Como funciona uma processadora de cartões?

A processadora de cartões é um componente muito importante dentro de uma operação de cartão private label. Tire suas dúvidas e entenda melhor como ela funciona!

imagem Como funciona uma processadora de cartões?

À medida em que os meios de pagamento vão se popularizando, diferentes agentes também conquistam protagonismo, como é o caso da processadora de cartões.

Embora o Pix seja a forma de pagamento mais popular do Brasil, com 52,2% das transações realizadas no país, segundo o Varejo Finance Report 2025, outras modalidades seguem sendo igualmente importantes.

Ainda de acordo com este mesmo estudo, o ano de 2024 encerrou com aproximadamente 235 milhões de cartões de crédito ativos, com aumento de quase 14% em relação ao final de 2023.

Esse cenário atual vai de encontro a um panorama histórico, afinal, os cartões, independentemente se forem de crédito, débito, ou private label, sempre fizeram parte da rotina do consumidor brasileiro.

Não à toa, eles são uma das principais maneiras que o varejo nacional utiliza para concretizar vendas e fidelizar sua base de clientes.

Neste sentido, conhecer como funciona a estrutura por trás desses instrumentos de pagamento, é fundamental se você busca aproveitar melhor as oportunidades que a bancarização pode oferecer ao seu negócio.

Pensando nisso, nós preparamos este artigo completo, que vai te ajudar a entender como funciona uma processadora de cartões e o que você precisa levar em conta para escolher a melhor alternativa ao seu varejo.

Portanto, siga a leitura até o fim e acompanhe conosco, pois este conteúdo está repleto de insights que farão toda a diferença em sua estratégia financeira!

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O que é uma processadora de cartões?

Primeiramente, antes de entrarmos melhor nesses detalhes, é importante que você conheça o que de fato é uma processadora de cartões.

De modo geral, ela é a empresa encarregada por viabilizar a comunicação e execução de qualquer transação realizada com cartão.

Isso inclui tanto os cartões de crédito e débito, quanto os pré-pagos ou cartão private label.

Na prática, ela opera como uma espécie de “ponte”, responsável por processar os pagamentos entre o as adquirentes (empresas que fornecem as “maquininhas”), o estabelecimento comercial, o banco emissor do cartão, e as bandeiras, como por exemplo Visa, Mastercard, Elo ou American Express.

Todo esse trabalho de “bastidor” é extremamente necessário para rodar uma operação de cartão, pois este meio de pagamento precisa de muita tecnologia envolvida, para garantir a robustez e segurança em uma operação.

Afinal, o processamento de um cartão precisa de várias etapas, que incluem desde a verificação da validade do instrumento, até a autorização da transação e a liquidação dos fundos.

Além disso, uma processadora de cartões também pode assumir outras funções dentro da operação, com o objetivo de oferecer serviços adicionais.

É o caso da prevenção de fraudes, via Know Your Customer (KYC), recebimento de propostas e eventual suporte técnico.

No contexto do varejo, ou de outras empresas que aceitam pagamentos eletrônicos dos seus clientes, o processamento de cartão é fundamental para tornar o processo de compra mais seguro, ágil e conveniente.


O que faz uma processadora de cartões?

Agora que você já entendeu o que é uma processadora de cartões, fica mais fácil de compreender como ela funciona, na prática.

Aqui, vale um adendo importante: essa empresa não é responsável apenas por viabilizar a comunicação e executar alguma transação feita com cartão.

Embora essa seja de fato a sua principal função, ela também fica encarregada por autenticar diferentes tipos de operações.

Elas vão desde às compras até estornos, liquidações de compras parceladas, entre outras situações que precisam de autorização.

Essa dinâmica serve para qualquer modelo de cartão, com a processadora sendo a responsável por autorizar todas essas etapas em poucos segundos.

Mas, de modo geral, uma processadora de cartões costuma fazer as seguintes operações:

  • Autorização da transação: validação das informações do cartão e verificação se existe ou não saldo ou limite disponível junto ao emissor;
  • Captura dos dados da compra: coleta dos dados da transação na maquininha, site ou aplicativo do varejista;
  • Comunicação com bandeiras e emissores: encaminhamento das informações de compra à bandeira e ao emissor do cartão, para que a transação possa ser aprovada;
  • Registro e liquidação: registra a transação e organiza a liquidação financeira, repassando o valor para o varejista e a cobrança ao cliente;
  • Geração de extratos e relatórios: também organiza os dados para que tanto os varejistas quanto os emissores consigam ter controle sobre as operações.

