Know Your Customer: entenda tudo sobre esse processo!

Conheça como funciona o processo de Know Your Customer e descubra qual é a sua importância dentro do contexto da bancarização do varejo!

imagem Know Your Customer: entenda tudo sobre esse processo!

À medida que a oferta de crédito passou a fazer parte das estratégias financeiras das empresas não financeiras, o Know Your Customer também passou a ser um pilar central neste processo.

Mais do que apenas uma exigência regulatória, o KYC é fundamental para manter a competitividade dessas entidades que oferecem crédito como serviço adicional.

Por meio desse processo, a empresa que está originando crédito consegue “conhecer seu cliente”.

Assim, é possível garantir que a operação financeira ocorra de forma segura e em conformidade com os riscos operacionais, abrindo espaço para que diferentes negócios escalem produtos de crédito de maneira sustentável.

Embora muitas empresas estejam investindo em bancarização, o receio de lidar com inadimplências e fraudes acaba afastando alguns negócios dessa oportunidade de rentabilizar e monetizar suas bases de clientes.

E esse medo faz total sentido, principalmente se considerarmos o panorama ao qual o Brasil, infelizmente, está inserido.

No 1º trimestre de 2025, foram registradas 1.871.979 tentativas de fraudes no setor bancário e de cartões, com um aumento de 21,5% em relação à 2024, segundo o Serasa Experian.

Desse modo, o Know Your Customer passou a se tornar uma ferramenta estratégica para varejistas que concedem crédito.

Afinal, ele permite validar identidades, prevenir fraudes e assegurar que o perfil do cliente está compatível com o produto oferecido, fortalecendo a governança das operações de crédito.

Além disso, com o avanço da regulação e o aumento das práticas de Open Finance, o processo de KYC evoluiu, habilitando operações mais seguras, rápidas e escaláveis.

Neste artigo, você vai entender tudo sobre o processo de KYC, e por que ele é essencial no processo da bancarização empresarial. Siga a leitura conosco e acompanhe!

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Sumário

O que é o Know Your Customer?

Primeiramente, antes de compreendermos melhor todos os diferenciais que compõem esse processo, é importante que você saiba o que é o Know Your Customer.

Também conhecido como “Conheça seu Cliente”, ele consiste no conjunto de procedimentos usados para identificar, validar e qualificar um cliente antes que ele possa acessar um produto ou serviço financeiro.

Na prática, o KYC nada mais é do que uma espécie de “porta de entrada” da relação entre as empresas e instituições financeiras.

Ele serve para garantir o compliance, e também, para que ambas as partes estejam protegidas contra fraudes, lavagem de dinheiro e uso indevido da estrutura financeira.

Basicamente, o KYC não é somente uma boa prática, mas sim, uma obrigação regulatória.

Até por conta disso, ele está fundamentado em normativas que falam sobre prevenção a crimes financeiros e de responsabilidades das instituições que operam crédito, sendo a principal delas, a Lei nº 9.613/98, conhecida como “Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro”.

No entanto, para que uma entidade ou instituição financeira cumpra com o Know Your Customer, ela deve exigir diversas informações importantes já no cadastro de um novo usuário.

Para tal, esse procedimento pode ocorrer através de documentos e dados pessoais ou jurídicos. Por meio dessas informações, uma instituição consegue identificar e bloquear possíveis criminosos.

Graças à evolução da tecnologia e do surgimento da Inteligência Artificial (IA), já é possível identificar um usuário comparando-o à base de dados oficial do Governo Federal.

Ademais, as instituições que concedem crédito também podem realizar periodicamente consultas, para monitorar a situação do cliente frente à justiça e o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A soma de todos esses recursos contribui para a construção de um ambiente seguro e transparente, permitindo que as entidades tomem decisões financeiras mais seguras.


 

Como funciona o Know Your Customer?

Uma vez que você já está mais familiarizado com o Know Your Customer, fica mais fácil de compreender como ele funciona na prática.

De modo geral, essa “porta de entrada” funciona como um “funil de validação” que serve para estabelecer se um cliente está apto a acessar produtos financeiros de forma segura.

Isso vale para qualquer serviço financeiro que envolve crédito, como contas digitais, cartão white label ou crediário próprio.

Aqui, novamente vale o lembrete: o KYC não é apenas uma etapa obrigatória. Ele é também um mecanismo de gestão de risco.

Afinal, ele consegue combinar tecnologia, dados e compliance para garantir uma jornada mais rápida, precisa e alinhada às exigências do Banco Central (BC).

Na prática, é possível separar o processo de Know Your Customer em algumas etapas principais, sendo elas:

Coleta de dados

A coleta de dados e informações do cliente é o ponto de partida do processo, e pode ser feito via onboarding digital, integração por API, captura em loja ou processos híbridos.

Nesta etapa, são reunidos diferentes dados, como:

  • Informações pessoais (nome, CPF, data de nascimento);

  • Endereço e contato;

  • Dados profissionais e financeiros, a depender do produto;

  • Autodeclarações e termos regulatórios.

O intuito dessa etapa é padronizar as informações, garantir completude dos dados e possibilitar que cada campo seja usado nas etapas posteriores de validação, análise e classificação.

No contexto das operações de crédito, a qualidade na coleta dos dados elimina retrabalhos e aumenta a taxa de aprovação.

Verificação de documentos

Na sequência, a segunda etapa do processo de Know Your Customer é a verificação de documentos, etapa que geralmente envolve:

  • Upload ou captura de imagem em tempo real de documentos (RG, CNH, comprovante de residência);

  • Extração automática de informações via reconhecimento de caractere óptico (OCR);

  • Validação de autenticidade, integridade e atualidade dos arquivos.

