O que é Open Banking e como ele impacta a bancarização?
Entenda como funciona o Open Banking e descubra como ele é importante no contexto da bancarização empresarial!
28/08/2025

Entenda como funciona o Open Banking e descubra como ele é importante no contexto da bancarização empresarial!
28/08/2025

Nos últimos anos, o sistema financeiro brasileiro passou por mudanças significativas, impulsionadas principalmente pelo Pix e pelo Open Banking.
Essa inovação liderada pelo Banco Central (BC) abriu portas para que diferentes instituições, como bancos, fintechs de crédito e até mesmo indústrias e varejistas que originam crédito, possam compartilhar entre si os dados e oferecer serviços financeiros de maneira integrada, desde que haja consentimento prévio do cliente.
Como não poderia ser diferente, essa prática está ajudando a ampliar o acesso a serviços financeiros para milhões de pessoas no país.
A título de curiosidade, esse sistema bancário aberto alcançou um terço da população brasileira bancarizada em maio de 2025, com 55 milhões de clientes já tendo compartilhado seus dados. Além disso, o sistema costuma registrar e processar cerca de 3,3 bilhões de chamadas de API por semana.
Por essas e outras razões, é nítido que o Open Banking abre portas para uma melhor inclusão financeira.
Afinal, ao permitir que as informações bancárias sejam utilizadas em benefício do próprio consumidor, é possível criar um ambiente mais competitivo e com soluções personalizadas.
Consequentemente, esse movimento impacta diretamente a bancarização, permitindo que as empresas criem suas próprias estruturas financeiras e passem a oferecer crédito para pessoas que antes estavam à margem do sistema financeiro.
Essa estratégia ajuda a fidelizar e reter novos clientes, ampliando o alcance dessas empresas, que poderão obter uma nova fonte recorrente de receitas financeiras.
Portanto, se você deseja começar a bancarizar o seu ecossistema, é mais do que justo que entenda como funciona o Open Banking e como ele impacta a bancarização. É sobre isso que falaremos neste artigo. Siga a leitura conosco e tire todas as dúvidas!
Primeiramente, antes de conhecermos os diferenciais e vantagens que ele oferece, é importante que você entenda melhor o que é o Open Banking.
Também chamado de “dados bancários abertos”, ele é um modelo de serviços financeiros inovador que permite o compartilhamento padronizado e seguro das informações financeiras entre diferentes instituições autorizadas pelo BC.
Na prática, ele funciona como um “ecossistema aberto”, permitindo que prestadores de serviços terceirizados acessem dados dos consumidores de sistemas bancários tradicionais.
Para isso, são utilizadas as Interfaces de Programação de Aplicações (APIs), um conjunto de regras que possibilitam que diferentes softwares e sistemas “conversem” entre si.
Todas essas particularidades fazem com que os dados bancários abertos se tornem um modelo extremamente inovador, pois ele modifica a forma como os dados financeiros são compartilhados e acessados.
Ao poder consultar informações como histórico de transações, perfil de consumo e relacionamento bancários, é possível aumentar a transparência, concorrência e inovação entre os players do mercado.
Com isso, os bancos tradicionais, startups e fintechs, cooperativas de crédito, indústrias, marketplaces e varejistas podem ampliar a diversidade de ofertas e soluções disponíveis.
Contudo, a premissa principal do Open Banking é o consentimento do cliente. Ou seja, as empresas só poderão compartilhar as informações se houver uma autorização prévia.
Do ponto de vista do cliente, esse “empoderamento” é ótimo, pois ele mesmo pode decidir com quem deseja compartilhar seus dados financeiros.
Isso abre portas para as empresas não financeiras criarem ofertas mais vantajosas, condições personalizadas e experiências de crédito mais sólidas e integradas ao consumidor final.
Um sistema bancário tradicional é extremamente robusto e orquestrado para isolar os dados financeiros individualmente dentro das instituições.