Além disso, vale mais um adendo: como a operação de processamento costuma lidar de forma direta com a comunicação entre a instituição que faz a emissão dos cartões e os estabelecimentos comerciais, é natural que alguns bancos tradicionais cumpram a função da processadora de cartões.

Por outro lado, fintechs de crédito ou empresas de outros segmentos que fazem emissões de cartões, também podem optar por contratar uma processadora ou terceirizar essa função ao seu banco parceiro.

Exemplo prático no varejo

Trazendo para o contexto do varejo, fica fácil de visualizar o que faz a processadora de cartões.

Imagine que um cliente utiliza um cartão private label. Neste caso, a processadora ficará responsável por identificar se o cartão é válido e validar o limite de crédito que existe disponível.

Além disso, essa empresa também registra a compra, comunica o resultado para o sistema da loja e efetua o repasse dos valores ao varejista.

Existem outros participantes além da processadora de cartões?

Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso, mas uma operação de crédito que envolve cartão, é uma das mais complexas existentes.

E isso ocorre, justamente pela necessidade da atuação de diversos componentes, responsáveis por garantir que a transação seja feita com segurança.

Neste sentido, um ecossistema de cartão precisa da atuação de diferentes participantes além da processadora de cartões. São eles:

  • Adquirentes;
  • Bandeiras;
  • Emissor.

Adquirentes

Dentro desse ecossistema, as adquirentes, que também são chamadas de credenciadoras, são as empresas responsáveis por fazer o processamento dos pagamentos efetuados com os cartões nos estabelecimentos comerciais.

Neste caso, a sua principal função é ser uma intermediária entre o varejista e as bandeiras de cartão, a fim de garantir que a operação solicitada pelo cliente seja devidamente autorizada, capturada e liquidada.

Entre as principais responsabilidades da adquirente, estão o credenciamento do varejista, a autorização da transação, a captura e liquidação e dos valores, a gestão de risco e prevenção a fraudes e o fornecimento de infraestrutura para soluções de checkout digital.

Além das adquirentes, também existem as subadquirentes. Entretanto, apesar dos nomes serem parecidos, existem diferenças importantes entre elas.

Enquanto as adquirentes precisam de mais estrutura regulatória, pelo fato de se relacionarem diretamente com as bandeiras e por liquidar os valores, a subadquirente funciona como uma “facilitadora”.

Ou seja, ela faz um intermédio entre pequenas vendas, sem a exigência de que o varejista mantenha contato direto com uma adquirente.

No Brasil, alguns dos principais exemplos de adquirentes são Cielo, Rede, Getnet, Stone e PagSeguro, enquanto o Mercado Pago é um tipo de subadquirente.

Bandeiras

Por sua vez, as bandeiras também atuam em conjunto com a processadora de cartões.

Afinal, elas são as responsáveis por fornecer a infraestrutura tecnológica da rede de pagamentos que conecta os emissores e às adquirentes.

Na prática, as bandeiras definem as regras para utilização, intermediam a comunicação entre as partes, e garantem que as transações aconteçam de maneira segura e padronizada.

Além disso, as bandeiras também ajudam a assegurar a aceitação global ou nacional do cartão, para que eles possam ser aceitos nos mais diferentes tipos de estabelecimentos.

Entre as principais bandeiras de cartões, destacam-se a Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners Club.

Emissor

Além da processadora de cartões, das adquirentes e das bandeiras, também existe um outro participante dentro desse ecossistema: o emissor.

Neste caso, ele pode ser um banco comercial, startups e fintechs ou outra instituição financeira responsável por fazer a emissão do cartão para o cliente.

Essa dinâmica vale para qualquer tipo de cartão, seja ele de crédito, débito, pré-pago, private label ou cartão co-branded.

Na prática, além de emitir o cartão, o emissor é o responsável por avaliar e conceder o crédito aos clientes, definindo os limites, taxas e demais condições de uso.

Quando o emissor é um banco tradicional, ele fica responsável pelo pagamento ao varejista. Ou seja, sempre que o cliente utilizar o cartão, o emissor faz a antecipação do valor da compra via adquirente, e posteriormente, faz a cobrança ao cliente.

Além disso, o emissor também faz a gestão do relacionamento com o cliente e assume os eventuais riscos de inadimplência, caso o cliente fique devendo.

