O que é ágio e por que ele importa na operação de crédito?

Você sabe o que é ágio? Entenda como ele funciona dentro de uma operação de crédito e qual a sua importância para o contexto do varejo!

imagem O que é ágio e por que ele importa na operação de crédito?

O que é ágio? Se você é entusiasta do mercado financeiro, ou busca desenvolver uma operação de crédito dentro do seu ecossistema, provavelmente já viu essa pergunta por aí.

Basicamente, esse conceito faz referência à diferença positiva entre o valor justo de um produto e o preço efetivamente pago ou recebido por ele em uma negociação.

Logo, esse termo pode ser visto em todo setor da economia, desde a revenda de um carro que foi financiado, até à venda de um produto a prazo.

Até por conta disso, esse fenômeno é muito comum nas operações e transações efetuadas por agentes que não têm origem no mercado financeiro.

É o caso, por exemplo, dos varejistas, que vem assumindo o protagonismo ao atuarem como originadores de crédito para seus ecossistemas.

A partir do momento em fazem uma operação de antecipação de recebíveis, ou vendem suas carteiras de crédito por meio da securitização, esses players acabam embutindo um ágio na operação.

Na prática, isso reflete na precificação do risco, e até mesmo, no valor agregado pela estrutura da operação.

Em um cenário no qual a bancarização vem se tornando um movimento cada vez mais forte nas empresas não financeiras, entender o que é ágio se torna uma estratégia essencial, tanto para quem origina, quanto para quem concede crédito.

Portanto, se você se enquadra nesta situação, e deseja explorar as oportunidades que seu negócio pode ter enquanto agente de crédito, esta leitura é crucial.

Acompanhe conosco até o fim e descubra como o ágio se manifesta em uma operação de crédito e como ele pode ser usado de forma estratégica e rentável!

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O que é ágio?

Primeiramente, antes de conhecermos como ele funciona, é importante que você entenda melhor o que é ágio.

Em suma, ele é o nome dado à diferença positiva entre o valor de mercado de um bem, título de crédito ou ativo financeiro, e o valor efetivamente pago por ele em uma operação.

Na prática, ele é uma espécie de “prêmio”, que é obtido pela troca de um valor por outro valor, e ocorre quando um ativo é negociado por um montante acima do seu valor original.

De modo geral, o conceito de ágio é utilizado em diversas situações e cenários, envolvendo os mais diferentes setores da economia.

Isso vai desde a compra e venda de empresas, automóveis ou maquinários, até operações de crédito e investimentos.

Todavia, quando falamos do crédito concedido por agentes não financeiros, como é o caso dos varejistas, essa operação possui particularidades específicas.

Neste caso específico, considere que um varejista financiou a compra de um cliente por meio do Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

Porém, após ter concedido este crédito, ele optou por negociar essa dívida à uma terceira parte, por meio da securitização.

Caso o crédito seja comercializado por um valor acima do seu valor original (considerando a taxa de juros futura), essa diferença será o ágio.

Ou seja, ele não reflete somente o valor do crédito. Ele também considera alguns outros fatores, como risco percebido, prazo de recebimento e o poder de negociação de quem está vendendo.

Desse modo, o ágio passa a ser um indicativo de rentabilidade adicional dentro de uma operação de crédito.

Isso faz com que o ágio seja uma ferramenta essencial na estruturação de novas operações, principalmente as realizadas fora do sistema bancário tradicional.

No Brasil

Ademais, é importante destacarmos brevemente um pouco do panorama do ágio no Brasil.

Por aqui, essa prática teve maior incidência na segunda metade dos anos 1980, após o lançamento do Plano Cruzado.

Na época, o Governo Federal adotou práticas como tabelar os preços dos produtos e nivelá-los de médio para baixo.

O objetivo destas ações era combater a inflação, que na ocasião, atingia índices alarmantes no país.

Contudo, essas medidas causaram a insatisfação tanto de comerciantes, quanto de fornecedores, que perderam o poder de barganha.

