Beyond Banking: por que o varejo virou banco?
O Beyond Banking é uma estratégia utilizada pelo varejo para incorporar serviços financeiros como parte central do seu modelo de negócio. Saiba mais!
07/04/2026

O Beyond Banking é uma estratégia utilizada pelo varejo para incorporar serviços financeiros como parte central do seu modelo de negócio. Saiba mais!
07/04/2026

Nos últimos anos, o conceito de Beyond Banking tem ganhado espaço entre os setores não bancários, como é o caso do varejo.
Essa tendência surge como resposta estratégica para problemas estruturais enfrentados pelos varejistas: margem comprimida e dependência excessiva de terceiros para financiar o consumo.
Em síntese, o varejo brasileiro cresceu somente 1,6% em 2025, abaixo dos 4,1% de 2024, e no mesmo patamar que o fechamento de 2023 (1,7%), segundo o IBGE.
Os juros elevados e o crédito caro reduziram o consumo dos bens de maior valor, enquanto a concorrência (especialmente digital) aumentou a pressão sobre preços e margens.
Neste cenário de juros elevados, competição acirrada e pressão por rentabilidade, os varejistas perceberam que vender produto é apenas parte da equação. O diferencial competitivo está em capturar o valor financeiro da transação.
Ao assumir o papel de financiador, o varejo não apenas aumenta ticket médio e conversão, mas também, passa a controlar uma alavanca crítica do negócio: o crédito.
Isso significa decidir quem compra, como compra e, principalmente, como monetizar essa relação ao longo do tempo. É aqui que o Beyond Banking ganha força como infraestrutura de crescimento.
A evolução tecnológica e regulatória imposta pelo Banco Central, por meio de iniciativas como o Open Banking, ajudou a reduzir drasticamente as barreiras de entrada.
Com isso, varejistas podem operar estruturas robustas de crédito sem precisar virar uma instituição financeira tradicional.
Assim, o crédito deixa de ser um “custo embutido” e passa a ser um produto estratégico, integrado à jornada do cliente.
Neste artigo, vamos nos aprofundar no conceito de Beyond Banking, mostrando as razões pelas quais o varejo “virou banco” e como você também pode avançar em sua estratégia de bancarização. Siga a leitura e confira!
Primeiramente, antes de nos aprofundarmos nessas questões mais práticas, é importante que você entenda melhor o que é o conceito de Beyond Banking.
Em tradução livre, este termo significa “além do banco”. Ou seja, ela reproduz a ideia de um amplo portfólio de serviços e produtos, que vão muito além do que os bancos tradicionais historicamente ofereciam em um passado não tão distante.
No contexto do varejo, ele é a estratégia na qual o varejista expande sua atuação para além da venda mercantil, incorporando serviços financeiros (principalmente crédito), como parte central do seu modelo de negócio.
Ou seja, o varejista deixa de ser apenas um canal de vendas para se tornar também um originador e gestor de ativos financeiros.
Esse modelo de negócio é estruturado por meio de uma parceria do varejista com fintechs de crédito, que fornecem a tecnologia para oferta de serviços financeiros relacionados a empréstimos e financiamentos, de forma 100% digital.
Essa parceria é viabilizada a partir de APIs, permitindo que os varejistas expandam sua oferta de serviços financeiros aos clientes.
Com isso, os varejistas não precisam desenvolver uma estrutura bancária “do zero” e nem desviar o olhar da sua atividade core.
Contudo, é importante pontuar, que o Beyond Banking não se resume à oferta de soluções financeiras, como por exemplo, um cartão private label.
Ele envolve estruturar uma operação de crédito integrada, com capacidade de decisão, precificação, funding e monetização ao longo de todo o ciclo da carteira. Ou seja, o varejista deixa de terceirizar o valor financeiro da venda e passa a capturá-lo.
Além disso, também existem casos em que o varejista pode ir além da oferta de crédito, ampliando parcerias para que os clientes contratem seguros ou façam compras em supermercados, tudo dentro de um mesmo aplicativo.
Essa mudança altera profundamente a lógica do negócio, pois o produto deixa de ser a única fonte de margem, e o crédito passa a atuar como uma camada mais rentável e previsível.
Ademais, o varejista também ganha controle sobre a experiência, podendo ajustar limites, prazos e ofertas de acordo com o comportamento do cliente.
Agora que você já entendeu o que é o conceito de Beyond Banking, fica mais fácil de compreender como ele funciona na prática.
Isso ocorre por meio de uma parceria com um banco, startups e fintechs que fornecem a infraestrutura tecnológica via APIs, para que o varejista consiga integrar a oferta dos serviços financeiros.
A partir do Open Finance, essas instituições conseguem acessar (desde que haja o consentimento do cliente), os dados financeiros compartilhados.
Desse modo, é possível oferecer produtos personalizados, como crédito, seguros e investimentos, além de outros serviços financeiros.
Todas essas integrações via APIs permitem que o varejista atue “além de um banco”, adicionando a oferta de produtos financeiros dentro do seu ecossistema.
