a “cabeça estratégica” da operação, responsável pela tomada de decisões estratégicas de investimento em nome do FIDC.

É essa figura quem decide quais direitos creditórios o fundo deve comprar, além de estabelecer os critérios de risco e acompanhar o desempenho da carteira, mensurando os índices de inadimplência.

Além disso, a gestora também faz o controle sobre o histórico de pagamentos dos devedores e demais garantias atreladas à operação.

Em suma, o foco principal de atuação da gestora de recursos está na rentabilidade e sustentabilidade do FIDC.

Afinal, ao garantir que os ativos selecionados estejam em sinergia com a política de investimentos do fundo, esse participante assegura que a carteira do FIDC se mantenha alinhada ao perfil de risco que é esperado pelos investidores.

Administrador fiduciário: quem fiscaliza o FIDC

Por sua vez, o administrador fiduciário é o responsável por fiscalizar o FIDC, cuidando de toda a parte operacional e regulatória.

Ele também é uma instituição regulada pela CVM e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA).

A grande particularidade do administrador fiduciário é que ele também pode supervisionar debêntures e outros ativos securitizados.

De modo geral, é esse participante quem responderá legalmente pelo FIDC frente aos órgãos reguladores.

Além de constituir o fundo, elaborar o cumprimento do regulamento, e representar juridicamente o fundo, o administrador também centraliza a prestação de contas e relação com os cotistas.

Na prática, a administração fiduciária é a soma de todos as obrigações e responsabilidades assumidas por uma parte, para administrar os ativos de outra parte.

Logo, a sua função é mais de governança e conformidade, para garantir que a operação ocorra de forma íntegra, segura e em conformidade com a lei.

Aqui, é importante pontuar que o administrador fiduciário é diferente do agente fiduciário, um participante presente em determinadas estruturas de FIDC, e nomeado para cuidar do interesse dos cotistas seniores.

Contudo, nessa situação específica, o seu dever é fiscalizar se as obrigações do FIDC em relação às cotas seniores, que são possuem prioridade no recebimento da amortização e juros, estão sendo devidamente cumpridas.

Além do mais, também fica a cargo do agente fiduciário a verificação se está ocorrendo inadimplência ou descumprimento de contrato, a fim de zelar pelos direitos dos cotistas seniores perante o administrador fiduciário ou terceiros.

O agente fiduciário trabalha de maneira independente e imparcial, porém, ele pode agir judicial ou extrajudicialmente em nome dos credores.

Custodiante: quem guarda os ativos

Por fim, o custodiante é uma instituição financeira autorizada pela CVM, sendo quem “guarda os ativos” e as ações do FIDC.

Ou seja, é ele quem controla, guarda e registra os ativos e direitos creditórios que compõem o fundo, para assegurar sua integridade e autenticidade.

Para isso, ele valida e mantém sob custódia todos os documentos utilizados como lastro nos direitos creditórios.

Porém, a sua função não é apenas a guarda física ou digital dos ativos. Também é sua obrigação verificar a conformidade, para garantir que os direitos creditórios atendem aos critérios estabelecidos no regulamento do fundo.

Além do mais, ele também valida se existe duplicidade de cessões e se os documentos usados como lastro nos direitos creditórios estão válidos e completos.

Mas não para por aí, pois esse participante também atua para combater fraudes e acompanhar a integridade dos ativos ao longo de toda a operação.

Devido à essas atribuições, o custodiante funciona proporciona uma “camada extra” de segurança, trazendo maior credibilidade e transparência à operação.

Justamente por conta disso, o custodiante deve atuar como uma terceira parte independente e imparcial, para que consiga fortalecer a confiança dos investidores e evitar conflito de interesses com os cedentes, gestores de recursos e administradores fiduciários.

Caso esse participante não existisse, não seria possível comprovar quem é dono de cada ativo do FIDC. Isso seria muito ruim, pois abriria brechas para disputas e inseguranças jurídicas.

Mais segurança à operação

Na prática, a atuação conjunta desses três participantes ajuda a trazer mais segurança ao investidor e confiança à empresa cedente que usa o FIDC como fonte de funding.

Contudo, a presença desses participantes aumenta o custo de abertura e manutenção de um FIDC. Por conta disso, muitos varejistas têm optado por securitizar seus recebíveis utilizando uma Companhia Securitizadora.

Esse veículo de securitização precisa apenas do agente de emissão, que faz a gestão e administração da operação. Assim, é possível ter uma estrutura mais leve e com menos custos.