Além dos bancos tradicionais, como Itaú, Santander, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil, e dos bancos digitais, como Nubank, Inter e C6, também são exemplos de emissor os varejistas que mantêm um braço financeiro.

É o caso da Magalu (MagaluPay), Riachuelo (Midway), C&A (C&A Pay), Lojas Renner (Realize), Casas Bahia (banQi) e Carrefour (Banco Carrefour).

Outras estruturas

Além desses agentes, existem outras estruturas que são importantes e necessárias dentro de uma operação de cartão de crédito. São elas:

  • Onboarding/KYC;
  • Motor de crédito;
  • Embossadora;
  • Antifraude;
  • Hardware Security Mode (HSM);
  • 3D Secure (3DS);
  • Chargeback;
  • Fatura e cobrança;
  • Loyalty;
  • Tipos de cartão.

Clique na postagem abaixo e entenda melhor como funciona cada uma dessas estruturas:

Processadora de cartões x processadora de pagamentos: quais as diferenças?

O universo financeiro e do mercado de crédito é extremamente amplo, e conta com a participação e atuação dos mais diferentes tipos e estruturas.

Neste sentido, além da processadora de cartões, também existe a processadora de pagamentos.

Embora elas sejam frequentemente associadas, existem diferenças importantes entre as estruturas.

E isso ocorre pois elas atuam em etapas diferentes nas transações financeiras dentro de um ecossistema dos meios de pagamento.

Conforme mencionamos anteriormente, a processadora de cartões é encarregada por processar e autorizar as transações realizadas com cartões, independentemente se eles forem bandeirados, private label ou co-branded.

Além da autenticação das transações, essa empresa é responsável pelo envio e recebimento das informações entre o emissor do cartão e o adquirente.

Ademais, fica a cargo dessa processadora garantir a segurança dos dados da transação, além do gerenciamento de bandeiras e emissão de cartões, quando integrada ao emissor.

Processadora de pagamentos

Por outro lado, a processadora de pagamentos é a subadquirente que citamos anteriormente.

Ou seja, ela é uma empresa ou tecnologia responsável por intermediar as transações financeiras entre compradores e vendedores, de modo a garantir que os pagamentos sejam autorizados e processados de maneira correta.

Na prática, isso quer dizer, que sempre quando um cliente fizer uma compra com algum cartão, a operadora terá que ser contatada para fazer a avaliação se existe ou não um limite disponível. Porém, a instituição financeira também é responsável por autorizar a transação.

Todos esses participantes atuam de forma interligada à processadora de pagamentos, que tem como principal objetivo, transmitir e receber as informações registradas quando a transação foi efetuada.

De modo geral, a subadquirente atua finalizando o pagamento, para que o cliente faça sua compra e o varejista receba o valor referente à venda.

Além disso, outra diferença da processadora de pagamentos para a processadora de cartões, diz respeito à sua abrangência.

Enquanto a segunda é especializada em operar apenas com cartões, a primeira também pode processar pagamentos com Pix, boletos, transferências bancárias e débito em conta.

Ademais, as processadoras de pagamentos também oferecem APIs para integrações com plataformas de varejo digital e sistemas ERPs e atuam como backend para contas ou carteiras digitais.

A tabela abaixo vai te ajudar a entender melhor quais são as diferenças entre uma processadora de cartões e uma processadora de pagamentos:

Quais são as diferenças entre Processadora de Cartões e Processadora de Pagamentos?

Quais são as tendências no processamento de cartões?

O desenvolvimento da tecnologia e das soluções de crédito digital também tem reverberado em novas tendências no processamento de cartões.

Afinal, com tantos players inovando e apresentando novas soluções para pagamentos, a competitividade tem ficado cada vez maior.

Um dos principais exemplos de descentralização no processamento de cartões, foi o próprio Pix, que passou a dispensar a necessidade das pessoas precisarem de um cartão físico para realizar um saque ou transferência.

Ainda nesta mesma linha de meios de pagamento, uma outra tendência bastante relevante, são os Pagamentos Por Aproximação, desenvolvidos com a tecnologia NFC (Near Field Communication).

Eles possibilitam que os clientes façam pagamentos apenas aproximando o dispositivo (como cartão ou smartphone) de uma máquina de pagamento compatível.

A crescente adoção dessa tecnologia tem trazido ainda mais conveniência e rapidez para as transações, tanto no e-commerce quanto no varejo físico.