Além disso, existem ferramentas avançadas que conseguem identificar adulterações, documentos falsos ou inconsistências entre o documento e os dados que foram declarados.

Para empresas que concedem crédito, essa etapa é crucial para mitigar riscos de fraude de identidade, que no contexto do varejo, é uma das principais causas de prejuízo.

Biometria e validação de identidade

Posteriormente, a terceira etapa do Know Your Customer consiste na biometria e validação de identidade de quem está solicitando crédito.

Em relação à biometria, ela pode ser facial, digital ou comportamental, e serve para adicionar uma camada adicional de segurança à jornada do KYC.

Entre todos esses modelos, a biometria facial costuma ser a mais efetiva e segura. Por meio dela, é possível:

  • Confirmar que o usuário é uma pessoa real (prova de vida);

  • Comparar a foto capturada com a foto presente no documento;

  • Identificar tentativas de spoofing (falsificação de dados técnicos), deep fakes (falsos conteúdos audiovisuais) ou uso de imagens impressas.

Essa etapa ajuda a aumentar a confiabilidade da operação e reduzir drasticamente as fraudes, pois garante que o cliente está fisicamente presente na jornada digital.

Consulta a birôs de crédito e bases externas

Depois da biometria e validação de identidade, o processo de Know Your Customer se conecta a birôs de crédito, bases governamentais e fontes externas.

Basicamente, o objetivo dessa conexão é confirmar as informações e mapear o comportamento do cliente.

Neste sentido, entre as principais bases consultadas, destacam-se:

  • Birôs de crédito (Serasa Experian, Equifax Boa Vista, proScore, Quod, TransUnion, entre outros);

  • Base da Receita Federal (situação cadastral do CPF/CNPJ;

  • Listas de restrição, PEP (Pessoa Exposta Politicamente) e sanções;

  • Open Finance (quando integrado), trazendo dados financeiros em tempo real.

Essa etapa do KYC permite enriquecer o perfil do cliente e identificar riscos que não são perceptíveis na análise documental.

Ademais, para os modelos de crédito, essa fase é decisiva para dimensionar limites, taxas e condições, além de cumprir exigências de PLD/FT.

Classificação de risco

Após as informações serem validadas e cruzadas aos dados externos, o KYC automaticamente classifica o cliente em alguns níveis de risco.

Nesta etapa, são aplicados diferentes tipos de modelos, como:

  • Score de risco regulatório;

  • Score de crédito;

  • Modelos preditivos baseados em machine learning;

  • Regras customizadas da operação (como por exemplo, políticas de renda, idade, região, comportamento de consumo).

Essa classificação ajuda a determinar se o cliente será aprovado imediatamente, irá para uma análise manual ou será recusado por alto risco.

Além do mais, é neste momento que o Know Your Customer deixa de ser somente um processo operacional para se tornar um motor de inteligência para a operação de crédito.

Aprovação da linha de crédito

Por fim, após a classificação ter sido concluída, a operação de crédito segue para a definição e aprovação da linha de crédito.

A depender da operação de crédito realizada (CDC Digital, consignado privado, financiamento), o sistema calcula:

  • Limite inicial;

  • Condições de pagamento;

  • Taxas e prazos;

  • Necessidade de assinar contratos digitais.

Ademais, é importante pontuar, que a aprovação só ocorre se o cliente atender plenamente às exigências regulatórias e às regras internas da operação.

Por essas e outras razões, fica fácil de compreender que o Know Your Customer serve como uma base para qualquer jornada financeira moderna.

Afinal, ele garante que o originador de crédito conheça profundamente quem está contratando serviço, reduza fraudes e inadimplência, cumpra todas as normas regulatórias e escale produtos financeiros de maneira segura.

Mas não é só isso: quando o KYC é bem estruturado, a aprovação se torna muito mais rápida, automática, transparente, confiável e escalável.

Todos esses elementos são cruciais para que os originadores de crédito operem modelos e soluções robustas sem aumentar o risco operacional.

Como funciona o Know Your Customer?

 

O que é a política Know Your Customer?

Como dissemos anteriormente, o Know Your Customer é uma política de compliance que deve ser seguida de forma constante.

Para que esse processo ocorra da forma correta, é preciso seguir a Lei nº 9.613/98 (Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro).

Além dela, existem outras normas do BC, do Conselho Monetário Nacional (CMN), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entre outras previstas na legislação e usadas para evitar fraudes.

Qualquer empresa precisa realizar esse procedimento para identificar, verificar e monitorar seus clientes antes de permitir o acesso a serviços financeiros.

O KYC consegue estabelecer de que forma as informações serão coletadas, quais dados precisam ser validados, quais bases externas serão consultadas e quais critérios vão definir o nível de risco do cliente.

Na prática, a política KYC funciona como um manual que orienta toda a operação de crédito sobre:

  • Quais documentos são aceitos;

  • Como ocorre a verificação de identidade;

  • Quais ferramentas podem ser usadas para validação biométrica;

  • Como deve ser feita a classificação de risco;

  • Quando o cliente pode ou não ser aprovado.

Por essas e outras razões, a política de Know Your Customer é obrigatória para qualquer empresa que realizada alguma concessão de crédito.

Assim, além de atender às normas da lavagem de dinheiro, ela também reduz fraudes, garante a conformidade regulatória e cria uma base sólida para operações de crédito seguras e escaláveis.

Para que serve o Know Your Customer?

De modo geral, quando falamos sobre Know Your Customer, não estamos falando apenas de um item de segurança regulatória.

Esse processo também serve para que as empresas e instituições financeiras tomem decisões de crédito mais inteligentes e escalem produtos financeiros com eficiência comercial.

Na prática, isso quer dizer que o KYC é o mecanismo que transforma os dados brutos em “confiança operacional”.