Por que a gestora de recursos é tão importante dentro do FIDC?

Você já conseguiu entender que a gestora de recursos é a “cabeça estratégica” dentro da operação de um FIDC, certo? Isso ocorre, pois é essa figura a responsável por transformar potencial em resultado efetivo.

Afinal, ela é o elo que conecta o capital dos investidores à necessidade de funding das empresas, mantendo o equilíbrio entre risco e retorno.

Por conta disso, a sua importância vai muito além da gestão da carteira de crédito, pois a gestora assegura que o FIDC opere com eficiência, governança e credibilidade no mercado.

Abaixo, listamos três razões que ajudam a ressaltar a importância da gestora de recursos dentro do FIDC. Veja:

Expertise na alocação de ativos

A escolha de quais recebíveis vão compor a carteira de um FIDC é uma tarefa seguramente estratégica.

Qualquer erro ou cálculo de decisão pode comprometer severamente a operação, afinal, o FIDC depende dos créditos para gerar retorno.

Se considerarmos que esse veículo de securitização é muito utilizado em operações do varejo, indústria e empresas de serviços em geral, essa questão é ainda mais relevante.

Afinal, na maioria dos casos, essas empresas não possuem experiência contábil e em situações que envolvem recuperação tributária.

Logo, a gestora de recursos passa a ter um papel fundamental, ao utilizar sua experiência de mercado e metodologias próprias para analisar se um direito creditório é adequado.

Para isso, ela avalia a qualidade dos recebíveis, o perfil dos consumidores ou empresas responsáveis pelo pagamento, a sazonalidade do setor de origem desses recebíveis e também o prazo e liquidez dos ativos.

Esse “olhar estratégico” possibilita que a carteira do FIDC seja diversificada e consistente, o que é importante para garantir maior previsibilidade nos fluxos de caixa.

Aplicam metodologias de risco

Contudo, não basta apenas comprar os recebíveis: também é preciso ter certeza que eles vão performar e serão devidamente pagos.

Por isso, a gestora de recursos é importante pois aplica metodologias avançadas de análise de risco, unindo tecnologia, estatística e indicadores de crédito.

Desse modo, ela consegue projetar cenários de inadimplência e avaliar o real impacto que eventuais crises econômicas terão sobre a carteira.

Para que isso seja possível, a gestora de recursos monitora métricas contínuas, como índices de atraso, curva de pré-pagamento, que pode afetar o fluxo esperado, e também a taxa de concentração, para garantir que o FIDC não dependa de poucos devedores.

Assim, esse acompanhamento consegue mitigar falhas na originação de crédito e mantém o fundo preparado para cenários adversos.

Na prática, esses itens são essenciais para proporcionar maior tranquilidade aos cotistas, que vale ressaltar, podem ser os próprios donos da operação de crédito.

Criam governança e transparência para dar segurança aos cotistas

Naturalmente, quando falamos sobre fundos de investimento, a abordagem mais comum é sobre como é possível obter rendimentos no mercado financeiro investindo em cotas.

Todavia, o FIDC possui uma particularidade que o distingue dos demais fundos, afinal, ele é um veículo de securitização.

Desse modo, ele passa a ser muito usado por empresas que buscam criar banco digital e aproveitar as vantagens que a bancarização proporciona.

Em muitos desses casos, os próprios cotistas são os donos da operação, como por exemplo, os sócios de um comércio varejista.

Nessas situações, embora o intuito principal não seja a captação via mercado secundário, também é necessário que haja governança e transparência.

Afinal, a confiança é um ativo tão importante quanto o próprio crédito. Neste sentido, a gestora de recursos é importante pois garante uma governança robusta.

Ao seguir processos claros, produzir relatórios periódicos e adotar boas práticas de mercado, essa instituição oferece muito mais segurança aos cotistas.

Na prática, esses investidores terão melhor visibilidade sobre o desempenho da carteira, dos riscos monitorados e mitigados e também, de eventuais ajustes estratégicos feitos pela gestora.

Essa alto nível de transparência é fundamental para reforçar a credibilidade do FIDC enquanto veículo de securitização, especialmente num mercado cada vez mais exigente e competitivo.

Ou seja, a gestora de recursos é a “peça do lego” que assegura que o FIDC seja seguro, eficiente e confiável.

Sem a sua expertise de gestão, metodologias de risco e capacidade de criar governança, seria muito difícil utilizar esse fundo como um instrumento sólido para as empresas que buscam gerar maior eficiência tributária em suas operações de crédito.

