CCB Bancária: ajudando na bancarização do varejo!

A CCB Bancária é um instrumento que ajuda o varejo a bancarizar sua operação de crédito e gerar mais eficiência. Descubra suas vantagens e como emitir corretamente este documento!

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A CCB Bancária é um dos principais instrumentos que compõem o mercado financeiro brasileiro, ocupando um papel central na bancarização.

Por meio dela, o agente que faz a originação de crédito consegue ter mais segurança para formalizar um financiamento com uma pessoa física ou jurídica.

O motivo para isso é bastante simples: a CCB funciona sendo um “tipo de garantia”, assegurando que o tomador de crédito está se comprometendo a pagar o empréstimo realizado nos termos e condições que foram acordadas.

Desse modo, esse instrumento se torna muito útil para empresas e demais instituições que desenvolvem atividades de Embedded Lending.

Esse modelo de negócio consiste em “embutir” produtos e serviços financeiros ligados à oferta de crédito, na experiência dos clientes.

A partir dessa integração, as empresas que não têm origem no mercado financeiro conseguem oferecer soluções personalizadas e estimular a fidelização.

Por essas e outras razões, a CCB Bancária se mostra como uma ótima ferramenta para formalização de operações.

Além disso, ela também amplia o acesso ao crédito e ajuda a criar novas receitas para as empresas não financeiras.

Consequentemente, esse instrumento bancário consegue ajudar diretamente na bancarização do varejo brasileiro.

Neste sentido, se você é varejista e deseja incluir a oferta de crédito em seu ecossistema, é essencial que conheça melhor como funciona a CCB Bancária. Para te ajudar nesta missão, nós preparamos este artigo completo.

Siga a leitura conosco, descubra como esse instrumento é relevante para a estratégia de bancarização e quais são os benefícios práticos para o varejo que deseja expandir sua atuação no mercado de crédito!

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O que é CCB Bancária?

Primeiramente, antes de compreendermos quais são esses benefícios e aplicações, é importante que você conheça melhor o que é uma CCB Bancária.

Em suma, ela é um título de crédito regulamentado pela Lei nº 10.931/2004, emitido por uma pessoa física ou jurídica.

A CCB formaliza uma operação de empréstimo ou financiamento intermediada por um banco tradicional ou instituição que origina crédito.

Na prática, ela representa a promessa de pagamento resultante de uma operação de crédito, feita entre uma pessoa física ou jurídica, e uma empresa ou instituição que fornece crédito.

Ou seja, a Cédula de Crédito Bancário corresponde a um documento que existe para comprovar a existência de uma dívida.

Por meio dela, o credor da operação consegue estabelecer de forma clara as condições de pagamento, como valor, prazo, juros e demais encargos relacionados.

Além disso, a CCB Bancária possui uma característica que a distingue de outros contratos genéricos de crédito, pois ela tem força extrajudicial.

Isso significa que o banco ou entidade que intermediou a operação, tem o direito de cobrar o pagamento do tomador sem a necessidade de enfrentar um processo para reconhecimento da dívida.

Logo, se eventualmente o tomador ficar inadimplente, a entidade que cedeu o crédito poderá ir diretamente para um processo de execução.

Essa característica oferece maior segurança, transparência e credibilidade para uma operação de crédito, especialmente as realizadas fora do sistema bancário tradicional.

No contexto do varejo, a CCB Bancária permite que a concessão de crédito seja feita de forma mais estruturada e em conformidade com as normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Falaremos melhor sobre isso nos itens seguintes.


Como funciona uma CCB Bancária?

Agora que você já entendeu o que é uma CCB Bancária, fica mais fácil de compreender como ela funciona na prática.

De modo geral, isso ocorre pelo fato dela ser um contrato formalizado entre o devedor, que pode ser um cliente ou fornecedor, e a instituição que concede o crédito.

Imagine que a Ana fez um empréstimo no Banco Varejo. Quando ela contratou esse crédito, também assinou uma CCB, que contém os seguintes elementos:

  • Valor principal: montante que foi financiado ou emprestado;
  • Prazo de pagamento: período estabelecido para que a dívida seja quitada;
  • Taxa de juros e encargos: valor do crédito, com juros, multa e eventuais taxas adicionais;
  • Garantias: quando aplicável, pode incluir os bens, ativos ou direitos creditórios oferecidos para assegurar o pagamento;
  • Forma de pagamento: via boleto, débito ou Pix automático, parcelamento, entre outras formas.

