Acquirer: o que é e qual o impacto no varejo bancarizado?
Entenda como funciona o acquirer e descubra como ele é fundamental dentro da estratégia da bancarização do varejo!
24/12/2025

Entenda como funciona o acquirer e descubra como ele é fundamental dentro da estratégia da bancarização do varejo!
24/12/2025

O acquirer é uma das “peças” que são necessárias para que uma operação de crédito possa ocorrer de forma segura dentro do varejo bancarizado.
Nos últimos anos, tem sido cada vez mais comum que os varejistas atuem como verdadeiros provedores de soluções financeiras a todo o seu ecossistema.
Este setor deixou de ser somente um ponto de venda para assumir um papel cada vez mais relevante dentro Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Neste sentido, a oferta de crediário próprio, contas digitais, cartões próprios e cartões de crédito já fazem parte da estratégia de crescimento de muitos varejistas brasileiros.
Apenas a título de curiosidade, segundo dados disponibilizados pelo Banco Central (BC), ao final de 2024, havia cerca de 235 milhões de cartões de crédito ativos no país.
Esse percentual representa um aumento de quase 14% em relação ao ano anterior, destacando a expansão do uso desse meio de pagamento pelos brasileiros.
No entanto, para que uma venda no cartão seja efetivada, é necessário que haja a presença de uma acquirer.
Mais do que “a empresa da maquininha”, ele é a infraestrutura que conecta o varejo às bandeiras, emissores e ao SFN como um todo.
Assim, os varejistas conseguem viabilizar transações eletrônicas, captura de pagamentos e liquidação financeira.
Para negócios que buscam escalar produtos financeiros próprios, essa camada passa a ser extremamente estratégica, impactando diretamente margem, experiência do cliente, controle de dados e eficiência operacional.
Neste artigo, vamos explicar o que é um acquirer, como ele funciona e, principalmente, qual é o seu impacto para varejistas que estão avançando na bancarização.
Portanto, se você quer transformar pagamentos em inteligência, relacionamento e novas receitas dentro do próprio ecossistema, siga a leitura conosco até o fim!
Primeiramente, antes de entrarmos nos detalhes, é importante que você conheça melhor o que é efetivamente um acquirer.
Também conhecido como adquirente (ou, credenciador), ele é a instituição responsável por credenciar estabelecimentos comerciais para aceitar pagamentos eletrônicos.
Isso inclui os cartões de crédito, débito, vouchers e, em muitos casos, outros meios digitais complementares.
Na prática, é este agente que viabiliza a captura, autorização, processamento e liquidação das transações realizadas no ponto de venda físico ou digital.
No Brasil, as principais acquirers existentes são a Rede, Getnet, Cielo e Stone. Sempre que um cliente realiza um pagamento com cartão de crédito, o adquirente atua como o elo central entre o varejo, as bandeiras e os emissores.
É ele quem recebe a transação, encaminha para autorização, processa o pagamento e garante que os valores sejam liquidados corretamente na conta do lojista, respeitando prazos, taxas e regras operacionais.
De modo geral, a principal função de um acquirer é disponibilizar a infraestrutura tecnológica e os insumos necessários para que as transações sejam efetuadas.
Assim, ao disponibilizar as famosas “maquininhas” que permitem a realização dos pagamentos, o adquirente é o responsável por ler os dados do cartão, enviar as informações da operação para a bandeira e obter a autorização do banco emissor.
Por essas e outras razões, este agente acaba sendo extremamente necessário no contexto da bancarização do varejo.
Agora que você já entendeu o que é um acquirer, fica mais fácil de compreender como ele funciona na prática. Contudo, aqui vale um importante adendo.
Apesar de muitas vezes ser associado apenas ao hardware de pagamento, o adquirente moderno atua como uma plataforma de serviços financeiros transacionais.
Ele oferece soluções que impactam diretamente a estratégia do varejo, como:
Gestão de diferentes meios de pagamento em um único ambiente;
Antecipação de recebíveis e otimização de fluxo de caixa;
Split de pagamentos para marketplaces e operações complexas;
Camadas de dados e inteligência sobre comportamento e hábitos de consumo dos clientes.
Esse fluxo estruturado é crucial para conectar, de maneira integrada, segura e regulada, o varejo ao sistema financeiro.
Embora para o consumidor a experiência se resuma a “passar o cartão”, por trás dessa ação existe uma cadeia complexa de comunicação, autorização, liquidação e controle de riscos, na qual o acquirer atua como peça-chave.