Com isso, o cliente pode resolver suas demandas em um único lugar (dentro do SuperApp do varejista), que passa a aumentar o poder de atração, facilitar a contratação dos seus produtos e participar de um modelo de negócio inovador, que gera novas fontes de receita.
Na prática, o funcionamento se apoia em quatro pilares. São eles:
No Beyond Banking, o varejista estrutura uma operação financeira própria (ou em parceria) para transformar vendas a prazo em ativos financeiros rentáveis.
O ponto de partida é simples: toda venda parcelada gera um fluxo futuro de recebíveis. A diferença está em quem controla, precifica e monetiza esse fluxo.
Ou seja, o varejista que faz a originação de crédito de forma direta ao cliente no momento da compra, definindo limites, prazos e condições.
Aqui, os dados transacionais e comportamentais se tornam vantagem competitiva na análise de risco.
Após a concessão, a operação acompanha a performance, inadimplência e comportamento de pagamento dos clientes que contrataram crédito.
Isso permite que o varejista faça ajustes dinâmicos na concessão do crédito e aplique estratégias de cobrança mais eficientes.
Toda venda realizada a prazo gera aquilo que chamamos de recebíveis (ou, direitos creditórios).
Na prática, eles nada mais são do que os créditos que uma empresa tem a receber, oriundos das vendas parceladas de produtos ou serviços.
Eles podem ter origem em diferentes formas, por meio de duplicata, parcelas de cartão de crédito ou cartão private label, Cédulas de Crédito Bancário (CCB), entre outros instrumentos.
Independentemente de qual seja a sua origem, os recebíveis gerados podem ser mantidos em carteira ou transferidos à uma terceira parte, via cessão de direitos creditórios.
Neste caso, a parte cessionária (que recebeu os direitos creditórios) pode ser um banco, instituição financeira, factoring, Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) ou Securitizadora.
Essas estruturas vão ser responsáveis por garantir a liquidez e também a capacidade do varejista escalar a operação.
Assim é possível seguir com a estratégia do Beyond Banking sem consumir o caixa próprio de forma intensiva.
Por fim, além da margem do produto, o varejista também consegue capturar receita financeira. Isso ocorre através dos juros, descontos, tarifas ou ganho na estruturação dos ativos.
Lembra que dissemos anteriormente que os juros elevados e o crédito caro foram fatores que reduziram o consumo dos bens de maior valor no varejo?
Além disso, a constante pressão sobre os preços e margens é outro problema estrutural enfrentado pelo varejo.
Segundo o Varejo Finance Report 2025, o varejo de eletroeletrônicos e móveis possui uma margem líquida entre 2% e 6%.
As margens no varejo brasileiro costumam ser menores devido a alta carga tributária e outros custos operacionais elevados.
Por meio do Beyond Banking e demais estratégias de Embedded Finance, os varejistas conseguem utilizar suas receitas financeiras para reverter esse quadro e obter um resultado positivo.
Devido a essas situações, esse modelo de negócio funciona como uma camada financeira acoplada à atividade core do varejo.
Afinal, cada venda deixa de ser apenas uma transação comercial e passa a ser também a geração de um ativo, que pode ser gerido, alavancado e monetizado ao longo do tempo.
O conceito de Beyond Banking ganhou força, principalmente, após a consolidação dos bancos digitais e do ecossistema de Open Finance, no período entre 2020 e 2022.
Apesar de não ter uma “data única de criação”, ele nasceu como uma resposta à transformação estrutural no sistema financeiro global.
Historicamente, os bancos eram os únicos responsáveis por concentrar a oferta de crédito, capturando a maior parte do valor financeiro e do spread de crédito das transações.
Contudo, esse modelo começou a se desgastar a partir de três movimentos simultâneos:
A partir do avanço da agenda regulatória do BC e do crédito digital, a infraestrutura financeira tornou-se mais acessível.
Recursos como as APIs, modelos de negócio como o Banking as a Service (BaaS), entre outros arranjos regulatórios, ajudaram a reduzir drasticamente as barreiras de entrada na bancarização.
Com isso, instituições não financeiras passaram a poder oferecer e operar serviços e produtos de crédito com muito mais eficiência, bem como seguros, marketplaces, entre outros.
Ao mesmo tempo, a rentabilidade do varejo foi pressionada por margens cada vez mais apertadas, aumento do custo de aquisição de clientes e maior sensibilidade a preço.
É justamente nesse contexto que o crédito se torna uma alavanca estratégica ao varejo, que passa a internalizar essa oferta “dentro de casa”.
Isso não melhora apenas a margem financeira, a conversão e o ticket médio, mas também, cria uma nova fonte de receita recorrente, pautada na gestão de ativos.
Por essas e outras razões, não é errado dizer que o Beyond Banking surge por necessidade, convergindo tecnologia, regulação e pressão por eficiência.
Assim, o varejo consegue ter um papel mais ativo e estratégico dentro do ecossistema financeiro.
Para além do que citamos anteriormente, o Beyond Banking vem ganhando um novo impulso para se consolidar definitivamente no universo financeiro: a implementação de sistemas financeiros abertos.