A consequência disso foi a retirada de produtos do mercado. Como essas mercadorias estavam escassas, o consumidor não tinha alternativa que não o pagamento do ágio.

Atualmente, essa prática ainda existe, especialmente nas compras de produtos importados, raros ou que possuem uma oferta mais difícil.

Como funciona o ágio?

Agora que você entendeu melhor o que é ágio, fica mais fácil de compreender como ele funciona na prática.

Conforme dissemos acima, ele corresponde a um valor adicional que é pago acima do preço de mercado de um ativo financeiro, bem de consumo ou produto.

Logo, ele pode acontecer nas mais diferentes situações, como compra de valores mobiliários, venda de imóveis ou carros e transações comerciais, feitas a prazo.

Para melhor entendimento, pense que o ágio funciona como a valorização de um ativo ou crédito dentro de uma negociação.

Por sua vez, essa valorização se traduz no ganho financeiro para quem está vendendo um produto, mercadoria ou antecipa algum valor.

No contexto de uma operação de crédito, principalmente as transacionadas fora do sistema bancário tradicional, como é o caso do varejo, o ágio costuma aparecer de duas maneiras principais. São elas:

Venda da carteira de crédito

A primeira delas ocorre quando o varejista efetua a venda da sua carteira de crédito. Aqui, cabe uma breve contextualização.

A carteira de crédito corresponde à soma dos créditos, como empréstimo, parcelamentos, crediário próprio, entre soluções financiadas por uma entidade que concede crédito.

Na prática, a carteira de crédito funciona como um “portfólio de valores” que a empresa deverá receber de quem tomou algum tipo de empréstimo.

No contexto do varejo, essa carteira se refere a todas as vendas parceladas que ainda não foram quitadas integralmente.

Justamente por isso, o varejista pode optar por realizar uma operação conhecida como antecipação de recebíveis.

Por meio dela, o varejista consegue receber antecipadamente os valores dessas vendas parceladas que foram realizadas. Com isso, não é preciso esperar o prazo original para que o pagamento seja efetuado.

Para isso, é necessário pagar somente uma taxa de desconto em cima do valor que foi antecipado.

Essa estratégia pode ser feita por meio da securitização, utilizando o apoio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) ou Securitizadora.

Neste caso, a depender da negociação feita na securitização, o valor recebido poderá ser superior ao valor presente na carteira de crédito.

Esse valor excedente é conhecido como o ágio na venda da carteira de crédito.

Cessão de crédito estruturada

Ainda quando falamos sobre operações mais sofisticadas, como é o caso da securitização realizada por meio de um FIDC ou Securitizadora, o varejista consegue vender seus recebíveis de maneira mais profissional.

Nesses casos, a carteira de crédito é submetida à uma análise detalhada, a fim de garantir uma cessão de crédito estruturada.

Para tal, são analisados indicadores como inadimplência, concentração de risco, perfil dos tomadores e prazo médio de pagamento.

Se a carteira de crédito tiver um bom desempenho, baixa inadimplência e um fluxo previsível, ela acaba se tornando mais atraente para o investidor disposto a pagar mais pelos ativos.

O valor que for pago também poderá ser superior ao valor presente na carteira de crédito. Isso vai gerar o ágio na cessão do crédito.

E aí, você pode estar se perguntando: legal, mas o que é ágio e o que ele representa nesta situação?

É simples de entender, pois ele corresponde a um ganho financeiro direto ao varejista.

E isso não se resume apenas à antecipação de recursos. A carteira de crédito com menos risco e maior liquidez, também representa uma rentabilidade adicional.

Ou seja, quanto mais eficiente e profissionalizada for a gestão de crédito realizada pelo varejista, maior será o potencial de gerar operações com ágio.

Consequentemente, isso passa diretamente por aquilo que sempre falamos: a transformação do crédito em uma alavanca estratégica de crescimento.

Quais são as diferenças entre FIDC e Securitizadora?