E isso vale tanto para liberar uma linha de crédito, abrir uma conta digital ou habilitar uma operação de CDC Lojista.

Abaixo, detalhamos melhor cada uma dessas funções estratégicas. Veja:

Avaliar o risco de crédito

Sem dúvidas, esse é um dos principais objetivos do Know Your Customer, que serve como base para a avaliação do risco de crédito.

É fácil de entender a razão para isso, pois ele fornece informações confiáveis e verificáveis sobre quem está solicitando crédito.

Ao combinar coleta de dados, validação documental, biometria e consultas a bureaus de crédito, a empresa consegue construir um perfil preciso do cliente.

Isso inclui a capacidade de pagamento, comportamento financeiro, histórico de inadimplência e possíveis sinais de fraude.

Todos esses dados ajudam a alimentar as políticas de crédito, scores preditivos e modelos de machine learning, tornando as decisões mais seguras e alinhadas com o apetite de risco da operação.

Além disso, um KYC robusto evita concessões inadequadas, reduz perdas esperadas, previne fraudes de identidade e aumenta a eficácia na definição de limites e condições.

Ou seja, é impossível operar crédito de forma escalável sem que haja um processo sólido de identificação e qualificação do cliente.

Segurança regulatória

Outra função central cumprida pelo Know Your Customer, diz respeito à segurança regulatória da operação de crédito.

Embora já tenhamos falado sobre isso anteriormente, é importante frisar essa questão, pois as boas práticas regulatórias são itens inegociáveis.

O KYC consegue garantir que a empresa ou instituição financeira opere em consonância com as exigências estabelecidas pelo Banco Central.

Isso inclui as normas de PLD/FT e as diretrizes que são aplicáveis às demais entidades que concedem crédito, incluindo os modelos de Banking as a Service (BaaS).

A política de KYC estabelece regras claras sobre:

  • Identificação;
  • Verificação e monitoramento contínuo;
  • Criação de evidências e trilhas de auditoria que protejam a organização contra riscos legais e reputacionais.

Isso inclui verificar se o cliente está em listas de sanções, se é PEP (Pessoa Exposta Politicamente), se apresenta inconsistências cadastrais ou se demonstra comportamentos atípicos ao longo da jornada.

Quando bem executado, o KYC fortalece a governança corporativa, reduz a chance de penalidades e assegura que a operação cumpra integralmente as responsabilidades regulatórias.

Eficiência comercial

Ademais, embora não pareça, o Know Your Customer também desempenha um papel extremamente estratégico na performance comercial da operação.

Afinal, os processos de verificação ágeis, digitais e automatizados ajudam a aumentar a taxa de conversão, reduzem atritos no onboarding e permitem aprovações instantâneas.

Todos esses fatores são cruciais para que o varejo e demais empresas consigam rodar e escalar produtos de crédito em alta velocidade.

Com dados validados, a empresa consegue personalizar ofertas, ajustar limites de acordo com o risco, reduzir custos de análise manual e identificar rapidamente clientes com maior potencial de relacionamento.

Isso ajuda a melhorar indicadores como Lifetime Value (LTV), ticket médio e volume de vendas financiadas, além de reduzir os índices de inadimplência.

Assim, o KYC deixa de ser um “custo regulatório” e se torna um motor de crescimento, pois quanto mais eficiente for a validação, maior será a escala, e consequentemente, o resultado da operação de crédito.

Na prática, isso quer dizer que o Know Your Customer não serve apenas para “conhecer o cliente”, mas sim, para habilitar operações financeiras saudáveis, escaláveis e seguras.

Portanto, este é um processo crucial para qualquer empresa que busca operar crédito e se bancarizar de forma moderna e segura.

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Quem deve aplicar os processos de Know Your Customer?

Quando falamos sobre Know Your Customer, é natural pensarmos nas transações financeiras e operações de crédito como um todo.

Contudo, embora esse processo tenha surgido como exigência regulatória para os bancos, ele não é algo exclusivo do mercado financeiro.

O avanço da digitalização, o aumento dos riscos de fraude e a constante necessidade de segurança nas transações, ampliaram a aplicação do KYC para diversos setores.

Atualmente, qualquer negócio que atue com operações financeiras, riscos transacionais, relacionamento contínuo com o cliente ou exposição regulatória deve adotar políticas de identificação, verificação e monitoramento.

Abaixo, detalhamos quais são os principais setores que devem aplicar o Know Your Customer como parte da sua governança corporativa. Observe:

Setor financeiro

Naturalmente, qualquer banco, cooperativa, startups e fintechs, Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito Direto (SCD), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI) ou operações estruturadas via Securitizadora ou FIDC têm a obrigação regulatória direta da aplicação do KYC.

Aqui, o processo é parte central das normas de PLD/FT, prevenção a fraudes, concessão de crédito e abertura de contas.

Além da exigência legal, o KYC funciona como mecanismo de proteção da própria operação, pois sem validação de identidade, análises de risco e consultas a bases externas, às instituições do setor financeiro ficam expostas à inadimplência, fraudes de identidade e riscos reputacionais.

Por isso, o setor financeiro é quem mais evoluiu em automação, biometria, enriquecimento de dados e monitoramento contínuo.

Setor imobiliário

No setor imobiliário, principalmente em operações de compra, venda, locação, financiamento ou administração de propriedades, o KYC é fundamental para mitigar riscos jurídicos, financeiros e regulatórios.

Em geral, as empresas do setor utilizam o Know Your Customer para validar a origem de renda e capacidade de pagamento.

Além disso, ele também é usado para prevenir lavagem de dinheiro através da aquisição de imóveis, evitar fraudes documentais em contratos e escrituras e garantir segurança em transações de alto valor.