Por conta disso, fica mais complicado para que sistemas ou aplicativos externos interajam de forma direta com as contas financeiras.
Esse “impasse” é resolvido por meio do Open Banking, que funciona por meio de um sistema que compartilha dados via APIs regulamentadas pelo BC.
De modo geral, essas APIs costumam ser divididas em três tipos: APIs de dados, APIs de transações e APIs de produtos.
As APIs de dados fornecem acesso somente aos dados da conta, saldos e histórico de transações realizadas pelo cliente.
Já as APIs de transações são habilitadas para transferir fundos, débitos automáticos e serviços de pagamento. Por outro lado, as APIs de produtos tornam possível que terceiros listem tarifas, produtos e termos financeiros.
Assim, sempre que um cliente autorizar que seus dados bancários sejam utilizados por diferentes instituições, qualquer fintech white label ou empresa de tecnologia, poderá acessar e controlar essas informações.
Na prática, o Open Banking funciona em quatro etapas principais. São elas:
Para que você entenda mais facilmente como este processo funciona, nós trouxemos um exemplo prático que acontece fora do sistema bancário tradicional.
Imagine um grande varejista que oferece crediário próprio ou cartão private label ao seu ecossistema.
Ao utilizar o Open Banking, esse varejista consegue, mediante consentimento prévio do cliente, solicitar acesso ao histórico bancário e ao perfil de consumo desse consumidor.
Esse processo é bastante semelhante ao que ocorre no Sistema de Informações de Créditos, uma base de dados gerenciada pelo BC.
Ela centraliza informações detalhadas sobre as operações de crédito contratadas por qualquer pessoa física ou jurídica do Brasil, e também podem ser acessadas após autorização prévia do cliente.
No caso do Open Banking, ele permite que o varejista faça uma análise de crédito muito mais ampla e completa do cliente.
Afinal, é possível consultar a renda recorrente, o relacionamento com bancos, histórico de crédito e, até mesmo, padrões de consumo.
Isso torna a análise muito mais efetiva do que quando o processo era feito usando somente os dados internos do varejista, como histórico de compra e pontualidade nos pagamentos.
Consequentemente, o resultado dessa estratégia é um processo de aprovação mais rápido, justo e personalizado.
Assim, o varejista consegue ampliar a concessão de crédito para clientes e consumidores que, anteriormente, estavam à margem do sistema bancário tradicional, ao mesmo tempo em que mitiga riscos de inadimplência.
Pelo lado do consumidor, o Open Banking representa a escolha pelas melhores condições de parcelamento, um acesso mais fácil ao crédito e a possibilidade de integração entre o mundo financeiro e o varejo.
A criação do Open Banking não foi apenas uma mera inovação tecnológica. A respeito do que tem ocorrido com as recentes discussões e consultas públicas a respeito do novo modelo de Banking as Service (BaaS), essas questões compõem uma agenda estratégica do BC.
Afinal, o órgão máximo financeiro do país tem trabalhado firme para modernizar, com segurança, o sistema financeiro brasileiro.
No caso do sistema bancário aberto, os objetivos vão muito além da facilitação no compartilhamento dos dados e informações bancárias.
Esse novo modelo busca redesenhar a maneira como os consumidores e empresas se relacionam com os serviços e produtos financeiros.
Neste sentido, podemos dizer que o Open Banking possui alguns objetivos principais, sendo eles:
Como dissemos no início deste artigo, este sistema bancário aberto alcançou um terço da população bancarizada em maio de 2025, com 55 milhões de clientes já tendo compartilhado seus dados.
Esse crescimento vai de encontro com um dos principais objetivos do Open Banking: promover a inclusão financeira, ampliando o acesso de milhões de brasileiros ao sistema financeiro formal.
Ao permitir que diferentes players ofereçam soluções mais acessíveis e personalizadas, esse modelo se torna extremamente relevante para públicos que, historicamente, são pouco atendidos, como profissionais autônomos, informais e as classes D e E.
