O que é KYC e por que ele importa em uma operação de crédito

O Know Your Customer (KYC) é um processo que ajuda as empresas a conhecerem quem são seus clientes. Descubra como ele funciona e qual a sua importância em uma operação de crédito!

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O que é KYC? Se você chegou até este artigo, certamente estava buscando informações sobre o mercado financeiro e se deparou com esta sigla.

Na realidade, ele possui um papel super importante no processo de verificação da segurança nas operações de crédito realizadas.

Isso é extremamente necessário, pois, infelizmente, o mercado de finanças não está imune às vulnerabilidades.

A título de informação, o Brasil registrou 11.509.214 tentativas de fraudes em 2024, com um aumento de 9,4% em relação a 2023, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian.

Além disso, 56% dessas tentativas foram detectadas por inconsistências nas informações cadastrais, como discrepâncias entre os dados fornecidos pelos usuários e as informações registradas em bases confiáveis ou oficiais. O segmento de “Bancos e Cartões” concentrou mais de 50% dessas tentativas de fraudes. 

Em um cenário no qual a descentralização do mercado de crédito e a bancarização empresarial vêm se tornando cada vez mais populares, é fundamental que as empresas consigam garantir a segurança nas transações financeiras.

Afinal, para que uma instituição financeira ou fintech possa conceder crédito de forma segura e eficiente, é indispensável conhecer quem está do outro lado da transação.

É aí que entra o KYC, uma prática que ajuda a proteger o ecossistema financeiro contra fraudes e inadimplência.

Neste artigo, você vai descobrir como o Know Your Customer funciona e por que ele é uma etapa crucial em qualquer operação de crédito. Siga a leitura conosco e acompanhe!

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O que é o KYC?

Primeiramente, antes de entendermos quais são os elementos que compõem esta prática, é importante que você conheça melhor o que é o KYC.

O Know Your Customer (conheça o seu cliente, na tradução em português), é um processo utilizado por instituições e empresas que operam crédito ou produtos financeiros.

O seu principal objetivo, é garantir a verificação da identidade dos clientes e mitigar possíveis riscos envolvidos nas operações de crédito.

Ou seja, essas ações precisam ser cumpridas para verificar se um usuário, seja ele pessoa física ou jurídica, é realmente quem ele diz ser.

De modo geral, essa estratégia serve para garantir o compliance e as boas práticas no mercado financeiro e precaver as fraudes e a lavagem de dinheiro.

Todas essas normas são regulamentadas pela Lei nº 9.613/98, conhecida como “Lei da Lavagem de Dinheiro”, que trata sobre prevenção da utilização do sistema financeiro para crimes.

Para que uma empresa ou instituição financeira consiga cumprir com o KYC, ela precisa exigir diversas informações no cadastro do usuário.

Esse procedimento pode ser feito por meio de documentos e dados pessoais ou jurídicos. Através dessas informações, é possível identificar e bloquear eventuais criminosos.

Atualmente, além desses métodos, existem tecnologias que permitem identificar um usuário comparando-o com a base de dados do governo federal.

Além disso, as empresas e instituições financeiras também podem fazer consultas periódicas a fim de monitorar a situação do cliente perante à justiça e sistemas econômicos.

Assim, todos esses recursos são cruciais para a criação de um ambiente seguro e transparente, possibilitando que as empresas tomem decisões mais informadas e assertivas sobre seus relacionamentos comerciais.


Como funciona o KYC?

Agora que você já entendeu melhor o que é o KYC, fica mais fácil de compreender como ele funciona na prática.

De modo geral, para assegurar a eficiência da verificação da identidade, esse processo é composto por alguns elementos principais.

Eles funcionam em etapas, que combinam coleta de dados, validação de documentos, análise de risco e monitoramento contínuo.

Assim, eles ajudam a garantir a robustez no Know Your Customer, protegendo tanto as empresas e instituições financeiras, quanto os próprios clientes.

Abaixo, explicamos melhor como funcionam cada uma dessas etapas. Veja:

Coleta de informações

De início, o cliente fornece seus dados pessoais, como nome completo, CPF ou CNPJ, endereço e comprovante de residência e comprovante de renda.

Além deles, também é feito o envio da foto de um documento oficial como RG, CNH ou passaporte e uma selfie, quando o processo é feito de forma digital.