Como o setor imobiliário movimenta grandes volumes financeiros e envolve contratos de longo prazo, a correta identificação do cliente ajuda a proteger proprietários, investidores, incorporadoras e administradoras.

Setor de telecomunicações

Além disso, o setor de telecomunicações é outro segmento que passou a adotar o Know Your Customer como parte essencial dos seus serviços.

Operadoras de telefonia e internet passaram a adotar esse processo no combate a fraudes de chip, abertura de contas falsas e uso indevido de linhas telefônicas em golpes digitais.

E isso faz todo o sentido, pois o telefone celular é hoje um dos principais fatores de autenticação no mundo digital.

A criação de contas ou contratação de serviços com números associados a identidades falsas impacta diretamente:

  • A segurança do ecossistema digital como um todo;

  • A prevenção de fraudes em bancos, carteiras digitais e aplicativos;

  • O combate a golpes de engenharia social.

Por isso, o setor de telecomunicações se tornou peça-chave no ecossistema de identidade e na qualidade das informações usadas em KYC de outros segmentos.

Criptomoedas e ativos digitais

O setor de criptomoedas e ativos digitais também é um dos que mais precisam aplicar os processos de Know Your Customer.

Isso inclui exchanges (corretoras), plataformas de negociação e empresas que oferecem serviços com cripto ativos.

Aqui, o KYC não é apenas uma exigência regulatória. Ele é necessário no combate aos riscos que são intrínsecos ao ambiente digital.

O KYC nesse setor visa a prevenção da lavagem de dinheiro usando criptos e a redução dos riscos de financiamento de atividades ilícitas.

Ademais, ele também busca garantir rastreabilidade e identificação de usuários e proteger a operação de ataques, fraudes e contas falsas.

Sem um Know Your Customer adequado, as exchanges podem ser excluídas de parcerias bancárias, sofrer sanções e perder credibilidade junto a investidores.

Setor do varejo

Por fim, o setor do varejo, especialmente o varejo financeiro que oferece crediário loja, carteira digital, cartão private label, cashback financeiro, programas de crédito, entre outras iniciativas de bancarização, também passou a ser um dos maiores aplicadores de KYC fora do sistema financeiro regulado.

Aqui, o Know Your Customer é usado para abrir contas digitais para clientes e habilitar operações de crédito e parcelamentos próprios.

No entanto, ele também é essencial para prevenir fraudes nas compras de alto valor e validar identidade em processos de entrega, retirada, devolução e onboarding em clubes/assinaturas.

Nos últimos anos, o Retail Banking tem se fortalecido cada vez mais, com diversos varejistas iniciando ofertas de produtos financeiros aos seus clientes.

Ao assumir funções que historicamente eram desempenhadas apenas pelos grandes bancos, o varejo hoje opera como extensão do sistema financeiro.

Por consequência, isso exige processos robustos de identificação e análise de risco, que devem estar presentes já no momento em que há uma nova solicitação de crédito.

Esses são alguns exemplos de setores que precisam utilizar o Know Your Customer como parte dos seus processos internos.

Isso nos mostra o seguinte: independentemente do setor, qualquer empresa que opere com risco financeiro, transações sensíveis ou relacionamento digital contínuo precisa de KYC.

Por essas e outras razões, o processo deixa de ser uma “obrigação dos bancos” e passa a ser um pilar de segurança, compliance e eficiência comercial em diversos setores estratégicos da economia.

Know Your Customer e concessão de crédito: qual é a relação direta?

Como não poderia ser diferente, a relação entre Know Your Customer e concessão de crédito é direta e inseparável.

Afinal, não existe decisão de crédito segura sem que haja um processo sólido de identificação, verificação e qualificação do cliente.

Neste sentido, o KYC é o mecanismo fundamental para garantir que a empresa saiba exatamente quem está pedindo crédito.

Por meio dele, também é possível identificar se essa pessoa é legítima, se apresenta risco compatível e se tem condições reais de honrar o crédito tomado.

Na prática, o KYC funciona como o “filtro de segurança” em qualquer concessão de crédito, desde um simples financiamento até um empréstimo pessoal.

Ele valida documentos, confirma identidade, consulta bureaus e cruza informações em bases externas para detectar inconsistências, perfis fraudulentos e sinais de inadimplência iminente.

Todos esses dados ajudam a alimentar a análise de crédito, melhoram a eficácia dos modelos de score de crédito e reduzem perdas operacionais.

O impacto disso se reflete de forma concreta. Segundo dados divulgados pela Serasa Experian, 86% das fraudes de identidade no Brasil ocorrem no momento de abertura de cadastro ou solicitação de crédito.

Esse panorama nos dá uma mostra de que as operações que não possuem um Know Your Customer rigoroso estão altamente expostas a prejuízos.

Em contrapartida, outros relatórios internacionais mostram que empresas com processos robustos de verificação conseguem reduzir até 30% da inadimplência inicial ao longo dos primeiros ciclos de crédito.

Além disso, quando o KYC é bem implementado, ele contribui para agilizar e escalar a concessão, permitindo aprovações instantâneas, limites personalizados e jornadas 100% digitais.

Em suma, o KYC e a concessão de crédito “caminham juntos”, pois enquanto um garante segurança e compliance, o outro entrega crescimento e rentabilidade.

A integração entre ambos é quem cria as operações de crédito modernas, digitais e sustentáveis.

Know Your Customer para varejistas: quais os desafios mais comuns (e como superá-los?)

Com o avanço do varejo financeiro e a adoção de CDC Digital, carteiras digitais e modelos de bancarização empresarial, o KYC se tornou um dos pilares mais sensíveis dentro de uma operação de crédito.

Todavia, ainda é comum que muitos varejistas enfrentem obstáculos que comprometem conversão, segurança e escalabilidade.