A principal premissa do Open Banking é o consentimento do cliente, colocando-o no “centro da oferta de crédito”.
Ou seja, esse modelo garante maior transparência ao consumidor, que passa a ser o dono dos seus dados financeiros.
Assim, ele passa a ter autonomia para decidir com quem irá compartilhar e para qual finalidade.
Dessa forma, ele consegue ter maior clareza dentro de toda sua jornada financeira.
Além disso, essa maior oferta ajuda a reduzir os custos e taxas dos serviços financeiros.
Isso significa que os empréstimos, financiamentos e demais linhas de crédito passam a se tornar mais atrativas para o consumidor final.
Ao possibilitar que a oferta de crédito seja expandida para além dos grandes “bancões” e das instituições de pagamento e financeiras tradicionais, o Open Banking aumenta a concorrência saudável entre os players.
Afinal, as fintechs, cooperativas de crédito, bancos digitais, indústrias, marketplaces e até mesmo varejistas, passam a poder competir em pé de igualdade com os bancos tradicionais.
Essa possibilidade rompe as barreiras históricas que cercavam o sistema financeiro, acostumado por concentrar as operações em apenas alguns players do mercado.
Além disso, ao permitir a entrada de novos players no mercado, naturalmente o Open Banking estimula a inovação no setor.
Quando agentes não financeiros, como indústrias, marketplaces e varejistas optam por “entrar neste jogo”, eles trazem consigo soluções mais modernas.
Um exemplo clássico é a Magalu, gigante varejista favorita dos brasileiros, e que oferece uma ampla variedade de soluções financeiras integradas à experiência de compra.
No ano de 2024, a empresa lançou sua operação de CDC Digital, um financiamento de compra que ocorre dentro do SuperApp Magalu.
Nesta operação, o cliente pré-aprovado para o carnê digital consegue comprar e pagar parcelado pelo carnê no checkout.
Esse processo acontece de forma fluida, pelo fato do cliente escolher as parcelas e condições no próprio SuperApp Magalu.
Como a Magalu possui o conhecimento prévio dos dados de consumo do cliente, ela consegue personalizar a oferta de acordo com o perfil do cliente.
Esse exemplo de Embedded Lending integrado ao Open Banking ajuda a ressaltar como a entrada de novos players ajuda a acelerar a transformação digital do setor financeiro.
O Open Banking foi projetado para beneficiar não somente os consumidores, mas também, diferentes tipos de instituições e empresas que participam do mercado de credito.
As discussões a respeito da sua implantação passaram por quatro fases ao longo de 2021, até a sua implantação ocorrer, de fato, no dia 01 de fevereiro de 2022.
Apesar disso, ele não é algo exclusivo do Brasil. Em 2018, o Reino Unido foi pioneiro, ao implementar um sistema bancário bastante similar.
Também em 2022, no mês de julho, a Austrália implementou a primeira fase do seu programa, ao passo em que a Índia também já iniciou os procedimentos para criar seu Open Banking.
Outras potências globais, como Estados Unidos, Canadá e Rússia também discutem formas para incorporá-lo aos seus respectivos ecossistemas financeiros.
Afinal, o sistema bancário aberto cria um ambiente colaborativo, permitindo que todos ganhem: desde o cliente final, até empresas que não tinham origem em bancos.
Neste sentido, são as seguintes figuras que usam o Open Banking:
Os maiores beneficiados são os consumidores finais, independentemente se eles forem pessoas físicas ou jurídicas.
No primeiro caso, esses consumidores podem autorizar o compartilhamento dos seus dados para acessar crédito mais barato e soluções personalizadas.
Além disso, os consumidores também podem buscar por melhores condições de parcelamento e experiências digitais mais fluidas.
Por outro lado, os consumidores que são pessoas jurídicas, como pequenas e médias empresas, conseguem acessar financiamentos sob medida ou obter capital de giro mais facilmente.