Essa etapa da coleta de informações pode ser realizada tanto presencialmente, quanto por meio de plataformas digitais, por meio de formulários, uploads e APIs de onboarding.

Verificação da identidade

Na sequência, a segunda etapa do KYC é a verificação da identidade do cliente. Para isso, os dados e documentos enviados são comparados com bases públicas e privadas.

Essas bases podem ser da Receita Federal, cartórios, bureau de crédito, sistemas de biometria facial ou antifraude.

De modo geral, o cruzamento desses dados é fundamental para validar a identidade do usuário e detectar eventuais tentativas de fraude.

Análise de risco

Na sequência, após os dados terem sido verificados, a empresa ou instituição financeira consegue dar sequência na operação de crédito.

Para isso, são levados em consideração alguns fatores, como score de crédito, renda e capacidade de pagamento, histórico de dívidas e riscos relacionados.

Na prática, esses fatores são a base de uma análise de crédito, e servem para a organização decidir se irá ou não aprovar a concessão de crédito ao solicitante.

Monitoramento contínuo do KYC

Porém, o KYC não termina nessa análise. Afinal, ele não pode ser encarado como um processo pontual.

Isso significa, que o cliente pode ser monitorado de forma periódica pela empresa ou instituição financeira.

Assim, é possível detectar alterações no perfil de risco e eventuais atividades suspeitas.

Além disso, o monitoramento é importante para manter os dados atualizados e cumprir as exigências regulatórias, a fim de assegurar que a operação de crédito continuará segura ao longo do tempo.

Em suma, o KYC funciona combinando tecnologia, análise de dados e compliance, com o intuito de tornar a concessão de crédito mais segura, eficiente e em consonância com as normas regulatórias.

Case Magalu

 

Qual é a finalidade do KYC?

Conforme citamos anteriormente, o KYC é um processo essencial para a prevenção das fraudes na identidade, lavagem de dinheiro e crime organizado.

Essas boas práticas de checar e validar a identidade do usuário, são importantes para que uma operação de crédito ocorra de forma segura.

Todavia, o Know Your Customer não se resume a essas questões. A sua finalidade é mais ampla, e vai muito além disso.

A seguir, listamos outros objetivos que o KYC consegue cumprir. Confira:

Avaliar o risco de crédito

Embora o Retail Banking esteja se popularizando cada vez mais entre o varejo, ainda é comum alguns varejistas terem certo receio de conceder crédito ao seu ecossistema.

Um dos principais receios desses players diz respeito à inadimplência. E isso faz todo o sentido, especialmente se considerarmos o cenário ao qual o varejo está inserido.

Segundo o Índice Meu Crediário, que monitora os índices de inadimplência nas vendas parceladas no varejo, apresentou uma leve alta no mês de novembro de 2024.

O índice em questão se refere às vendas efetuadas em agosto e vencidas após o período de 90 dias, e apresentou uma alta de 7,26%, ligeiramente acima dos 6,99% registrados no mês anterior, e que eram referentes às vendas realizadas em julho.

Neste sentido, é importante que os varejistas consigam encontrar maneiras para conceder crédito de forma saudável e segura.

O KYC consegue cumprir esse papel essencial na análise do risco de crédito.

Afinal, a integração dos dados sobre identidade, renda, histórico financeiro e comportamento de consumo, permitem que o varejo tome decisões mais assertivas sobre o limite de crédito e demais condições de pagamento. Com isso, é possível reduzir a inadimplência.

Além disso, o Know Your Customer também fornece insumos importantes para a estruturação de crédito e segmentação dos clientes.

Assim, os varejistas conseguem oferecer linhas de crédito mais alinhadas ao perfil de risco do cliente, o que é importante para a construção de uma carteira mais saudável.

Atender requisitos regulatórios

Para que uma empresa ou banco consiga realizar uma concessão de crédito, ela deve atender a uma série de requisitos regulatórios.

Quando falamos sobre bancarização, o órgão responsável por regulamentar esta operação, é o Banco Central (BC).

Por outro lado, quando uma organização deseja intermediar uma operação de securitização, é necessário cumprir as obrigações estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Este órgão é encarregado por normalizar e fiscalizar a atuação de diferentes integrantes do mercado de valores mobiliários.