Na prática, podemos definir o funcionamento do adquirente nas seguintes etapas:
O processo tem início no Ponto de Venda (PDV) do varejista, que pode ser uma maquininha, checkout online, link de pagamento ou uma integração via API.
Sempre que um cliente insere seu cartão, aproxima por Near Field Communication (NFC), ou digita seus dados, o acquirer fica responsável por capturar essas informações de forma criptografada.
Assim, é possível garantir toda a segurança e conformidade necessárias, por meio de alguns padrões, como o Padrão de Segurança de Dados do Setor de Cartões de Pagamento (PCI DSS).
Nesse momento, o adquirente identifica alguns dados que são essenciais na transação, como:
Na sequência, após a captura ter sido realizada, o acquirer encaminha a transação para a bandeira do cartão, que atua como a “rede” de comunicação.
Por sua vez, a bandeira fará o direcionamento da solicitação ao banco emissor do cartão do cliente.
O emissor ficará responsável por analisar se há saldo ou limite disponível, validar regras de risco e antifraude e retornar uma resposta de aprovação ou negação.
Aqui, é importante ressaltar, que todo esse processo ocorre em poucos segundos, com o acquirer orquestrando o fluxo de ponta a ponta.
A partir do momento em que a resposta do emissor, o adquirente retorna a informação ao PDV, permitindo a conclusão da compra.
Caso seja aprovada, a transação é registrada e o cliente finaliza a experiência de pagamento.
Porém, se eventualmente a compra for negada, é possível oferecer novas tentativas ou meios alternativos de pagamento.
Nesse estágio, o desempenho do acquirer impacta diretamente na experiência do cliente, pois um processo lento, instável, ou que apresenta falhas técnicas pode gerar abandono de compra e perda de receita.
Posteriormente, após a autorização, entra em cena a etapa de liquidação financeira e repasse ao varejo.
Ou seja, o adquirente consolida as transações realizadas e, respeitando os prazos que foram acordados, faz o repasse dos valores ao varejista, já descontando as famosas “taxas de intercâmbio” (MDR).
Além disso, nas operações parceladas, o acquirer também é responsável por gerenciar o calendário de recebimentos e, quando aplicável, oferecer soluções de antecipação de recebíveis.
Desse modo, o varejista consegue acessar capital imediato antes do vencimento das parcelas, da mesma forma que ocorre com a securitização.
Essa antecipação de receitas acaba sendo um ponto crítico para a gestão do fluxo de caixa de muitos varejistas.
Ademais, outro pilar fundamental do funcionamento de um acquirer é a gestão de riscos.
Ele monitora transações suspeitas, aplica camadas antifraude e administra processos de chargebacks.
Assim, ele consegue garantir que o varejo esteja em conformidade com as regras regulatórias e operacionais do mercado de pagamentos.
Para o varejo bancarizado, essa função ganha ainda mais relevância, pois reduz perdas financeiras, protege a reputação da marca e cria uma base transacional confiável que permite a expansão de produtos de crédito, entre outros serviços financeiros.
Por fim, mas não menos importante: o acquirer consolida e disponibiliza dados transacionais estruturados, como volume de vendas, ticket médio, recorrência, meios de pagamento e comportamento de consumo.
Todos esses dados são essenciais para a tomada de decisões estratégicas e, no contexto da bancarização, elas são ainda mais relevantes.
Isso ocorre, pois elas ajudam a alimentar os motores de crédito, modelos de risco, programas de fidelidade, entre ofertas financeiras personalizadas.
Para varejistas que avançam na bancarização, esse papel se torna ainda mais relevante, pois o adquirente passa a ser uma fonte estratégica de dados transacionais.
Desse modo, é possível fazer uma melhor análise de risco, conceder crédito e ofertas personalizadas, e integrar esses dados com outros produtos financeiros próprios, como crediário loja, cartão private label e contas digitais.
Em síntese, o acquirer funciona como a espinha dorsal da operação de pagamentos.
Afinal, ele não apenas autoriza transações, mas organiza fluxos financeiros, mitiga riscos e transforma cada pagamento em informação estratégica.
Por isso, entender o seu funcionamento é o primeiro passo para que o varejo deixe de enxergar pagamentos como um custo operacional e passe a tratá-los como uma alavanca real de crescimento, margem e inteligência financeira.

Você já entendeu que o acquirer é a instituição responsável por credenciar estabelecimentos comerciais para aceitar pagamentos eletrônicos.
Ou seja, é este agente que viabiliza a captura, autorização, processamento e liquidação das transações realizadas no ponto de venda físico ou digital.