Abaixo, listamos quais são os desafios e percalços mais frequentes, e como você pode superá-los de maneira prática e estruturada. Veja:

Falta de dados consistentes sobre o cliente

Embora o varejo tenha algo que as fintechs de crédito em via de regra não tem (uma rica base de dados), em muitas ocasiões, esses dados não são utilizados da maneira correta.

Muitos varejistas desconhecem o poder que os dados têm dentro do varejo. A consequência disso são bases “fragmentadas”.

Na prática, isso quer dizer que os dados coletados na loja não conversam com o varejo digital, os cadastros são incompletos e há divergências entre os sistemas.

Isso prejudica a identificação correta do cliente, reduz a qualidade do score e aumenta o risco de decisões equivocadas.

A solução para superar esse desafio passa pela criação de um registro único de cliente, consolidando informações de todos os canais e integrando validações automáticas no momento do cadastro.

O enriquecimento desses dados com birôs de crédito e regras de qualidade, como checagem de CPF, telefone e endereço ajuda a melhorar a completude do perfil e reduzir retrabalho.

Lembre-se: quanto mais consistente for a base, mais eficiente será o Know Your Customer e a tomada de decisão de crédito.

Alto volume de fraudes de identidade

De modo geral, o varejo é um dos setores mais afetados por fraudes de identidade, especialmente nos canais digitais e e-commerce.

Documentos adulterados, identidades sintéticas e capturas fraudulentas geram prejuízos diretos e aumentam a insegurança nas operações.

Neste caso, a melhor resposta é combinar o KYC com outros recursos, como verificação documental avançada, biometria facial com prova de vida e mecanismos antifraude comportamentais.

Além disso, a criação de um “ponto de controle”, como por exemplo, uma camada de checagem inteligente que identifica padrões suspeitos, também reduz significativamente o volume de tentativas fraudulentas e protege toda a jornada de crédito.

Baixa automação

Outro desafio comum no processo de Know Your Customer é a baixa automação que alguns varejistas ainda têm no processo da originação de crédito.

Solicitações e processos que dependem de etapas manuais tornam o onboarding lento, caro e sujeito a várias inconsistências.

Para os varejistas que operam e lidam com alto volume de solicitações, isso significa filas, atrasos e perda de conversão no momento mais crítico da jornada.

Desse modo, não há outra maneira de solucionar esse desafio que não seja a automatização de processos.

A extração automática de informações via reconhecimento de caractere óptico (OCR), consultas a bureaus de crédito e orquestradores de fluxo permitem que a maior parte das validações ocorra em questão de segundos.

Obviamente, não se trata de eliminar a intervenção humana na operação de crédito, mas sim, reservá-la somente para exceções.

Assim, é possível reduzir os custos operacionais e melhorar a experiência do cliente, que não deve ter nenhum tipo de atrito.

Processos manuais de Know Your Customer que travam a operação

Ainda em relação à baixa automação, os processos manuais de Know Your Customer também costumam travar as operações de crédito.

Afinal, quando grande parte das análises de crédito ocorrem de forma manual, o KYC vira um obstáculo difícil de ser superado.

Isso ocorre, pois a aprovação demora, o cliente abandona o carrinho e desiste da compra, e a operação perde eficiência e margem.

Aqui, a principal recomendação é que os varejistas organizem uma esteira de crédito clara e bem estruturada.

Também chamada de fluxo de crédito, ela é o conjunto de processos, etapas e sistemas que uma empresa que financia seus clientes utiliza para analisar, aprovar, formalizar e conceder crédito.

Esta ferramenta é encarregada por organizar todo o fluxo necessário para que uma operação de crédito aconteça de forma segura e eficiente.

Neste caso, uma forma de estruturar a esteira de crédito é dividi-la da seguinte maneira: 80% dos casos resolvidos automaticamente e 20% direcionados para análise manual especializada.

Quando feita dessa maneira, a estrutura reduz drasticamente o tempo de resposta e aumenta a precisão das decisões.

Ademais, as ferramentas de case management, (Gestão de Casos) também ajudam a potencializar a produtividade do time de análise de crédito, pois elas utilizam um histórico consolidado e evidências de verificação.

Com isso, os varejistas conseguem gerenciar análises mais complexas e otimizar a tomada de decisão.

Dificuldade de integrar KYC com originadores, bandeiras e adquirentes

Além disso, outro desafio é justamente a dificuldade de integrar o Know Your Customer com o “grande ecossistema” de crédito existente.

Afinal, cada parceiro, adquirente, bandeira/emissor de cartão e originador de crédito costuma trabalhar com diferentes padrões e APIs.

Essa diversificação cria atritos técnicos e operacionais, além de provocar atrasos na aprovação e inconsistências nos dados.

Sendo assim, a melhor abordagem para superar esse desafio é centralizar todos os processos dentro de um orquestrador de identidade.

Esse recurso atua como uma “ponte” para provedores de KYC, padronizando integrações, corrigindo erros de forma automática e reduzindo dependências entre sistemas.

Com isso, os varejistas conseguem atualizar fornecedores e adicionar novas etapas ao processo sem quebrar fluxos já existentes, garantindo flexibilidade e continuidade.

Como você observou acima, os desafios do Know Your Customer para varejistas são técnicos, operacionais e de governança corporativa.

Para solucioná-los, é necessário ter processos claros, tecnologia e dados de qualidade. Quando esses elementos atuam juntos, o KYC deixa de ser um custo e passa a ser um motor de conversão, segurança e crescimento sustentável ao varejo.

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Quais são os benefícios do Know Your Customer para a bancarização do varejo?

À medida que o Retail Banking vem crescendo, e o varejo assume um papel cada vez mais próximo do sistema financeiro, o Know Your Customer deixa de ser um requisito técnico e passa a ser um diferencial competitivo.