Assim, a CCB Bancária consegue garantir ao Banco Varejo o direito de cobrar o pagamento da Ana sem a obrigatoriedade de enfrentar um processo para reconhecer que a dívida existe, pois a própria CCB cumpre esse papel.

Ou seja, se a Ana cometer inadimplência, o Banco Varejo poderá seguir com um processo de execução. Com isso, é possível economizar tempo e dinheiro, aumentando as chances de reaver o crédito que foi cedido.

Logo, esse título de crédito é extremamente importante em qualquer operação que envolva a concessão de crédito, proporcionando mais proteção ao credor e transparência para o SFN.

Para que serve uma CCB Bancária?

Dentre os instrumentos financeiros que compõem o mercado de crédito, a CCB Bancária é, sem dúvidas, um dos mais versáteis e seguros.

O seu principal objetivo é formalizar uma operação de crédito, registrando de maneira segura e transparente todos os elementos necessários para que a transação ocorra.

Por isso, quando esse documento é emitido, ele contém informações essenciais sobre a transação, como o total do valor da empresa, prazo e forma de pagamento, juros e eventuais garantias.

Em qualquer segmento, esses elementos já seriam mais do que necessários para assegurar a transparência na transação.

Todavia, no contexto do varejo, a CCB Bancária possui um papel que vai muito além da simples formalização de um empréstimo.

Esse instrumento também cumpre um papel estratégico no que diz respeito à bancarização, ampliando a oferta de crédito com capital próprio e expandindo as oportunidades do negócio como um todo.

Neste sentido, a Cédula de Crédito Bancário serve para diferentes situações no varejo, sendo as mais comuns:

Conceder crédito ao consumidor

Por meio desse instrumento, o varejista consegue conceder Crédito Direto ao Consumidor (CDC) de várias formas distintas.

Essa oferta pode vir por meio da oferta de crediário, financiamento ou empréstimos pessoais de maneira mais estruturada e em conformidade com o SFN.

A partir do momento em que utiliza uma CCB Bancária, todas as operações de crédito intermediadas pelo varejo passam a ser mais seguras.

Afinal, elas ganham força executiva extrajudicial, mitigando riscos e tornando mais ágeis e menos burocráticos os processos de cobrança.

Além do mais, esse instrumento bancário também permite que o varejista crie condições personalizadas para diferentes perfis de clientes.

Com isso, é possível fidelizar os mais variados públicos, aumentando a recorrência de compras e, consequentemente, o ticket médio.

Financiar a cadeia de suprimentos

Ao utilizar a CCB Bancária, o varejista também consegue financiar a sua cadeia de suprimentos, concedendo crédito a parceiros estratégicos.

Essa alternativa pode ocorrer de duas maneiras distintas: por meio da antecipação a fornecedores, ou através de linhas de capital de giro.

Com esse mecanismo, o varejista consegue potencializar suas relações comerciais, garantir a continuidade das entregas e fortalecer a saúde financeira de todo seu Supply Chain Finance.

Em um setor tão competitivo quanto o varejo, essa estratégia representa um diferencial extremamente competitivo para garantir preços e prazos mais vantajosos com fornecedores mais relevantes.

Facilitar acesso ao funding

Além disso, uma boa carteira de CCBs Bancárias também ajudam o varejista a ter um acesso mais facilitado ao funding.

Isso significa que esses títulos de crédito podem servir como lastro em operações de securitização ou como garantia em captações de recursos com investidores.

A securitização é um processo que transforma os direitos creditórios de uma empresa, que são os créditos que ela tem a receber, em títulos que podem ser vendidos no mercado de capitais.

Ou seja, a empresa consegue antecipar os valores que teria a receber, e converte esses créditos em recursos imediatos.

Com isso, o varejista consegue “transferir” seus direitos creditórios a um veículo de securitização, como FIDC ou Securitizadora.

Ambas as estruturas fazem a emissão de títulos lastreados nesses ativos, como Certificado de Recebíveis (CR) ou debêntures.

Esses títulos lastreados podem ser comercializados no mercado de capitais, permitindo que investidores aportem capital e comprem essas dívidas.

Por meio da securitização, a empresa consegue ter liquidez imediata sem precisar recorrer a empréstimos ou linhas bancárias tradicionais.

No caso do varejo, a grande vantagem é a possibilidade de financiar uma operação usando os ativos que já possui, pois a securitização possibilita que o dono da operação seja um investidor.