Além do BC e da CVM, também existe o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), que é uma entidade responsável por prevenir e combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo no país.

Todos esses órgãos exigem que as instituições financeiras e fintechs de crédito adotem políticas de KYC como parte das boas práticas de compliance.

Ou seja, o não cumprimento dessas obrigações pode acarretar multas ou, em casos mais extremos, a perda da autorização para operar crédito.

Portanto, mais do que um mecanismo de proteção, o Know Your Customer também é uma obrigação legal.

Empresas que mantêm sistemas integrados não somente evitam as penalidades, mas também, reforçam a governança e credibilidade perante os clientes e investidores.

Aumentar a segurança nas operações

O KYC também é um componente importante para aumentar a segurança nas operações de crédito.

Afinal, ao garantir que cada cliente é, de fato, quem diz ser, esse processo contribui de forma direta para uma maior transparência nas transações.

Essa simples ação ajuda a proteger de fraudes, uso indevido de dados e prejuízos financeiros, tanto a empresa credora da operação, quanto o consumidor.

Além disso, é importante ressaltar, que essa segurança não se resume apenas à aprovação do crédito. Ela se estende durante todo o ciclo da jornada financeira, desde o onboarding até o pós-venda.

Trazendo para a realidade do varejo, o KYC ajuda a garantir mais segurança em uma operação de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), por exemplo.

Nesta operação, o varejista financia a compra de um cliente, permitindo que ele consiga pagar de forma parcelada.

Desse modo, um Know Your Customer ajuda a diminuir o risco de golpes envolvendo terceiros, reduz os custos com cobranças e fortalece a integridade do ecossistema de crédito.

Promover um relacionamento mais saudável com os clientes

Além de aumentar a segurança nas operações, o KYC também possibilita que o varejo promova um relacionamento mais saudável com os clientes.

Esse é o grande diferencial que os varejistas possuem ao conceder crédito à sua base de consumidores. Afinal, ninguém conhece melhor quem são seus clientes do que os próprios varejistas.

Ou seja, esse rico conhecimento permite a oferta de produtos financeiros mais alinhados ao perfil de cada cliente.

Assim, o varejista consegue entregar uma experiência mais personalizada, transparente e sustentável para todo seu ecossistema.

Ademais, os dados e informações obtidos no processo de Know Your Customer também permitem a criação de jornadas mais inteligentes.

Todos esses fatores são essenciais para fortalecer o vínculo entre o consumidor e a empresa. Consequentemente, isso resulta em um maior índice de fidelização e retenção ao longo do tempo.

Quem precisa aplicar os processos de KYC?

Em um “mundo ideal”, a segurança e transparência devem permear toda e qualquer transação comercial, seja ela B2B ou B2C.

Neste sentido, o KYC é direcionado a instituições e empresas que correm risco de sofrer fraudes de identidade, corrupção, lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo, ou outras situações que ameacem as finanças.

Ou seja, toda empresa que trabalha com crédito, independentemente se ela tiver ou não origem no mercado financeiro, deve implementar o Know Your Customer dentro do seu ecossistema.

Desse modo, esse processo é uma boa prática que deve ser aplicado em startups e fintechs, bancos, varejistas, indústrias, marketplaces, entre outros players que concedem crédito.

Além disso, fora do mercado financeiro, também existem organizações que precisam estruturar processos seguros para verificar a identidade dos clientes.

Nestes outros setores, esse processo de validação leva o nome de Background Check.

Como aplicar o KYC nas operações de crédito?

Para além de tudo aquilo que pontuamos nos itens anteriores, o KYC cumpre um importante papel nas operações de crédito como um todo.

Afinal, ele garante que uma instituição financeira ou empresa que concede crédito, consiga conhecer a fundo quem são seus clientes.

Além da possibilidade de estruturar ofertas mais personalizadas, esse processo também ajuda a mitigar os riscos de inadimplência e fraudes.

A seguir, listamos como o Know Your Customer pode ser aplicado nas diferentes etapas da concessão de crédito. Veja:

Cadastro e qualificação do cliente

O ponto de partida para uma empresa aplicar o KYC em qualquer operação de crédito, é fazer o cadastro e qualificação do cliente.