 

Quais são os tipos de ágio?

Como dito anteriormente, o ágio está presente em diferentes contextos dentro dos setores da economia.

Isso significa que ele pode se manifestar de várias formas distintas, a depender de qual seja a operação financeira envolvida.

Como o enfoque deste conteúdo é o varejo e as demais empresas que financiam crédito fora do sistema bancário tradicional, é importante que você conheça os diferentes tipos existentes de ágio.

Assim, você terá condições de identificar as melhores oportunidades para valorizar seus ativos e, consequentemente, seu negócio.

Abaixo, listamos quais são os tipos principais. Confira:

Ágio financeiro

O ágio financeiro é o tipo mais comum, e está presente nas operações de crédito, em geral, e também na antecipação de recebíveis.

Em suma, ele ocorre todas as vezes em que um crédito é comercializado por um valor superior ao seu valor original.

Na prática, essa modalidade mostra que uma carteira de crédito ou histórico de performance é atrativo.

Porém, este ágio também pode representar que o investidor ou comprador confia na capacidade de pagamento dos devedores.

Trazendo para à realidade do varejo, isso ocorre quando a empresa negocie suas carteiras de crediário loja ou financiamento por um valor superior ao valor nominal.

Ágio comercial

Por sua vez, o ágio comercial ocorre nas operações que envolvem compra e venda de bens e serviços, sempre que uma mercadoria é negociada por um valor superior ao seu custo ou valor de tabela.

Existem alguns motivos para isso, sendo os principais deles a alta demanda, produtos exclusivos e limitados, ou até mesmo, por conta do posicionamento de marca.

Apesar de ser mais popular na rotina comercial, este tipo de ágio também pode influenciar operações estruturadas no varejo.

É o caso, por exemplo, das vezes em que a marca do varejista consegue ser capaz de potencializar e aumentar o valor agregado da operação de crédito.

Ágio em leilões

O caso do ágio em leilões é bastante particular, pois ele corresponde ao valor excedente que é oferecido sobre um preço mínimo estipulado em leilões, imóveis ou concessões públicas.

Embora seja menos comum no contexto do varejo, ele pode ocorrer em operações de cessão ou compra de ativos que estejam em disputa de mercado.

Neste sentido, diferentes perfis de investidores fazem ofertas com condições mais atrativas, a fim de obter vantagem na aquisição de carteiras que estejam performadas.

Ágio em aquisições de empresas

Por fim, também é importante destacar o ágio em aquisições de empresas, que também pode afetar o varejo.

Nesta modalidade, quando uma empresa é comprada por um valor acima do seu valor contábil, essa diferença é registrada como “ágio por expectativa de rentabilidade futura”, ou, em outras palavras, goodwill.

O goodwill é o conjunto de ativos que revelam a real capacidade que um negócio tem de gerar riquezas futuras incrementais, mesmo que elas não constem no balanço patrimonial.

Na prática, o goodwill ocorre quando o patrimônio de uma empresa é superior aos bens e ativos materiais que ela possui.

Desse modo, os “ativos intangíveis” servem para representar a real capacidade que a companhia tem de obter receita.

Ou seja, neste caso, o ágio é o resultado da diferença entre o preço que foi pago e o valor justo de uma empresa.

Logo, a quantia aparece pela soma dos ativos intangíveis identificáveis e os ativos indivisíveis.

Apesar desse tipo de ágio não estar ligado efetivamente à uma operação de crédito no varejo, ele pode ocorrer nos casos de fusões ou aquisições.

E isso vale tanto para novas lojas, quanto plataforma de crédito, startups e fintechs, entre outras estruturas, nas quais o valor futuro da operação justificará o pagamento acima do patrimônio líquido.

Outros tipos de ágio

Ademais, também é relevante destacarmos outros exemplos de situações em que ocorre o ágio.

Uma delas, é a emissão de ações, quando uma companhia lança novas ações no mercado de capitais.