Ao utilizar seu capital próprio, o dono da operação consegue obter o lucro da operação de securitizar os recebíveis do seu negócio.

Essa estratégia melhora o fluxo de caixa e cria liquidez para que o varejista reinvestir no negócio.

Reduzir risco jurídico e operacional

Por fim, a CCB Bancária também serve para reduzir o risco jurídico e operacional nas concessões de crédito.

Afinal, esse instrumento tem força extrajudicial, eliminando a obrigatoriedade da empresa que originou o crédito ter que abrir um processo judicial para comprovar a existência da dívida caso haja inadimplência. Com isso, é possível reduzir custos e otimizar o processo de recuperação de crédito.

Ademais, quando é integrada a plataformas digitais e assinaturas eletrônicas certificadas, a emissão de CCB fica ainda mais ágil e segura.

É o que ocorre no GTSign, a plataforma de assinatura digital da GIRO.TECH. Ela permite a criação, envio e assinatura de documentos de forma segura e eficiente.

Ao automatizar os processos de assinatura da CCB Bancária, o GTSign ajuda a reduzir riscos de fraudes e erros operacionais.

Assim, a empresa que está cedendo crédito consegue assegurar a conformidade com as regulamentações de segurança e autenticação.

Por todas essas razões, não restam dúvidas de que a CCB representa uma alavanca estratégica para que o varejo amplie sua presença no mercado de crédito.

Além disso, ela também permite que o varejista fortaleça seus relacionamentos comerciais e crie novas fontes de receita dentro de um modelo 100% sustentável e seguro juridicamente.

Quais as diferenças entre uma CCB Bancária e outros contratos de crédito?

Na prática, a CCB Bancária é um contrato de crédito. No entanto, ela possui particularidades que a distingue de outros instrumentos usados no mercado financeiro.

Logo, é seguramente importante que você, varejista, saiba quando e as razões para utilizar a Cédula de Crédito Bancário ao invés de outros contratos de crédito.

A principal diferença está na natureza jurídica e força executiva, pois a CCB possui força extrajudicial, permitindo que o credor inicie um processo de execução sem comprovar a existência da dívida, caso ocorra inadimplência por parte do tomador.

Por outro lado, os contratos comuns de crédito costumam exigir uma ação judicial prévia para que a dívida seja reconhecida antes de haver a execução, o que torna a recuperação de crédito mais lenta e burocrática.

Maior segurança jurídica

Outra diferença está no nível de padronização e segurança jurídica, pois a CCB Bancária segue um modelo padronizado pela legislação.

Assim, é possível estabelecer requisitos transparentes sobre as informações obrigatórias, como valor, prazo e formas de pagamento.

Essa padronização ajuda a reduzir os riscos de ocorrerem cláusulas inválidas ou interpretações divergentes nas disputas judiciais.

Isso não ocorre nos outros contratos, que podem ser estruturados de formas distintas pelos departamentos jurídicos das empresas, dando margem para interpretações e contestações.

A CCB tem maior flexibilidade de uso, podendo formalizar diferentes operações de crédito ou financiamento de capital de giro.

Não é o que ocorre com os contratos específicos, que geralmente são criados especificamente para uma única operação.

Além disso, outra diferença está no reconhecimento e circulação no mercado, pois a CCB Bancária é um título de crédito que pode ser usado como lastro em uma operação de securitização.

Essa característica aumenta seu potencial estratégico, diferentemente dos contratos comuns, que raramente possuem aceitação como ativo negociável.

Por fim, a CCB pode ser emitida e assinada de forma digital e integrada a sistemas de Banking as a Service (BaaS) e plataformas de crédito.

Isso garante maior segurança e conformidade regulatória, ao contrário dos contratos tradicionais, que nem sempre podem ser integrados com sistemas de gestão de crédito e cobrança.

Em suma, os contratos de crédito tradicionais são ótimas opções para atender demandas específicas e pontuais.

Já a CCB Bancária, é mais estratégica, pois oferece um melhor aparato jurídico, de segurança e flexibilidade de uso, o que a torna mais interessante no contexto dos varejistas que desejam expandir sua presença no mercado de crédito e potencializar sua bancarização.

Diferenças entre uma Cédula de Crédito Bancário e outros contratos de crédito
 

Quando utilizar uma CCB Bancária no varejo?