A atuação deste agente é extremamente necessária, pois uma operação de cartão de crédito é muito particular.
Na realidade, ela é bem diferente de uma operação de CDC Lojista, por exemplo. E o motivo para isso é que ela envolve a participação de diferentes agentes.
Neste sentido, dentro desse ecossistema de pagamentos, termos como acquirer, subadquirente, gateway e PSP costumam ser confundidos.
Todavia, eles representam papéis distintos nesta cadeia de pagamentos. É importante que você conheça quais são essas diferenças, principalmente se você deseja avançar na estratégia de bancarização do seu varejo.
Abaixo, listamos melhor quais são as diferenças entre esses participantes. Observe:
O acquirer é a instituição responsável por credenciar o estabelecimento comercial diretamente junto às bandeiras e operar a liquidação das transações.
Este agente possui relacionamento direto com as principais bandeiras de cartão (Visa, Mastercard, American Express, Elo) e demais arranjos de pagamento.
Além disso, o adquirente também é responsável por cumprir exigências regulatórias, técnicas e de segurança, sendo responsável por:
Autorizar e processar transações;
Realizar a liquidação financeira e o repasse ao varejo;
Gerenciar chargebacks e disputas;
Definir, junto ao lojista, taxas de intercâmbio (MDR) e prazos de recebimento.
No contexto do varejo bancarizado, o acquirer é a camada mais profunda da infraestrutura de pagamentos, pois concentra dados transacionais primários e viabiliza integrações avançadas com crédito, antecipação de recebíveis e produtos financeiros próprios.
Por sua vez, a subadquirente atua como uma intermediária entre o varejo e um ou mais acquirers.
Ao invés do lojista se credenciar diretamente com cada adquirente, ele se conecta à subadquirente, responsável por centralizar a captura, o processamento e o repasse dos pagamentos.
Esse modelo acaba sendo muito comum em pequenos e médios varejistas, marketplaces e plataformas digitais e demais negócios que precisam de um onboarding rápido e menos complexidade regulatória.
A subadquirente costuma oferecer um contrato único, integração simplificada, entre outros serviços adicionais, como antifraude, split de pagamentos e conciliação.
Por outro lado, o varejo abre mão de parte do controle sobre taxas, dados e relacionamento direto com o sistema financeiro.
Esse acaba sendo um ponto sensível para empresas que têm como objetivo escalar sua própria estratégia de bancarização.
Já o gateway de pagamento se refere à infraestrutura tecnológica da operação. Ele é o software responsável por ser o “mensageiro” que transmite os dados da transação entre o PDV, o acquirer, a subadquirente ou o PSP.
Neste sentido, as principais responsabilidades deste software são:
Capturar e transmitir dados de pagamento de forma segura;
Integrar diferentes meios de pagamento e adquirentes;
Garantir estabilidade, redundância e performance no checkout.
Além do mais, é importante ressaltar que o gateway não liquida pagamentos, não faz repasse financeiro e nem assume risco transacional, pois ele é responsável por conectar o varejista aos diferentes participantes da operação.
Por essas e outras razões, o gateway de pagamento é fundamental em operações omnichannel, varejo digital e ambientes complexos.
No entanto, ele sempre vai depender de um acquirer ou PSP para concretizar e finalizar a transação financeira.
Por fim, o Provedor de Serviços de Pagamento (PSP) consiste num conceito mais abrangente, que pode incorporar acquirer, subadquirente e gateway de pagamento em uma única solução.
Na prática, um PSP oferece uma plataforma completa para que o varejista aceite pagamentos sem ter que se preocupar com a complexidade da cadeia.
Um PSP pode incluir os seguintes serviços:
Captura e processamento de pagamentos;
Liquidação financeira;
Gateways integrados;
Serviços de antifraude, split de pagamentos, recorrência e relatórios.
Do ponto de vista estratégico, o PSP representa uma solução de rapidez e conveniência, contudo, ele pode limitar a flexibilidade e o acesso a dados.
Por conta disso, ele pode não ser uma boa opção para varejistas que querem evoluir para modelos mais sofisticados de crédito.
Compreender as diferenças entre esses agentes é fundamental para que o varejista tome decisões bem fundamentadas e estratégicas.
Assim, é possível transformar os meios de pagamento em uma base efetivamente estrutural para bancarização, geração de dados e novas fontes de receita.
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Quando falamos do Retail Banking (processo de bancarização do varejo), o acquirer deixa de ser somente um simples habilitador de pagamentos para se tornar um ativo estratégico da operação financeira.