Os grandes bancos e as instituições financeiras tradicionais também conseguem tirar bastante proveito ao utilizar o Open Banking.
Afinal, essas entidades passam a ter a possibilidade de competir em um ambiente mais aberto e com melhores oportunidades para a oferta de serviços e soluções mais robustas.
Para isso, essas instituições podem aproveitar os dados da sua base e cruzá-los com outras informações externas, a fim de personalizar ainda mais a oferta.
No contexto do Open Banking, a presença de alguns agentes é fundamental. É o caso das fintechs e dos bancos digitais.
Ambas essas empresas conseguem criar soluções inovadoras, tecnológicas e altamente escaláveis para sanar demandas do mercado financeiro, como carteiras digitais e plataforma de crédito instantâneo.
Consequentemente, as fintechs estão no centro daquilo que chamamos de “fintechzação“, um movimento que está cada vez mais em alta.
Na prática, o conceito de fintechzação é muito simples: toda empresa pode ser uma fintech, mesmo que seu core business não esteja no mercado financeiro.
Logo, uma empresa que aposta em fintechzação segue mantendo sua atividade essencial, mas acrescente à ela, soluções tecnológicas em serviços financeiros.
Assim, essas empresas conseguem implantar modelos de gestão financeira integrados, que desafiam o modelo bancário tradicional.
Nos itens anteriores, nós já citamos alguns exemplos de empresas não financeiras que conseguem transformar sua realidade por meio do Open Banking.
É o caso das indústrias, marketplaces e, sobretudo, os varejistas, que nos últimos anos, vem atuando como um dos principais agentes de concessão de crédito do mercado.
Por meio do Retail Banking, os varejistas conseguem oferecer serviços financeiros e de crédito aos seus clientes.
Isso inclui tanto a oferta de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) quanto demais operações de empréstimo pessoal, cartão white label ou demais programas de fidelidade integrados com crédito.
Ao utilizar os dados compartilhados, os varejistas conseguem conhecer melhor quem são os seus clientes, e então, oferecer a solução mais adequada às necessidades individuais.
Ademais, o fato dos dados serem mais acessíveis e padronizados também permitem que os investidores do mercado de capitais tenham maior visibilidade sobre riscos e oportunidades.
Essa possibilidade ajuda a fortalecer outras operações mais estruturadas de crédito, como securitização e a criação de veículos como Securitizadora e Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).
Graças a todas essas particularidades, o Open Banking consegue trazer diversos benefícios para todos os agentes e entidades que participam da estrutura deste ecossistema.
Afinal, ele acelera a integração de serviços financeiros digitais inovadores, transformando o panorama dos serviços financeiros.
Ao tornar a oferta de crédito mais centrada no tomador, os originadores conseguem ter maior segurança jurídica para estruturar modelos de concessão com foco em experiências digitais seguras e reguladas.
Por consequência, o sistema bancário aberto proporciona diversas vantagens, sendo as principais:
Pelo lado do cliente, um dos principais ganhos é o fato de ter a portabilidade e integração facilitada, sem nenhum atrito na experiência, pelo fato das informações financeiras poderem ser compartilhadas de uma instituição para outra, de maneira rápida e segura.
Ao eliminar essa burocracia e processos morosos na “troca” de bancos ou contratação de novos serviços, o Open Banking cria uma experiência mais convergente entre os múltiplos agentes e sistemas.
O consumidor pode concentrar informações de diferentes instituições em um único aplicativo ou plataforma. Isso facilita a gestão da vida financeira em tempo real, permitindo comparar propostas, acompanhar investimentos e controlar gastos em um só lugar.
Além disso, a possibilidade dos dados estarem disponíveis em tempo real, também proporciona uma maior agilidade nos processos financeiros.