Neste caso, ela pode estabelecer um preço de venda que seja superior ao valor original das ações. Essa quantia excedente será o ágio.

Outro exemplo acontece quando há expectativa de redução nas taxas de juros nos títulos de renda fixa.

Os títulos de renda fixa que já tenham sido emitidos, como debêntures ou Certificado de Recebíveis (CR), poderão ser comercializados no mercado de capitais com ágio.

Afinal, esses títulos oferecem uma taxa de juros acima das disponíveis no mercado primário, o que pode atrair o interesse de diferentes perfis de investidor.

Por fim, o ágio também pode ocorrer nas moedas estrangeiras, especialmente em países que possuem alta inflação ou instabilidade econômica.

Nestas situações, a moeda local pode ser comercializada no mercado internacional com ágio em relação às moedas cambiais mais fortes.

Todos esses diferentes tipos de ágio nos ajudam a compreender como essa estratégia pode ser utilizada nas mais diferentes possibilidades.

Logo, se a sua empresa é um varejo, ou outra organização que origina crédito, é importante que conheça essas oportunidades, pois elas abrem portas para você rentabilizar ativos e atrair diferentes investidores com uma margem mais ampla de retorno.

Qual é o objetivo do ágio?

Agora que você entendeu o que é ágio, e como ele funciona, também é importante que compreenda melhor qual é o seu objetivo.

De modo geral, o principal intuito desse mecanismo é valorizar um ativo financeiro ou crédito conforme a sua atratividade.

Isso pode ocorrer de diferentes maneiras, como:

  • Potencial de retorno;
  • Baixo risco;
  • Qualidade da carteira de crédito.

Na prática, o ágio ajuda a determinar que um ativo, produto ou crédito possui um maior valor do que o seu valor nominal, pelo fato dele ter características que justificam essa valorização.

Quando falamos sobre as operações de crédito realizadas por originadores como os varejistas, o ágio passa a ter ainda mais relevância.

Afinal, ele acaba funcionando como uma ferramenta que ajuda a precificar e rentabilizar os créditos originados.

A partir do momento em que o varejista negocia sua carteira de crédito com ágio, ele não está somente antecipando seu capital. Ele também está monetizando lucro sobre a qualidade da sua operação de crédito

Além do mais, o ágio também funciona de forma estratégica, indicando ao mercado que o varejo que originou o crédito, possui uma estrutura bem definida de concessão e gestão de crédito e cobrança.

A soma desses fatores contribuem para aumentar a credibilidade e a confiança na relação com os investidores, veículos de securitização e demais parceiros financeiros.

Desse modo, fica mais fácil do varejista captar recursos no mercado de capitais, o que é importante para potencializar as operações de crédito como um todo.

Por essas razões, não é loucura dizer que o objetivo do ágio é somente financeiro, afinal, ele também opera como um sinal de confiança nas transações financeiras.

Logo, caso seja bem usado, ele tem potencial de transformar o crédito em motor de crescimento para aumentar a liquidez do negócio.

Ágio x deságio: quais são as diferenças?

O mercado de crédito é composto pelos mais diferentes conceitos, cada qual com suas próprias particularidades e características próprias.

Neste sentido, não basta apenas que você conheça o que é ágio. Também é importante entender melhor um outro conceito muito popular: o deságio.

Apesar de possuírem semelhanças, e tratarem sobre a diferença entre o valor nominal de um ativo e o valor efetivo da negociação, os dois termos são opostos dentro do mercado financeiro.

Conforme dissemos anteriormente, o ágio acontece quando um bem, título ou carteira de crédito é negociado por uma quantia acima do seu valor original.

Ou seja, ele ocorre quando o ativo é considerado atrativo pelo investidor, que se mostra disposto a pagar um valor maior devido às perspectivas de obter retorno financeiro.

É o caso, por exemplo, do varejo que consegue negociar seus títulos de crédito performados com valorização, gerando lucro direto em cima da boa gestão dos ativos.