Isso ocorre por uma razão em especial: é nessa camada que “nasce” os dados mais ricos, recorrentes e confiáveis sobre o comportamento de consumo. E os dados são essenciais para qualquer estratégia de crédito ou monetização financeira intermediados pelo varejo.
Pelo fato do acquirer concentrar a captura e o processamento das transações, o acquirer fornece ao varejo um visão 360º do fluxo financeiro, o que inclui:
Quando bem explorados, esses dados alimentam os motores de decisão de crédito, políticas de crédito, limites dinâmicos e modelos de prevenção à fraudes e inadimplência.
Assim, o varejo consegue atuar de forma cada vez mais próxima à lógica e escopo de atividade de uma instituição financeira tradicional.
Além disso, o acquirer é o elo que consegue integrar pagamentos e produtos financeiros próprios, como crediário, cartão private label, risco sacado e contas digitais.
Ao reduzir dependências externas e aumentar o controle sobre taxas, prazos e liquidação, o varejo ganha eficiência operacional, previsibilidade de caixa e maior retenção de margem dentro do próprio ecossistema.
Por fim, outro ponto importante do acquirer na bancarização do varejo, diz respeito à escala. Quando bem integrado, ele possibilita que a operação financeira cresça juntamente com o core business, mas sem prejudicar a experiência, estabilidade ou conformidade regulatória.
Essas são fatores decisivos para os varejistas que desejam transformar os pagamentos em uma plataforma de relacionamento contínuo, e não em uma etapa isolada da jornada de compra.
Por essas e outras razões, não é exagero dizer que o adquirente é a “espinha dorsal” da bancarização do varejo, pois ele transforma os pagamentos em dado, dado em inteligência e inteligência em novas fontes de receita sustentável.
Ainda em relação ao que dissemos anteriormente, é comum alguns varejistas desconhecerem o poder que os dados têm para o varejo.
Algumas pesquisas de mercado indicam que 23% das empresas do varejo não possuem estratégia para gerenciamento de dados, e apenas 19% o fazem de forma integrada em toda a organização.
Os dados transacionais que são originados no acquirer representam o nível mais profundo de informação financeira do varejo.
Ao contrário dos dados cadastrais, eles mostram como o cliente consome, paga, recorre e se comporta financeiramente ao longo do tempo.
Essa base transforma o pagamento em inteligência e viabiliza estruturas de crédito mais sofisticadas, sustentáveis e integradas ao mercado financeiro.
Ou seja, quando bem estruturados, esses dados permitem que o crédito deixe de ser genérico e passe a ser algo estratégico, personalizado e escalável dentro do varejo.
Abaixo, listamos seis situações que ajudam a ilustrar como esses dados impulsionam o crédito no varejo. Observe:
A partir dos dados originados no acquirer, o varejista consegue construir modelos proprietários de score de crédito muito mais aderentes à sua realidade.
Obviamente, as informações e dados existentes nos birôs de crédito são fundamentais para os varejistas que atuam como originadores de crédito.
Afinal, eles ajudam na avaliação da análise de risco, liberação de limites e condições para que o crédito seja liberado ao cliente.
No entanto, esses birôs não possuem as informações que o varejista tem, como frequência de compra, regularidade, ticket médio, comportamento em parcelamentos, meios de pagamento utilizados e histórico de chargebacks.
Todos esses itens formam um retrato fiel da capacidade e do perfil de risco do cliente, permitindo que o varejista crie modelos proprietários de score de crédito.
Esses modelos são dinâmicos e evoluem continuamente, ajustando o score conforme o relacionamento do consumidor com a marca, o que melhora a assertividade da concessão de crédito e reduz perdas por inadimplência.
Ainda em relação ao score de crédito personalizado, essa consolidação dos dados históricos de vendas e pagamentos feita pelo acquirer permite a realização de análises preditivas de demanda e ticket médio, identificando padrões de consumo, sazonalidades e momentos de maior propensão à compra financiada.
Essa inteligência ajuda o varejista a antecipar picos de demanda ou sazonalidade e estruturar campanhas de crédito mais eficientes.
Além do mais, também é possível alinhar limites e prazos à capacidade real de consumo, evitando tanto a subutilização quanto o excesso de risco na oferta de crédito.
A partir do momento que tem à sua disposição os dados transacionais contínuos, o varejista passa a ter muito mais liberdade e autonomia.
Na prática, isso quer dizer que ele pode abandonar os limites estáticos e implementar limites de crédito inteligentes e progressivos.