Também chamado de “dados bancários abertos”, o Open Banking é um modelo se serviços que permite o compartilhamento seguro e padronizado das informações financeiras entre diferentes instituições autorizadas pelo BC.
Neste sentido, existe uma relação direta entre o Open Banking e o Beyond Banking. Enquanto o primeiro cria a infraestrutura e o acesso aos dados, o segundo transforma isso em estratégia de negócio.
Na prática, isso significa que o Open Banking viabiliza. Já o “além do banco” captura o valor. É fácil de entender porque isso ocorre.
As finanças abertas possuem relação direta com a estratégia de ir além do banking, pois permite o compartilhamento de informações de histórico dos clientes entre diferentes organizações, desde que haja consentimento do cliente.
A partir desse consentimento, as instituições financeiras e os varejistas que utilizam o Beyond Banking conseguem conhecer melhor as demandas individuais dos seus clientes.
Desse modo, o compartilhamento dos dados possibilita que cada provedor ofereça ofertas e produtos personalizados à sua base de consumidores.
Para o varejista que deseja originar crédito isso resolve um dos principais obstáculos históricos: a assimetria de informação na análise de risco.
Agora, além dos dados internos de compra e comportamento, é possível enriquecer os motores de crédito com histórico bancário, renda, endividamento e perfil financeiro mais amplo.
O resultado disso é uma concessão de crédito mais precisa e escalável, pois o varejista consegue aprovar melhor, precificar com mais assertividade e reduzir a inadimplência.
Ademais, o Open Banking também facilita que diferentes provedores financeiros se integrem. Isso traz um ganho extremamente estratégico ao varejista, que pode montar uma arquitetura mais flexível.
Assim, ele pode escolher parceiros para funding, emissão ou processamento, sem ter que ficar “preso” a uma única instituição.
Em suma, é o Open Banking que habilita o Beyond Banking e transforma esse acesso ampliado em resultado financeiro, ao incorporar crédito e serviços financeiros ao modelo de negócio do varejo.
Quando falamos sobre Beyond Banking, não nos restringimos apenas à uma evolução operacional, pois esse modelo de negócio representa uma mudança estrutural na forma como o varejo captura valor.
A partir do momento em que incorpora o crédito e outros serviços financeiros ao seu ecossistema, o varejista deixa de depender apenas da margem mercantil e passa a operar com outras alavancas de rentabilidade.
Na prática, isso significa transformar cada venda em algo muito maior do que uma simples transação.
O varejo passa a capturar dados, gerar ativos financeiros e construir relacionamento recorrente com sua base de clientes.
O impacto dessa estratégia não é algo pontual, pois ele se distribui por toda a operação, da conversão à fidelização, e da receita à previsibilidade.
Abaixo, listamos seis principais vantagens que ajudam a explicar por que o Beyond Banking deixou de ser uma tendência e passou a ser uma demanda estratégica para o varejo. Confira:
No modelo tradicional, o crédito costuma ser tratado somente como um elemento externo à jornada de compra.
Naturalmente, isso é algo que cria fricção, com aprovações demoradas, reprovações inesperadas e pouca flexibilidade nas condições.
Historicamente, essa demora na concessão do crédito é um dos grandes problemas enfrentados pelos varejistas brasileiros.
Durante sua participação no evento Crédito Digital 2026, realizado pela GIRO.TECH, o Diretor de TI e Digital da Studio Z, Waldemar Oliveira, compartilhou um pouco da evolução pela qual a empresa passou.
A Studio Z provê crédito há 15 anos. No início, começou com crediário e evoluiu para o Cartão Private Label, mas sempre com uma jornada de concessão muito longa, que podia chegar a 15 minutos para fazer um cartão de crédito.
Em uma de suas reflexões, o executivo citou que “o cliente ir até a loja, passar por todo o processo e só então ter a resposta é uma das principais fricções da jornada”.
A pesquisa CX Trends 2025 corrobora esse insight trazido por Waldemar Oliveira. Segundo a pesquisa, 58% dos consumidores desistem de comprar quando têm uma experiência ruim com a empresa.
Por essas e outras razões, é fundamental que os varejistas elaborem estratégias que ajudem a reduzir essas fricções.
Com o Beyond Banking, o crédito passa a ser parte nativa da experiência de compra, integrado ao momento da decisão.
Na prática, essa estratégia de Embedded Lending consiste em oferecer limites pré-aprovados, parcelamentos personalizados e condições ajustadas ao perfil do cliente, tudo em tempo real.
Assim, a compra deixa de ser interrompida por uma análise externa e passa a fluir dentro do próprio ambiente do varejista.
O resultado é direto: maior conversão, aumento de ticket médio e uma jornada mais fluida, pois o crédito deixa de ser um obstáculo e passa a ser um facilitador da venda.
Um dos ativos mais valiosos no Beyond Banking não é o crédito em si, mas sim, os dados que são gerados a partir dele.
Quando o varejista passa a operar sua própria carteira de crédito, o varejista passa a ter visibilidade completa sobre comportamento de pagamento, risco e ciclo financeiro do cliente.