Esse processo de identificação envolve a coleta de informações pessoais ou empresariais, como nome, CPF/CNPJ, endereço, telefone, atividade econômica e composição societária, se aplicável.

Na sequência, essas informações são verificadas por meio de validações automatizadas, consultas à bureaus de crédito ou utilização de tecnologias como biometria facial.

O principal objetivo dessa etapa é confirmar que o solicitante do crédito realmente é quem ele diz ser. Assim, a empresa cedente consegue prevenir fraudes de identidade e reduzir os riscos envolvidos na operação.

Diagnóstico de risco

Após o processo de cadastro e qualificação do cliente, o KYC se estende à diagnosticar o perfil financeiro e o comportamento do cliente.

Esses fatores são de extrema importância dentro de uma operação de crédito, pois garantem que a empresa entenda qual é a real capacidade de pagamento por parte do cliente e o nível de risco associado à concessão do crédito.

Por meio dessas informações, é possível definir os limites de crédito, taxas de juros e eventuais garantias que sejam necessárias para que a operação seja efetuada.

Para realizar esse diagnóstico de risco, também é possível consultar os bureaus de crédito, além do score de crédito, histórico de pagamento e eventuais dívidas em aberto.

Caso o tomador de crédito seja uma pessoa jurídica, também são avaliados o faturamento, estrutura societária e demais indicadores financeiros.

Supervisão da operação

Conforme citamos anteriormente, a aplicação do KYC não deve ser considerada apenas como algo pontual.

Ele precisa ser um processo contínuo, especialmente em operações de crédito de longo prazo, como linhas rotativas, cartão private label, ou limites pré-aprovados.

Por isso, é de suma importância que a empresa mantenha os dados atualizados e monitore eventuais mudanças no comportamento financeiro do cliente.

Aumento na inadimplência, alteração de endereço, ou troca de sócios, são situações que merecem ser supervisionadas.

Esse monitoramento possibilita que a empresa reavalie o risco de crédito e consiga prevenir surpresas negativas.

Automação com tecnologia

Por fim, a tecnologia também desempenha um papel de fundamental importância na aplicação eficaz do KYC.

Atualmente, já é possível integrar soluções automatizadas de motor de crédito que conseguem fazer a coleta, validação e análise de dados de forma instantânea.

Essas ferramentas também conseguem ser integradas com bases públicas e consultas automáticas de bureaus de crédito.

Assim, é possível estruturar uma esteira de crédito mais rápida e eficiente, acelerando o processo sem comprometer os níveis de segurança.

Ademais, o avanço do Open Finance e do core banking permitem que as empresas exportem dados financeiros de outras instituições, desde que haja o consentimento do cliente.

Com todos esses insumos é possível complementar o processo de Know Your Customer, tornando a análise de crédito muito mais segura e precisa.

Quais são os desafios de implantar um KYC?

Como você observou nos outros itens, a aplicação de um KYC é fundamental para tornar uma operação de crédito mais segura e eficiente.

Porém, a implantação desse processo também traz alguns desafios importantes, e que naturalmente, devem ser considerados pelas empresas.

Neste sentido, os principais desafios enfrentados pelas empresas que buscam estruturar um processo eficiente de Know Your Customer são:

Custos regulatórios do KYC

Por natureza, o mercado de crédito é um ambiente extremamente regulado, e com toda a razão.

Ao longo do tempo, as determinações do BC, da CVM e do Coaf costumam mudar e se atualizar.

Logo, cumprir todas as exigências pode ser um processo muito complexo, principalmente para empresas que não possuem experiência no setor financeiro.

Apesar disso, é fundamental que a operação de crédito sempre se mantenha atualizada e em conformidade. Esse processo exige um monitoramento regulatório constante e atualizações frequentes.

Afinal, as empresas que não se adaptam a essas mudanças, podem vir a sofrer com autuações ou exposição a riscos legais.

Verificação de dados confiáveis

Outro grande desafio da aplicação do KYC, diz respeito à verificação de dados confiáveis por parte da empresa.

Quando falamos de uma operação de crédito, é imprescindível que os dados fornecidos pelo cliente sejam verídicos e atualizados.

Por vezes, não é incomum alguns clientes enviarem documentos com baixa qualidade e informações incompletas, dificultando a validação automatizada.