Todas essas tendências que envolvem o processamento de cartões ajudam a refletir a transformação digital e a demanda por maior segurança nas operações de crédito.

Entretanto, também existem outras tendências relacionadas às processadoras de cartões. É importante que você compreenda melhor sobre elas.

A seguir, listamos alguns desses modelos de negócios. Veja:

Tokenização

Quando falamos em segurança digital, é inevitável não citar a tokenização, pois este recurso possibilita que um cartão fique armazenado de maneira segura dentro de uma carteira digital.

Assim, ao substituir os dados sensíveis do cartão por tokens criptografados, é possível adicionar uma camada ainda maior de proteção nas transações efetuadas nos ambientes digitais e físicos, permitindo que o cliente utilize seu cartão virtual de forma segura.

Para isso, são utilizados recursos como 3D Secure 2.0, biometria e machine learning, que ajudam a detectar eventuais fraudes de forma instantânea.

Processadora de cartões virtuais

A tokenização está diretamente ligada ao processamento do cartão virtual, que nada mais é do que a versão digital do cartão físico de um cliente.

Ao utilizá-lo, o consumidor não precisa esperar que uma processadora de cartões faça a emissão física do plástico.

Graças a essa tecnologia, é possível fazer compras online de forma imediata e ágil, com poucos cliques.

CVV Dinâmico

Outra tendência que envolve o processamento de cartões, é o Código de Verificação de Cartão (CVV), um número de três ou quatro dígitos que fica impresso no verso de um cartão.

Ele oferece uma camada adicional de segurança nas transações realizadas no ambiente digital. Graças ao CVV Dinâmico, é possível gerar um novo código de segurança em cada compra que o cliente realizar.

Assim, é possível dificultar a fraude e aumentar a segurança nos pagamentos e operações realizadas no e-commerce.

Inteligência Artificial (IA)

Quando falamos sobre concessão de crédito, a Inteligência Artificial (IA) também está entre as tendências no processamento de cartões.

Graças aos modelos preditivos e algoritmos avançados, a IA proporciona uma decisão automática na autorização das transações, de acordo com o comportamento e perfil do cliente.

Além de reduzir os riscos de fraudes e uso indevido de informações, a IA também ajuda a estimar de maneira mais precisa os riscos de inadimplência e proporciona melhorias na experiência dos clientes.

Card as a Service (CaaS)

Outra tendência na processadora de cartões também envolve uma outra tendência, conhecida como “Card as a Service (CaaS)”.

Com ela, empresas que não têm origem no mercado financeiro, como as varejistas, indústrias e marketplaces, conseguem fazer a emissão dos seus próprios cartões utilizando a ajuda de plataformas que oferecem o processamento como serviço.

O modelo “as a service” (como serviço) abre espaço para que essas empresas em questão “aluguem” um produto ou serviço desenvolvido por outra empresa.

Essa dinâmica é a mesma utilizada no Banking as a Service (BaaS), Credit as a Service (CaaS) e Lending as a Service (LaaS), por exemplo.

Ao utilizar a infraestrutura tecnológica já oferecida por uma plataforma como uma fintech white label, é possível reduzir tempo e custo para o lançamento de cartões com marca própria.

BNPL

Por fim, também existe uma outra tendência bastante popular no processamento de cartões: é o Buy Now Pay Later (BNPL).

O BNPL é uma operação de crédito realizada entre o varejista e o consumidor, que poderá comprar produtos ou adquirir serviços de forma instantânea sem ter que pagar o valor total à vista.

Essa realidade já faz parte da processadora de cartões, pois algumas dessas empresas têm integrado funcionalidades de parcelamento no ato da compra.

Isso se aplica para qualquer modalidade de cartão, e tem ajudado a aumentar a convergência entre este instrumento e as demais formas de financiamento, como o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e a sua versão digitalizada, o CDC Digital.

Case Magalu

 

Por que uma processadora de cartões é tão importante?

De acordo com um estudo produzido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), em 2024, o Brasil registrou 11.509.214 tentativas de fraudes, com aumento de 9,4% em relação a 2023.

Além disso, segundo a Serasa Experian, as tentativas de fraudes contra bancos e cartões aumentaram 10,4% em 2024, somando um potencial prejuízo de R$ 51,6 bilhões caso todas elas tivessem sido concretizadas.

E é neste sentido que propomos uma reflexão: já imaginou se as transações e operações bancárias fossem autorizadas de maneira equivocada?