Isso vai de encontro a reflexão trazida por Alex Marques, Diretor Comercial da Data System, que também participou do evento Crédito Digital 2026.
Em sua palestra “Do crediário físico ao crediário digital”, ele reforçou algo muito importante: o varejista que usa dados para oferecer crédito vende mais e melhor.
Afinal, a partir do momento que o varejo cria conveniência para o consumidor, conecta digitalmente crédito e tem uma jornada de concessão de crédito até o pós-venda, ele consegue ampliar significativamente a capacidade analítica do seu negócio.
Não se trata apenas de saber o que o cliente compra, mas como ele paga, com que frequência, qual sua elasticidade a prazo e limite. Todas essas informações críticas são fundamentais para tomadas de decisões mais estratégicas.
Com esse nível de profundidade, o varejista consegue evoluir modelos de crédito e personalizar ofertas, pois o dado deixa de ser algo operacional e passa a ser um diferencial competitivo.
Além disso, quando o varejista concede crédito com capital próprio, ou expande sua atuação no Beyond Banking, a relação com o cliente muda de natureza.
Isso ocorre, pois o varejo deixa de ser somente um ponto de venda e passa a ocupar um espaço recorrente na vida financeira do consumidor.
Em sua participação no evento Crédito Digital 2026, Waldemar Oliveira contou que o cliente que usa o SuperApp da Studio Z, integrado ao cartão de crédito próprio, costuma visitar as lojas físicas pelo menos duas vezes mais do que o cliente comum.
Esse mesmo cliente também acessa o aplicativo entre 10 e 12 vezes por mês, gerando quase 5 milhões de sessões mensais.
Na prática, isso gera um ciclo de recorrência, pois o cliente tende a voltar onde já possui limite disponível e condições conhecidas. Nesse contexto, o crédito funciona como um mecanismo de retenção orgânica.
Afinal, mais do que programas de pontos ou descontos, a fidelização passa a ser construída via acesso a crédito.
E isso tende a ser muito mais duradouro, porque está diretamente ligado à capacidade de compra do cliente.
O Beyond Banking também abre espaço para que o varejista amplie e expanda seu portfólio para além do Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
A partir da infraestrutura financeira, é possível integrar novos produtos, como seguros, garantias, contas digitais e outros serviços.
Isso transforma o varejo em uma plataforma mais completa, capaz de capturar diferentes momentos da jornada financeira do cliente, e não apenas o da compra.
Porém, aqui vale uma ressalva: o varejista não deve deixar de focar na sua atividade principal, que é vender e se relacionar com o cliente.
Ou seja, em vez de tentar competir com grandes bancos em infraestrutura, é recomendável utilizar parceiros de ecossistema e ofertas hiperpersonalizadas para rentabilizar a jornada.
Em sua participação no Crédito Digital 2026, o diretor de parcerias e novos negócios da MAPFRE, Fábio Chamon, ressaltou que o crédito precisa estar alinhado com a proposta de valor do varejo, e não ser apenas uma oferta isolada.
No caso da oferta de um seguro, ele não deve ser um obstáculo na jornada digital. Na prática, ele deve ser do varejista, mas pensado e personalizado para o seu cliente.
Desse modo, o varejista consegue aumentar seu share of wallet, oferecendo mais soluções dentro do mesmo ecossistema.
Afinal, cada novo produto não é isolado, mas parte de uma estratégia integrada de monetização.
Ademais, a partir do momento em que incorpora serviços financeiros, o varejista consegue criar novas fontes de receita que não dependem exclusivamente da venda de produtos.
Isso inclui os juros, tarifas, comissões e receitas de parceiros, que também passam a compor o resultado financeiro.
A pesquisa Varejo Finance 2025 descobriu que o varejo alimentar possui margem líquida entre 1% e 3%, enquanto o varejo de moda, tem margem líquida entre 5% e 10%.
Por outro lado, o varejo farmacêutico tem margem líquida entre 3% e 8%. Já o varejo online possui uma margem líquida entre 0% e 5%.
Além do mais, também há situações em que a receita da operação mercantil é negativa. Neste caso, muitos varejistas acabam usando suas receitas financeiras para reverter esse quadro e gerar resultado positivo.
Isso é especialmente relevante nestes cenários de margem pressionada, onde depender apenas do produto limita o crescimento.
Com o tempo, essas receitas tendem a ganhar relevância e previsibilidade, reduzindo a volatilidade típica do varejo e fortalecendo a estrutura financeira do negócio.
Por fim, esse talvez seja o ponto mais estratégico do Beyond Banking: a captura da margem financeira.
No modelo tradicional de crédito, essa margem acaba ficando com bancos e intermediários que financiam a venda.
Contudo, quando assume o papel de credor, trazendo estratégias de bancarização para “dentro de casa”, o varejista consegue internalizar essa receita.
Na prática, isso significa capturar o valor do tempo e o preço do parcelamento, que antes era terceirizado.