Ou seja, as entidades e instituições originadoras conseguem realizar mais rapidamente processos como abertura de conta, concessão de crédito e validação de identidade, via Know Your Customer (KYC).
Toda essa agilidade gera mais conveniência ao consumidor e aumenta a eficiência operacional das empresas e instituições financeiras.
Por fim, outra vantagem que o Open Banking oferece, do ponto de vista da instituição que está originando crédito, é a possibilidade de expandir parcerias com outros setores.
Sobretudo, isso representa um grande diferencial para integração entre setores não financeiros, como varejistas, indústrias, marketplaces e empresas de telefonia.
Todas essas organizações podem ofertar crédito, empréstimos, financiamentos, seguros ou meios de pagamento integrados às suas operações principais.
Assim, é possível criar um ecossistema completo, no qual, por exemplo, um cliente consegue ir até uma loja, pagar uma conta, comprar um produto e solicitar um empréstimo pessoal instantaneamente.
A iniciativa e a premissa pelas quais o Open Banking foi desenvolvido são ótimas, especialmente por incentivar a descentralização do mercado de crédito.
Entretanto, o sistema bancário aberto traz algumas questões importantes a serem debatidas, especialmente no que diz respeito à segurança.
Apesar da ideia de compartilhamento de dados parecer um tanto quanto arriscada, é necessário frisar que o Open Banking é um modelo extremamente seguro.
Todo esse sistema foi desenhado e desenvolvido com a chancela e supervisão do BC, seguindo os mais rígidos padrões regulamentação e tecnologia.
O compartilhamento dos dados acontece somente após o consentimento do cliente, que pode ser revogado a qualquer momento, e apenas via APIs padronizadas e criptografadas. Com isso, é possível reduzir o risco de fraudes e assegurar a total veracidade das informações.
Além disso, todas as empresas e instituições participantes do Open Banking obrigatoriamente devem ser credenciadas pelo BC, cumprindo requisitos rigorosos de segurança cibernética, compliance e proteção de dados.
Assim, todo esse aparato robusto permite a criação de uma camada adicional de segurança, afinal, somente instituições devidamente autorizadas podem integrar este ecossistema.
Por essas e outras razões, o Open Banking se mostra como uma solução muito mais segura do que outros métodos de troca de informações financeiras, como por exemplo, o envio de documentos via e-mail.
Embora traga diversos ganhos e benefícios às empresas e instituições que fazem originação de crédito, o Open Banking também traz alguns desafios importantes para quem busca participar deste ecossistema.
O primeiro deles está relacionado à segurança da informação. Apesar deste sistema ser extremamente seguro e regulado, existe uma grande responsabilidade no que diz respeito ao tratamento adequado dos dados.
Neste sentido, é seguramente necessário que as entidades invistam em uma infraestrutura e tecnologia robusta.
Isso é necessário para evitar vazamentos e assegurar que as operações de crédito ocorram dentro das boas práticas estabelecidas pela LGPD.
Além disso, outra questão que merece sua atenção, é a experiência do usuário. Lembre-se de que este processo obrigatoriamente precisa do consentimento do cliente.
Logo, é crucial que as empresas ofereçam jornadas digitais transparentes, intuitivas e sem nenhum atrito. Qualquer ruído neste processo pode gerar desconfiança e diminuir adesão por parte do cliente.
Ainda em relação a este desafio, é importante considerar o aspecto da educação financeira e cultural, pois muitos consumidores ainda têm medo de compartilhar seus dados.
Aqui, é um dever das empresas e instituições fazer a educação dessas pessoas, orientando e demonstrando na prática os benefícios que o Open Banking oferece.
Muitas entidades não dão a devida atenção a esta questão, mas essa confiança é um item chave para ampliar a adesão e transformar o sistema em um diferencial competitivo.
Ademais, outro desafio importante está na integração tecnológica. Uma empresa que não possui origem no mercado financeiro precisa ter uma infraestrutura tecnológica robusta, para conseguir trabalhar com as APIs padronizadas.