Não apenas por fraudes, mas também, por alguma eventual compra que uma pessoa queria realizar mas que acabou recusada sem motivo aparente, e que teve como consequência o bloqueio do cartão por parte do emissor.

Esses são apenas alguns exemplos de como o trabalho realizado por uma processadora de cartões é tão importante.

Afinal, por mais que esse seja apenas um detalhe técnico para quem é dono do cartão, é um trabalho que faz toda a diferença.

E ele fica ainda mais evidente para os varejistas que aceitam algum tipo de pagamento via cartão dentro dos seus estabelecimentos.

Além disso, como nós citamos anteriormente, uma operação de cartão é extremamente complexa, precisando da participação de vários agentes.

Neste sentido, a processadora de cartões acaba sendo a responsável por otimizar e facilitar todo esse processo financeiro complexo.

Desse modo, ela consegue garantir que a transação seja feita de forma rápida, segura e em poucos segundos, sem interferir na jornada de compra do cliente.

Ademais, é a própria processadora de cartões que recusa uma compra quando algo estranho acontece. Com isso, ela ajuda a evitar os casos de fraudes, evitando danos financeiros ao adquirente, às bandeiras e ao emissor.

Como escolher uma processadora de cartões para meu negócio?

É justamente esses detalhes de segurança que fazem a diferença no momento que você for escolher uma processadora de cartões para seu negócio.

Ou seja, é seguramente importante levar em conta tanto a segurança quanto às demais funcionalidades oferecidas, pois a empresa processadora deve ser capaz de garantir medidas robustas de proteção e verificação da identidade do cliente, via KYC.

Mas, não é só isso. Existem outros fatores que você deve considerar quando for escolher uma processadora. Abaixo, listamos quais são os principais:

Capacidade de processamento e tipos de cartões

Como dissemos anteriormente, a processadora de cartões é responsável por executar transações realizadas com qualquer tipo de cartão.

Logo, um dos principais fatores que você precisa avaliar, é se essa empresa consegue ser capaz de lidar com um alto volume de informações e transações que o seu negócio exige.

E isso não se aplica apenas às vendas rotineiras, mas sim, em datas sazonais, como Dias das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, Black Friday e Natal, por exemplo.

Além disso, a processadora precisa ser compatível com todos os modelos de cartões que você já oferece ou deseja oferecer, como crédito, débito, private label ou cartão white label.

Essa flexibilidade é fundamental para que você consiga adaptar o seu portfólio de soluções financeiras às reais necessidades da sua base de clientes.

Integração tecnológica

Outro aspecto que deve ser considerado na escolha de uma processadora de cartões, é se a mesma oferece facilidade de integração tecnológica com os sistemas de gestão de crédito do seu negócio.

Atualmente, existem empresas que disponibilizam APIs modernas e bem documentadas, possibilitando uma implementação mais ágil e personalizada, sem depender de intervenções externas constantes.

Ademais, uma boa integração também traz ganhos operacionais ao varejo, que pode conciliar vendas, controlar os limites e verificar os saldos de maneira mais dinâmica.

Afinal, quanto mais fluida for a comunicação entre todos os sistemas, maior será a eficiência operacional do seu negócio.

Consequentemente, tudo isso reflete na qualidade da experiência do cliente final, que não deve precisar lidar com atritos em sua jornada de compra.

Segurança e conformidade regulatória

Quando falamos sobre transações e empréstimos, sabemos como a segurança é um item inegociável, independentemente se você disponibiliza crédito CDC e crediário próprio aos clientes, ou trabalha exclusivamente com cartões.

Portanto, é sumariamente importante que a processadora de cartões siga os mais altos padrões de segurança recomendados pelo mercado.

Um deles é a certificação PCI-DSS, responsável por regulamentar o manuseio e armazenamento dos dados sensíveis do cartão.

Também é necessário avaliar se a empresa consegue se conectar com um bureau de crédito e se possui insumos capazes de detectar fraudes e monitorar as transações em tempo real.

Além disso, é fundamental que a processadora esteja em conformidade com as regulamentações do Banco Central (BC) e da Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD).

Afinal, tanto o órgão financeiro máximo do país, quanto a lei responsável pela segurança dos dados, ajudam a proteger todo o ambiente regulatório.

Ao escolher um parceiro que siga essas boas práticas, é possível assegurar a continuidade das operações de maneira transparente, segura e confiável.