Por outro lado, o deságio é o inverso do ágio. Isso significa que ele ocorre quando um ativo é comercializado por uma quantia inferior ao seu valor original.

Na maioria das vezes, essa diferença negativa acontece devido a riscos percebidos pelo investidor, como incertezas no fluxo de pagamento, alta inadimplência ou baixa recuperação de crédito.

Nessas situações, o investidor condiciona a compra desses ativos à aplicação do desconto, o que influencia na rentabilidade da operação para o vendedor.

Como isso afeta o varejo?

Embora o foco deste artigo sejam as empresas varejistas que concedem crédito, esse conhecimento também se aplica às organizações de outros segmentos que também trabalham com risco sacado ou alguma operação de financiamento.

Ou seja, se o seu negócio financia o próprio ecossistema, é fundamental que você conheça e tenha em mente quais são essas diferenças.

Afinal, enquanto o ágio pode representar uma fonte de ganho e eficiência no controle do crédito, o deságio pode indicar riscos operacionais que necessitam de correção.

Portanto, se o seu negócio atua como originador de crédito fora do sistema bancário tradicional, é fundamental que estruture carteiras que sejam capazes de atrair investidores com ágio, e não com deságio.

Para tal, é necessário que você siga algumas boas práticas para assegurar a performance e a segurança, como por exemplo, ter uma boa política de crédito e uma análise de risco bem estabelecida.

Quais são as diferenças entre ágio e deságio?

 

Por que o ágio é importante em operações de crédito?

Ao longo deste conteúdo, nós já citamos sobre o ágio dentro das operações de crédito. E não poderia ser diferente, pois ele ocupa um papel extremamente estratégico nessas estruturas.

Isso fica ainda mais evidente nas operações de crédito que ocorrem fora do sistema bancário tradicional, como é o caso dos varejistas, indústrias e marketplaces.

E essa importância vai muito além da valorização dos ativos, pois o ágio traz ganhos relevantes nos campos econômicos, contábeis e operacionais.

A seguir, listamos 4 razões que ajudam a explicar essa importância. Veja:

Reflete o custo de capital e a percepção de risco

Conforme citamos anteriormente, o valor do ágio em uma operação de crédito é um reflexo da qualidade do crédito e da percepção de risco envolvida.

Logo, quando um ativo ou título de crédito é comercializado por meio desta prática, o investidor/comprador compreende que a carteira possui um bom desempenho. Esse entendimento se estende à baixa inadimplência e previsibilidade.

Gera rentabilidade adicional para o originador

Essa prática também gera rentabilidade adicional para o originador do crédito.

No caso de um varejista que possui diferentes operações, como empréstimos, financiamentos, crédito CDC ou cartão private label, o ágio corresponde a um ganho que vai além do crédito concedido.

Quando falamos dessa rentabilidade adicional, ela é extremamente importante para qualquer modelo de negócio que utiliza o crédito como motor de crescimento.

Trazendo para a realidade do varejo, essa estratégia possibilita a transformação da base de clientes em capital.

Aumento de precificação e negociação

O ágio também é uma importante ferramenta para o aumento de precificação nas operações de crédito.

Isso ocorre pelo fato dessa prática possibilitar que o originador e o investidor consigam ajustar o valor da negociação conforme critérios como perfil da carteira, risco e desempenho. Assim, o ágio acaba influenciando de forma direta toda a estrutura financeira da operação

Fator estratégico em operações estruturadas

Por fim, mas não menos importante: o ágio representa um fator estratégico em operações mais complexas, estruturadas por meio de FIDCs ou Companhia Securitizadora.

O originador utiliza essa prática para indicar sua eficiência operacional e maturidade de crédito.

É fácil de entender como isso ocorre. Quando uma carteira é negociada com ágio, ela é um indicativo de que o varejista consegue conceder crédito com alto nível de confiabilidade e controle de risco.

Naturalmente, a soma desses fatores ajuda a aumentar o interesse dos investidores e também melhora as condições de captação.