Mais do que aumentar receita, isso muda a lógica de rentabilidade. Afinal, o varejo deixa de depender exclusivamente da margem comercial e passa a operar também com margem financeira, criando um modelo mais robusto, escalável e resiliente.
Por tudo o que dissemos acima, fica fácil compreender que o Beyond Banking não é mais um conceito teórico, pois ele está sendo executado, na prática, por alguns dos maiores varejistas do mundo.
Cada um deles estruturou, à sua maneira, operações financeiras que vão além do apoio à venda e passaram a atuar como verdadeiras unidades de negócio.
O ponto em comum entre esses players não é o formato, mas a lógica por trás da operação: todos entenderam que o crédito e os serviços financeiros são peças centrais para escalar receita, aumentar recorrência e capturar margem financeira.
Existem diversos cases de sucesso. Abaixo, listamos 4 exemplos que ilustram como essa estratégia vem sendo aplicada no varejo. Veja:
A Magalu é um dos casos mais emblemáticos de Beyond Banking no Brasil. A companhia estruturou o MagaluPay, um braço financeiro robusto que oferece diversos serviços financeiros integrados ao ecossistema da rede varejista.
A plataforma oferece serviços como CDC Digital integrado ao checkout, conta digital para os sellers, antecipação de recebíveis, entre outros produtos financeiros.
Desde 2020, o MagaluPay opera como uma instituição de pagamentos, que integra produtos como crediário digital, venda de seguros e o cartão Magalu. Esse amplo portfólio ajudou a ampliar a sua base para mais de 10 milhões de clientes ativos.
Ao longo dos anos, a Magalu deixou de depender exclusivamente de parceiros financeiros e passou a internalizar parte relevante da operação, utilizando dados próprios para concessão e gestão de crédito.
Isso permitiu que a empresa ampliasse o acesso ao crédito, melhorasse a taxa de conversão e aumentasse o engajamento dentro do seu ecossistema.
Na prática, o braço financeiro se tornou uma extensão natural do varejo, pois o cliente não apenas compra.
Ele também passa a se relacionar com a marca também por meio de produtos financeiros, gerando recorrência e novas fontes de receita.
Atualmente, o MagaluPay é um componente crucial dentro do ecossistema de negócios da Magalu, pois contribui com o aumento
da margem e novas receitas vindos dos produtos financeiros e crédito, que representam mais de 20% do faturamento total da rede do varejo.
Por sua vez, o Mercado Livre levou o Beyond Banking a outro nível com o Mercado Pago. O que começou como um meio de pagamento evoluiu para uma plataforma financeira completa, com crédito para consumidores e vendedores.
Criado em 2003, ele é a plataforma de serviços financeiros e pagamentos do Mercado Livre, funcionando como uma carteira digital e um sistema de pagamentos online e presencial.
Através do Mercado Pago, pessoas físicas e jurídicas conseguem fazer transações de maneira prática e segura.
Apesar de ter nascido como solução de pagamentos do Mercado Livre, o Mercado Pago não demorou a crescer e evoluir, a ponto de virar um dos maiores ecossistemas financeiros digitais da América Latina.
Atualmente, ele opera como banco digital, com oferta de serviços como contas gratuitas e rendimento de saldo até empréstimos, Pix e cartões.
O resultado dessa estratégia traduz o que é o Beyond Banking: uma operação que combina e-commerce, fintech e banco digital dentro de um mesmo ecossistema.
A grande vantagem competitiva está no uso intensivo de dados. Com base no comportamento dentro do marketplace, a empresa consegue conceder crédito com mais precisão e velocidade, reduzindo risco e aumentando a penetração.
Além disso, o crédito é utilizado como ferramenta de crescimento do próprio ecossistema. Ao financiar vendedores e compradores, o Mercado Livre impulsiona volume transacional e fortalece sua posição de mercado.
No 4T/2025, o Mercado Livre registrou lucro líquido de US$ 559 milhões. Na frente financeira, a receita do Mercado Pago totalizou US$ 3,8 bilhões no quatro trimestre, com alta de 51% em dólares. O número de usuários ativos mensais chegou a cerca de 78 milhões, com crescimento de 27%.
Por outro lado, a Amazon adota uma abordagem mais modular em seu Beyond Banking, que ainda assim, é igualmente estratégico.
A empresa começou a entrar de forma mais estruturada no mercado de serviços financeiros a partir dos anos 2000, porém, esse movimento ficou mais evidente na década de 2010, quando o seu marketplace e ecossistema digital se consolidaram.
A partir do momento em que passou a controlar a jornada de compra e venda, a Amazon conseguiu oferecer crédito, pagamentos e serviços financeiros integrados a fim de aumentar a conversão, fidelização e receita.
Desde então, a empresa passou a oferecer diversas soluções financeiras, como cartões, crédito para consumidores e, principalmente, financiamento para sellers.
Neste sentido, destaca-se a Amazon Pay, que permite que os clientes usem seus dados da Amazon para pagar dentro e fora da plataforma.
Em relação ao crédito para consumidores, a empresa oferece opções de parcelamento, cartões co-branded e linhas de financiamento para compras no marketplace.