Afinal, é por meio deste processo que o varejista consegue operar crédito em escala, com segurança, eficiência e rentabilidade.

Abaixo, listamos os 4 principais benefícios que esse processo traz para a bancarização do varejo. Confira:

Redução de fraude e inadimplência

Como citamos anteriormente, o KYC é o primeiro mecanismo de defesa contra fraudes de identidade e contra a concessão de crédito a perfis de risco elevado.

Assim, é possível reduzir drasticamente o risco de fraude de identidade e inadimplências, alguns dos maiores vilões das operações de varejo financeiro.

Segundo o Índice de Inadimplência do Varejo, mantido pelo Meu Crediário, a média de inadimplência para o trimestre setembro/novembro de 2025 foi de 8,30%, acima dos 7,04% registrados no mesmo período em 2024.

Para o varejo, isso implica um ambiente de incertezas: fluxo de caixa e demanda podem ser impactados pela inadimplência, exigindo cautela na concessão de crédito, foco em parcelamentos conservadores e estratégias de fidelização/recuperação de crédito.

O controle da inadimplência é o que traz resultado. E uma forma de alcançar isso, é identificar corretamente quem é o cliente.

Com isso, o varejista evita perdas com perfis falsos, inconsistências cadastrais e tentativas de abertura fraudulenta de crédito.

Além disso, a precisão na coleta e validação dos dados via Know Your Customer fortalece os modelos de score, diminuindo a inadimplência e aumentando a previsibilidade da carteira.

Para operações de bancarização, essa redução de fraude e inadimplência se traduz em menor perda esperada, maior estabilidade da carteira de crédito e maior sustentabilidade da expansão de produtos financeiros dentro do ecossistema varejista.

Melhora da rentabilidade

Consequentemente, a partir do momento em que o varejista possui dados de qualidade e identificação precisa do cliente, é possível conceder crédito com margens mais saudáveis, ajustando limites e condições de acordo com o perfil de risco. Isso aumenta a aprovação de crédito, reduz custos operacionais e melhora o LTV do cliente.

Ou seja, quando o Know Your Customer é bem estruturado, o varejista consegue ofertar produtos financeiros com maior confiança, reduzindo perdas decorrentes de clientes de alto risco. Essa estratégia melhora o mix da carteira e aumenta a margem da operação.

Essa redução da inadimplência e da queda na perda esperada também amplia a capacidade de concessão, permitindo uma maior geração de receita com o mesmo nível de risco.

Ademais, o KYC permite que o varejista ative estratégias de cross-sell e up-sell de forma mais assertiva, aumentando o potencial de monetização de cada cliente.

Quando esse processo é bem implementado, ele tem capacidade para transformar a base de clientes e o ecossistema em um poderoso ativo financeiro.

Maior segurança regulatória

Além disso, o Know Your Customer é extremamente benéfico pois ele permite uma maior segurança regulatória nas operações de crédito intermediadas pelo varejo.

A partir do momento em que essas empresas passam a operar produtos financeiros, elas passam a ter obrigações similares às de instituições financeiras.

Isso vale, principalmente, para à prevenção de lavagem de dinheiro, fraudes, sanções e identificação adequada do cliente.

Um KYC bem estruturado garante que as operações estejam em conformidade com as boas práticas de governança corporativa.

Assim, o varejo passa a ter toda a segurança necessária para escalar sua oferta financeira sem riscos de penalidades ou interrupções operacionais.

Agilidade na aprovação

Por fim, um Know Your Customer moderno, automatizado, integrado e pautado em dados confiáveis, permite que o varejista faça aprovações quase instantâneas.

Isso vale tanto para os canais de aquisição de alto volume, como as lojas físicas, quanto para os e-commerces.

Com validações de dados, consultas automáticas e biometria integrada, o cliente consegue concluir a análise quase em tempo real, aumentando a conversão, reduzindo desistências e tornando a experiência muito mais fluida.

Essa agilidade na aprovação é um dos fatores mais decisivos para o sucesso das iniciativas de bancarização no varejo, influenciando diretamente na receita, recorrência e satisfação do cliente.

O resultado dessa estratégia reflete na redução do abandono de carrinho, aumenta a conversão no checkout e viabiliza ofertas como CDC Digital e limites pré-aprovados.

É o que faz a Magalu, na sua operação de CDC Digital, um financiamento da compra do cliente dentro do SuperApp Magalu.

O cliente pré-aprovado para o carnê digital consegue comprar e pagar parcelado pelo carnê diretamente no checkout.

Esse processo acontece de forma fluida, pois o próprio cliente seleciona as condições e parcelas no SuperApp Magalu.

A empresa foca muito na experiência do cliente, pois segundo João Balogh, Head de Processamento de Cartões da Magalu, existem pesquisas que indicam que o abandono de uma experiência de compra chega a 88%.

Todo o investimento que a Magalu faz em KYC e experiência não é opcional. Ele é obrigatório para evitar essas perdas. 

Além disso, como a empresa possui o conhecimento dos dados e hábitos de consumo dos clientes, fica mais fácil conceder o crédito para aqueles que têm o perfil adequado.

Graças à essa operação de CDC Digital bancarizado, a Magalu consegue obter maior eficiência tributária e aumentar a margem de lucro em sua operação de crédito.

Case Magalu

 

O que muda quando o Know Your Customer é integrado ao processo de securitização e funding?

Para além de tudo aquilo que dissemos anteriormente, quando o Know Your Customer é integrado desde a origem da operação de crédito até à etapa de securitização e captação de funding, toda a estrutura financeira ganha previsibilidade, qualidade para investidores.

O que é securitização?

A securitização é um processo que converte os direitos creditórios de uma empresa (créditos que ela tem a receber), em títulos negociáveis no mercado de capitais.