Ademais, é importante salientar, que em algumas estruturas, o ágio pode, até mesmo, influenciar na precificação das cotas sênior e subordinada do FIDC, modificando o retorno esperado nessas cotas.

Desse modo, o ágio representa não apenas uma valorização financeira. Ele também passa a ser um instrumento que ajuda a sofisticar os modelos de crédito nas estruturas que fazem uma captação estruturada, como é o caso do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios e da Securitizadora.

Por essas e outras razões, essa prática é uma estratégia fundamental para gerar competitividade e alavancar o crescimento dos varejistas que buscam se consolidar como agentes financeiros.

Como calcular o ágio de uma operação de crédito?

Agora que você já entendeu melhor o que é ágio, e está mais familiarizado com as situações que exploramos anteriormente, ainda falta esclarecermos este tópico.

Afinal, como você pode calcular corretamente o ágio de uma operação de crédito?

Saber como fazer este cálculo é fundamental para que você entenda qual foi o valor adicional gerado em relação ao valor original do título ou carteira de crédito do seu negócio.

Esse cálculo pode ser feito de forma bastante simples, porém, é importante que você se atente a alguns detalhes da operação de crédito. São eles:

  • Prazo;
  • Valor nominal;
  • Valor efetivo de venda.

Em suma, a fórmula mágica para calcular o ágio é a seguinte: Ágio = (Valor de Venda – Valor Nominal) / Valor Nominal x 100.

Isso significa que você deve comparar o valor original do crédito com o valor pelo qual ele foi vendido. Essa comparação indicará o percentual de ágio obtido na operação.

Exemplo prático

Vamos observar na prática, como esse cálculo funciona no varejo. Considere um varejista que tenha uma carteira de recebíveis com valor nominal de R$ 1.500.000.

Ele opta por vender essa carteira a um investidor via mercado de capitais, e consegue a quantia de R$ 1.600.000.

Neste caso, o cálculo é o seguinte: Ágio = (Valor de Venda – Valor Nominal) / Valor Nominal x 100.

Ex: Ágio = (1.600.000 – 1.500.0000) / 1.500.000 x 100 = 6,67%

Ou seja, o varejista conseguiu obter 6,67% de ágio, o que corresponde a um ganho de R$ 100.050 acima do valor nominal da carteira.

Esse é o valor líquido do ágio (valor excedente), e pode ser interpretado como o reconhecimento de que a carteira de crédito do varejista possui baixo risco, mantém uma boa performance e, de fato, é realmente atrativa ao investidor que fez o aporte e comprou o ativo.

Pontos de atenção

Como você observou acima, o cálculo do ágio pode ser feito de maneira bastante simples. Porém, é importante que você se atente a alguns detalhes.

Este cálculo também pode ser realizado sobre o Valor Presente Líquido (VPL) da carteira de crédito, principalmente nas operações estruturadas por meio da securitização.

Além disso, é essencial que o valor da venda leve em consideração todos os custos e encargos que compõem a operação.

Assim, o cálculo irá refletir o ganho real que você obteve. Isso é extremamente necessário para fins contábeis, como a gestão de crédito e cobrança e a PDD – Provisão para Devedores Duvidosos.

Por fim, existe outra situação que merece sua atenção: existem casos em que o ágio pode ser comercializado sobre o valor facial ou compondo um pacote de estruturação, como ocorre em FIDCs ou securitização.

Mais do que conhecer o que é ágio e saber como calculá-lo em uma operação de crédito, é crucial que você também conheça essas outras situações.

Desse modo, você terá o conhecimento e os insumos necessários para negociar melhor a sua carteira de crédito, analisar a rentabilidade da operação e consolidar seu negócio como um grande originador de crédito no mercado.

Monte sua estrutura de operação de crédito com a GIRO.TECH!

Se você chegou até aqui na leitura, conseguiu compreender melhor o que é ágio e como ele funciona dentro de uma operação de crédito.