Para as soluções de crédito para sellers, a Amazon disponibiliza capital de giro para vendedores, antecipação de recebíveis e crédito com base nos dados de performance dentro da plataforma,
Essa infraestrutura financeira indireta ocorre por meio de serviços via AWS para fintechs e bancos, além de parcerias com instituições financeiras para emissão de crédito.
Por meio desse conjunto, a Amazon consegue atuar como orquestradora financeira, mesmo sem ser um banco completo. Isso permite que a empresa capture valor financeiro ao longo da cadeia, usando o crédito como ferramenta para escalar seu core business.
Além disso, ao oferecer crédito para lojistas, a empresa consegue permitir que eles invistam em estoque, marketing ou expansão. O resultado disso é um aumento no GMV do marketplace.
Em 2025, a Amazon atingiu um marco histórico, com receita total de US$ 716,9 bilhões e um lucro líquido de US$ 77,7 bilhões, com boa parte dessas receitas estando diretamente conectada ao seu ecossistema de crédito, pagamentos e monetização de transações.
Por fim, outro exemplo relevante é o Super Muffato. Esse case é importante para nos mostrar que o Beyond Banking não é algo exclusivo dos gigantes globais.
Nos últimos anos, o grupo paranaense vem estruturando sua operação financeira com foco em crédito próprio e relacionamento com o cliente.
As operações financeiras do Grupo Muffato não nasceram como algo isolado, mas sim, como uma extensão natural do varejo.
O objetivo desde sempre foi muito claro: aumentar o ticket médio, fidelizar clientes e financiar consumo, todas prioridades para um setor que vive lidando com margens apertadas.
Entre os produtos financeiros oferecidos pelo Super Muffato, destacam-se o Crediffato, cartão private label próprio da rede, que permite o parcelamento de compras e oferece benefícios exclusivos dentro do ecossistema.
A empresa também oferece crédito ao consumidor no Ponto de Venda (PDV), com parcelamento direto no caixa e condições promocionais vinculadas ao Crediffato.
Além disso, o Super Muffato também conta com o Mupay, o aplicativo financeiro do Grupo Muffato.
Essa plataforma vai muito além das funções bancárias tradicionais, pois oferece serviços financeiros variados aos clientes, além de descontos em lojas físicas e marketplace com promoções e cashback.
Ao internalizar o crédito para “dentro de casa”, o Super Muffato passou a ter melhor autonomia para definir estratégias, melhorar a experiência de compra e capturar o valor financeiro que, anteriormente, ficava com terceiros.
Atualmente, o Grupo Muffato é o sexto maior varejista alimentar do Brasil, tendo obtido uma receita anual de cerca de R$ 17,4 bilhões em 2024.
Esse movimento evidencia um ponto importante: o Beyond Banking não depende somente de escala, mas sim, de visão estratégica.
Ou seja, mesmo os players regionais podem capturar benefícios relevantes ao assumir o controle da oferta e originação de crédito.
O cenário para os próximos anos é bastante promissor, pois a tendência é que ele evolua de uma vantagem competitiva para um requisito “básico” no varejo.
Afinal, ao passo que mais players passem a internalizar o crédito e os serviços financeiros, a diferenciação vai deixar de estar na oferta em si, e passar para a sofisticação da operação, o que inclui qualidade dos dados, capacidade de precificação e eficiência na gestão da carteira.
Neste sentido, o próximo estágio será marcado pela hiperpersonalização. À medida que os dados e modelos analíticos forem avançando, o mesmo vai acontecer com o crédito, que vai deixar de ser um produto padronizado para algo que possa ser ajustado em tempo real, com base em comportamento, contexto e momento de compra.
Isso quer dizer que o limite, prazo e taxa vão passar a ser variáveis dinâmicas e otimizadas de forma contínua, a fim de maximizar a conversão e a rentabilidade.
Ademais, a tendência é que haja uma integração cada vez maior entre o varejo e o financeiro, naquilo que chamamos de Retail Banking.
Anteriormente, nós trouxemos vários exemplos que ajudam a corroborar aquilo que o mercado já sabe: o crédito não será mais um “produto adicional”, mas sim, uma parte “invisível” da jornada, embutido na experiência, antecipando necessidades e reduzindo os atritos e fricções.
Do ponto de vista estrutural, a tendência é que também haja uma evolução nos modelos de funding e risco, com maior uso de estruturas como FIDCs e Securitizadoras.
Essa possibilidade abre espaço para parcerias mais flexíveis, permitindo que o varejo escale sem comprometer seu balanço.
No fim, o futuro do Beyond Banking não é sobre virar banco, mas sim, sobre operar com mentalidade financeira. Os varejistas que dominarem essa lógica vão capturar mais valor por cliente, com mais previsibilidade e controle.
Embora o Beyond Banking represente algo extremamente estratégico para os varejistas, existe algo que não pode ser ignorado.
Estruturar esse modelo de negócio não se resume apenas a “plugar” um produto financeiro no checkout.