Como citamos anteriormente, a CCB Bancária é uma ótima alternativa para impulsionar e alavancar as receitas do varejo como um todo.

Existe um motivo bastante claro para isso, e ele se chama Retail Banking, que nada mais é do que o processo pelo qual os varejistas oferecem produtos e soluções financeiras aos seus clientes.

O fenômeno da bancarização no varejo faz o setor assumir o protagonismo e desempenhar funções que, originalmente, cabia apenas aos grandes bancos.

Ao utilizar o Embedded Lending e incluir a oferta de crédito na experiência dos clientes, o varejo consegue aumentar o poder de aquisição dos consumidores.

Para que esse “grande lego” seja montado, existe uma peça que não pode ser ignorada, e ela é justamente a CCB Bancária.

Como ela ajuda a formalizar as operações, a sua atuação é necessária para trazer mais segurança tanto ao varejista que originou crédito, quanto para o cliente que fez o empréstimo.

Neste sentido, existem 3 casos clássicos em que a Cédula de Crédito Bancário é utilizada no varejo. São eles:

  • Cartão Private Label
  • Crediário (físico e digital);
  • Empréstimo Pessoal.

Cartão Private Label

A CCB Bancária é muito utilizada pelos varejistas que buscam obter maior eficiência tributária nas operações que envolvem o cartão private label.

O popular “cartão de loja” é um meio de pagamento muito comum no varejo brasileiro.

Emitido exclusivamente pelo varejo, ele pode ser usado para compras somente na rede de lojas que o emitiu.

De acordo com informações disponibilizadas pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), esse instrumento representa aproximadamente 12% do faturamento total do setor de cartões de crédito no país.

Devido a sua natureza, o cartão private label vem sendo cada vez mais utilizado por grandes varejistas nacionais, como Assaí Atacadista, Riachuelo, Lojas Renner e C&A.

Conforme indica o estudo Varejo Finance Report, 1 em cada 4 reais vendidos pela C&A no ano de 2024 passou pelo C&A Pay.

O C&A Pay é o braço financeiro da C&A, tendo sido responsável por 24,3% das vendas totais da empresa no 4T24 e por emitir 7 milhões de cartões digitais no período.

Embora seja um baita diferencial para o varejo, o cartão private label também traz alguns desafios, especialmente quando ele é operado via CNPJ da administradora de cartões. Neste modelo, o varejista não consegue ter um bom enquadramento tributário.

Ao usar uma CCB Bancária e realizar essa opção em um veículo de securitização, é possível obter um regime tributário similar ao das instituições financeiras.

Clique no banner abaixo e confira um case real de um varejista que teve mais eficiência tributária depois que bancarizou sua operação de cartão private label.

O que é um cartão private label bancarizado?

 

Crediário (físico e digital)

A CCB Bancária também pode ser utilizada pelo varejo para o financiamento de uma outra operação de crédito muito popular: o crediário loja.

E isso vale tanto para a versão física, quanto para a versão digital do crediário, também conhecida como CDC Digital.

De acordo com um estudo produzido pela consultoria Gmattos, o crediário direto via Buy Now Pay Later (BNPL) alcançou 61% de aceitação nas lojas monitoradas em julho de 2025.

Além disso, 37,3% dos varejistas oferecem crediário direto, via banco ou diretamente pela loja. Varejistas de grande porte já chegam a obter até 20% do seu faturamento com crediário direto.

Por meio dessa modalidade de financiamento, o varejista possibilita que os clientes parcelem compras de serviços e bens de alto valor.

Até por conta disso, o crediário loja costuma favorecer varejistas de todos os portes, permitindo que eles ofereçam uma nova alternativa de pagamento parcelado.

Todavia, quando o crediário é operado pelo próprio varejo em seu balanço, há um grande problema: pouca eficiência no fluxo de caixa.

Isso ocorre pelo fato dos varejistas não poderem cobrar juros nas vendas a prazo do mesmo modo que os bancos fazem, levando a um cenário de ineficiência tributária.

Para resolver esse problema, o varejista pode bancarizar essa operação utilizando uma CCB Bancária, que torna possível a cobrança de juros nas vendas parceladas.

Assim, por meio do crediário bancarizado, o varejista consegue ter maior autonomia e eficiência nas vendas feitas através do crediário.

Empréstimo Pessoal 

Por fim, a CCB Bancária também ajuda o varejista a ter um melhor enquadramento tributário em outra operação bastante tradicional: o empréstimo pessoal.