Quais cuidados ter ao escolher uma gestora de recursos?

Para as empresas que desejam utilizar o FIDC como veículo de securitização, a escolha de uma gestora de recursos é um passo extremamente importante para o sucesso da operação.

Afinal, é essa instituição que vai conduzir a estratégia do FIDC, avaliar os créditos e garantir a segurança dos investidores (donos) do fundo.

É justamente por conta disso que não se pode errar na escolha desse participante, pois qualquer contratempo pode ser fatal à operação, dificultando a captação, aumentando os índices de inadimplência e levando à perda da confiança no mercado.

Abaixo, listamos alguns fatores que você deve levar em consideração ao tomar essa decisão. Observe:

Verificar autorização e credenciamento junto à CVM

De início, o primeiro passo é verificar se a gestora de recursos está devidamente autorizada e credenciada na CVM.

A Comissão de Valores Mobiliários é o principal órgão regulador do mercado de capitais no Brasil.

A sua principal função é estruturar as regras, supervisionar e fiscalizar as atividades que envolvem a emissão, negociação e gestão de valores mobiliários.

Os valores mobiliários são instrumentos financeiros emitidos por entidades públicas ou privadas, utilizados para captação de recursos de terceiros no mercado secundário.

No contexto da securitização, é a CVM quem regulariza e autoriza a criação de estruturas como a Securitizadora e o FIDC.

Ou seja, o órgão é o responsável por definir quais participantes são obrigatórios em cada veículo, como as cotas serão distribuídas e quais informações serão prestadas aos investidores.

Por essas e outras razões, é crucial que a gestora de recursos esteja devidamente habilitada pela CVM, seguindo as boas práticas do mercado de capitais e tendo uma estrutura mínima para operar.

Para o varejo e demais empresas que buscam ter um FIDC sólido, essa validação é seguramente importante, pois assegura maior credibilidade e evita problemas regulatórios.

Analisar histórico de performance e experiência em operações de crédito

Além disso, uma boa gestora de recursos também deve ter um bom histórico comprovado em gestão de ativos de crédito, principalmente em operações de securitização.

Neste caso, é importante avaliar a performance em outros FIDCs, a experiência com recebíveis de crediário, duplicatas e cartões, além da capacidade de estruturar operações robustas.

Todos esses itens são importantes para os varejistas que lidam com grandes quantidades de recebíveis originados de diferentes operações.

Ter o apoio de uma gestora experiente é o diferencial entre captar recursos a custos competitivos ou enfrentar dificuldades na originação.

Avaliar a capacidade de gestão de risco e governança

Outro cuidado importante que você deve ter, é avaliar a capacidade de gestão de risco e governança da gestora de recursos.

Afinal, não basta apenas montar a carteira de ativos. Essa instituição também deve ser capaz de identificar, medir e mitigar os riscos associados.

O que inclui o monitoramento da inadimplência, controle da concentração de créditos e adoção de políticas de governança que garantem transparência à operação.

Esses fatores fazem toda a diferença para empresas que utilizam o FIDC como fonte de funding, pois uma gestora sólida proporciona maior previsibilidade de caixa, proteção contra perdas e maior atratividade para os investidores institucionais.

Garantir alinhamento com as regras do regulamento e perfil dos investidores

Por fim, lembre-se de que as regras do FIDC não são universais. Ou seja, cada fundo possui o seu próprio regulamento, que estabelece limites, critérios de elegibilidade e perfil de risco.

Portanto, é crucial que a gestora de recursos escolhida esteja alinhada não apenas às regras do fundo, mas também, com o tipo de investidor que o FIDC deseja atrair.

Naturalmente, quando falamos sobre ecossistemas fechados, nos quais os sócios desejam financiar as compras dos clientes usando capital próprio, a captação externa pode não ser utilizada em um primeiro momento.

Contudo, à medida em que a operação crescer, pode ser que o objetivo mude, e haja o interesse em buscar recursos com investidores do mercado de capitais.

Sendo assim, é importante definir esse perfil de investidor, pois isso também faz parte das boas práticas da operação de um FIDC.

Ademais, esse alinhamento também é necessário para que a gestora de recursos consiga estruturar um fundo mais competitivo, que consiga equilibrar as necessidades da empresa cedente com as expectativas dos investidores.

Na prática, ter a gestora de recursos certa é garantir que o FIDC seja um veículo de securitização confiável, eficiente e atrativo.