Essa construção também precisa ser vista como algo estratégico, que demanda clareza de objetivo, desenho de modelo e capacidade de execução ao longo do tempo.
Abaixo, listamos os 4 principais pilares que você deve levar em conta para construir essa operação de forma consistente. Veja:
De início, o primeiro passo não é tecnológico, mas sim, estratégico. Ou seja, antes de tomar qualquer decisão operacional, o varejista deve estabelecer qual será o papel do financeiro dentro do negócio.
O financeiro vai servir como suporte à venda? Ele será uma alavanca de crescimento ou uma unidade relevante para o negócio?
Essa definição muda completamente a forma de estruturar a operação, pois se o crédito for visto apenas como algo “tático”, a tendência é terceirizar e otimizar a conversão.
Porém, se ele for estratégico, o foco passa a ser a captura de margem, gestão de carteira e construção de ativos financeiros.
Ter essa clareza é fundamental, pois caso o contrário, o varejista corre o risco de criar uma operação fragmentada, que gera pouco valor e não evolui.
Lembre-se: o Beyond Banking exige intencionalidade e saber onde se quer chegar, para somente então, definir como estruturar.
Depois de ter definido o papel, o próximo passo é escolher o modelo estrutural do Beyond Banking.
Aqui, é importante pontuar, que não existe uma única abordagem. O mercado de crédito oferece diversos caminhos diferentes, com níveis distintos de controle, investimento e captura de valor.
Os modelos white label permitem que o varejista comece de forma mais rápida, sem ter que desenvolver uma plataforma “do zero”.
Já estruturas próprias ou via BaaS aumentam o controle sobre dados, crédito e monetização, mas exigem maior maturidade operacional.
No estágio mais avançado, o varejista pode construir um ecossistema financeiro completo, com múltiplos produtos e gestão integrada.
Por isso, a decisão precisa ser tomada pensando no longo prazo, pois a escolha deve levar em conta quanto valor o varejista quer capturar e quanto está disposto a internalizar.
Um dos grandes erros cometidos pelos varejistas que desejam montar uma estrutura de bancarização empresarial, é tentar lançar uma operação completa “de uma só vez”.
Por isso, é importante pensar no crédito como uma plataforma e não apenas como um produto. A criação de módulos como análise de crédito, antifraude e cobrança, de forma independente, facilita a escalabilidade das soluções ou criação de novos produtos.
No caso do Beyond Banking, a construção mais eficiente acontece por camadas, começando pelo básico e evoluindo conforme maturidade e aprendizado.
Neste sentido, a primeira camada deve envolver a oferta de crédito no PDV, focado na conversão.
Em seguida, entram elementos de gestão de carteira, dados e personalização. Posteriormente, o varejista pode incluir e integrar novas ofertas financeiras, ampliando o portfólio e a monetização.
Independentemente de qual seja o caminho tomado, a recomendação é a mesma: testar, avaliar e ajustar constantemente, pois o Beyond Banking bem-sucedido exige adaptação contínua com foco total na experiência do cliente.
Além de evitar a complexidade desnecessária no início, essa abordagem reduz risco e permite aprendizado contínuo. Afinal, mais do que velocidade, o diferencial está na consistência da evolução e da operação a longo prazo.
Por fim, mas não menos importante: o varejista não deve deixar de usar os seus diferenciais.
Em outras palavras, o varejo não deve tentar operar como um banco tradicional. Esse é o maior erro que o varejista pode cometer, e vale para qualquer estratégia de bancarização.
O diferencial competitivo não está em replicar modelos financeiros, mas sim, em explorar aquilo que só o varejo tem: dados de consumo, frequência de compra e proximidade com o cliente.
Todas essas reflexões permearam as discussões do evento Crédito Digital 2026. Os executivos que participaram dos painéis foram unânimes ao pontuar que os varejistas devem tomar cuidado com a tentação de querer ser banco.
Para eles, o varejo não pode competir nem em orçamento e nem em capacidade. Por conta disso, o varejo deve “jogar o jogo que sabe”, que é o jogo dentro do ecossistema.
A partir do momento que o varejista usa os seus diferenciais, ele consegue ter uma concessão de crédito mais integrada à jornada e com maior capacidade de personalização. É isso que torna o Beyond Banking mais eficiente dentro do varejo do que fora dele.
No fim do dia, os varejistas “vencedores” não serão os que mais se aproximarem dos bancos, mas sim, os que melhor utilizarem seus próprios ativos para construir uma operação financeira única, personalizada ao seu cliente e conectada ao seu ecossistema.
No tópico acima, ficou claro que o Beyond Banking exige definição estratégica, modelo estrutural e construção por camadas.
No entanto, existe algo extremamente importante, e que sustenta tudo o que falamos anteriormente: a escolha dos parceiros.
Na prática, escolher o parceiro certo é o que vai viabilizar (ou limitar) a execução desse modelo de negócio.
O Beyond Banking é viabilizado por infraestrutura, pois é ela que permite:
Por isso, mais do que fornecedores, os parceiros precisam atuar como habilitadores de negócio, com arquitetura flexível, APIs robustas e capacidade de adaptação ao longo do tempo.