Custo e modelo de precificação

O custo e modelo de precificação é outro aspecto importante que você deve considerar ao escolher uma processadora de cartões para o seu negócio.

Existem, no mercado, os mais diversos modelos de negócios, o que influencia na precificação utilizada pelas processadoras.

Enquanto algumas costumam cobrar por volume de transações efetuadas, outras cobram por quantidade de cartões ativos ou, até mesmo, por funcionalidades adicionais, como emissão e suporte.

Portanto, é necessário que você compare detalhadamente os custos e faça um comparativo de acordo com o volume projetado da sua operação.

Isso é necessário, principalmente no contexto do varejo, que por natureza, já costuma lidar com uma alta tributação e margens apertadas.

Todavia, você não deve pautar sua escolha apenas pelo custo, pois processadoras de cartões que oferecem preços muito baixos, podem oferecer estruturas menos robustas.

Desse modo, é importante que você considere o impacto que essa escolha terá sobre a experiência do cliente e a eficiência operacional do seu negócio.

Suporte à emissão e gestão de cartões

Esse é um ponto importante caso você opte por emitir seus próprios cartões de loja, como private label ou co-branded.

A processadora de cartões precisa ser capaz de oferecer uma plataforma completa para a emissão.

Isso inclui controle de limites, regras para utilização, gestão de faturas e boletos e integração com sistemas antifraude.

Esses aspectos são cruciais para assegurar maior controle e autonomia sobre toda a jornada dos cartões emitidos.

Além disso, também é recomendável avaliar se a processadora fornece ferramentas que ajudem a acompanhar o desempenho dos cartões.

É o caso, por exemplo, de indicadores de ativação, uso recorrente de inadimplência e eventuais cancelamentos.

A soma dessas informações é fundamental não apenas para você ajustar a sua política de crédito, mas também, para ampliar a oferta dos cartões e melhorar a rentabilidade da sua esteira de crédito.

Escalabilidade da processadora de cartões

Por fim, mas não menos importante: a processadora de cartões deve ser capaz de crescer e escalar conforme seu negócio crescer, sem prejudicar a performance operacional.

Ou seja, você deve ter essa visão de médio a longo prazo, pois a processadora precisa conseguir atender eventuais novas demandas, como integração com carteiras digitais, dispositivos móveis, tokenização e o Pix por aproximação, modalidade que está entrando em vigência neste ano de 2025.

Ter uma empresa parceira que acompanha e antecipa as tendências, de forma inteligente e utilizando dados, é fundamental.

Afinal, a concessão de crédito, independentemente de como ela seja feita, deve ser encarada como uma estratégia para acelerar o crescimento do seu negócio e impulsionar os seus resultados financeiros.

Qual é o papel de uma processadora de cartões em uma operação private label?

Para além do que falamos anteriormente, também é importante pontuar sobre o papel de uma processadora de cartões em uma operação private label.

Neste caso, ela é fundamental para viabilizar, controlar e escalar a oferta de crédito próprio por parte do varejista.

Para tal, ela registra, valida, autoriza e liquida as transações feitas com cartão private label, tanto no ambiente físico quanto digital.

Além disso, essa processadora também atua como um sistema responsável por gerenciar os limites de crédito, saldos, faturas e pagamentos, permitindo que o varejista tenha um controle mais assertivo e detalhado sob sua carteira de crédito e clientes.

A processadora de cartões private label também é responsável por fazer a emissão do cartão, seja físico ou digital, e integrá-lo com os sistemas utilizados pelo varejista.

Por todos esses fatores, a processadora é uma peça-chave para escalar com eficiência a operação do cartão private label.

Afinal, ela oferece a infraestrutura necessária para atender um número crescente de clientes, além de fornecer relatórios e análise de crédito que permitam que o varejista ofereça as melhores estratégias de fidelização e rentabilidade.

Desafios a ser superado

O cartão private label é projetado para utilização exclusiva em um ecossistema específico, sendo disponibilizado ao cliente após uma detalhada análise do seu perfil.

Embora ofereça condições vantajosas como parcelamentos e maior flexibilidade nos pagamentos, respondendo por até 50% do total das vendas em algumas grandes varejistas do país, esta operação não está imune aos desafios enfrentados pelo varejo.

De modo geral, os varejistas costumam pagar mais de 40% em tributos sobre suas receitas de juros quando essa operação é realizada no balanço.

É importante frisar, que esse percentual já considera a incidência de impostos sobre a receita e o lucro.