Isso é possível, pois o aumento ou redução do limite passa a ser pautado no comportamento real do cliente, como recorrência, adimplência e evolução do ticket médio.
Esse modelo personalizado abre diversas oportunidades para o varejista, que passa a valorizar o bom pagador, ampliar o Lifetime Value (LTV) e criar um ciclo virtuoso de fidelização.
Essa é uma das premissas do Embedded Lending, que consiste na inclusão de produtos e serviços financeiros, ligados especificamente à oferta de crédito na experiência do cliente.
Assim, é importante que o crédito acompanhe o crescimento do relacionamento com o cliente. E é justamente por isso que os dados do acquirer são tão relevantes.
Além disso, os dados do adquirente também são fundamentais no que diz respeito à uma precificação mais precisa do CET – Custo Efetivo Total.
O CET é um indicador que mostra, de forma completa, quanto uma operação de crédito realmente custa para o cliente, e quanto ela de fato retorna ao balanço do varejista que está concedendo crédito.
Essa métrica incorpora todos os encargos financeiros que compõem uma operação de crédito, como por exemplo:
Por meio dos dados do acquirer, o varejista consegue compreender melhor o risco individual e o padrão de consumo.
Assim, é possível ajustar taxas, prazos e condições de maneira personalizada, equilibrando competitividade e rentabilidade.
O resultado dessa estratégia se reflete na melhora da margem financeira, pois o varejista consegue oferecer crédito de forma mais justa ao consumidor final.
Os dados oriundos do acquirer também impulsionam o crédito no varejo de uma outra maneira importante.
Esses padrões transacionais recorrentes permitem que o varejista identifique desvios de comportamento e anomalias de forma muito mais eficiente.
Com isso, é possível constatar alterações abruptas de ticket, frequência/recorrência de compra ou desvios de padrão em determinados meios de pagamento, como é o caso do cartão de crédito.
No entanto, o principal ganho vem na prevenção à fraude. E quando falamos das operações envolvendo cartão, essas fraudes, infelizmente, seguem ocorrendo em escala.
De acordo com dados do Serasa Experian, no 1º trimestre de 2025, foram registradas 1.871.979 tentativas de fraudes no setor bancário e de cartões. Em números gerais, isso representa um aumento de 21,5% na comparação com o ano de 2024.
Ferramentas como o Know Your Customer são importantes nesta prevenção, porém, os dados do acquirer também ajudam a reduzir os chargebacks (contestação de uma compra realizada com cartão de crédito ou débito), protegendo a operação de crédito.
Esse controle é fundamental para manter a sustentabilidade financeira e a confiança do ecossistema varejista.
Por fim, os dados transacionais auditáveis e recorrentes servem como base para a estruturação de lastro em veículos de securitização, como o FIDC e a Securitizadora.
É fácil de entender como isso ocorre. Esses dados oferecem previsibilidade de fluxo, transparência e rastreabilidade das operações de crédito. Todos esses fatores são fundamentais para atrair investidores e reduzir custo de funding.
Assim, o acquirer consegue conectar o varejo ao mercado de capitais, viabilizando escala, eficiência tributária e o crescimento sustentável da operação financeira.
Mais adiante, em outro tópico, vamos explicar melhor essa relação entre o acquirer e a securitização.
A antecipação de recebíveis é uma das operações de crédito mais comuns realizadas pelos varejistas.
Por meio dela, o varejo consegue acessar, imediatamente, os valores que apenas seriam recebidos no futuro, como é o caso, por exemplo, das vendas parceladas no cartão de crédito ou cartão white label.
Algumas pesquisas de mercado indicam que 69% dos brasileiros que utilizam cartão de crédito preferem parcelar suas compras.
Esse panorama fica ainda mais visível em datas sazonais, como é o caso do Natal. Nas projeções de consumo para esta data, em 2025, 39% dos consumidores pretendem comprar com cartão de crédito parcelado, o que o torna uma das principais formas de pagamento nesses períodos mais sazonais.
Neste cenário, muitas vezes, o varejo não pode esperar o fluxo natural de liquidação, pois é necessário acessar os recursos para pagar despesas, acelerar o crescimento ou investir em novas operações.
Assim, é possível antecipar esses recursos mediante um desconto. É justamente nesse ponto que o acquirer assume um papel fundamental.
Como responsável pela captura, processamento e liquidação das transações, ele detém a visão mais precisa sobre origem, valor, prazo e recorrência dos recebíveis.
Isso faz com que os recebíveis originados via adquirente sejam ativos altamente confiáveis, pois estão lastreados em transações já realizadas, autorizadas e registradas no sistema financeiro.