Ademais, em regiões periféricas, é comum faltarem registros oficiais, como comprovantes de renda ou residência.

Isso é um grande problema, e exige que a empresa busque soluções alternativas para verificar a identidade do cliente, como por exemplo os dados bancários.

Privacidade de dados

Ainda quando falamos sobre dados, garantir a proteção e privacidade deles é um desafio constante, especialmente com o aumento das regulamentações de proteção de dados.

No Brasil, a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) é a legislação responsável por controlar a privacidade e o uso e tratamento dos dados pessoais.

Logo, as empresas precisam ser capazes de assegurar que os dados coletados nas operações de crédito sejam armazenados de maneira segura e utilizados para os devidos fins.

Conciliar a segurança e a experiência do usuário

Por fim, outro desafio que a implantação do KYC exige, é conciliar a segurança e a experiência do usuário.

Esse processo costuma exigir algumas etapas que podem parecer muito burocráticas para o cliente final, que deseja resolver seus problemas de forma ágil e instantânea.

Não à toa, o crédito digital vem se popularizando cada vez mais entre os consumidores brasileiros.

Quando o processo é muito confuso e demorado, ele pode gerar atrito na jornada de compra, abandono de carrinho e, até mesmo, perda de clientes.

Neste caso, é importante saber equilibrar a robustez necessária da segurança em uma jornada fluida e sem atritos.

Para isso, a empresa deve utilizar interfaces intuitivas, APIs de fácil integração e automação com validações instantâneas.

Superar esses desafios demanda um planejamento estratégico por parte da empresa, além da utilização de uma tecnologia avançada.

Assim, é possível garantir a implantação de um KYC seguro e eficaz, mas sem prejudicar a eficiência operacional.

Uma forma de facilitar esse caminho, é buscar parcerias estratégias com alguma fintech white label.

Essas empresas fornecem todo o aparato tecnológico e regulatório para ajudar as empresas não financeiras, como é o caso dos varejistas, a estruturar operações de créditos mais eficientes e seguras.

Quais são as diferenças entre FIDC e Securitizadora?

 

Qual é o impacto do KYC na experiência do cliente?

Apesar desses desafios, quando bem conduzida, a aplicação do Know Your Customer traz diversos benefícios na jornada e experiência do cliente.

Abaixo, listamos três vantagens que o KYC pode trazer ao seu ecossistema de gestão de crédito. Confira:

Mais segurança e confiança

Um processo de Know Your Customer bem estruturado, é capaz de elevar a experiência do cliente a um novo patamar, trazendo mais segurança e confiança.

Afinal, as empresas que seguem essas boas práticas mostram que têm um processo sólido e seguro para validar as informações.

Consequentemente, o cliente consegue compreender que a organização é séria, confiável, cumpre as normas e é capaz de proteger seus dados pessoais.

Quando falamos do varejo, que é um setor tão efêmero, esses aspectos fazem toda a diferença positiva.

Além disso, o aumento da segurança e confiança também são aspectos relevantes no contexto do aumento de fraudes e vazamentos de informações e dados no setor financeiro.

Redução de problemas futuros

Você já ouviu falar na frase “Cliente satisfeito não dá problema?”. Pois bem, essa lógica é totalmente aplicável ao KYC.

Esse processo atua como uma espécie de “barreira” de proteção para o próprio cliente.

Ao impedir que terceiros ou pessoas desautorizadas tentem fraudar uma contratação ou utilizar seus dados de forma indevida, o Know Your Customer consegue garantir que o crédito seja oferecido de maneira responsável.

Ao proteger o uso indevido da sua identidade e evitar o seu endividamento excessivo, o KYC consegue fortalecer o relacionamento da empresa com o cliente, evitando ruídos futuros nesta parceria.

Personalização do crédito

Além disso, um processo bem estruturado de Know Your Customer também permite que a empresa tenha um melhor conhecimento sobre o cliente.

Tendo em mãos as informações e dados colhidos, fica muito mais fácil entender o perfil do consumidor e oferecer as linhas de crédito mais adequadas a ele.

Quer um exemplo? Um varejo pode disponibilizar crédito CDC ao cliente que tem o hábito de pagar suas compras de forma parcelada.

Outra opção seria possibilitar a concessão de crédito via Buy Now Pay Later (BNPL), para que o consumidor fracione o pagamento das suas compras.