No caso específico da operação private label, o modelo mais utilizado pelo varejo envolve o CNPJ da administradora de cartões.

Esse CNPJ é criado pelo varejista para que seja feito o gerenciamento da operação do cartão.

Neste formato, a administradora de cartões assume o papel de financiamento, sendo tributada como prestadora de serviços.

Apesar desse modelo proporcionar um cenário tributário mais favorável, toda receita de juros gerada dentro desse ecossistema, estará sujeita aos tributos.

É o caso, por exemplo, do PIS, COFINS e ISS, além do IRPJ e da contribuição social sobre tudo o que virar lucro.

Como superar esse desafio?

Uma forma de contornar essa situação, e gerar melhor enquadramento tributário, é bancarizar a operação do cartão private label.

Neste modelo, sempre que um cliente efetuar uma compra utilizando o cartão, a processadora de pagamentos fará a validação dos dados e o processamento da compra.

Na sequência, a processadora de cartões juntamente com a processadora de pagamentos fazem a emissão da fatura ao cliente.

Essa dívida gerada por ser vendida a um veículo de securitização, como um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) ou Securitizadora.

É esse veículo securitizador quem ficará encarregado pelo financiamento da operação, sendo o responsável pelos valores pagos pelo cliente.

Essa configuração bancarizada permite que o FIDC ou Securitizadora transfiram ao varejista os valores referentes à venda.

Mas, não é só isso, pois o veículo de securitização também realizará as receitas de juros, conseguindo obter um enquadramento tributário mais adequado.

Neste caso, como o varejista é o investidor da estrutura, ele conseguirá receber todos os lucros gerados pela venda.

A GIRO.TECH ajuda a bancarizar seu cartão private label!

Embora pareça complexa, essa operação bancarizada é bastante simples, graças ao Hub de Integração desenvolvido pela GIRO.TECH!

Com ele, o varejista pode realizar as receitas dos juros dentro de uma Companhia Securitizadora ou do FIDC, alcançando esse melhor enquadramento tributário.

Neste modelo, as receitas de juros não ficam mais registradas dentro do CNPJ da administradora de cartões.

Afinal, essa empresa é criada somente para administrar a operação do cartão private label, e não para executar serviços de financiamento, que implicam na tributação.

Diferentemente do que ocorre com os veículos de securitização, estruturados para financiar a operação e atuar sob uma legislação específica, que os equipara às regras aplicáveis aos bancos.

Confira na imagem abaixo como funciona o Hub de Integração desenvolvido pela GIRO.TECH:

O que é o Hub de Integração da Giro.Tech?

 

Desse modo, a bancarização do cartão private label ajuda a otimizar as margens financeiras desta operação tão popular.

E isso ocorre pelo simples motivo da administradora de cartões não precisar mais acumular as dívidas dos clientes e fazer toda a gestão do financiamento.

Portanto, se você deseja iniciar uma operação de cartão private label, a melhor alternativa é ter essa estrutura:

  • Administradora de cartões: responsável por exercer os cartões para seus clientes;
  • Processadora de cartões: executar a transação feita com o cartão;
  • Veículo de securitização: financiador de toda a operação.

Assim, o varejista consegue melhorar suas margens de lucro, conceder ofertas mais atrativas aos clientes, e impulsionar as suas vendas de forma muito mais assertiva.

Conclusão

Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você conseguiu compreender melhor o papel estratégico da processadora de cartões no ecossistema financeiro do varejo.

Esse entendimento é fundamental para os varejistas que buscam escalar soluções financeiras próprias e aumentar as suas rentabilidades. Afinal, as processadoras não cumprem apenas uma função técnica.

Elas também são responsáveis por assegurar que as transações aconteçam de maneira segura, integrada e em conformidade com as exigências regulatórias.

Neste sentido, se você é varejista e busca mais autonomia ou diversificar suas fontes de receita, a escolha da processadora de cartões certa é crucial.

Afinal, é isso que faz a diferença entre uma operação limitada e uma plataforma realmente robusta, escalável e alinhada aos objetivos do seu negócio.

No contexto do Retail Banking, a processadora de cartões não é somente um prestador de serviços: ela também se torna parte fundamental dentro das operações de crédito.

Portanto, se você busca bancarizar o seu varejo, ou aumentar a eficiência tributária na operação de cartão private label, a GIRO.TECH pode apoiar o seu negócio!

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