Para os varejistas e empresas que não pertencem ao mercado financeiro, isso significa financiamento com menor custo e dependência dos bancos tradicionais.

Conheça a Monetiza gestora de recursos!

Como você observou nos itens anteriores, a gestora de recursos é fundamental para que um FIDC seja estruturado de forma segura e transparente.

Por isso, a contratação dessa instituição financeira é uma decisão extremamente vantajosa para as empresas que não pertencem ao mercado financeiro, mas que desejam gerenciar seus direitos creditórios e obter maior eficiência tributária.

Além dos diferenciais que citamos, a gestora oferece toda a expertise regulatória necessária e a transparência exigida pelo mercado de capitais.

Portanto, se você busca uma gestora de recursos de renome, e que possui a experiência necessária para ajudar sua empresa a alcançar os objetivos financeiros, nós te convidamos a conhecer a Monetiza, a vertical da GIRO.TECH para gestão e estruturação de FIDCs.

Com mais de 15 anos de atuação no mercado, a Monetiza é uma gestora de recursos focada em crédito, e que se consolidou como referência em gestão profissional, governança e análise de risco

Ao contar com as licenças exigidas pela ANBIMA, a Monetiza consegue atuar em diversas frentes:

Além disso, a Monetiza também é especialista na implantação de braço financeiro, via FIDC. Com isso, é possível otimizar as contas a receber da empresa e obter mais eficiência nas operações de crédito.

Esse braço financeiro pode ser estruturado apenas com capital próprio da empresa e dos seus acionistas, ou através da captação de recursos no mercado de capitais.

Gestão de recursos de ponta a ponta

A GIRO.TECH se destaca no mercado por combinar a expertise regulatória com a tecnologia para crédito que simplesmente funciona.

Assim, nós conseguimos unir todas as pontas da operação, da esteira de crédito até à remuneração dos investidores

Além da estruturação do FIDC via Monetiza, nós também utilizamos o GTHub, nossa plataforma de crédito criada para conectar a operação com os diferentes componentes que existem na infraestrutura de crédito.

O GTHub foi criado para acabar com os ruídos na orquestração das operações, especialmente na integração entre a originação de crédito com a bancarização e a posterior integração com o FIDC.

Toda essa tecnologia faz com que tenhamos uma “solução invisível”, e capaz de otimizar os processos complexos, proporcionando mais eficiência e uma conexão fluida em toda a jornada de crédito.

Com todo esse aparato tecnológico e regulatório, nós estamos prontos para transformar seu crédito em resultado, e permitir que seu negócio aproveite os benefícios que a bancarização e securitização oferecem.

O que é o Hub de Integração da Giro.Tech?

 

Conclusão

Por fim, após concluir a leitura deste artigo, você pôde entender melhor o que é uma gestora de recursos e qual a sua função dentro de um FIDC.

Ela é uma peça-chave na constituição deste veículo de securitização, sendo a responsável por selecionar quais recebíveis vão compor o fundo.

Além disso, é essa instituição quem define a estratégia, avalia os riscos e garante a transparência e governança necessárias para dar solidez à operação.

Sem a participação de uma boa gestora, muito dificilmente o FIDC conseguirá atingir eficiência, transparência e credibilidade no mercado.

Para as empresas que não têm origem no mercado financeiro, como é o caso do varejo, compreender o papel da gestora de recursos é fundamental.

Afinal, assim como ocorre com a Securitizadora, o FIDC também é uma ótima solução para financiar operações de crédito de maneira mais estruturada.

Todavia, para que essa operação tenha sucesso, é crucial contar com o apoio de uma gestora que possua expertise e experiência no mercado.

É aqui que a Monetiza se destaca, ao combinar experiência, governança e inovação, especialmente quando atua em parceria com a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, desenvolvida pela GIRO.TECH!

Essa união potencializa a expertise de mercado e a infraestrutura tecnológica capaz de unir todas as pontas de uma operação de crédito.

Além da estruturação do FIDC, nós também auxiliamos as empresas a estruturarem uma Securitizadora, veículo de securitização que vem sendo muito utilizado pelos varejistas brasileiros.

Independentemente de qual seja o seu objetivo, nós fornecemos os insumos para constituir a estrutura mais adequada à sua realidade, para conectar seu negócio aos investidores e gestores de forma eficiente e segura.

Entre em contato com nossos especialistas, agende uma reunião gratuita, conheça as nossas soluções, e descubra como podemos transformar seu crédito em novas oportunidades!

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