Ou então, caso ele seja adepto dos cartões, o varejista pode conceder um cartão co-branded, para que o cliente tenha mais conveniência e liberdade para utilizar o cartão em outros estabelecimentos.

As opções são diversas, e o melhor de tudo, é que o varejista pode definir limites mais adequados à capacidade de pagamento do cliente.

Além disso, também é possível oferecer taxas personalizadas ou prazos que sejam mais compatíveis com o fluxo de caixa.

Todos esses fatores geram mais valor à oferta, e impactam diretamente para a construção de uma experiência ainda mais satisfatória.

Monte sua estrutura de crédito com a GIRO.TECH!

O KYC é apenas um dos componentes que fazem parte de uma operação de crédito, porém, existem outras que são igualmente importantes.

Para que uma empresa não-financeira consiga conceder crédito, ela precisa cumprir uma série de requisitos regulatórios estabelecidos pelo BC.

Contudo, o processo para tirar as licenças é longo e burocrático. Por isso, o caminho mais recomendado é buscar a parceria de uma fintech especializada, que fornece os insumos para o seu negócio rodar uma operação de crédito eficiente.

A GIRO.TECH sabe como essas boas práticas fazem a diferença. É por isso que estamos aqui, e gostaríamos de nos apresentar a você!

Nós somos uma plataforma de Credit as a Service (CaaS), e possibilitamos que o seu negócio desenvolva atividades de crédito e crie uma infraestrutura inteligente e eficaz de financiamento.

Para montar a sua estrutura de crédito que realmente funciona, nós utilizamos o apoio da Giro SCD, a nossa Sociedade de Crédito Direto (SCD).

A nossa unidade é regulada pelo BC, e possui todas as licenças regulatórias necessárias para ajudar o seu varejo ou empresa a se bancarizar.

A Giro SCD consegue habilitar seu negócio como nosso corban. Com isso, você poderá usar nossas APIs para estabelecer contrato de crédito com seus clientes, via emissão da Cédula de Crédito Bancário (CCB).

Além disso, a GIRO.TECH também auxilia o seu negócio no processo de abertura do seu veículo de securitização, que pode ser uma Securitizadora ou Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

Essa estrutura vai auxiliar na captação de recursos no mercado de capitais, para potencializar ainda mais a sua operação.

Desse modo, ao oferecer a nossa tecnologia para crédito que simplesmente funciona, e disponibilizar toda a infraestrutura regulatória, nós estamos prontos para ajudar seu negócio a aproveitar todos os benefícios que a bancarização oferece.

Como funciona a operação de Bancarização da Giro SCD?

 

Conclusão

Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você pôde conhecer o que é o KYC e como ele impacta diretamente o sucesso de uma operação de crédito.

Afinal, o Know Your Customer não se trata somente de uma obrigação regulatória. Ele é um mecanismo crucial para proteção dos consumidores e das empresas que trabalham concedendo crédito.

A utilização dessas boas práticas ajuda a tornar muito mais seguro um financiamento de crédito, garantindo que o dinheiro estará sendo disponibilizado para o cliente que diz ser quem ele realmente é.

Não combater e prevenir esses riscos, pode colocar a perder tudo aquilo que você levou anos para construir. E todos sabemos que uma reputação pode ser arruinada em poucos segundos.

Além de prevenir fraudes e combater a lavagem de dinheiro, o KYC também ajuda as instituições financeiras e demais empresas a enfrentarem os desafios de um ambiente regulatório bastante efêmero e dinâmico.

Portanto, se você busca estruturar uma operação de crédito em seu ecossistema, o caminho mais recomendado é buscar parceiros especializados.

Assim, você conseguirá ter todos os insumos necessários não apenas para “conhecer quem é o seu cliente”, mas também, para montar uma estrutura de crédito que esteja realmente alinhada às suas necessidades.

Se você acredita que chegou a hora de elevar o seu negócio ao próximo nível, a GIRO.TECH pode te apoiar nessa missão!

Nós temos todas as licenças regulatórias estabelecidas pelo BC e pela CVM, e que nos autorizam a realizar atividades de bancarização e securitização.

Além disso, nós fornecemos a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, e ajudamos o seu varejo a ter margem de banco nas operações de crédito!

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