Afinal, o mercado de crédito é composto por várias regras, que estão constantemente sofrendo atualizações.
Investir em uma estrutura própria demanda um alto investimento, por isso, a melhor alternativa é buscar parcerias com fintechs de crédito reguladas e habilitadas a atuar no Open Banking.
Assim, a empresa originadora poderá manter o foco apenas em sua atividade core, sem ter que abrir uma infraestrutura de banco “do zero”.
Além do mais, os parceiros regulados já fornecem todas as licenças exigidas pelo BC, para que uma empresa desenvolva atividades de crédito.
Seguir essas boas práticas é obrigatório, pois o Open Banking demanda mais do que “apenas” tecnologia: ele exige responsabilidade, transparência e uma preparação estratégica.
Com isso, qualquer empresa conseguirá aproveitar ao máximo o potencial competitivo que o sistema bancário aberto oferece, sem é claro, prejudicar o relacionamento com o cliente.
Se você já acompanha os conteúdos em nosso blog, está bastante familiarizado com o conceito de bancarização empresarial.
Em nosso contexto, ele consiste no processo de constituição de uma infraestrutura de instituição financeira dentro das empresas.
Com isso, qualquer empresa que não tem origem no mercado financeiro, passa a poder financiar uma operação de crédito ou outra atividade que, anteriormente, só poderia ser conduzida por um banco tradicional.
É justamente aqui que entra o Open Banking, que causa um impacto direto na bancarização e na inclusão de empresas e pessoas dentro do sistema financeiro formal.
Ao possibilitar que os dados sejam compartilhados entre diferentes instituições, os clientes que não possuíam um histórico robusto em bancos tradicionais, passam a ser avaliados de forma mais personalizada.
A partir do momento em que um cliente autoriza que seus dados sejam usados em uma análise de crédito no varejo, ele aumenta as chances de ter um financiamento aprovado.
Na prática, essa possibilidade quebra barreiras históricas, e torna muito mais democrático o acesso ao crédito bancário.
Além disso, outro impacto relevante que a bancarização oferece, é a já citada entrada dos players não financeiros no mercado.
Graças a esse movimento, varejistas, indústrias, concessionárias, marketplaces e até mesmo postos de combustível passam a poder oferecer meios de pagamento integrado às suas operações.
A título de curiosidade, uma pesquisa recente produzida pela consultoria GMattos indicou que em julho de 2025, o crediário direto (financiamento oferecido fora do cartão), foi registrado em 37,3% das lojas do varejo digital que foram monitoradas.
Por meio do Buy Now Pay Later (BNPL), as empresas conseguem criar uma experiência mais fluida ao cliente, que poderá parcelar compras e acessar empréstimos pessoais.
Este cliente também pode utilizar carteiras digitais no próprio ecossistema de consumo, sem ter que recorrer a um banco tradicional.
Neste sentido, o varejista que financiou a operação consegue aproximar outros públicos do crédito direto.
Ademais, o Open Banking e a bancarização criam uma concorrência saudável entre os bancos, cooperativas de crédito, fintechs e varejistas.
Todos esses players já perceberam que o futuro passa pelo crédito digital. Logo, esse movimento impulsiona a criação de produtos mais acessíveis e com taxas de juros personalizadas.
Consequentemente, este formato torna o mercado mais inclusivo como um todo, o que é fundamental para fortalecer a relação entre instituições e os consumidores.
Ainda na esteira da bancarização e do Open Banking, também existe um outro instrumento que é igualmente relevante: a Cédula de Crédito Bancário (CCB).
Em síntese, ela é um título de crédito, que pode ser emitido em formato escrito, físico ou digital, por uma instituição financeira, contra uma pessoa física ou jurídica.
Na prática, ela é o documento que formaliza a “promessa de pagamento” de uma transação de empréstimo, efetuada em uma empresa, banco ou outra entidade.