Isso significa que qualquer empresa pode “transferir” seus direitos creditórios para um veículo de securitização (FIDC ou Securitizadora).

Esses veículos de securitização emitem títulos lastreados nesses ativos, como Certificado de Recebíveis (CR) e debêntures, que podem ser negociados no mercado de capitais para que investidores comprem essas dívidas usando seu próprio capital.

O principal objetivo dessa estratégia é permitir que a empresa obtenha liquidez imediata sem precisar recorrer a empréstimos bancários tradicionais.

Contudo, as empresas também podem financiar uma operação usando seus próprios ativos, pois a securitização possibilita que o dono da operação de crédito seja um investidor.

Neste caso, o dono da operação não precisa, obrigatoriamente, captar recursos com investidores terceiros.

Ele pode usar apenas o seu próprio capital e capturar o lucro dessa operação de securitização de recebíveis.

Melhor composição da carteira

Quando o Know Your Customer é integrado à securitização, ele ajuda a melhorar a composição da carteira e aumenta a confiabilidade dos lastros.

Porém, a principal vantagem que essa integração oferece diz respeito à redução nos riscos que encarecem ou inviabilizam operações de FIDC ou emissões de CRs.

Ao garantir uma identificação precisa do cliente, validar documentos, confirmar autenticidade via biometria e consultar bases de risco, o KYC consegue formar carteiras de crédito muito mais consistentes.

Os investidores e gestores de fundos passam a obter muito mais visibilidade sobre o perfil dos cedentes e sacados, reduzindo a assimetria de informação.

Afinal, quanto mais claro for o perfil do tomador, menor será o risco de ocorrerem perdas inesperadas e maior será a confiança na performance dos recebíveis.

Além disso, o Know Your Customer também ajuda a reduzir significativamente os casos de fraude de identidade e inadimplência inicial.

Esses dois fatores impactam na qualidade dos ativos, aumentando a necessidade de spreads elevados ou gatilhos de proteção mais rígidos.

Quando as carteiras são bem construídas com processos robustos de KYC, é possível manter a performance mais estável.

Na prática, isso se traduz em melhor precificação do risco, menor custo de captação e maior competitividade para o originador de crédito.

Ademais, o KYC também é um elemento de governança, especialmente para o investidor que está securitizando seus ativos ou comprando as dívidas.

Por meio dele, é possível garantir que os recebíveis foram originados dentro de rigorosos padrões regulatórios.

Sendo assim, por tudo o que apresentamos, fica fácil de compreender que a integração do KYC ao processo de securitização não é somente uma boa prática.

Ele também é um acelerador de funding, que consegue transformar operações comuns em ativos mais seguros e valorizados.

Como implementar um Know Your Customer moderno no seu varejo?

Se você é varejista e deseja começar a ofertar produtos financeiros com segurança e escala, não deve ignorar o Know Your Customer.

Aqui, é importante pontuar, que esse processo deve ser encarado como uma jornada estruturada, e não como um conjunto de etapas isoladas.

Um KYC moderno combina dados, tecnologia e automação para reduzir fraude, melhorar conversão e garantir eficiência regulatória.

Abaixo, listamos algumas boas práticas que são essenciais para o varejo implementar essa estrutura com consistência. Veja:

Centralize os dados do cliente em uma única fonte

A base de um bom Know Your Customer é a qualidade da informação.

Quando cada canal de aquisição coleta dados de maneira diferente, o varejo acaba perdendo a visão unificada do cliente. Por isso, é preciso que a loja física, o e-commerce e o aplicativo estejam falando “a mesma língua”.

Neste sentido, o mais recomendado é que o varejista centralize os dados dos clientes em uma única fonte.

Isso permite consolidar cadastros, eliminar duplicidades, enriquecer perfis e detectar inconsistências logo na solicitação.

Esse registro único viabiliza análises mais confiáveis, melhora o score de crédito, reduz erros operacionais e cria uma base sólida para toda a jornada financeira do cliente.

Adote validação documental e biometria com prova de vida

O varejo é um dos setores mais afetados por fraudes de identidade, especialmente em modelos digitais.

De acordo com o Mapa da Fraude 2025, produzido pelo ClearSale, o Brasil registrou 2,8 milhões de tentativas de fraude em e-commerce durante o ano de 2024, com um valor potencial de perdas de R$ 3 bilhões.

Além disso, o Relatório de Identidade e Fraude 2025, produzido pelo Serasa Experian, aponta que 51% dos brasileiros afirmam ter sofrido algum tipo de golpe.

A maioria desses golpes estava relacionado a fraudes de identidade, clonagem e roubos de dados, e mais da metade desses afetados sofreram perdas financeiras.

Para evitar que isso ocorra no varejo, é indispensável integrar camadas de verificação documental avançada e biometria facial com prova de vida ativa ou passiva.

Essa combinação impede documentos adulterados, assegurando que a pessoa que solicitou o crédito é realmente quem diz ser.

Ao mesmo tempo, as soluções modernas de Know Your Customer também tornam a experiência rápida, intuitiva e integrada à jornada.

Automatize consultas a bureaus e regras de decisão

Além disso, novamente vale aquilo que já citamos em itens anteriores: automatize consultas a bureaus de crédito e regras de decisão.

O KYC moderno é sinônimo de velocidade. Por isso, é importante que ele esteja integrado às informações presentes nas listas restritivas.

Assim, o varejista consegue tomar decisões instantâneas, com base no score gerado após às consultas.

Ademais, construir regras personalizáveis, que aprovem automaticamente os perfis de baixo risco, também é uma boa prática para aumentar a eficiência operacional e melhorar a taxa de conversão.