Essa previsibilidade reduz risco e viabiliza modelos de antecipação mais eficientes, com taxas mais competitivas e processos automatizados.
Para o varejo bancarizado, a antecipação deixa de ser apenas uma solução tática de caixa e passa a integrar a estratégia financeira da operação, permitindo reinvestir capital, financiar estoque ou sustentar crescimento sem ter que recorrer às linhas de crédito tradicionais ofertadas pelos bancos.
Além do mais, a antecipação de recebíveis também serve para criar um elo direto com estruturas de funding mais sofisticadas, como é o caso do FIDC e da Companhia Securitizadora.
Ao organizar e padronizar o fluxo de recebíveis capturados pelo acquirer, o varejista consegue construir uma base sólida, auditável e escalável, que pode ser utilizada não apenas para antecipações pontuais, mas como lastro recorrente para operações estruturadas.
Assim, o acquirer conecta pagamentos, caixa e funding em um mesmo fluxo financeiro, preparando o “terreno” para aquele que é o próximo passo da bancarização: a securitização de recebíveis e a monetização estratégica do volume transacionado.
A partir do momento em que o varejo avança da antecipação pontual de recebíveis para estruturas mais robustas de funding, a securitização passa a ocupar um papel central.
E aqui, novamente, o acquirer passa a ser o ponto de origem dessa engrenagem. E as razões para isso são bem variadas.
A qualidade, previsibilidade e recorrência do fluxo transacionado ajudam a determinar o quão eficiente, escalável e atrativa será a estrutura de securitização para o mercado.
Na prática, a securitização é o processo que converte os direitos creditórios de uma empresa (créditos que ela tem a receber), em títulos que podem ser negociados dentro do mercado de capitais.
Isso significa que a empresa “antecipa” os valores que teria a receber no futuro, como contas a receber, contratos de financiamento, duplicatas, Cédulas de Crédito Bancário (CCB), entre outros recebíveis, e transforma esses créditos em recursos imediatos.
Desse modo, qualquer empresa pode “transferir” seus recebíveis a um veículo de securitização, como FIDC ou Securitizadora.
O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) é uma estrutura de fundo regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O FIDC é utilizado para financiar as operações de crédito que têm os cotistas como investidores. Estes cotistas podem ser o próprio negócio ou investidores terceiros.
Essa estrutura de fundo é criada para comprar os direitos creditórios de uma empresa, que como dito anteriormente, são o direito dela receber alguma dívida.
Na prática, o FIDC é um condomínio de cotas, sem um dono específico. O seu principal objetivo é conectar às contas com investidores dispostos a comprá-las e integralizar seu capital.
Ao todo, são três categorias de cotas (sênior, subordinada e mezanino), e cada uma delas possui um grau diferente de risco.
Os investidores que compram essas cotas passam a poder acessar os direitos creditórios da empresa cedente.
Sempre que ocorre o pagamento dos títulos, o capital é integralizado ao patrimônio do FIDC. Esses recursos podem ser distribuídos aos investidores ou usados para a compra de novos títulos de crédito.
Todavia, para que um FIDC possa “nascer”, é preciso a participação de três figuras: gestora de recursos, administrador fiduciário e custodiante.
O gestor de recursos faz a análise de quais direitos creditórios serão comprados, enquanto o administrador fiduciário fica responsável pelas questões jurídicas. Já o custodiante, é encarregado de fazer a custódia (guarda) dos tipos de cotas FIDC.
Em contrapartida, a Securitizadora é um CNPJ criado como Sociedade Anônima (S/A), para comprar recebíveis com o capital dos seus próprios investidores.
Este veículo de securitização compra esses recebíveis e emite títulos lastreados, para garantir a validade desses recebíveis.
A CVM recomenda que seja criada uma nova Securitizadora como subsidiária integral de uma Securitizadora já regulada pela CVM.
Esse modelo previsto pela CVM 60 proporciona total segurança jurídica, além de oferecer a mesma eficiência tributária de um FIDC.
Com isso, a Securitizadora passa a poder emitir debêntures e Certificado de Recebíveis (CR), instrumentos usados para captação dos recursos que serão aportados na estrutura.
Essa configuração abre a oportunidade para que o investidor compre um recebível pelo seu montante a vencer, com deságio.
Ou seja, sempre que o devedor pagar a totalidade desse montante, a Securitizadora converte o deságio em receita ao investidor.
Isso significa que, além de emitir e vender os títulos aos investidores, esse veículo de securitização também administra e repassa os valores para quem comprou os direitos creditórios.