Neste sentido, uma boa prática é priorizar soluções modulares, que permitam ao varejista evoluir por camadas, sem depender de reestruturações complexas a cada novo passo.
Isso evita o “aprisionamento” tecnológico e garante que o varejista tenha mais liberdade para ajustar estratégia, integrar novos componentes ou migrar para modelos mais sofisticados à medida que a maturidade da operação cresce.
Ademais, não basta apenas contar com uma excelente estrutura tecnológica. Também é preciso que ela esteja orientada a dados.
Ou seja, somente processar as transações não é suficiente. É essencial transformar informação em inteligência acionável para crédito, risco e personalização.
É aqui que parceiros especializados fazem toda a diferença, pois eles conectam a infraestrutura financeira com capacidade analítica.
No Beyond Banking, a tecnologia não é suporte: ela é o core da operação. E escolher os parceiros certos significa garantir que toda a estratégia desenhada pelo varejista consiga, efetivamente, sair do papel e evoluir com consistência.
Se você chegou até aqui na leitura, conseguiu compreender que o Beyond Banking é uma “construção”, que envolve definir o papel do financeiro, escolher o modelo estrutural, evoluir por camadas e garantir uma base tecnológica que seja capaz de sustentar essa operação com consistência e a longo prazo.
Todavia, existe um ponto crítico entre estratégia e execução: a capacidade de tirar esse plano do papel.
É justamente nesse ponto que muitos varejistas travam. E isso não ocorre por falta de visão, mas sim, pela complexidade de estruturar uma operação de crédito robusta, integrada e escalável sem possuir a infraestrutura adequada.
Para resolver esse e outros problemas, é que a GIRO.TECH existe. Nós fornecemos a infraestrutura completa de crédito para grandes negócios, e conectamos varejistas, financeiras e clientes dentro de um mesmo ecossistema.
Por meio de uma plataforma completa de Credit as a Service (CaaS), nós disponibilizamos a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, e que é capaz de viabilizar a bancarização do varejo de forma prática, eficiente e sem nenhum atrito.
Para que o processo de bancarização ocorra de ponta a ponta, nós temos o auxílio da Giro SCD, nossa unidade regulada pelo Banco Central (BC).
A Giro SCD é uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), especializada em estruturar operações de concessão de crédito. Com isso, ela consegue habilitar seu varejo como nosso corban.
Através de APIs, você consegue formalizar contratos de crédito com seus clientes, por meio da emissão de CCB. Isso permite que seu negócio financie seu ecossistema e cadeia de fornecedores utilizando 100% de capital próprio.
Além do mais, a GIRO.TECH também conta com o apoio da GTS Securitizadora e da Monetiza, nossas unidades reguladas e especializadas na estruturação de Securitizadoras e FIDCs, permitindo que seu varejo tenha o melhor enquadramento tributário possível nas operações de crédito.
É dessa forma que a GIRO.TECH transforma o fluxo de pagamento em crédito estruturado e ágil. Pois no varejo, o crédito não é um produto isolado. Ele é uma alavanca de crescimento, fidelização e rentabilidade.
E quando falamos sobre montar uma estrutura de bancarização ou Beyond Banking, não estamos falando sobre “virar banco”, mas sim, sobre ter a infraestrutura certa para operar crédito com inteligência, escala e controle.
Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você conseguiu entender que o Beyond Banking deixou de ser uma alternativa para se tornar um movimento inevitável para o varejo que busca crescimento com rentabilidade.
Afinal, não se trata somente de oferecer crédito, mas sim, de internalizá-lo como uma alavanca estratégica e que seja capaz de transformar vendas em ativos, dados em inteligência e relacionamento em recorrência.
Nada disso é fácil, mas os varejistas que lideram esse movimento entenderam que depender exclusivamente de margem comercial limita o crescimento.
Em contrapartida, aqueles que incorporam o financeiro ao core do negócio passam a operar com mais controle, previsibilidade e capacidade de capturar valor a longo prazo.
E não é só pela receita financeira, é pela sinergia que o braço financeiro próprio tem com o varejo, pois um “alimenta” o outro: o varejista dá crédito para vender mais e vende para financiar, gerar relacionamento e vender produtos financeiros.
Porém, existe algo central nessa jornada: execução. E estratégia sem a infraestrutura certa, não escala. Por isso, ter o parceiro certo é crucial para que o varejo tenha uma operação de crédito estruturada e 100% alinhada com os objetivos do negócio.
Se isso faz sentido para o seu varejo, a GIRO.TECH pode te ajudar nessa jornada de bancarização, por meio da nossa infraestrutura completa para crédito. Assim, você vai poder construir, operar e evoluir suas operações de crédito com eficiência e flexibilidade.
Nunca é tarde para atuar “além do banco”. Portanto, se você quer ter margem de banco dentro do seu varejo, chegou a hora de dar o próximo passo.
Entre em contato, agende uma reunião com nossos especialistas e descubra como nós transformamos capital e prazo em crédito estruturado e ágil!
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