Centralize todo o fluxo de Know Your Customer em um orquestrador de identidade

Um dos principais erros cometidos pelos varejistas, diz respeito à manter integrações separadas com diversos fornecedores: um para documento, outro para biometria e outro para o birô de crédito.

Essa descentralização atrasa todo o processo, pois gera lentidão, inconsistências e falhas que, por vezes, são bem difíceis de rastrear.

Portanto, o mais recomendado é que o varejista centralize tudo em um único orquestrador de identidade, uma solução de software que funciona como uma camada de controle central para coordenar e integrar diferentes sistemas de gerenciamento de acesso e identidade de múltiplos fornecedores.

Assim, é possível padronizar os fluxos de trabalho de identidade complexos, como registro, login, verificação de biometria e autenticação multifatorial (MFA). Ele ajuda a reduzir os atrasos, melhorar auditorias e manter a flexibilidade para substituir ou adicionar provedores. 

Na prática, esse orquestrador de identidade funciona como o “cérebro” do Know Your Customer, sendo responsável por interpretar sinais, aplicar regras e garantir uma jornada fluida e sem atritos do início ao fim da operação, em todas as suas pontas.

Monitore continuamente a performance do KYC

Por fim, é importante ressaltar, que o Know Your Customer não é um projeto estático. Ou seja, ele precisa ser ajustado sempre que houverem mudanças nos padrões de fraude, no apetite de risco, no comportamento do cliente, ou nas leis regulatórias.

Aqui, é importante que o varejista acompanhe periodicamente algumas métricas essenciais, como taxa de fraude, tempo médio de onboarding, motivos de reprovação, porcentagem de aprovações automáticas e o real impacto na conversão.

Esse monitoramento permite que o varejista identifique eventuais lacunas no fluxo, calibre seu motor de decisão e motor de crédito e, consequentemente, fortaleça seus resultados financeiros.

O varejo que monitora seu KYC evolui rápido, o que é bastante crítico em diversos ambientes competitivos.

Escale sua operação de crédito com a GIRO.TECH!

A adoção de um Know Your Customer moderno é um dos pilares mais importantes para qualquer varejista que busca operar crédito, ampliar sua estratégia de bancarização ou estruturar um ecossistema financeiro próprio.

No entanto, existem outros componentes que são igualmente relevantes na estruturação de uma operação de crédito.

A construção desse ecossistema que seja capaz de integrar processos robustos de KYC, validação documental, consultas a birôs, orquestração e regras de risco, demanda tecnologia, governança e experiência.

Por isso, não é recomendado que o varejista estruture um ecossistema deste porte por conta própria.

A melhor alternativa é buscar o auxílio de uma fintech especializada, que fornece toda a infraestrutura regulatória e tecnológica necessárias para que seu negócio consiga rodar uma operação segura e eficiente.

É o que nós fazemos aqui na GIRO.TECH. Nós somos uma plataforma completa de Credit as a Service (CaaS), e ajudamos seu varejo a criar uma estrutura inteligente para operar diversas atividades de crédito!

Para que isso seja possível, contamos com o auxílio da Giro SCD, a nossa Sociedade de Crédito Direto (SCD) regulada pelo BC, e que tem todas as licenças regulatórias obrigatórias para estruturar um processo de bancarização.

A Giro SCD habilita seu varejo como nosso correspondente bancário. Assim, você poderá utilizar nossas APIs para formalizar contratos de crédito com seus clientes, por meio da emissão da Cédula de Crédito Bancário (CCB).

Ademais, nós também estruturamos o veículo de securitização (Companhia Securitizadora ou FIDC) mais adequado ao seu negócio.

Essa estrutura vai ajudar a gerar maior eficiência tributária nas operações e permitir que você capte recursos no mercado de capitais, caso essa estratégia faça sentido.

Na prática, é isso que faz a nossa tecnologia para crédito que simplesmente funciona, desenvolvida para ajudar os varejistas a terem margem de banco em suas operações.

Como funciona a operação de Bancarização da Giro SCD?

 

Conclusão

Por fim, após concluir a leitura deste artigo, você conseguiu compreender como o Know Your Customer é fundamental para a bancarização do varejo.

O KYC deixou de ser apenas uma etapa técnica e passou a ser o elo que conecta segurança, eficiência operacional, governança regulatória e capacidade real de escalar produtos financeiros com sustentabilidade.

A partir do momento que domina o KYC, o varejo consegue reduzir fraudes, melhorar a rentabilidade da carteira e acelerar aprovações.

Contudo, o varejista também consegue fortalecer os processos de crédito e, sobretudo, construir relações mais sólidas e confiáveis com seus clientes.

Afinal, além de prevenir fraudes e combater a lavagem de dinheiro, o Know Your Customer também ajuda os varejistas a enfrentarem os desafios de um ambiente regulatório bastante dinâmico.

Da origem do cadastro até a securitização e o funding, o KYC eleva a qualidade dos dados, aumenta a previsibilidade da carteira e reforça a credibilidade da operação perante parceiros, investidores e reguladores.

Os varejistas que tratam o KYC como ativo estratégico conseguem converter sua base de clientes em um ecossistema financeiro completo, rentável e competitivo.

Porém, se você busca bancarizar seu negócio, não basta apenas “conhecer quem é o seu cliente”.

Também é preciso contar com uma infraestrutura completa, que ajude seu varejo a alcançar os objetivos buscados com a bancarização.

Por isso, se você quer bancarizar o seu negócio, a GIRO.TECH pode te ajudar nesta missão!

Conte com a Giro SCD e com a GTS Securitizadora e tenha uma estrutura completa de bancarização e securitização sob medida ao seu negócio.

Entre em contato com nossos especialistas, agende uma reunião gratuita e descubra como podemos ajudar seu varejo a ter margem de banco nas operações de crédito!

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