Saber os caminhos para gerar mais eficiência e aumentar a rentabilidade das operações, é o primeiro passo para que o crédito vire um motor de crescimento dentro do seu negócio.

Além disso, utilizar o apoio de uma plataforma de crédito, também é uma forma dessas organizações desenvolverem atividades de crédito com toda a segurança necessária.

Essas soluções oferecem toda a infraestrutura tecnológica e regulatória para que qualquer empresa monte uma infraestrutura de financiamento 100% alinhada aos objetivos do negócio.

Portanto, se você busca estruturar uma operação de crédito em seu ecossistema, nós te convidamos a conhecer a GIRO.TECH. Nós nascemos para tornar o mercado de crédito mais acessível a todos!

É por isso que nossa missão é ajudar empresas dos mais diferentes segmentos a estruturar suas próprias operações de crédito, entregando uma experiência sem atritos para seu cliente final.

Tecnologia para crédito que simplesmente funciona!

A GIRO.TECH oferece uma plataforma completa e integrada de Credit as a Service (CaaS), para que sua empresa coordene as mais diversas atividades de crédito e construa uma infraestrutura de financiamento.

Para tal, utilizamos o suporte da Giro SCD, nossa Sociedade de Crédito Direto (SCD), regulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central (BC).

A Giro SCD possui todas as licenças regulatórias necessárias, sendo especializada na estruturação de operações de concessão de crédito.

A nossa unidade regulada está habilitada a tornar o seu negócio como nosso correspondente bancário.

Desse modo, sua empresa poderá utilizar as APIs para estabelecer contratos de crédito com sua própria base de clientes, por meio da Cédula de Crédito Bancário (CCB).

A CCB é um documento que formaliza a obrigação de pagamento de uma transação de financiamento, efetuada em um varejo, instituição financeira ou banco.

Além do mais, a GIRO.TECH também auxilia seu negócio a fazer a abertura da Securitizadora ou FIDC, a estrutura que vai ajudar na captação de novos recursos no mercado de capitais.

Assim, graças a essa infraestrutura regulatória robusta, e com uma tecnologia para crédito que simplesmente funciona, não temos dúvida em dizer: somos o parceiro ideal do seu varejo!

Estamos prontos para te ajudar a dar esse próximo passo rumo à bancarização empresarial, para que seu varejo tenha margem de banco nas operações.

Como funciona a operação de Bancarização da Giro SCD?

 

Conclusão

Por fim, após concluir a leitura deste artigo, você conseguiu compreender melhor o que é ágio, e como ele causa impactos positivos dentro de uma operação de crédito.

Essa prática vai muito além de uma simples diferença positiva entre valores. Ela também ajuda a representar mais eficiência, confiança e profissionalismo nas operações de crédito realizadas fora do sistema bancário tradicional.

E isso vale tanto para negociações mais simples, quanto para estruturas mais sofisticadas, que envolvem a securitização.

Independentemente de qual seja o caminho utilizado, o ágio é o termômetro indicativo de que uma carteira de crédito possui qualidade e bom controle de risco.

Quando bem trabalhada, essa prática se transforma em rentabilidade adicional, maior reputação no mercado e diferencial competitivo.

A soma desses fatores faz toda a diferença para empresas que originam crédito fora do sistema bancário tradicional, como é o caso dos varejistas que montam suas próprias operações.

Os varejistas que conseguem compreender os impactos fiscais e contábeis que o ágio proporciona, estão um passo à frente na hora de rentabilizar ativos, atrair investidores e escalar uma operação de crédito com segurança.

Ademais, contar com os parceiros certos também faz toda a diferença positiva na estruturação de uma operação de crédito efetivamente eficiente.

Esse é o nosso mantra aqui na GIRO.TECH. É por isso que estamos preparados a ajudar seu varejo a ter margem de banco nas operações!

Nós oferecemos a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, e fornecemos toda a infraestrutura necessária para você conceder crédito sem nenhum atrito ao seu cliente final.

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