Ao utilizar este instrumento, a empresa que originou crédito consegue estabelecer as condições de pagamento, prazos, juros e demais encargos.
Além disso, a Cédula de Crédito Bancário é um documento que possui caráter extrajudicial. Ou seja, ela garante à entidade que intermediou a operação, o direito de cobrar o pagamento do tomador sem a necessidade de ter que enfrentar um processo de reconhecimento da dívida.
A CCB Bancária é um componente fundamental para garantir a segurança em uma operação de crédito, independentemente se ela for ou não intermediada por um banco tradicional. Logo, ela pode funcionar de forma integrada ao Open Banking.
Todavia, é preciso que a empresa utilize uma tecnologia robusta e escalável, como a oferecida pela GIRO.TECH.
À primeira vista, esse processo pode parecer bastante complexo e burocrático, mas não é o que ocorre na prática.
Na realidade, para que sua empresa integre a bancarização e comece a utilizar o Open Banking, é preciso apenas ter o suporte regulatório e tecnológico necessário.
É por isso que a GIRO.TECH é a infra por trás das operações de crédito inovadoras. Nós oferecemos uma plataforma completa de Credit as a Service (CaaS).
Por meio do GTBanker, nosso sistema 100% próprio, conseguimos simplificar o processo de formalização e emissão de CCB.
O GTBanker é uma plataforma que compõem a Giro SCD, nossa Sociedade de Crédito Direto (SCD) regulamentada pelo BC.
A Giro SCD consegue habilitar seu negócio como nosso correspondente bancário, e através das APIs, você pode estabelecer os contratos de crédito (CCBs) para sua base de clientes, sem ter que abrir uma licença SCD.
Desse modo, é possível integrar com o seu Open Banking, que envia as CCBs formalizadas para o sistema, que por sua vez, realiza a comunicação do crédito formalizado com o BC.
Assim, seu negócio consegue ter todos os insumos necessários para criar banco digital e desenvolver suas próprias operações de crédito.
Graças à nossa tecnologia para crédito que simplesmente funciona, o seu negócio poderá aproveitar todas as vantagens que a bancarização oferece.
Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você pôde conhecer melhor o que é Open Banking e como ele está revolucionando o mercado financeiro.
Esse sistema não representa somente uma inovação regulatória: ele também dá início à uma nova era de inclusão, transparência e competitividade.
Afinal, quando o cliente está no “controle” dos seus dados financeiros, é possível criar um ambiente no qual as fintechs, bancos, varejistas e demais players, conseguem oferecer soluções mais acessíveis, seguras e personalizadas.
Por consequência, isso impacta positivamente na bancarização, permitindo que empresas e pessoas tenham um acesso mais facilitado ao crédito.
No contexto específico do varejo, essa estratégia faz toda a diferença positiva, pois abre portas para as mais diversas oportunidades.
Os varejistas modernos já entenderam que não é mais possível “apenas vender produtos”, pois a margem é muito apertada.
Logo, a estratégia de unir serviços financeiros à experiência de compra do cliente já não é mais um diferencial, mas sim, uma necessidade.
Com isso, os varejistas conseguem aumentar a fidelização, gerar maior eficiência tributária e criar novas fontes de receita por meio do braço financeiro.
Contudo, para que seu negócio consiga utilizar todo o potencial que o Open Banking e a bancarização oferecem, é fundamental ter estrutura regulatória, tecnologia e um modelo de operação que esteja alinhado às melhores práticas do mercado.
É nesse ponto que a GIRO.TECH se destaca, ao oferecer um hub completo, que integra bancarização e securitização em todas as pontas.
Portanto, se você quer dar o próximo passo rumo à bancarização inteligente, conte com a nossa tecnologia para crédito que simplesmente funciona.
Entre em contato com nossos especialistas, agende uma reunião, e descubra como seu varejo pode ter margem de banco nas operações de crédito!
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