De modo geral, essa operação ocorre quando o varejista empresta dinheiro durante um período específico para um pessoa física ou jurídica.

Na prática, ela possui muitas semelhanças ao crediário loja, contudo, a principal diferença está na finalidade dos recursos.

O crediário próprio e outras modalidades de crédito CDC financiam exclusivamente as compras feitas dentro do próprio varejo.

O empréstimo pessoal atende diferentes finalidades que vão além das compras, como pagar dívidas, viajar, participar de consórcios, entre outras.

Devido a essas características, na maioria das vezes, os varejistas não costumam solicitar garantias financeiras ao conceder o empréstimo pessoal.

Contudo, a respeito do que ocorre com o crediário e o cartão private label, quando o empréstimo pessoal é operado no balanço do varejista, ele não possui um bom enquadramento tributário.

É aí que entra a CCB Bancária. Sempre que um cliente assiná-la ao tomar um financiamento, o varejista pode vendê-la à uma Securitizadora ou FIDC.

Afinal, a CCB é um direito creditório que pode ser transformado em investimento para o varejista que aportou o capital na operação.

Ao utilizar a estrutura de um veículo de securitização, o varejista consegue realizar a antecipação de recebíveis, obtendo o dinheiro de forma imediata.

Assim, por meio da CCB Bancária, o varejista consegue melhorar a rentabilidade das operações de empréstimo pessoal.

CCB Bancária em outras operações de crédito

Porém, a utilização da CCB Bancária não se limita apenas às operações de crédito pessoal ou empréstimos tradicionais.

Graças à sua volatilidade e flexibilidade, ela é usada por diversos setores além do varejo.

É o que ocorre, por exemplo, com as indústrias, que usam a CCB para formalizar contratos de financiamento de forma mais transparente e segura.

Em outros segmentos como o agronegócio, a construção civil ou o setor de serviços, a Cédula de Credito serve para assegurar a garantia de recebimento em operações mais complexas.

Desse modo, destacam-se duas atividades em específico. São elas:

  • Financiamento de compra de veículos e máquinas: utilizada por concessionárias, fabricantes e revendedoras para facilitar a compra de bens de alto valor;
  • Operações com garantias: a CCB Bancária pode estar atrelada a garantias reais (como hipoteca ou cessão fiduciária) ou pessoais (como aval ou fiança), a fim de trazer maior segurança ao credor e possibilitar taxas mais competitivas ao tomador.

Por essas e outras razões, a Cédula de Crédito Bancário é, definitivamente, uma ferramenta estratégica de ampliação de acesso ao crédito.

Ao reduzir riscos para os originadores, e oferecer alternativas sob medida às diferentes necessidades dos tomadores, esse instrumento consegue fortalecer as relações comerciais nos mais distintos segmentos da economia.

Templates gratuitos de CCB para utilizar como base

 

Como emitir uma CCB Bancária?

Como você pôde observar nos itens anteriores, a CCB Bancária é uma alternativa extremamente interessante para que os varejistas formalizem uma operação de crédito com maior transparência, integridade e segurança.

Entretanto, para que esse título de crédito tenha validade, é sumariamente importante que ele contenha informações sobre quem está originando e quem está tomando o financiamento.

Além do mais, é preciso que o varejista procure uma instituição financeira para fazer a emissão desse documento.

Essa instituição pode ser um banco, fintech de crédito, cooperativa de crédito, ou outra entidade habilitada pelo Banco Central (BC).

Abaixo, listamos um breve tutorial, que vai te ajudar a não errar quando for fazer a emissão de uma CCB Bancária:

  • Ajuste os prazos de pagamento, taxas de juros e eventuais garantias, caso seja necessário;
  • Não deixe de fazer uma boa análise de crédito, utilizando o apoio de um motor de crédito;
  • Assine e gere a CCB Bancária, que deve conter o nome do credor (originador que emprestou os recursos), data e lugar da emissão, bem como do pagamento da dívida;
  • O documento também deve conter a promessa do devedor de pagar o crédito tomado, na forma estabelecida pela CCB, até a sua data de vencimento;
  • Na sequência, o devedor deve assinar a CCB, que será sua confissão de dívida contra à entidade que originou o crédito;
  • Por fim, faça o arquivamento da CCB Bancária, de forma física ou digital.

A GIRO.TECH ajuda seu varejo a emitir a CCB Bancária!