Em síntese, tanto o FIDC quanto a Securitizadora adquirem os direitos creditórios/recebíveis originados no varejo e os utilizam como lastro para captação de recursos junto a investidores, antecipando capital para a operação.
Embora a securitização tenha como premissa a busca por captação junto a investidores terceiros, as empresas podem financiar uma operação usando os ativos que já possui, pois a securitização permite que o dono da operação de crédito seja um investidor.
Assim, ele não precisa efetivamente captar junto a terceiros. Ao usar seu capital próprio, o dono da operação consegue capturar o lucro da operação de securitização de recebíveis.
É justamente nesse ponto que o acquirer se torna tão estratégico. Como ele concentra o histórico completo das transações (valores, prazos, meios de pagamento, índices de inadimplência e comportamento da base), o fluxo capturado via adquirente oferece alto grau de transparência e rastreabilidade.
Para investidores e gestores de fundos, isso reduz assimetria de informação, facilita auditorias e melhora a percepção de risco do ativo.
Além disso, os fluxos transacionados consistentes permitem estruturar operações recorrentes de securitização, e não apenas captações pontuais. Isso significa custo de funding mais eficiente, maior previsibilidade de caixa e capacidade de crescimento contínuo do crédito ofertado pelo varejo.
Ou seja, o acquirer transforma os pagamentos do varejo em fluxo financeiro estruturado. E é justamente esse fluxo, quando bem organizado e integrado a veículos de securitização, que conecta o varejo ao mercado de capitais.
Com isso, é possível viabilizar escala, eficiência financeira e sustentabilidade para toda a jornada de bancarização.
A partir do momento em que o varejista decide entrar para o Retail Banking, essa passa a ser uma decisão extremamente estratégica.
E como tal, a escolha das estruturas que vão compor esse ecossistema, também é de suma importância para que o processo ocorra de forma segura e sem ruídos.
Essa regra também se aplica ao acquirer. Afinal, mais do que apenas viabilizar os pagamentos, ele influencia diretamente na margem financeira, controle de dados, eficiência operacional e capacidade de escalar crédito.
Por isso, quando você for escolher o adquirente para o seu varejo bancarizado, é necessário que faça uma boa análise, pois esse parceiro terá um importante papel dentro do ecossistema financeiro do seu negócio.
A seguir, listamos os principais pontos de atenção que você deve considerar ao escolher um bom acquirer. Veja:
Naturalmente, um dos critérios que você precisa avaliar são as taxas cobradas pelo acquirer, como por exemplo, taxas de intercâmbio (MDR), antecipação e serviços adicionais, pois eles impactam diretamente a rentabilidade da operação.
Quando falamos do varejo bancarizado, não se trata apenas de “pagar menos”, mas sim, entender como as taxas se relacionam com o volume, prazos e modelo de negócio.
Um bom adquirente deve permitir que haja negociação progressiva, customização por produto e maior controle sobre os prazos de liquidação.
Assim, o varejista consegue obter ganhos financeiros mais relevantes a médio e longo prazo.
Outro ponto que você deve considerar, é em relação à capacidade que o acquirer tem em gerenciar o risco transacional e prevenir fraudes.
Isso é decisivo para a sustentabilidade da operação de crédito. Por isso, priorize adquirentes que possuem soluções antifraude robustas (KYC), análise comportamental e gestão eficiente de chargebacks.
Desse modo, será possível reduzir as perdas financeiras e proteger a base de dados utilizada para alimentar e calibrar os motores de decisão de crédito.
Para os varejistas bancarizados, isso significa operar com maior segurança e menor volatilidade de resultados.
Além disso, a estabilidade operacional também é um fator crítico, principalmente nos ambientes que possuem um alto volume transacional, como é o caso do próprio varejo.
Contratempos como falhas, instabilidades ou indisponibilidade impactam a conversão, experiência do cliente e confiança no sistema financeiro do varejo.
Por isso, é crucial que um bom acquirer ofereça infraestrutura resiliente, alta disponibilidade e SLAs (Acordos de Nível de Serviço) claros, a fim de garantir que pagamentos e dados fluam sem qualquer tipo de interrupção.
A qualidade das APIs e integrações também são critérios que definem o quão estratégico o acquirer será para a bancarização do varejo.
Integrações flexíveis permitem conectar pagamentos a motores de crédito, KYC, antifraude, ERPs e plataformas financeiras.
Quanto mais aberta e bem documentada for essa camada, maior será a capacidade do varejo de criar produtos financeiros próprios e escalar sua operação com segurança e eficiência.