Para que seu varejo consiga emitir uma CCB Bancária e aproveitar os diferenciais competitivos que ela oferece em uma operação de crédito, é necessário ter dois componentes principais: infraestrutura e instrumentos.

O instrumento é justamente a CCB, pois ela é um título de crédito. Entretanto, para que você consiga colocá-la em prática, também é preciso contar com uma infraestrutura adequada.

É neste contexto que entra a bancarização empresarial, pois é ela que vai tornar possível que seu varejo conceda crédito para todo o ecossistema.

Porém, a sua empresa não precisa efetivamente virar um banco para poder atuar como um. A melhor alternativa é fechar uma parceria com parceiros regulamentados, e que te ajudem a criar seu banco white label.

É exatamente aqui que entra a GIRO.TECH. Nós oferecemos toda a infraestrutura regulatória e tecnológica para seu varejo atuar como um banco do futuro!

Bancarização de ponta a ponta

Por meio da nossa plataforma de Credit as a Service (CaaS), nós conseguimos conectar a sua operação de crédito de ponta a ponta.

Isso ocorre, pois nós conseguimos unir os dois elementos necessários para que seu varejo ofereça crédito: infraestrutura e instrumento.

Ou seja, um deles irá oferecer o crédito e emitir o título correspondente, enquanto o outro fará a securitização da CCB Bancária.

O primeiro desses elementos é a Giro SCD, nossa Sociedade de Crédito Direto (SCD) regulada pelo BC, e encarregada por bancarizar a operação e emitir a CCB.

Para simplificar ainda mais esse processo, nós desenvolvemos o GTBanker, uma plataforma exclusiva para emissão de CCB em tempo real, e que conduz todo o fluxo de bancarização e cessão dos direitos creditórios

O segundo elemento dessa infraestrutura é o veículo de securitização, que fará a conversão da CCB Bancária em ativo financeiro, formalizando sua venda no mercado de capitais.

Para isso, você poderá criar tanto uma Companhia Securitizadora, quanto um FIDC.

A primeira opção é mais recomendada para o contexto do varejo, em que os próprios sócios desejam financiar as operações de crédito dentro desse ecossistema, pois a Securitizadora possui uma estrutura mais leve e menos burocrática.

De todo modo, ambos os veículos de securitização permitem que seu varejo converta os recursos captados em financiamento para novas operações de crédito.

Neste modelo de negócio, o seu varejo consegue ter margem de banco, pois pagará 15% de imposto sobre a receita de juros somente no resgate.

Ou seja, além de um melhor enquadramento tributário, o seu negócio também terá uma melhor margem de lucro.

E o melhor de tudo: você poderá seguir focado na sua atividade core, pois a tecnologia é nossa, mas será você quem originará o crédito e ditará as “regras do jogo”!

O que é o Hub de Integração da Giro.Tech?

 

Conclusão

Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você conseguiu conhecer melhor o que é a CCB Bancária e como ela é importante no contexto da bancarização do varejo.

Essa “confissão de dívida” se consolidou como um dos instrumentos mais eficientes para formalizar operações de crédito, mitigar riscos e abrir novas oportunidades para os varejistas.

Graças à sua força executiva, padronização legal, flexibilidade e potencial de uso como ativo financeiro, ela se torna uma ferramenta extremamente estratégica.

Afinal, esses diferenciais permitem que o varejo vá além da venda de produtos, e passe a atuar como um verdadeiro agente de inclusão financeira.

Além disso, a partir do momento em que incorpora a CCB Bancária em sua estratégia, o varejista não apenas fortalece sua oferta de crédito.

Ele também consegue criar um ecossistema mais sólido, capaz de fidelizar clientes, otimizar o fluxo de caixa e melhorar as possibilidades de funding.

A soma de todos esses itens são cruciais para que o varejo tenha uma bancarização mais eficiente e consiga se posicionar de maneira mais competitiva e rentável.

Porém, para que seu varejo possa atuar como banco, é preciso contar com o suporte de parceiros regulamentados, que forneçam os insumos necessários para que a operação aconteça sem atritos.

Na GIRO.TECH, nós ajudamos o seu varejo a estruturar e operar crédito com segurança, tecnologia e eficiência.

Nós oferecemos a infraestrutura regulatória completa e a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, para te ajudar a criar o seu braço financeiro.

Entre em contato com nossos especialistas, conheça nossas soluções para emissão de CCB Bancária, e descubra como seu varejo pode ter margem de banco nas operações de crédito!

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