Ademais, é importante pontuar, que nem todo acquirer está efetivamente preparado para suportar operações de crédito estruturadas.
Portanto, é fundamental que você avalie se o adquirente oferece dados transacionais consistentes e suporte a parcelamento.
Ele também deve ser capaz de oferecer suporte para antecipação de recebíveis e integração com estruturas de funding, como FIDC e Securitizadora.
Esse suporte a crédito é o que transforma o acquirer em um verdadeiro habilitador da bancarização do varejo.
Por fim, mas não menos importante: um bom acquirer também deve ter uma visão omnichannel, consolidando dados e pagamentos de lojas físicas, e-commerce, aplicativos e canais híbridos em uma única base.
Essa visão unificada é essencial para entender o comportamento completo do cliente, melhorar decisões de crédito e oferecer experiências financeiras consistentes em todos os pontos de contato.
Se você chegou até aqui na leitura, conseguiu compreender que o acquirer funciona como a origem dos dados, do fluxo financeiro e do lastro que sustentam a bancarização do varejo.
Na prática, o principal desafio não está em gerar esses recebíveis, mas sim, transformar esse capital e prazo em crédito estruturado e ágil.
É exatamente nesse ponto que a GIRO.TECH entra com a infraestrutura regulatória e a tecnologia para crédito que simplesmente funciona!
Ao integrar o acquirer à nossa plataforma, o varejista passa a orquestrar os recebíveis do cartão de crédito de maneira muito mais estratégica, indo além da antecipação tradicional.
Esses fluxos podem ser usados tanto para antecipação estruturada de recebíveis, com mais eficiência e previsibilidade, quanto como garantia para a concessão de empréstimo PJ aos próprios estabelecimentos, criando novas fontes de receita dentro do ecossistema.
Por meio do nosso Hub de Integração, nós conseguimos conectar dados transacionais, crédito e funding em uma única infraestrutura.
Isso significa transformar recebíveis em ativos financeiros organizados, auditáveis e elegíveis para operações de crédito e estruturas de mercado de capitais, como FIDC e Securitizadora.
O resultado é acesso a capital com menos custo, maior controle sobre as margens e uma operação financeira que cresce e escala junto com o varejo.
Mais do que oferecer a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, a GIRO.TECH entrega toda a base regulatória para a bancarização do varejo.
Por meio da Giro SCD e da GTS Securitizadora, nós nos integramos via API com o seu negócio e ajudamos na estruturação das mais diferentes operações de crédito.
Assim, você pode assumir o papel de protagonista no seu próprio ecossistema financeiro, mantendo o relacionamento, os dados e a margem “dentro de casa”, e sem ter que desviar o foco do seu core business.
Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você conseguiu compreender melhor que a evolução do varejo passa, cada vez mais, pela capacidade de integrar pagamentos, dados e crédito em um único ecossistema financeiro.
É por isso que o acquirer é uma peça chave dentro de uma operação de cartão de crédito, pois ele não é somente um habilitador de transações, mas sim, a origem do fluxo financeiro que sustenta a bancarização, viabiliza antecipação de recebíveis e conecta o varejo ao mercado de capitais por meio de estruturas como FIDC e Securitização.
Quando bem explorado, o fluxo transacionado deixa de ser um efeito colateral da venda e passa a ser um ativo estratégico, capaz de gerar margem financeira, previsibilidade de caixa e novas fontes de receita.
Contudo, para que isso aconteça, é fundamental contar com uma infraestrutura tecnológica e regulatória robusta, apta a escalar sua operação com segurança, fluidez e controle.
É exatamente esse o papel da GIRO.TECH. Nossa plataforma de Credit as a Service (CaaS) conecta o acquirer ao mercado de crédito, transformando recebíveis de cartão em capital estruturado, seja por meio da antecipação de recebíveis, seja utilizando esses fluxos como garantia para a concessão de crédito PJ aos estabelecimentos.
Além disso, nós também ajudamos a estruturar o braço financeiro mais adequado ao seu varejo, para que a securitização se torne um instrumento estratégico a longo prazo, capaz de gerar novas receitas, fidelizar novos clientes, proporcionar maior eficiência tributária e transformar o crédito em resultado.
O seu varejo já vende e gera dados e recebíveis. A reflexão que fica é: você já está extraindo todo o valor financeiro disso?
Se a resposta foi não, entre em contato com nossos especialistas, agende uma reunião gratuita e descubra como nós podemos montar uma operação de bancarização sob medida ao seu negócio!
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